domingo, 6 de novembro de 2011

Alemanha teme utilização de reservas de ouro para salvar euro

Autoridades políticas e meios de comunicação alemães temiam neste domingo que o país coloque suas reservas de ouro à disposição do fundo de resgate da Eurozona (Feef), embora o governo tenha afirmado que a ideia não foi discutida no G20.

"E agora o nosso ouro", era a manchete do "Frankfurter Allgemeine Zeitung", enquanto o "Die Welt" se alarmava por um "ataque contra o Bundesbank", o banco central alemão, muito zeloso de sua independência.

"As reservas de ouro e de divisas do Bundesbank não foram em nenhum momento tema de discussão durante a cúpula do G20 em Cannes", declarou no sábado à noite o porta-voz do governo, Steffen Seibert.

Segundo fontes próximas às negociações da cúpula do G20 em Cannes, os governos alemão e francês queriam obrigar o Bundesbank a colocar à disposição do FEEF suas reservas, afirma o Frankfurter Allgemeine Zeitung.

No entanto, a oposição do presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, provocou o fracasso de um projeto que teria feito aumentar a participação da Alemanha no Feef em 15 bilhões de euros, sem passar pela aprovação do Parlamento, acrescentou o Frankfurter Allgemeine Zeitung.

FRANCE PRESS/FOLHA

Nova coalizão governamental da Grécia exclui atual premiê

O primeiro-ministro grego George Papandreou e o líder oposicionista Antonis Samaras selaram um acordo de uma nova coalizão governamental, segundo anunciou o gabinete do presidente neste domingo.

Papandreou deixa o cargo já na segunda-feira, segundo informou um comunicado oficial do gabinete do presidente.

"Amanhã haverá nova comunicação entre o primeiro-ministro e o líder da oposição sobre quem será o líder do novo governo", disse o documento.

O encontro de hoje teve duração de 1h30. Não houve pronunciamento imediato a respeito de uma resolução para o governo de coalizão.

A crise em Atenas tem ameaçado a capacidade do país para evitar uma falência catastrófica e de se demonstrar um membro estável da Zona do Euro.

O premiê George Papandreou disse que ele deve deixar o cargo assim que o acordo de um governo interino seja feito. Líder da oposição, Antonis Samaras insistiu que Papandreou renunciasse antes das negociações começarem.

PANELA DE PRESSÃO

Devia-se chegar a uma solução sobre o governo de unidade nacional ainda "esta noite", segundo afirmou o primeiro-ministro momentos antes do início do encontro.

Em comunicado emitido pelo seu gabinete, o primeiro-ministro declarou que esperava chegar a um acordo sobre a formação de um novo governo "hoje, e não amanhã".

Os políticos do país começam a sofrer pressão de empresários e da Igreja Ortodoxa, cujo teor pede para que eles "assumam as suas responsabilidades históricas", a fim de que cheguem a um acordo para formação do governo de união nacional.

Em uma declaração publicada na internet, a Igreja Ortodoxa diz que o país está "nas horas cruciais" contra todo o "erro de cálculo que não trate exclusivamente do interesse nacional".

A federação grega de empresas declarou que "o futuro de todos para a próxima década está se decidindo agora".

O empresariado pede ainda um "compromisso audaz de maturidade política e responsabilidade nacional".

O ex-ministro socialista Tilemahos Hitiris se mostrou otimista quanto às negociações. "Acho que haverá hoje um acordo. A renúncia de Papandreou só se concretizará quando um novo primeiro-ministro for escolhido".

Ele ressaltou que o novo governo deve conseguir um acordo sobre o segundo plano de resgate estipulado na cúpula europeia do dia 26 de outubro, que inclui o perdão de 50% da dívida grega com os investidores privados.

Hitiris disse que devem ser realizadas eleições depois que a Grécia cumprir suas obrigações com os parceiros da zona do euro, fixando o calendário para em torno de janeiro ou fevereiro.

FOLHA

Provas do Enade são aplicadas hoje a 376 mil universitários

Cerca de 376 mil universitários estão convocados para participar do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que será aplicado hoje em 1.365 municípios. A prova é um dos principais componentes dos indicadores utilizados pelo MEC (Ministério da Educação) para avaliar a qualidade dos cursos superiores. A participação é obrigatória.

O exame é aplicado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e cerca de 8,8 mil cursos serão avaliados em 2011. O aluno convocado que faltar à prova fica impedido de colar grau e, consequentemente, de obter o diploma de conclusão do curso. A partir deste ano, apenas os alunos concluintes farão a prova. Antes, os calouros também tinham que participar, mas a avaliação dos que ingressam nos cursos foi substituída pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que é aplicado aos estudantes no fim desse período.

Este ano, participam do Enade alunos dos cursos de arquitetura e urbanismo, engenharia, biologia, ciências sociais, computação, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, química, pedagogia, educação física, artes visuais e música. Também serão avaliados estudantes de cursos superiores de tecnologia em alimentos, construção de edifícios, automação industrial, gestão da produção industrial, manutenção industrial, processos químicos, fabricação mecânica, análise e desenvolvimento de sistemas, redes de computadores e saneamento ambiental.

O candidato pode consultar o seu local de prova no site do Inep. Também é obrigatório o preenchimento do questionário do estudante, utilizado para colher informações sobre o perfil socioeconômico do aluno e das condições da oferta de ensino pelas instituições. Para preencher esse questionário, o inscrito também deve acessar o portal do órgão.

AGÊNCIA BRASIL/FOLHA

Mais de 7.000 faltam na primeira fase do vestibular da Unesp

A primeira fase das provas da Unesp (Universidade Estadual Paulista) teve uma abstenção de 8%, o que equivale a 7.373 candidatos ausentes, neste domingo. Foram inscritos 91.852 candidatos para concorrer a uma das 6.629 vagas distribuídas em 171 cursos.

Os portões fecharam pontualmente às 14h de hoje. O gabarito e o caderno de questões devem ser divulgados ainda hoje no site da universidade e no site da Vunesp, fundação responsável pelo exame. O número de abstenções ainda não havia sido computado por volta das 15h.

O vestibular ocorre em 30 cidades paulistas e também em Belo Horizonte (MG), Brasília, Campo Grande (MT) e Curitiba (PR).

Os cursos mais concorridos são os de medicina (170,9 candidatos por vaga), direito (59,3), arquitetura e urbanismo (44,9).

O vestibulando terá quatro horas e meia para resolver as 90 questões de múltipla escolha, divididas em três núcleos: ciências humanas (história, geografia e filosofia), ciências da natureza e matemática (física, química, biologia e matemática) e linguagens e códigos (língua portuguesa, literatura, arte, educação física e língua inglesa).

O resultado da primeira etapa e a convocação para a segunda fase estão previstos para o dia 2 de dezembro.

FOLHA

Vídeo mostra momento em que cinegrafista da Band é baleado

Um vídeo publicado neste domingo pela "Band News" mostra o momento em que o cinegrafista Gelson Domingos, 46, da "TV Bandeirantes", foi baleado no peito. Ele morreu nesta manhã enquanto cobria uma operação policial na favela de Antares, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio.
FOLHA

Cinegrafista da Band é morto durante operação policial no Rio de Janeiro

O cinegrafista Gelson Domingos da Silva, 46, da TV Bandeirantes, morreu na manhã deste domingo após ser baleado no peito enquanto cobria uma operação policial na favela de Antares, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio.

Segundo o Grupo Bandeirantes, ele vestia um colete à prova de balas permitido pelas Forças Armadas. Foi, porém, atingido por um tiro de fuzil, que atravessou a proteção. Em nota, a emissora diz que o disparo "provavelmente" partiu de traficantes.

Segundo a assessoria de imprensa da PM, a operação começou por volta das 6h30 e tem como objetivo reprimir o tráfico de drogas e armas na região. A chegada dos policiais foi seguida por intenso tiroteio.

A PM chegou a levar o cinegrafista à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Santa Cruz. Segundo a secretaria estadual de Saúde, porém, ele já chegou ao local morto, por volta das 7h40.


O órgão diz que foram feitas tentativas de reanimação, mas sem sucesso.


O secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, foi à unidade prestar apoio à família. O corpo foi transferido ao IML ainda na manhã deste domingo.

De acordo com o Grupo Bandeirantes, que lamentou a morte do funcionário, Silva deixa três filhos, dois netos e esposa.

Antes de trabalhar para a Band, ele tinha passado por outras emissoras, como SBT e Record. Segundo a empresa, "sempre foi reconhecido pela experiência e cautela no trabalho que exercia".

"O Grupo Bandeirantes se solidariza com a família e está prestando toda a assistência", diz a nota.

Policiais do Bope e do Batalhão de Choque permanecem na comunidade. A assessoria da PM não soube informar se há presos ou feridos.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública, a imprensa não havia sido convocada para acompanhar a operação, devido ao elevado risco envolvido. A polícia está investigando o ocorrido.

AGÊNCIA BRASIL/FOLHA

Terror psicológico faz sucesso na TV dos EUA

"Ótimo, agora somos a família Addams", exclama Violet (Taissa Farmiga), ao ver a nova casa pela primeira vez.

Não é para menos. O palacete em estilo vitoriano deixaria qualquer um com frio na espinha. Mas seus pais, Ben (Dylan McDermott) e Vivien (Connie Britton), só pensam na pechincha que conseguiram achar na internet.

É assim, como quem aluga um imóvel de praia a quilômetros do mar, que os Harmon desembarcam na casa que está no centro da série "American Horror Story".

"O terror perdeu o humor", afirma o cocriador Ryan Murphy, que diz se inspirar nas fitas de tom mais psicológico dos anos 70 e 80. "Não é um tipo de horror ordinário, em que uma gostosa sai correndo de sutiã no mato".

A produção virou sucesso imediato no canal fechado FX nos EUA, onde garantiu uma segunda temporada após apenas quatro episódios.

"Não poderíamos usar a linguagem, incluir as mortes e o sexo se a série fosse ao ar na TV aberta", diz Murphy, que assina o trabalho com Brad Falchuk. A dupla produz ainda o seriado "Glee".

No Brasil, os olhos dos executivos já cresceram para cima da série. Ela será exibida no canal Fox.

SUPERLOTACÃO

Cada episódio começa mostrando a casa em um período diferente da história: em todas as épocas, houve episódios assombrosos em seus aposentos.

O detalhe é que muitos dos ex-moradores parecem não ter a intenção de deixar o local, mesmo depois de mortos.

"Na televisão, todos tentam evitar os riscos", diz McDermott. "Mas aqui os produtores não tiveram medo de me colocar pelado na tela ou de ofender algum segmento de audiência. Criaram um seriado que não tem que ficar pedindo desculpas".

Seu personagem é um psiquiatra que ajuda a povoar ainda mais a "superlotada" casa com os pacientes disfuncionais que ali atende. Um deles, o adolescente Tate (Evan Peters), não só tem aspecto de fantasma como parece transitar bem entre vivos e mortos.

"Eu sabia que seria algo obscuro", conta o ator, que diz não se abalar com as bizarrices do roteiro.

A vizinhança também não fica atrás em termos de esquisitice. O destaque é o personagem de Jessica Lange, em seu primeiro papel na TV.
O jornalista VITOR MORENO viajou a convite da Fox

American Horror Story
Estreia da série
QUANDO terça, às 23h, na Fox
CLASSIFICAÇÃO não informada


FOLHA

Francesa Total investirá em nova fábrica de lubrificantes na China

A multinacional francesa Total investirá € 30 milhões na construção de uma fábrica de lubrificantes com uma capacidade de produção máxima anual de 200 mil toneladas métricas, no norte da China, informou a agência oficial Xinhua.

Segundo fontes da empresa e autoridades locais citadas pela agência, a unidade, situada na cidade de Tianjin, o porto mais próximo a Pequim e a uma centena de quilômetros de distância, entrará em funcionamento em 2013 e se transformará em um dos maiores centros de produção de lubrificantes da Total em todo o mundo.

A fábrica produzirá uma grande variedade de lubrificantes para automóveis, motocicletas, fabricantes de equipamentos originais e aviões, que serão vendidos principalmente nas regiões do norte e oeste da China.

"A China é um dos maiores mercados de lubrificantes da Total em nível mundial e o novo investimento em Tianjin constitui um passo estratégico rumo à expansão da presença manufatureira de lubrificantes da Total", disse Jacques de Boisseson, representante geral da Total na China, no site da companhia.

A Total, com sede em Paris, é a quinta maior empresa internacional integrada de petróleo e gás do mundo que cota em bolsa e opera em mais de 130 países e regiões. Após sua entrada no mercado chinês há mais de 30 anos, abriu mais de 30 filiais, lembrou a agência Xinhua.

EFE/FOLHA

Estudantes querem repetir resultados positivos em Olimpíada de Matemática

Maria Clara Mendes Silva estuda no segundo ano do ensino médio na Escola Estadual Coronel Oscar de Castro, em Pirajuba (MG), e participa da Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) desde a sua primeira edição.

Maria Clara acumula uma menção honrosa e cinco medalhas de ouro na olimpíada, além de medalhas de bronze e prata na Olimpíada Internacional de Matemática, na Olimpíada de Matemática do Pacífico Asiático e na Olimpíada Iberoamericana de Matemática, respectivamente. Ela está confiante que irá repetir o ouro na prova que ocorreu ontem.

A segunda fase da 7ª Obmep foi realizada em 5.380 municípios brasileiros e reuniu 818.522 estudantes dos ensinos fundamental e médio, classificados na primeira fase do certame, em agosto passado. No total, a 7ª Obmep recebeu 18.719.916 inscrições de 44.691 escolas públicas.

Também está confiante em um bom resultado o estudante Vinicius Canto Costa, do primeiro ano do ensino médio no Colégio Militar do Rio de Janeiro que, em quatro participações na Obmep, conseguiu quatro medalhas de ouro. "Acho que vou ter uma ótima colocação este ano, porque me dediquei bastante", disse ele.

Vinicius foi medalhista de prata da Olimpíada de Matemática do Cone Sul, realizada este ano, o estudante comentou que a Obmep já vem abrindo portas para o seu futuro profissional desde que cursou o Peci (Programa de Preparação Especial para Competições Internacionais). Ele pretende ser professor universitário de matemática.

Os estados com o maior número de estudantes classificados para a segunda fase da Obmep foram: São Paulo (149.661 alunos), Minas Gerais (83.169), a Bahia (73.004), o Paraná (51.316), Pernambuco (43.948), o Rio de Janeiro (42.550) e o Pará (40.113).

FOLHA

Pelourinho também tem sua cracolândia

Franzino, o menino W., 12, tem um hematoma no supercílio e os lábios inflamados. As pontas dos dedos estão queimadas pelo isqueiro e o cachimbo de crack.

O garoto conta que fugiu da casa onde morava com os pais e seis irmãos em São Cristóvão, na periferia de Salvador, depois de ser jurado de morte por um traficante.

W. e dezenas de outros adolescentes que perambulam pelo Pelourinho são a versão século 21 dos "Capitães da Areia", como eram conhecidos os meninos de rua retratados por Jorge Amado no romance de 1937. A diferença é que os personagens trocaram a capoeira pelo crack.

Para bancar o vício, mendigam ou vendem fitinhas do Senhor do Bonfim aos turistas. É comum os meninos de rua pedirem aos visitantes que comprem leite e alimentos enlatados nas mercearias do bairro. Depois, os produtos são trocados por pedra.

Em uma das noites em que percorreu a região, no final de outubro, a Folha presenciou uma tentativa de assalto por um menino de rua que aparentava 12 anos e portava um canivete. Um segurança interveio e evitou o roubo.

Histórias de violência são comuns. W. afirma que a polícia bate mais que os traficantes. "Tenho um primo que fica aqui e uns amigos. Quer dizer, amigo não. Aqui é só eu e Deus", conta.


ILHA DO CRACK

Declarado patrimônio da humanidade, o Pelourinho se tornou uma ilha cercada de pequenas cracolândias.

Nas madrugadas em que esteve no centro histórico, a reportagem observou o comércio livre de drogas nos becos da Baixa dos Sapateiros, rua que ladeia o conjunto arquitetônico barroco.

O tráfico e o consumo só eram inibidos quando algum carro da PM percorria áreas críticas, como a rua do Gravatá. Na rua das Flores, dois traficantes vendiam crack sem serem importunados pelo veículo policial estacionado a cerca de 200 metros, no famoso largo do Pelourinho.

Durante a noite, também há atividade de traficantes e "noias" na rua 28 de Setembro e na região do Elevador Lacerda e do Mercado Modelo, na Cidade Baixa.

Há 58 anos instalado no Terreiro de Jesus, o coração do Pelourinho, o comerciante Clarindo Silva diz que o problema não é só falta de policiamento, mas de saúde e assistência social.

O diagnóstico do comerciante evoca as conclusões do escritor Jorge Amado na década de 1930: "A polícia prende, manda para o juizado, para outras entidades. O problema não se resolve porque essas crianças precisam é de tratamento de saúde".

FOLHA

Fogo atinge 80 barracos em favela no Jaguaré, em São Paulo

O incêndio que atingiu uma favela na Avenida Alexandre Mackenzie, na altura do número 100, no Jaguaré (zona oeste de São Paulo) queimou 80 barracos e deixou duas pessoas feridas na noite deste sábado. As informações são do Corpo de Bombeiros.

Uma pessoa ficou intoxicada e uma teve queimaduras leves. As vítimas foram socorridas ao pronto-socorro central.

Segundo os bombeiros, cerca de mil pessoas estão desalojadas.

O fogo começou às 18h40 e alcançou uma área de aproximadamente 5.000 m². Por volta das 22h40, o incêndio foi controlado.

O Corpo de Bombeiros deslocou 23 veículos e 90 homens para apagar o fogo.

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a avenida Alexandre Mackenzie permanecia interditada na altura da avenida Presidente Altino, por volta das 22h40, por causa do incêndio.

FOLHA

Demétrio de Macedo Pepice (1979-2011) - Um jovem mestre dos concursos

Demétrio de Macedo Pepice entrou em engenharia na Poli-USP nos anos 90, entre os dez primeiros candidatos.

Em 2004, ano em que se formou engenheiro mecânico, o paulistano prestou concurso para auditor da Comissão de Valores Mobiliários. Foi aprovado em primeiro.

Logo no ano seguinte, tornou-se auditor da Receita Federal depois de também ter passado em primeiro lugar.

Por fim, em 2006, alcançou a segunda posição na prova para fiscal de rendas do Estado de São Paulo. Exerceu a função até a semana passada.

Desde garoto já tirava de letra no colégio matérias como matemática e física. Também costumava desmontar e montar facilmente equipamentos eletrônicos e passar o tempo com quebra-cabeças.

Por ter um pai agente fiscal e uma mãe auditora, quis seguir carreira pública. Para passar, estudava cerca de oito horas por dia, com pequenos intervalos de descanso.

Seus feitos o levaram a ser entrevistado por TVs, jornais e revistas e a dar palestras.

A irmã, Viviane, conta que, mesmo metido num universo competitivo como o dos concursos, Demétrio era generoso. Em fóruns de discussão, trocava materiais, mandava livros para quem precisava e divulgava planilhas, resumos e roteiros de estudo.

Era tímido e querido pelos colegas, conta a família.

Resolveu aprender piano clássico depois de adulto e adorava mergulhar -o que já fez em Cuba e na Tailândia.

Solteiro, morreu na segunda, aos 32, após sofrer uma parada cardíaca dormindo. Seu próximo passo era alcançar a mesma posição que o pai como fiscal de rendas.

FOLHA

Vestibular da Unesp começa hoje com mais de 90 mil inscritos

A prova da primeira fase do vestibular de fim de ano da Unesp (Universidade Estadual Paulista) será aplicada hoje. Os candidatos devem se apresentar às 13h no local da prova, uma hora antes do fechamento dos portões.

O vestibular da Unesp 2012 teve 91.884 inscritos para as 6.629 vagas. O número de candidatos é 14,4% maior do que o registrado no ano passado.

O candidato deverá apresentar a cópia original de um documento de identidade com foto. A Vunesp também recomenda que o vestibulando leve lápis preto número dois, apontador, borracha, régua transparente e caneta preta ou azul.

Os locais de prova podem ser consultados no site da Unesp e no site da Vunesp.
A aplicação será feita nas cidades de Americana, Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Campinas, Dracena, Franca, Guaratinguetá, Guarulhos, Ilha Solteira, Itapeva, Jaboticabal, Jundiaí, Marília, Ourinhos, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto, Rio Claro, Rosana, Santo André, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, São Vicente, Sorocaba, Tupã, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande e Curitiba.

O vestibulando terá quatro horas e meia para resolver as 90 questões de múltipla escolha, divididas em três núcleos: ciências humanas (história, geografia e filosofia), ciências da natureza e matemática (física, química, biologia e matemática) e linguagens e códigos (língua portuguesa, literatura, arte, educação física e língua inglesa).

O resultado da primeira etapa e a convocação para a segunda fase estão previstos para o dia 2 de dezembro.

A Unesp oferece 171 cursos de graduação nas áreas de biológicas, exatas e humanidades.

FOLHA

Ex-campeão mundial de boxe Joe Frazier luta contra um câncer

O ex-campeão mundial dos pesos pesados, Joe Frazier, que fez três lutas memoráveis contra o também americano Muhammad Ali na década de 1970, enfrenta agora um câncer de fígado, informou o jornal "New York Post" neste sábado (5).

Frazier, 67, foi o primeiro lutador a derrotar Muhammad Ali, para arrebatar o título mundial com vitória por decisão unânime ao final de 15 assaltos, no combate realizado em 1971 no Madison Square Garden de Nova York.

Ali venceu a revanche, em 12 rounds, no ano de 1974, e também o último combate do confronto histórico, que ocorreu em 1975, em Manila (Filipinas), em 14 assaltos.

"Smokin Joe", como Frazier era conhecido, abandonou o boxe após a derrota em Manila, com um cartel de 32 vitórias, sendo 27 por nocaute, 4 derrotas e um empate.

Nos últimos anos, Frazier era solista do grupo musical "Knockouts".

FOLHA

Brics e a crise da dívida mundial - novo equilíbrio de poder

Como evidenciado pela recente crise financeira nos Estados Unidos, intensificada pela falência do Lehman Brothers, o colapso de bancos importantes em tempos de incerteza no mercado financeiro pode levar a um contágio avassalador pelo sistema bancário, que eventualmente causa grandes danos à economia mundial. Analogamente, a crise fiscal soberana europeia tem se espalhado gradualmente entre os países da zona do euro, aumentando o risco de default e ameaçando o futuro do euro. O receio de uma recorrência do colapso financeiro de 2008 tem causado uma crise de liquidez que, por sua vez, pode causar uma crise de solvência. Essa possibilidade recebeu bastante atenção no recente pacote de resgate da União Europeia (UE).
Os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) têm contribuído de forma importante para a manutenção de níveis elevados de liquidez internacional. Como uma porção significante de suas reservas internacionais é investida em valores mobiliários emitidos por países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os Brics auxiliam esses países a manterem taxas de juros em torno de zero.
Os Brics estão, portanto, ajudando as economias maduras a alcançarem uma saída mais suave para a crise. As reservas internacionais do grupo estão estimadas em US$ 4,3 trilhões, cerca de metade do total das reservas mundiais. São reservas suficientes para comprar 80% de todas as empresas listadas no Nasdaq.
No entanto, as reservas internacionais dos Brics estão sendo negativamente afetadas por vários fatores, como as políticas de estímulos dos bancos centrais dos Estados Unidos e da União Europeia, a desvalorização do dólar e do euro e o aumento no risco de default das dívidas do governo dos Estados Unidos e países-membros da UE.
Esses eventos vêm contribuindo para uma maior preocupação com relação ao risco das dívidas dos Estados Unidos e da UE mantidas pelos Brics. Para proteger suas posições contra maiores perdas potenciais e diversificar suas reservas internacionais para limitar exposição ao risco relacionado ao dólar, os Brics vêm intensificando conversas e tomando atitudes com relação a uma reserva monetária mundial alternativa.
Lições da história recente não recomendariam um retorno ao padrão ouro. O compromisso com esse padrão deixou os países-membros vulneráveis a ataques especulativos de suas moedas, o que levou a fortes oscilações na produção econômica e ao desemprego. Além disso, a adoção do padrão ouro implicou uma perda do controle da política monetária. Finalmente, os custos de ajustamento foram assimétricos e recaíram desproporcionalmente em países com moedas mais fracas, que experimentaram recessões mais severas.
Troca de moedas. O encontro do Grupo dos 20 (G-20) em 2009, no qual o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi autorizado a imprimir uma grande quantidade dos Direitos de Saques Especiais (DSEs), deu início à possibilidade de se estabelecer os DSEs como uma nova moeda global de reserva.
Como os DSEs fazem parte das reservas internacionais dos governos e podem ser usados como garantias para empréstimos, eles podem efetivamente mudar a oferta monetária global. Os DSEs podem se tornar a nova e estável moeda mundial, com a vantagem de que não se submeteriam ao controle de nenhum país em particular.
Os Brics, no entanto, não estão esperando que os DSEs se tornem o novo dólar. Estes já têm tomado atitudes movendo-se do dólar para moedas locais em acordos de comércio bilateral. A China assinou vários contratos não só com os Brics, mas também com a Coreia do Sul, a Malásia e a Argentina para swaps de divisas, nos quais as moedas locais (particularmente o yuan) são usadas como meios para comércios bilaterais, em vez do dólar.
Esse comércio bilateral baseado em moeda local pode aumentar exponencialmente em breve. Tomemos o caso do Brasil e da China. O comércio total entre esses países se expandiu substancialmente na última década. As exportações do Brasil para a China tiveram um crescimento composto de 47% ao ano, enquanto as importações da China tiveram um crescimento composto de 38% ao ano durante esse mesmo período. A relação comercial de Brasil e China está prevista para crescer de US$ 50 bilhões para US$ 125 bilhões nos próximos cinco anos.
Os riscos atuais associados aos problemas da dívida soberana da União Europeia e dos Estados Unidos podem estimular o comércio internacional baseado em moedas dos próprios Brics. A tendência natural é de que os Brics se protejam contra o risco advindo de uma forte dependência do dólar, o que pode levar a uma nova moeda internacional, seja por meio dos DSEs, do comércio bilateral com moedas locais ou de uma nova moeda dos Brics. As consequências seriam uma acumulação adicional de reservas por estes países e a desvalorizações do dólar.
Futuro. O que o futuro reserva para a União Europeia? O modelo da zona do euro implica que a política monetária se concentre nas mãos do Banco Central Europeu (BCE), enquanto cada país-membro segue sua política fiscal individual. Desistir da política monetária no nível de cada país implica que choques de recessão só podem ser acomodados por expansões fiscais financiadas por dívidas. Por outro lado, a política monetária do BCE pode ser benéfica para alguns países em detrimento de outros. Por exemplo, o BCE pode agir com o intuito de conter ameaças inflacionárias em alguns países, que podem simultaneamente causar uma contração econômica grave em outros países.
A experiência recente tem demonstrado que os custos desse impacto desigual da política monetária e as disparidades na situação fiscal podem levar alguns dos países mais afetados a um default ou mesmo a saírem da União Europeia, o que ocasionaria uma grave crise financeira. A Inglaterra, mesmo com o seu contrato opt-out, tem vocalizado a possibilidade de sua saída da UE, antecipando os riscos do euro e os possíveis efeitos de um colapso na sua economia. A alternativa é que os membros da zona do euro harmonizem e coordenem as suas políticas fiscais nacionais. A Alemanha e a França estão dando os primeiros passos rumo a uma unidade fiscal, mas a convergência fiscal precisa ser generalizada a todos os países-membros, caso contrário um colapso do euro como moeda única pode estar iminente.
ESTADÃO

IDH entre regular e ruim

Segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medido pela expectativa de vida, pelos anos de escolaridade e pela renda per capita, a nota do Brasil em 2011 foi 0,718, numa escala que vai de 0 a 1, o que nos valeu a 84ª posição entre 187 países analisados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Desde o ano passado, porém, em resposta a críticas de que o indicador não levava em conta as condições reais de vida dos diversos países, o Pnud introduziu o fator desigualdade de renda, criando o IDH-D. Por esse índice, cuja base é só de 134 países, a nota do Brasil cairia para 0,519, abaixo das da Armênia, do Gabão e da Mongólia, entre outros. Assim, as contradições do desenvolvimento brasileiro estão expostas ao mundo - o que deixou o ex-presidente Lula "iradíssimo".
Apesar dos programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família, ainda é muito extensa no Brasil a "pobreza multidirecional", ou seja, o estado de indigência em que estão cerca de 400 mil pessoas. Pior que isso, há 5,1 milhões de brasileiros vivendo com baixíssimas condições de salubridade, sem acesso a redes de esgoto, coleta de lixo e mesmo sem água encanada, para não mencionar as escassas possibilidades de educação adequada.
O desconto na nota brasileira relativa à renda, levando em conta a desigualdade, foi de 40,7%, o que coloca o Brasil como o terceiro país de renda mais desigual entre os de desenvolvimento mais avançado. O quadro fica menos desalentador sabendo-se que o Brasil também evoluiu em termos de distribuição de renda. Em 1990, quando o Pnud passou a divulgar o IDH de vários países, o Brasil era o mais desigual entre 45 países selecionados. A renda média dos 20% de brasileiros mais ricos equivalia a 34 vezes a dos 20% mais pobres. Hoje a proporção é de 18, o que se reflete na incorporação de grandes parcelas da população ao mercado de consumo, graças à expansão da massa salarial e, particularmente, do aumento real do salário mínimo.
Entre os Brics, o Brasil está em posição abaixo da Rússia (66ª no ranking, com nota de 0,755), mas em condições melhores que as da China (101ª com 0,687) e da Índia (134ª com 0,547). A expectativa de vida do brasileiro, que era de 66,3 anos em 1990, chegou a 73,5 anos em 2011, período em que a renda per capita anual se elevou de US$ 6,978 para US$ 10,162 (valores deflacionados).
No quesito educação, a nota brasileira também teve grande desconto, de 25,7%. A média de anos de escolaridade para os maiores de 25 anos é de 7,2 anos, insuficiente para a conclusão do curso secundário. O futuro parece mais brilhante, pois se espera, segundo o Pnud, que os brasileiros mais jovens de hoje tenham, em média, 13,8 anos de escolaridade. A projeção é até otimista, se se considerar, por exemplo, que, segundo o Censo de 2010, a taxa de analfabetismo era de 9,6% da população, compreendendo então 14 milhões de pessoas, para não mencionar os chamados analfabetos funcionais.
Claramente, os níveis de educação no Brasil não são condizentes com a renda per capita do País, superior à de países que apresentam índices melhores de desenvolvimento humano. Entre as quatro grandes categorias em que o Pnud divide os países analisados - desenvolvimento muito alto, alto, médio e baixo -, o Brasil está no segundo grupo, mas apresenta uma nota abaixo da média global (0,741) e inferior à nota média da América Latina (0,731).
Se existe uma correlação entre o ritmo de crescimento econômico e o desenvolvimento humano, ela até agora não tem sido relevante. Segundo o relatório do Pnud, o IDH brasileiro cresceu a uma média anual de 0,69 de 2000 a 2011, ligeiramente abaixo da expansão de 0,70 dos países em desenvolvimento humano alto. Uma das possíveis explicações para esse descompasso, segundo técnicos do Pnud, pode estar associada a uma oferta de trabalho que não exige maior escolaridade. Isso, ao que parece, hoje em dia não mais reflete o avanço da economia nacional. Com um crescimento mais acelerado em anos recentes, para poder continuar essa expansão, o Brasil precisa justamente de muito mais técnicos e trabalhadores capacitados, inclusive de nível médio.
ESTADÃO

Clima político é tenso às vésperas de eleições na Nicarágua

A Nicarágua vivia neste sábado uma aparente calma nas vésperas das eleições de domingo, com normalidade nas ruas, mas um clima político permeado por acusações entre seguidores do presidente Daniel Ortega, favorito para ganhar a reeleição, e opositores.

Policiais, inclusive de grupos antimotins, patrulhavam algumas ruas e os arredores da sede do Conselho Supremo Eleitoral (CSE), oeste de Manágua, constataram jornalistas da AFP.

Em frente ao CSE, pequenos grupos de opositores queimaram pneus, em protesto porque, segundo afirmaram, as autoridades eleitorais atrasaram a entrega de credencaiais a fiscais da oposição.

"Estão fazendo isso para fraudarem as eleições", declarou Javier Miranda, fiscal de uma das Juntas Receptoras de Voto (JRV), do Partido Liberal Independente (PLI), de oposição, cujo candidato, o empresário de rádio Fabio Gadea, está em segundo nas intenções de voto, 18 pontos abaixo de Ortega.

Em coletiva de imprensa, o presidente do CSE, Roberto Rivas, acusou o PLI de criar obstáculos para a distribuição de material eleitoral em regiões remotas do país, de destruir material eleitoral, e de atrasar a solicitação de credenciais para seus fiscais com o objetivo de "boicotar" ou semear dúvidas no processo.

Em alguns bairros do norte e leste do país, grupos de opositores e seguidores de Ortega entraram em confronto, mas foram controlados pela polícia, segundo informes da imprensa local.

Em Camoapa, município do leste de Manágua, a polícia dispersou um grupo de ativistas opositores que tentavam impedir a saída de material eleitoral em protesto porque os fiscais de seu partido não receberam credenciais.

Os juízes integrantes do CSE são na maioria favoráveis ao governista Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), o que faz os opositores temerem "fraudes" como as que denunciaram durante as eleições municipais de 2008, vencidas pelo governismo.

Cerca de 200 observadores da Organização de Estados Americanos (OEA) e da União Europeia foram mobilizados ao país, assim como outros milhares de nicaraguenses autorizados, vinculados na maior parte ao governismo, e outros órgãos independentes que vigiarão as eleições por conta própria, pois não foram credenciados pelo CSE.

FOLHA

Príncipe William escolhe Palácio de Kensington como residência londrina

O príncipe William e sua esposa, duquesa Catherine, escolheram como sua principal residência londrina o Palácio de Kensington, onde a princesa Diana morou até a sua morte, em 1997, anunciou no domingo a assessoria do casal.

"O duque e a duquesa de Cambridge farão do Palácio de Kensington sua residência londrina permanente a partir de meados de 2013 ou fins de 2013", explicou um comunicado, segundo o qual devem ser feitos importantes trabalhos de reforma.

A escolha foi aprovada pela rainha Elizabeth 2ª.

Foi neste amplo e suntuoso palácio real do século 17, localizado no coração de Londres, que a princesa Diana morou desde seu casamento com o príncipe Charles, em 1981, até sua morte, em 1997, em um acidente de carro em Paris. O príncipe William e seu irmão, Harry, cresceram ali.

O príncipe William, segundo na linha de sucessão ao trono britânico, e sua esposa se mudarão para o apartamento que antes era ocupado pela princesa Margareth, irmã da rainha, falecida em 2002. Em parte desta residência há uma sala de exposição.

Os duques de Cambrigde, que se casaram em 29 de abril em Londres, moram na ilha de Anglesey, no extremo norte de Gales (oeste da Grã-Bretanha), onde o príncipe é piloto de resgate marítimo.

Mas o príncipe William e a duquesa Catherine viajam regularmente à capital britânica. Cada vez que o fazem, ocupam como "residência temporária em Londres" um apartamento menor no palácio de Kensington, segundo a assessoria do casal.

O escritório do príncipe, atualmente situado no palácio Saint-James de Londres, será transferido para o palácio de Kensington a partir de meados de 2012.

FRANCE PRESS/FOLHA

Autoridades tailandesas elevam para 506 número de mortos por inundações

As autoridades da Tailândia elevaram neste domingo para 506 o número de mortos por causa das persistentes inundações nas províncias do planalto central em áreas de Bancoc, que causaram um dos maiores desastres na história do país asiático.

O aumento das vítimas fatais, de 450 para 506 em apenas 24 horas, coincide com uma piora da situação nos distritos do oeste da capital, com uma alta densidade de população e nos quais sobe o nível da água que os alaga.

O centro de operações criado pelo governo em resposta ao desastre, informa que embora as inundações tenham cedido em algumas das 25 províncias do planalto central, em Bancoc elas crescem devido ao enorme caudal de água que chega à capital.

As autoridades da Tailândia ordenaram novas evacuações de áreas de Bancoc perante o avanço das águas que inundam amplas áreas do norte e oeste da capital há quase uma semana.

O desastre começou em julho passado com o transbordamento de rios e pântanos do norte e da região central, por causa das copiosas chuvas da monção e de três tempestades tropicais seguidas.

EFE/FOLHA

Família de "Alfonso Cano" pede seu corpo à Promotoria colombiana

A família de "Alfonso Cano", chefe máximo das Farc morto em uma operação das forças de segurança colombianas, pediu neste sábado à Procuradoria Geral do país que lhe entregue o corpo do líder guerrilheiro.

O corpo de "Cano" foi levado pela noite à sede central do Instituto de Medicina Legal e Ciências Legista em Bogotá, em um avião militar desde Popayán, capital do departamento de Cauca.
A instituição legista será a encarregada de entregar o corpo à família, após a autorização da Promotoria.

O vereador de Bogotá Roberto Sáenz, irmão de Guillermo León Sáenz, nome de batismo de "Cano", disse à edição eletrônica do jornal "El Espectador" que formalizou a solicitação em nome de sua família, mediante uma mensagem à entidade judicial.

O político informou do pedido horas antes de divulgar um comunicado para anunciar uma declaração sobre o destino de seu irmão e demandar às autoridades que permitam uma sepultura digna para ele, e à imprensa que respeite o luto da família.

"Alfonso Cano", apelido do antropólogo Guillermo León Sáenz e à frente das Farc desde meados de 2008, morreu na sexta-feira à noite em uma área montanhosa do sudoeste colombiano por onde fugia de uma gigantesca operação das forças de segurança.

EFE/FOLHA

luishipolito@outlook.com

Carregando...