segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Crack começa a substituir bebidas alcoólicas, diz pesquisa

A facilidade de acesso e o baixo custo do crack estão fazendo com que a droga se alastre pelo país. Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) revela que o crack está substituindo o álcool nos municípios de pequeno porte e áreas rurais. Nos grandes centros, uma pedra de crack custa menos de R$ 5.

Dentre os 4,4 mil municípios pesquisados, 89,4% indicaram que enfrentam problemas com a circulação de drogas em seu território e 93,9% com o consumo. O uso de crack é algo comum em 90,7% dos municípios. 

"Verificamos que o uso de crack se alastrou por todas as camadas da sociedade. A droga que, em princípio, era consumida por pessoas de baixa renda, disseminou-se por todas as classes sociais", aponta a pesquisa.

O custo efetivo das ações de combate ao crack e outras drogas nos municípios chega a mais de R$ 2,5 milhões. De acordo com o CNM, faltam profissionais capacitados e verbas destinadas para a manutenção das equipes e dos centros de atenção que deveriam estar disponíveis aos usuários.

O relatório mostra que 63,7% dos municípios enfrentam problemas na área da saúde devido à circulação da droga. A fragilidade da rede de atenção básica aos usuários, a falta de leitos para a internação, o espaço físico inadequado, a carência na disponibilidade de remédios e a ausência de profissionais especializados na área da dependência química são os principais entraves apontados pelos gestores municipais.

Em relação à segurança pública, os principais problemas estão relacionados ao aumento de furtos, roubos, violência, assassinatos e vandalismo. Existem ainda apontamentos em relação à falta de policiamento nas áreas que apresentam maior vulnerabilidade.

ASSISTÊNCIA

Outra questão revelada pela pesquisa é a fragilidade da rede de Proteção Social Especial e do Crea (Centro de Referência Especializado da Assistência Social) que tem como objetivo trabalhar as demandas dos usuários de drogas. Estes serviços são deficitários em 44,6% dos municípios.

De acordo com a pesquisa, um dos grandes problemas é a falta de controle das fronteiras do país. "O efetivo policial é pequeno, mal remunerado e pouco treinado para enfrentar a dinâmica do tráfico de drogas".

Outro fator relevante, segundo o CNM, é o papel que as indústrias produtoras de insumos utilizados para o preparo do crack desempenham. "A grande questão é a fiscalização da venda desses produtos, que atualmente é feita de maneira insuficiente".

A primeira pesquisa da CNM, divulgada em dezembro do ano passado, mostrou que 98% dos municípios pesquisados confirmaram a presença do crack em sua região. Em abril, a confederação lançou o portal Observatório do Crack para acompanhar a situação dos municípios, com informações sobre o consumo, os investimentos e os resultados das ações de combate à droga.

AGÊNCIA BRASIL/FOLHA

PM mata três suspeitos de assalto a casa na zona oeste de São Paulo

Três suspeitos de assaltarem uma casa no bairro Cidade Jardim, zona oeste de São Paulo, morreram após troca de tiros com a polícia, na manhã desta segunda-feira.

O tiroteio aconteceu em uma casa da rua Fonseca Teixeira, ao lado do Jockey Club. Quatro homens armados renderam os moradores em tentativa de assalto, por volta das 8h15.

A movimentação da quadrilha foi vista pelo dono da casa, que tomava café da manhã em uma padaria e viu sua filha sair para trabalhar e logo em seguida voltar, sem cumprimentá-lo. Ao ligar para a casa, onde estava a mulher e a empregada, ninguém atendeu. Desconfiado, ele chamou a polícia.

Após a chegada de policiais, houve troca de tiros no local e três suspeitos foram baleados. Eles morreram após serem levados ao pronto-socorro, segundo a polícia. Um quarto suspeito foi detido.

Seis pessoas, incluindo uma criança, eram feitas reféns na casa, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública).

Foram apreendidas cinco armas de fogo, de calibres 45, 40, 35 e 32. O caso foi registrado no 89º DP (Portal do Morumbi), e seguirá para a investigação no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

Cerca de quarenta minutos antes, em uma rua próxima no bairro do Morumbi, também quatro homens armados invadiram uma casa e roubaram uma quantia não especificada pela polícia, após renderem os moradores.

Ninguém ficou ferido e nenhum dos assaltantes foi preso até o momento, segundo a polícia. O caso foi registrado também no 34º DP.

ONDA DE ASSALTOS

A região onde aconteceram os assaltos viveu neste ano uma onda de criminalidade. Um levantamento da SSP (Secretaria de Segurança Pública) mostra que, só no primeiro semestre deste ano, foram registrados na região 171 casos de lesão dolosa, 1.131 roubos e 316 furtos de veículos no Morumbi.

Na semana passada, bandidos renderam seis moradores de um edifício no Morumbi sob a mira dos revólveres e roubaram cerca de R$ 15 mil em eletrônicos e objetos pessoais. As vítimas relatam ter sofrido agressões e ameaças.

Após o assalto, um escrivão da polícia, que não foi identificado, sugeriu a moradores do prédio que eles deveriam deixar o bairro do Morumbi porque a Polícia Civil não tem estrutura para combater a criminalidade. Após as críticas, ele foi afastado do cargo.

Desde 24 de agosto, a Polícia Militar realiza uma operação que conta com homens de outras regiões da cidade. Em setembro, o Morumbi teve o menor número de roubos e furtos do ano, segundo dados oficiais do governo.

FOLHA

Pastor paga R$ 5 milhões e mantém horário nobre na Band em 2012

Mais uma vez a Band obteve um, digamos, incremento sobre o valor que cobra mensalmente do pastor R.R.Soares e sua Igreja Internacional da Graça, pela venda de grade de programação. Ameaçado de perder o horário nobre para a linha de Silas Malafaia, pressionado pela cúpula da Band que queria ganhar mais pela venda do horário, Romildo aquiesceu e renovou por mais um ano.


A estimativa é que, em 2012, ele vá pagar cerca de R$ 5 milhões para continuar com sua meia horinha do "Show da Fé", na Band. Para comparação, a Igreja Mundial, de Valdemiro Santiago, paga metade disso para ter mais de 200 minutos nas madrugadas da mesma Band. Mas, obviamente, o fato de ser o único programa religioso na TV aberta em horário nobre é imperdível para R.R.Soares.
Até a semana passada, blogs e colunistas davam como certo que Romildo Ribeiro Soares, cunhado de Edir Macedo, deixaria a emissora. Houve até a informação (não confirmada pela Band) de que seu espaço seria ocupado por Milton Neves. Na verdade, era outro televangelista, Silas Malafaia, da Assembleia de Deus-Vitória em Cristo, quem estava no páreo.
Histórico de "reajustes"
Não é a primeira vez que o religioso Soares se vê obrigado a aceitar condições e reajustes impostos pela emissora. Esse tem sido uma espécie de 'dia da marmota' para o evangélico todos os anos, na hora de renovar.
Sempre assim: cerca de seis meses antes do vencimento do contrato, "vazam" informações daqui e dali na Band, dando conta de que Soares deixará o horário nobre, que a emissora decidiu fazer outra coisa com a grade, etc.
E, então, o preço do horário aumenta exponencialmente. Estima-se que ele pagava não mais de R$ 2 milhões por esse espaço cerca de três anos atrás. De lá pra cá o preço mais que dobrou. Soares não tem outra saída senão aceitar, já que a Band é ainda a única TV aberta que vende horário nobre.
A propósito, essa é uma velha reivindicação de alguns grupos dentro da Igreja Universal de Edir Macedo, também. Eles gostariam que a Iurd também tivesse um espacinho semelhante na Record, em horário nobre. O grupo "laico" na Record, porém, até hoje tem mantido a igreja nas madrugadas.
FOLHA

Número de alunos em curso superior cresce 7%, mostra Censo

O número de alunos matriculados em cursos de graduação no país aumentou 7% no ano passado em relação a 2009. Segundo a edição 2010 do Censo da Educação Superior, divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Educação, o Brasil atingiu 6,3 milhões de matrículas em 29,5 mil cursos oferecidos por 2.377 instituições.

Considerando toda a última década, de 2001 a 2010, o crescimento no número de matrículas foi de 110%.

"O resultado é positivo e prenuncia o cumprimento das metas estabelecidas para 2010. Houve aumento na matrículas em todo o país e também na qualificação dos docentes, portanto há mais pessoas estudante com mais qualidade", disse o ministro Fernando Haddad.

"Talvez tenha sido a melhor década de acesso à educação superior, tanto em termos relativos como em absolutos -  mas sobretudo em absolutos".
Número de matrículas em cursos de graduação
AnoTotalPúblicasPrivadas%
Total%Federal%Estadual%Municipal%
20013.036.113944.58431,1504.79716,6360.53711,979.2502,62.091.52968,9
20023.520.6271.085.97730,8543.59815,4437.92712,4104.45232.434.65069,2
20033.936.9331.176.17429,9583.63314,8465.97811,8126.5633,22.760.75970,1
20044.223.3441.214.31728,8592.70514489.52911,6132.0833,13.009.02771,2
20054.567.7981.246.70427,3595.32713514.72611,3136.65133.321.09472,7
20064.883.8521.251.36525,6607.18012,4502.82610,3141.3592,93.632.48774,4
20075.250.1471.335.17725,4641.09412,2550.08910,5143.9942,73.914.97074,6
20085.808.0171.552.95326,7698.31912710.17512,2144.4592,54.255.06473,3
20095.954.0211.523.86425,6839.39714,1566.2049,5118.26324.430.15774,4
20106.379.2991.643.29825,8938.65614,7601.1129,4103.5301,64.736.00174,2
Fonte: Censo da Educação Superior 2010/MEC
Segundo o ministério, um dos fatores que explicam o crescimento é o aumento da oferta de cursos à distância e tecnológicos --a modalidade à distância representou 15% do total em 2010.

Haddad disse que o ritmo de crescimento do ensino à distância só não foi mais forte porque o MEC controlou a alta. "O EAD [ensino à distância] só não cresce mais em função do MEC. O MEC está ditando o ritmo de crescimento do EAD para não ter o efeito da educação presencial. Não queremos que aconteça com a EAD aquilo que aconteceu nos anos 1990 com a educação presencial - crescer descontrolado e com qualidade inferior".

O Censo também detectou que o percentual de matrículas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste aumentou de 2001 para 2010, em contrapartida ao decréscimo da participação das regiões Sudeste e Sul no total.

Os alunos de graduação também estão mais jovens e preferem estudar à noite.

Em 2010, a média de idade dos alunos dos cursos presenciais foi de 26 anos. Já nos cursos a distância, a média é de 33 anos. Entre 2000 e 2010, as matrículas presenciais noturnas passam de 56% para 63% do total. Considerando apenas as instituições privadas, as matrículas noturnas corresponderam a 73% em 2010.

As mulheres são maioria entre os alunos. No ano passado, 57% das matrículas foram feitas por mulheres, índice que sobe para 61% considerando apenas os alunos no último ano do curso.

"Há uma fronteira a ser explorada. Brasileiros entre 30 e 40 anos que querem voltar a estudar, mas nesse momento estamos mais preocupados com a qualidade do que com a questão quantitativa".

CONCLUINTES

Em relação aos alunos concluintes, o Censo aponta que o crescimento não acompanhou o número de matriculados - ou seja, menos alunos conseguiram terminar os cursos.

Os resultados indicam que praticamente não houve aumento de 2009 para 2010, ano em que foi atingido o número recorde de 973 mil concluintes.

Sobre o ritmo de crescimento menor entre os concluintes, Haddad disse que houve uma mudança de metodologia no ano de 2009, o que superdimensionou os dados naquele ano, e por isso o crescimento verificado entre os dois anos foi menor:

"Peço para desconsiderarem o ano de 2009. Houve uma metodologia que foi introduzida e depois revista". Segundo o ministério, a metodologia usada em 2009 incluía a categoria "provável formando" para classificar os alunos, o que inflacionou os resultados. A categoria deixou de existir em 2010.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

Carregando...