sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Google muda seu algoritmo para dar prioridade às informações recentes

O Google modificou seu algorítmo de buscas para oferecer como resultados informações mais recentes, uma mudança que afetará cerca de 35% das buscas.

O Google garante que esta melhora do algoritmo foi criada para que o buscador "entenda" melhor quando é preciso oferecer resultados com conteúdos mais recentes.

"Dado o ritmo incrivelmente rápido com o qual se movimenta a informação hoje em dia (...), o algoritmo precisa ser capaz de entender se o resultado de busca sobre um programa de televisão de uma semana atrás é recente ou se o resultado sobre uma notícia publicada há uma semana é muito velho", informou a companhia.

FOLHA

Ações da Sony despencam e investidores questionam divisão de TVs

As ações da Sony caíram quase 10% nesta sexta-feira (4), devido ao questionamento dos investidores sobre a capacidade da companhia japonesa de reverter a crise em sua deficitária divisão de televisores. A Sony anunciou que a divisão deve sofrer um prejuízo de US$ 2,2 bilhões.

A Sony chocou os investidores na quarta-feira ao alertar sobre um quarto ano consecutivo de prejuízo, o que abalou ainda mais a confiança do mercado quanto a uma companhia que no passado simbolizava o poderio da alta tecnologia japonesa.

A Sony não ofereceu muitos detalhes sobre seu plano para reduzir à metade o prejuízo da divisão de televisores, que está a caminho de seu oitavo ano consecutivo no vermelho. A Sony espera conseguir reduzir o prejuízo no ano que vem e sair do vermelho no ano fiscal que se encerra em março de 2014.

"Depois dos resultados e projeções fracos e diante do impacto das inundações na Tailândia e do iene ainda forte, é impossível ser otimista quanto à Sony no momento, e vender ações da companhia é uma decisão fácil", disse Mitsushige Akino, vice-presidente de investimento da Ichiyoshi Investment Management. "Não existem motivos para comprar ações da Sony, e os motivos para vendê-las são muitos".

Yuji Fujimori, analista do Barclays, adotou recomendação menos positiva quanto às ações da Sony, e reduziu sua projeção de preço de 2,5 mil para 1,6 mil ienes, afirmando que projeções de lucro haviam sofrido corte ainda maior que o esperado e que a reestruturação na divisão de televisores estava atrasada.

As ações da Sony fecharam em queda de 7,9%, cotadas a 1,4 mil ienes, depois de terem chegado a cair em até 8,8% durante o pregão, à sua mais baixa cotação em 30 dias. A quinta-feira foi feriado no Japão.

A Sony reduziu sua projeção de vendas de televisores, câmeras e aparelhos de DVD, na quarta-feira, e anunciou que pode reportar 90 bilhões de ienes (US$ 1,1 bilhão) em prejuízo líquido no ano fiscal em curso, revertendo uma projeção anterior que previa lucro de 60 bilhões de ienes.

REUTERS/FOLHA

CIA monitora até 5 milhões de tuítes por dia

Em um parque industrial anônimo na Virgínia, em um prédio de concreto insuspeito, a CIA monitora tuítes - até 5 milhões deles por dia.

No Centro de Código Aberto da agência, uma equipe conhecida carinhosamente por "bibliotecários vingadores" olha para o Facebook, jornais, canais de notícias na TV, estações locais de rádio e salas de bate-papo - tudo que qualquer pessoa possa acessar e contribuir de forma aberta.

Do árabe ao mandarim, de tuítes nervosos a um blog profundo, os analistas reúnem as informações, muitas vezes em sua língua nativa. Eles cruzam as referências com os jornais locais ou com uma ligação telefônica clandestina interceptada. A partir daí, eles constroem uma imagem entregue aos nomes mais importantes da Casa Branca, oferecendo dados em tempo real sobre, por exemplo, os ânimos em uma região após o ataque do exército que matou Osama bin Laden, ou talvez até prever qual nação do Oriente Médio parece mais propensa a uma revolta popular.

Sim, eles já sabiam que a revolta no Egito iria acontecer; eles só não sabiam exatamente quando a revolução começaria, diz o diretor do centro, Doug Naquin.

O centro já previu que "as mídias sociais em locais como o Egito poderiam ser um fator decisivo de mudança e uma ameaça aos regimes locais", ele relata em entrevista recente para a Associated Press.

O local foi criado como resposta às recomendações da Comissão do 9/11, com foco inicial em contra-ataque ao terrorismo. Mas as centenas de analistas - o número exato não é revelado - monitoram uma gama mais ampla, desde o acesso à internet na China até os ânimos nas ruas do Paquistão.

Os analistas mais bem sucedidos, diz Naquin, são semelhantes à heroína do livro "Os Homens que não Amavam as Mulheres", uma hacker evasiva, irreverente e que "sabe como encontrar coisas que as pessoas não sabem que existe".

O centro começou a se focar nas mídias sociais após acompanhar o Twitter derrubar o regime iraniano durante a Revolução Verde de 2009, quando milhares protestaram após o resultado das eleições que colocou o presidente Mahmoud Ahmadinejad no poder novamente. "A língua persa é a terceira mais presente em redes sociais e blogs em toda a web", diz Naquin.

As análises do centro invariavelmente acabam nas mãos da equipe de inteligência do presidente americano Barack Obama, quase todos os dias. Após bin Laden ser morto no Paquistão em maio, a CIA monitorou o Twitter para dar um registro mais preciso da opinião pública mundial para a Casa Branca.

Poucas semanas atrás, quando Obama fez um discurso sobre os problemas no Oriente Médio, a resposta do Twitter nas 24 horas seguintes veio de forma negativa da Turquia, Egito, Iêmen, Argélia, do Golfo Persa e de Israel, com usuários de língua árabe e turca acusando o presidente de favorecer Israel, enquanto os tuítes em hebreu denunciavam o discurso como pró-árabe.

Nos dias após o discurso, os principais conglomerados de mídia chegaram a mesma conclusão, assim como analistas da inteligência americana, baseado em dados coletados na região.

"Fazemos o máximo para ressaltar que podemos estar colhendo uma representação apenas da elite urbana", diz Naquin, mostrando saber que apenas uma pequena fatia da população em grandes áreas monitoradas tem acesso à internet. Mas ele diz que o acesso às mídias sociais por meio do celular tem aumentado em locais como a Africa, o que indica que uma "porção bem maior da população do que você imagina está colocando sua voz para fora".

ASSOCIATED PRESS/FOLHA

Hackers ativistas ameaçam atacar Facebook neste sábado

Depois de atacar sites institucionais de todo o mundo, causar problemas em grandes empresas, como Sony e MasterCard, e serem rotulados como os ciberdefensores da consciência global, os "hacktivistas" podem fazer uma nova vítima neste sábado: o Facebook.

No início de agosto, um grupo de hackers que diziam pertencer à organização de ativistas Anonymous publicou um vídeo prometendo "aniquilar" o Facebook no dia 5 de novembro. O argumento dos hackers era simples: a rede social criada por Mark Zuckerberg "viola a privacidade" de seus usuários.

Os "meios oficiais" do Anonymous (uma conta no Twitter e um site) desmentiram ser os responsáveis pela ameaça, porém a notícia demonstrou que a semente do hacktivismo está semeada há muito tempo, e agora cada planta cresce em uma direção.

Manuel Vázquez López, chefe da BIT (Brigada de Investigação Tecnológica) espanhola, explicou à Efe que o fenômeno dos hackers, "como qualquer atividade que requer uma alta inteligência", produz "fascinação", principalmente pelo fato de "suas ações apoiarem causas consideradas justas pela opinião pública".

No entanto, Vázquez destacou que, com o trabalho da polícia --que na Espanha acabou com a prisão de três integrantes dos Anonymous no mês de junho--, "muitas pessoas que participam dos ataques vão deixar essas organizações".

A partir desse episódio, muito se falou sobre a responsabilidade penal dessas ações. Vázquez, por exemplo, citou dois artigos do Código Penal, o 197 (para os delitos de descoberta e revelação de segredos) e o 264 (para danos nos sistemas e dados informáticos), que estipulam um limite legal para essas iniciativas.

"A capacidade final de decidir quem são os alvos que serão atacados recai sobre um grupo muito reduzido de pessoas", comentou Vázquez, ressaltando "que a internet se difere do mundo físico porque conecta pessoas que não se conhecem e estão a milhares de quilômetros de distância, mas que defendem causas comuns".

Vázquez lidera uma equipe de policiais para apurar esses casos e, desde outubro de 2010, analisou mais de 2 milhões de linhas de registro de chats e sites usados pelos Anonymous.

Os cibercriminosos também são acompanhados por Ricardo Hernández, responsável de investigação da empresa de segurança Kaspersky, que adverte que na Espanha "há muitos grupos ativos de hacktivistas mobilizados".

Seu trabalho consiste em analisar quais serão as tendências que os hackers seguirão no futuro. "Veremos surgir novos grupos de forma espontânea, mas não podemos saber se seguirão os mesmos moldes do hacktivismo puro, de protesto social", comentou.

O perfil dos hackers evoluiu, os protagonistas de crimes na internet já não são mais jovens com profundos conhecimentos informáticos na busca de notoriedade, mas de coletivos, que, embora tenham o pretexto de uma boa ação, buscam lucro econômico.

No entanto, as ações desses grupos continuam sendo criminosas, concordam os especialistas, que não sabem ao certo o que irá ocorrer com o Facebook neste sábado.

Se o especialista da Kaspersky diz que não "dá credibilidade" às ameaças, o chefe da BIT adverte que "certamente, eles vão tentar articular algo".

Porém, só o tempo dirá se o dia 5 de novembro de 2011 será uma data para marcar em vermelho no calendário dos grandes incidentes da internet.

EFE/FOLHA

Marinha israelense intercepta dois barcos que iam para Gaza

Militares da Marinha israelense subiram a bordo de dois barcos que transportavam ativistas pró-palestinos rumo à faixa de Gaza, nesta sexta-feira, em desafio ao bloqueio israelense do território controlado por islamistas.

Os militares disseram em comunicado que a embarcação canadense "Tahrir" e a irlandesa "Saoirse" seriam levadas ao porto israelense de Ashdod.

"Soldados da Marinha israelense operaram conforme planejado, e tomaram todas as precauções necessárias para garantir a segurança dos ativistas a bordo das embarcações e a própria segurança", disse o comunicado. Uma fonte militar afirmou que ninguém ficou ferido durante a operação.

Esta é a 11ª tentativa de romper por mar o bloqueio de Israel à faixa de Gaza. O bloqueio foi imposto em 2006, reforçado um ano depois e aliviado há cerca de um ano e meio, por causa de pressões internacionais após um ataque militar israelense que matou nove ativistas turcos.

O organizador do navio canadense, Ihab Lotayef, insistiu na necessidade desta nova iniciativa porque os habitantes da faixa de Gaza "querem solidariedade e não caridade", e "apesar da ajuda humanitária ser útil, eles ainda são prisioneiros sem liberdade de movimentos".

Huwaida Arraf, outra participante, explicou que a campanha, batizada de "Freedom Waves to Gaza" (Ondas de Liberdade a Gaza), enviará outras expedições marítimas nos próximos meses.

REUTERS/FOLHA

luishipolito@outlook.com

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