quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Alunos de comunicação e arquitetura aderem à greve na USP

Alunos das faculdades de Comunicação e Artes (ECA) e Arquitetura de Urbanismo (FAU) da USP decidiram aderir à greve em reposta à prisão de 72 manifestantes que ocupavam a reitoria desde o último dia 2. A decisão foi tomada após assembleia realizada pelos cursos na noite desta quarta-feira.


Segundo Pedro Serrano, diretor do DCE (Diretório Central dos Estudantes), 350 estudantes da ECA e outros 350 da FAU participaram da votação.

Na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), apenas o curso de geografia não aderiu à greve.

Os alunos do curso de relações internacionais aprovaram uma paralisação até a sexta-feira (11).

MANIFESTAÇÃO

Os manifestantes reivindicam a saída do reitor João Grandino Rodas, a saída da Polícia Militar do campus, a implementação de um programa paralelo de segurança e a não punição dos que participaram da invasão do prédio da reitoria da universidade.

Nesta terça-feira, 72 pessoas foram presas durante a reintegração de posse da reitoria. Segundo o delegado seccional Dejair Rodrigues, outros três alunos foram levados e liberados em seguida porque não estavam envolvidos na invasão do prédio da universidade.

Os presos pagaram a fiança de R$ 545 cada um, e foram liberados. Eles foram indiciados sob suspeita de desobediência a ordem judicial (não cumpriram o prazo de desocupar a reitoria até as 23h de ontem) e dano ao patrimônio público (o prédio foi danificado).

PROFESSORES

A Adusp (sindicato dos professores da USP) votou contra a participação na greve dos alunos, em assembleia realizada na noite desta quarta-feira.

Foi aprovada, no entanto, a participação no protesto marcado para esta quinta-feira, às 14h, que vai acontecer no Largo do São Francisco, na Faculdade de Direito (região central de São Paulo).

Os professores apoiam o fim do convênio com a PM e a não-punição dos estudantes, de acordo com a presidente da Adusp, Heloísa Borsari. "Queremos uma discussão democrática sobre a questão da segurança", afirmou ela.

O Sintusp (sindicato dos funcionários da USP) avalia ser "pouco provável" aderir à greve, segundo o diretor Aníbal Cavalli. Ele ressalta, no entanto, apoio às pautas dos estudantes ao protesto.

REINTEGRAÇÃO

A reintegração começou por volta das 5h desta terça-feira. Segundo a PM, os estudantes estavam dormindo quando a operação começou. Cerca de 400 policiais da Tropa de Choque e da Cavalaria da PM foram acionados, além de um helicóptero Águia e de policiais do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) e do GOE (Grupo de Operações Especiais).

Os estudantes detidos reclamaram do tratamento que receberam da polícia. "A atuação foi brutal, uma presença muito forte e desproporcional. Para que agredir os estudantes, usando algemas? Os policiais quebraram várias portas da reitoria onde a gente nem tinha entrado. Temos consciência de que essa perseguição é política", disse Paulo Fávaro, 26, aluno de artes visuais.

O major da PM Marcel Soffner afirmou que a reintegração de posse foi tranquila e sem confronto. Sobre os possíveis abusos, o major informou que toda operação da PM foi gravada e as suspeitas de agressões serão apuradas. "Tudo foi documentado e, se houver qualquer suspeita, vamos apurar", disse.

HISTÓRICO

Os acontecimentos que levaram à ocupação da reitoria tiveram início no dia 27 de outubro, quando três alunos da USP foram detidos por posse de maconha. Houve reação de colegas, que investiram contra a PM. Policiais usaram bombas de efeito moral e cassetetes para levar os rapazes à delegacia - depois eles foram liberados.

Na mesma noite, um grupo de cem estudantes invadiu um prédio administrativo da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). Na terça passada, mais de mil alunos realizaram uma assembleia que decidiu, por 559 votos a 458, pela desocupação do edifício.

A minoria derrotada, porém, decidiu invadir a reitoria. A USP toda tem cerca de 82 mil alunos (50 mil só na Cidade Universitária).


FOLHA

Reynaldo Gianecchini volta ao hospital

O ator Reynaldo Gianecchini, 38, voltou ao hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde deu início ao seu tratamento contra um linfoma do tipo não Hodgkin - que atinge os gânglios linfáticos.

Segundo Célia Forte, produtora da peça "Cruel", o ator foi internado para mais uma sessão de quimioterapia, como vem acontecendo nos últimos meses, e deve permanecer no hospital por quatro ou cinco dias.

"É só mais um procedimento de rotina. Ele me ligou ontem do hospital e disse que estava tudo bem", garante Célia.

A assessoria de imprensa do Sírio-Libanês disse que, atendendo ao pedido do próprio Gianecchini, não vai divulgar nenhuma informação a respeito do seu estado de saúde.

FOLHA

Adobe abandona Flash para celulares e tablets

A Adobe anunciou nesta quarta-feira (9) que deixará de desenvolver o complemento Flash para sistemas de celulares e tablets.

Com essa decisão, a empresa passará a priorizar em dispositivos móveis o HTML5, a próxima grande versão do HTML, linguagem predominantemente usada na construção de páginas na web.

O Flash é usado em sites de vídeo, como o YouTube, em animações on-line e em jogos, como FarmVille.

"Nos últimos dois anos, distribuímos o Flash Player para dispositivos móveis e levamos a expressividade completa da web para muitos dispositivos móveis", escreveu Danny Winokur, vice-presidente e gerente-geral de desenvolvimento interativo da Adobe, no blog da empresa.

"No entanto, o HTML5 é agora suportado universalmente nos principais dispositivos móveis, em alguns casos exclusivamente. Isso faz com que o HTML5 seja a melhor solução para criar e implantar conteúdo em navegadores de web nas plataformas móveis", completou Winokur.

"Estamos animados com isso, e continuaremos a trabalhar com os principais nomes da comunidade HTML, incluindo Google, Apple, Microsoft e RIM, para conduzir inovações no HTML5 que eles possam usar para que seus navegadores de web avancem".

O Flash para PCs tradicionais continuará a ser desenvolvido, com foco em "jogos avançados e vídeo premium", segundo Winokur.

A última versão do Flash Player para Android e BlackBerry PlayBook será a 11.1. Depois disso, a empresa cessará o desenvolvimento do software, mas continuará a oferecer correções de bugs e atualizações de segurança.

"Nosso trabalho futuro com o Flash em dispositivos móveis será focado em permitir aos desenvolvedores de Flash empacotarem aplicações nativas com Adobe Air para as principais lojas de aplicativos", afirmou Winokur.

STEVE JOBS

Em abril de 2010, Steve Jobs, então executivo-chefe da Apple, publicou uma carta aberta em que tornava pública sua aversão ao Flash, explicando por que a empresa nunca permitiu sua entrada no iPhone, no iPad e no iPod touch.

"O Flash foi criado durante a era do PC [computador pessoal] - para PCs e mouses", afirmou Jobs, em uma longa mensagem postada no site da Apple.

"A era móvel é sobre dispositivos com baixo consumo de energia, interfaces de toque e padrões abertos da web - todas as áreas em que o Flash é insuficiente", escreveu Jobs, à época.

FOLHA

Psicóloga que combate a desnutrição é eleita Empreendedora Social 2011

"Eu não estava preparada [para receber o prêmio]. Esse prêmio é fruto de um trabalho e de uma historia que é parte de um método do qual participaram centenas de pessoas", disse, emocionada, a psicóloga Gisela Solymos, vencedora do Prêmio Empreendedor Social 2011.

A plateia lotada, com mais de 400 pessoas e formada por representantes da sociedade civil, do governo, do terceiro setor e de empresas que praticam responsabilidade social, aplaudiu a psicóloga de pé.

Gisela é diretora-geral do Cren (Centro de Recuperação e Educação Nutricional), que atende crianças e adolescentes. Mães são instruídas a fornecer alimentação balanceada aos seus filhos.

O evento realizado no Masp (Museu de Arte Moderna de São Paulo) foi aberto pelo maestro João Carlos Martins. Vídeos produzidos pela TV Folha com os seis finalistas da premiação foram apresentados ao público.

Gisela concorreu com Claudia Vidigal, do Instituto Fazendo História, Dagmar Garroux, da Casa do Zezinho, Iraê Cardoso, a Aappe (Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais), José Dias, do Cepfs (Centro de Educação Popular e Formação Social), e Luciana Quintão, do Banco de Alimentos.

"Estou muito comovida e agradecida porque sei o que significa fazer uma obra social: é muito sangue e suor", completou Solymos.

O Prêmio Empreendedor Social é uma parceria da Folha com a Fundação Schwab. Neste ano, o concurso teve 272 inscritos de 24 Estados e do Distrito Federal.

A Rede de Empreendedores Sociais de Destaque da Fundação Schwab já selecionou 208 líderes sociais - 16 brasileiros - em 54 países desde 1998.
Momentos antes, durante a mesma cerimônia, foram revelados os vencedores do Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro : Henrique Saraiva e o casal Luana e Phelipe Nobre.

FOLHA

A desocupação da Reitoria

Determinada pela Justiça, a desocupação da Reitoria da USP ocorreu com base no script tradicional. Assim como aconteceu no cumprimento de outras ordens judiciais idênticas, no mesmo local, a Polícia Militar (PM) realizou a operação de madrugada. Com 400 homens, a tropa de choque chegou de surpresa, cercou o prédio e, sem uso de armas de fogo, deteve os invasores. Estes, por seu lado, saíram repetindo a lengalenga "revolucionária" de sempre, apresentando-se, no momento em que foram detidos, como "presos políticos", denunciando a opressão policial e acusando o governo estadual de "militarizar" a Cidade Universitária.
A novidade é que, ao inspecionar o prédio invadido, a PM descobriu mais do que pichações e sujeira. Além de portas arrombadas e móveis e câmeras de segurança destruídos, desta vez foram apreendidos morteiros e coquetéis molotov, o que deixou clara a intenção dos baderneiros de sempre, que há duas semanas tumultuam o câmpus. Falam em "diálogo democrático", mas assumem sempre posições radicais que não podem levar a qualquer tipo de acordo.
Desde o início da baderna, que começou no final de outubro, quando três estudantes foram detidos depois de flagrados fumando maconha no estacionamento do prédio da História e da Geografia, os protestos contra a presença da PM no câmpus e as invasões do prédio administrativo da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e da Reitoria tiveram a participação de cerca de 700 estudantes. No total, a USP tem quase 89 mil alunos, dos quais 50 mil só na Cidade Universitária.
Por causa da apreensão de morteiros e coquetéis molotov, que poderiam ter causado um incêndio de grandes proporções, a PM levou os 73 invasores da Reitoria para o 91º DP. Como foram transportados em ônibus comuns, sem banheiro e ar-condicionado, os líderes do grupo chegaram ao desplante de classificar o tratamento como "tortura". Depois de submetê-los a exame de corpo de delito, o delegado seccional abriu inquérito por crime de formação de quadrilha, dano patrimonial e desobediência a ordem judicial e fixou fiança no valor de R$ 545, mantendo encarcerado quem se recusasse a pagar.
Se a Justiça acolher a denúncia que o Ministério Público fará com base nesses inquéritos, os invasores podem ser condenados no plano criminal, perdendo a primariedade, e obrigados a ressarcir os prejuízos patrimoniais sofridos pela USP no plano civil. Além disso, a condenação judicial pode pôr fim à velha hipocrisia que está por trás das greves, piquetes e invasões promovidos por minorias radicais no câmpus. Elas se acostumaram a fazer reivindicações absurdas e a impor condições disparatadas nas "negociações" com as autoridades acadêmicas, porque não lhes interessa qualquer espécie de acordo. Sem acordo, partem para atos de vandalismo e, depois, exigem que não sejam punidas pelo vandalismo. Lenientes, as autoridades universitárias acatam essas exigências - e a impunidade estimula os estudantes a voltarem à baderna com violência cada vez maior, como se não houvesse limites legais.
Isso ficou evidente no final da semana passada, quando a Justiça acolheu a ação de reintegração de posse impetrada pela Reitoria. Em vez de cumprir a ordem de desocupação, os invasores tentaram impor à Justiça, como condição para a desocupação do prédio da Reitoria, a retirada da PM do câmpus - o que devolveria a USP à infestação dos traficantes de drogas, assaltantes, estupradores e assassinos. E, mais grave ainda, mesmo depois do acintoso desacato a uma determinação judicial, eles continuaram sendo cortejados. Esquecendo-se de que no Estado de Direito todos são iguais perante a lei e ninguém tem prerrogativa de transgredir o que o direito penal classifica como crime, o ministro da Educação, numa declaração das mais infelizes, disse que a USP "não pode ser tratada como se fosse a cracolândia".
O que se está vendo na USP nada tem a ver com questões ideológicas ou com a discussão sobre autonomia universitária. Por trás do discurso ideológico das minorias de arruaceiros - e daqueles que irresponsavelmente os cortejam - o que se tem é delinquência praticada por quem não aprendeu a respeitar a lei e a viver numa democracia.
ESTADÃO

Irã ameaça destruir Israel em caso de ataque

O chefe de Estado-Maior adjunto das Forças Armadas iranianas, o general Masud Jazayeri, ameaçou nesta quarta-feira destruir Israel se o Estado hebreu atacar as instalações nucleares do Irã.

A declaração ocorre um dia depois da divulgação de um relatório da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) que adverte sobre o fato de o Irã estar aparentemente trabalhando no desenvolvimento de armas nucleares.

"O centro (nuclear israelense) de Dimona é o local mais acessível para o qual podemos apontar e temos capacidades ainda mais importantes. Ante a maior ação de Israel, veremos sua destruição", advertiu o general Jazayeri, citado pela televisão iraniana em idioma árabe Al Alam.

O presidente israelense Shimon Peres advertiu no domingo que a possibilidade de um ataque militar contra o Irã é maior que a de uma ação diplomática.

"A possibilidade de um ataque militar contra o Irã parece mais próxima que a opção diplomática", afirmou o presidente em declarações ao jornal "Israel Hayom".

"Não acredito que já tenha sido tomada uma decisão a respeito, mas dá a impressão de que os iranianos vão se aproximando da bomba atômica", acrescentou. "Não temos que revelar nossas intenções ao inimigo", explicou.

A divulgação do documento da agência nuclear da ONU repercutiu em diversos países e organismos internacionais.

Nesta quarta-feira, a União Europeia afirmou que o conteúdo do relatório "agrava as preocupações existentes" sobre as intenções do programa nuclear do Irã.

O porta-voz da chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, disse que documento "confirma a contínua expansão das atividades de enriquecimento de urânio do Irã", em violação às resoluções da AIEA e do Conselho de Segurança da ONU.

Também nesta quarta, a França informou que pretende pedir a convocação do Conselho de Segurança e que poderá pressionar por sanções sem precedentes contra o Irã.

"Se o Irã se recusar a atender às demandas da comunidade internacional e recusar qualquer cooperação séria, nós estaremos firmes para adotar sanções em uma escala sem precedentes, com outros países que também estão dispostos a isso", disse o ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé.

Diante da possibilidade de imposição de novas sanções contra o regime de Teerã, a China pediu diálogo e cooperação. "A China sempre acredita que o problema nuclear iraniano pode ser solucionado mediante o diálogo e a cooperação", afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hong Lei.

RESPOSTA DO IRÃ

O presidente iraniano, Marmoud Ahmadinejad, afirmou nesta quarta-feira que seu país "não retrocederá nem um pingo" em seu programa nuclear e qualificou como "absurdas" as acusações contidas no relatório da AIEA.

Ahmadinejad acusou a AIEA de "perder seu prestígio" ao aceitar as pressões dos Estados Unidos e outros países ocidentais na redação do relatório sobre seu programa nuclear, segundo informou o site da rede de televisão oficial iraniana.

O presidente voltou a negar que o Irã esteja tentando construir armas nucleares e disse, em referência aos Estados Unidos: "Nós somos inteligentes e não vamos construir duas bombas para enfrentar as 20 mil que os senhores têm".

Ahmadinejad confirmou que o país continuará com seu programa nuclear, que as autoridades de Teerã insistem que tem exclusivamente fins pacíficos civis, e acrescentou que seu governo pretende construir um Irã "mais próspero e mais avançado para entregá-lo à próxima geração".


O embaixador iraniano ante a agência da ONU também declarou nesta quarta-feira que o Irã jamais abandonará seu programa nuclear, mas continuará cooperando com a agência nuclear da ONU.

"O Irã jamais abandonará seus direitos legítimos em termos nucleares, mas, como país responsável, continuará respeitando suas obrigações dentro do Tratado de Não Proliferação Nuclear", que prevê a supervisão de suas atividades pela AIEA, declarou Ali Asghar Soltaniyeh, citado pela agência oficial iraniana Irna.

Mesmo antes da divulgação do relatório, o chefe da diplomacia iraniana, Ali Akbar Salehi, havia negado todas as acusações, afirmando que os ocidentais continuam sem "nenhuma prova séria".

"O Ocidente e os Estados Unidos exercem uma pressão sobre o Irã sem argumentos sérios nem provas", disse Salehi. "Sempre repetimos que não queremos fabricar armas nucleares. Nossa posição sempre foi de utilizar o programa nuclear para fins pacíficos".

A AIEA revelou na terça-feira que há indício claro de que o Irã pode estar desenvolvendo armas nucleares, afirmando que tem "sérias preocupações a respeito das dimensões militares do programa nuclear iraniano".

Citando informações "confiáveis" de inteligência estrangeira e investigações próprias, a entidade indicou que o Irã "praticou atividades relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo nuclear explosivo".

FOLHA

Pesquisa revela impacto de blogs de economia

Em meados do século 18, Adam Smith defendia a ideia de que uma "mão invisível" regula os mercados, dispensando a intervenção do Estado na economia.

Na internet, as mãos dos economistas digitam a todo o momento, publicando comentários em seus blogs cutucando, no mínimo, o público leitor.

A pesquisa "The Impact of Economics Blogs" (o Impacto dos Blogs de Economia) analisou essa dinâmica e constatou, entre outros resultados, que os posts de blogs como The Conscience of a Liberal (A Consciência de um Liberal) fazem saltar o número de downloads de artigos científicos na internet.

O trabalho é de autoria de David McKenzie e Berk Ozler, ambos do Banco Mundial.

Um artigo de 1997 do economista Douglas Irvin, por exemplo, teve 0,8 downloads mensais em 2009. Em fevereiro de 2010, Paul Krugman - autor do blog - citou o texto, sobre aumento nos impostos. Foram 151 downloads no mês. É um aumento de quase 190 vezes.

Entre as vantagens apontadas pelos autores nessa multiplicação está o fato de os blogs incentivarem internautas a ler estudos acadêmicos dos quais talvez não tivessem conhecimento.

Outro efeito analisado pelo texto de McKenzie e Ozler é o de blogs como instrumentos para alavancar a carreira de economistas.

"O acadêmico usa o blog para promover suas ideias e amplificar seus resultados", escrevem os autores. "Isso é um tipo de marketing".

MOTIVAÇÃO

Na introdução da pesquisa, McKenzie e Ozler justificam o objeto de estudo. "Praticamente inexistentes há uma década, blogs de economistas se tornaram um lugar comum desde então".

Eles citam um estudo de 2008 que aponta que, na época, 400 mil pessoas liam esses blogs diariamente.

Apesar de o texto apontar que o aumento na leitura de estudos e a popularização de economistas têm efeito prático, o estudo reconhece que esse é um tópico que carece de mais investigação relacionando concretamente, no futuro, a leitura dos blogs e a tomada efetiva de decisões.

ACOMPANHE:


Cinco blogs de economia selecionados pela Folha


THE CONSCIENCE OF A LIBERAL





Blog do economista Paul Krugman, colunista do New York Times. Escrito em estilo brincalhão, é atualizado frequentemente


MONEYLAND





O foco é o lado lúdico da economia. Em um texto recente, por exemplo, relacionava a crise mundial com o aumento no número de casos extraconjugais.


MARGINAL REVOLUTION





Escrito pelos economistas Tyler Cowen e Alex Tabarrok, da George Mason University, é conhecido pela variedade de tópicos abordados e pela criatividade das ideias defendidas.


CURIOUS CAPITALIST





Didático, costuma abordar os temas econômicos que estão no noticiário, sem aprofundar-se muito na teoria ou nas equações.


GREG MANKIW'S BLOG





Atualizado pelo economista Greg Mankiw, autor de manuais de economia e professor de Harvard.


FOLHA

Google apoiará empresas usuárias do Android em disputas legais

O Google continuará a oferecer assistência a empresas que utilizarem o sistema operacional Android e estejam envolvidas em disputas judiciais, anunciou nesta quarta-feira (9) o presidente de conselho Eric Schmidt, como parte do esforço do gigante da Internet para cimentar alianças diante da concorrência cada vez mais intensa.

Schmidt, que encerrou em Taipei uma visita a três cidades asiáticas, fez pequenas concessões à China, com cujas autoridades o Google teve desentendimentos quanto a censura e ataques de hackers, afirmando que a companhia desejava "atender aos cidadãos chineses dentro dos limites permitidos pelo governo".

"Dizemos a nossos parceiros, entre os quais os aqui de Taiwan, que sempre os apoiaremos. Por exemplo, temos apoiado a HTC na disputa com a Apple porque acreditamos que as alegações da Apple sejam incorretas", disse Schmidt a jornalistas durante sua visita a Taipei.

O apoio se dá sob a forma de compartilhamento de informações, assessoria técnica e acesso a patentes detidas pelo Google, para fins jurídicos e de licenciamento, disse Schmidt.

A Samsung Electronics, maior fabricante mundial de aparelhos equipados com o Android, e a fabricante taiuanesa de smartphones HTC estão envolvidas em disputas de patentes com a Apple. Alguns analistas consideram que as disputas sejam uma forma de a Apple atacar o sistema Android.

Em sua biografia autorizada, Steve Jobs, o cofundador da Apple, é citado como tendo afirmado que desejava "destruir" o Android, que se tornou a mais popular plataforma para celulares inteligentes.

A visita de Schmidt acontece no momento em que os fabricantes asiáticos de aparelhos Android se preparam para lançar novos modelos equipados com a plataforma Microsoft Windows, em busca de diversificação e de reduzir o risco gerado por dependência excessiva com relação ao Google.

"As companhias que produzem hardware Android e componentes para esses equipamentos são quase todas de Taiwan. O propósito principal da visita de Schmidt é obter mais apoio e criar uma colaboração mais estreita com os taiuaneses", declarou o analista Ming Chi Kuo, da Concord Securities.

REUTERS/FOLHA

Steve Jobs é nome mais usado do ano da mídia em língua inglesa

"Primavera Árabe" e "casamento real" foram consideradas as expressões mais famosas na mídia em 2011, enquanto o nome do cofundador da Apple, Steve Jobs, foi o mais famoso do ano, segundo uma pesquisa global na língua inglesa.

"Nossas escolhas neste ano refletem, em larga medida, a atual incerteza política e econômica que parece estar afetando boa parte do mundo desenvolvido - com exceções como o casamento real britânico e a ascensão da China", disse Paul JJ Payack, presidente da Global Language Monitor.

As citações de Jobs, que morreu em outubro aos 56 anos, após uma batalha de oito anos com um câncer no pâncreas, superaram as do ex-líder da Al Qaeda Osama bin Laden em mais de 30%, disse Payack.

As palavras e expressões foram compiladas com o uso de um algoritmo para rastrear as maiores 75 mil produções midiáticas ao redor do mundo, assim como sites da internet e redes sociais.

"Primavera Árabe" é a frase cunhada pela mídia para descrever a série de manifestações populares no mundo árabe que começaram no início de 2011.

O termo "casamento real" reflete a atenção midiática mundial para o casamento do Príncipe William e Kate Middleton, em abril.

As outras expressões mais usadas de 2011 foram "raiva e fúria", que caracteriza o humor do eleitorado global, "mudanças climáticas" e "a grande recessão", embora ela tenha tecnicamente terminado nos EUA.

FOLHA

Operação em 16 Estados e no Distrito Federal aponta sonegação fiscal de R$ 1,5 bi

Uma operação conjunta das secretárias da Fazenda de 16 Estados e do Distrito Federal e das representações do Ministério Público nesses entes federados, realizada nesta quarta-feira, resultou na denúncia de R$ 1,5 bilhão em crimes de sonegação fiscal.

Nas ações geradas a partir de uma investigação que teve início em abril deste ano, foram denunciadas 473 empresas e 765 pessoas - cujos nomes não foram revelados. Responsável por coordenar a operação, o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas não tinha, até agora, informações sobre mandatos de prisão expedidos nos Estados.

A maior parte dos crimes se referem à sonegação de ICMS. Ao todo, os investigadores apuraram R$ 16,4 bilhões em multas e outras representações fiscais de crimes de sonegação que não foram ainda alvo de denúncia.

Um dos principais focos da operação foi o combate a irregularidades no recolhimento de tributos por parte de distribuidoras de combustíveis, segundo Osvaldo Trigueiro do Vale Filho, presidente do grupo e procurador-geral da Paraíba. O Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas é vinculado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais.

Em São Paulo, o Ministério Público ofereceu denúncia contra 97 empresas e 150 pessoas - a maior parte também ligada ao setor de distribuição de combustíveis.

Para Vale Filho, o "grande problema" desse tipo de operação é que o "retorno" dos tributos sonegados é "muito tímido". Menos de 10% do total devido, diz, voltam para os cofres públicos.

A operação foi realizada nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Ceará, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Amapá, Paraíba, Amazonas, Pará, Sergipe, Minas Gerais, Bahia, além do Distrito Federal.

FOLHA

Santos faz novo contrato e diz que Neymar fica até a Copa

Na véspera de anunciar a sua candidatura para reeleição presidencial do Santos, o presidente do clube paulista, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, anunciou que o atacante Neymar, 19, ficará na equipe até o final da Copa do Mundo de 2014.

Tal afirmação encerra teoricamente a possibilidade de o jogador ser negociado com Real Madrid e Barcelona, clubes que chegaram a fazer proposta oficial para o Santos, no começo ou no meio de 2012.

"Quando assinamos contrato em agosto do ano passado, ele já era ídolo. Agora, ele é mito", disse o presidente, se referindo ao contrato anterior que previa multa de R$ 100 milhões. "Agora a multa foi aumentada, mas não podemos divulgar os números. Há uma cláusula que proíbe de divulgar os valore".

Isto representa que na prática Neymar pode deixar o Santos a qualquer momento, desde que algum time pague esta nova multa e que o atleta aceite sair. O atual contrato vale até 2015.

"Hoje de manhã, às 11h30, terminamos as negociações, sentamos com o pai do Neymar, e ele entendeu que a presença do Neymar até a Copa de 2014 seria um serviço para o futebol de nosso país", afirmou. "O Neymar cansou de ser vendido para o Barcelona e Real Madrid. O fato é que Neymar quer ficar conosco até o final da Copa de 2014", completou Luís Álvaro.

Depois de fazer o anúncio, o presidente chamou Neymar. O atacante entrou na sala de entrevista com uma camisa com os dizeres: "é bom ser o rei".

"Meu objetivo não é ser melhor do mundo, mas disputar os melhores campeonatos", disse o atacante. "Sou só mais um jogador que está fazendo a história aqui no Santos", completou.

"Propostas todos jogadores vão ter, mas eu não fico sabendo de nada, chega e fica tudo com o meu pai", completou. "Mas o que tenho a dizer a estes clubes é agradecer o interesse deles [Real e Barcelona]. Mas temos que fazer escolhas e a minha escolha hoje é o Santos", emendou.

REAL E BARÇA

Luís Álvaro afirmou ainda que pretende usar Neymar para fazer do Santos a terceira maior torcida do Brasil, atrás apenas de Flamengo e Corinthians. Hoje, o clube alvinegro do litoral paulista tem uma torcida inferior aos dois clubes e mais São Paulo, Palmeiras, isto citando apenas os clubes do estado de São Paulo.

O dirigente disse também que ligou para os presidentes de Real e Barça. "Avisei eles e espero manter as melhores relações possíveis com os grandes clubes europeus".

Neymar pai disse que houve um aumento salarial e que vê o seu filho atuando na Europa depois do Mundial.

"Queremos que as especulações parassem, mas devemos ter outras renovações. Foi difícil, toma as decisões é um cara só. O Santos não tinha como segurar os valores que vinham de fora, mas ele vai ter oportunidade suficiente para ganhar dinheiro lá fora. Em 2014, ele vai estar com 22 anos", afirmou.

FOLHA

Líderes árabes oferecem refúgio a ditador da Síria, dizem EUA

Alguns líderes árabes disseram de forma privada aos Estados Unidos que ofereceram refúgio ao ditador da Síria, Bashar al Assad, em uma tentativa de convencê-lo a deixar o poder, disse nesta quarta-feira um alto funcionário do serviço diplomático americano ao Senado.

"Quase todos os líderes árabes dizem o mesmo: o governo de Assad está chegando a seu fim. A mudança na Síria é inevitável", disse o vice-secretário de Estado para Assuntos de Oriente Médio, Jeffrey Feltman, ao comitê de Assuntos Exteriores da Câmara Alta do Congresso americano.

"Alguns já começaram a oferecer a Assad refúgio em um esforço para que ele se animasse a sair de forma rápida e pacífica", afirmou em uma sessão sobre a política americana frente à violência na Síria.

A sangrenta repressão do governo de Assad contra as manifestações da oposição que explodiram em meados de março deixaram mais de 3.500 mortos, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), e alimentaram uma crescente irritação internacional em relação a ele.

FRANCE PRESS/FOLHA

Morte de juíza foi planejada desde o início do ano, diz inspetor

A morte da juíza Patrícia Acioli, assassinada no dia 11 de agosto, vinha sendo planejada pelos policiais do GAT (Grupo de Ações Táticas) de São Gonçalo deste o começo do ano, disse em depoimento o inspetor José Carlos Guimarães, da Delegacia de Homicíos, um dos policiais a frente do caso.

Ele foi a quarta testemunha de acusação a prestar depoimento na audiência de instrução sobre o caso, desta quarta-feira, na 3ª Vara Criminal de Niterói, no Rio de Janeiro.

Segundo Guimarães, Acioli decretou a prisão por envolvimento em um auto de resistência forjado do major Bezerra, braço direito do tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira. O que desagradou o coronel e os policiais do GAT de São Gonçalo.

Segundo o depoimento de Guimarães, que relatou informações colhidas durante a investigação policial.

Nesta época, ainda de acordo com o inspetor, a juíza também passou a falar que poderia prender Oliveira e que recebia ameaças de morte dele. Em seu depoimento, Guimarães relatou informações colhidas durante a investigação policial.

Segundo ele, com a prisão de Bezerra, o tenente Daniel Santos Benitez Lopez, começou discutir com os policias do GAT sobre a necessidade de matar a juíza e o policial civil Ricardo Henrique Moreira, que também investigava casos de autos de resistência e corrupção no batalhão. A ideia foi aprovada pelos outros policiais.

PLANO

Os policiais do GAT consideravam uma covardia "ficar mexendo" em casos antigos. Guimarães relatou uma conversa que o cabo Jeferson de Araujo Miranda -um dos policiais delatores - disse que Benitez teve com o tenente-coronel Oliveira aprovando o assassinato.

No relato de Miranda, Benitez pergunta o que Oliveira acha de matar o inspetor Ricardo, e Oliveira responde: "Covardia combate-se com covardia". Benitez teria então perguntado: "Isso se estende à juíza?" E Oliveira responde: "Aí você me faria um favor".

Ainda segundo o depoimento de Guimarães sobre as investigações do caso, o plano inicial era trazer dois milicianos da praça Seca, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, para executar o crime. Os policiais do GAT concordaram em abrir mão do suborno semanal de cerca de R$ 12 mil que recebiam para pagar os criminosos.

No começo de junho ocorreu a prisão de dois policiais da equipe de Benitez, por ordem da juíza Patrícia Acioli, pelo forjamento de outro auto de resistência, o que levou os policiais a questionarem quando iria ocorrer o assassinato.

Sempre segundo Guimarães, Benitez teria afirmado então que não estava conseguindo falar com os milicianos e apresentou um novo plano: ele mesmo e outros policiais do GAT iriam matá-la.

Os policiais teriam tentado matar Acioli duas vezes antes de conseguirem, na terceira.

AUDIÊNCIA

A Justiça pretende ouvir 14 testemunhas de acusação do caso em audiências entre hoje e amanhã.

Entre os dias 11, 16 e 17 de novembro devem ser ouvidas 130 testemunhas de defesa e, no dia 18 de novembro, os 11 réus serão ouvidos.

Dois dos réus - o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira e o tenente Daniel Benitez Lopez- estão presentes na audiência de hoje. Lopez chegou á audiência durante os depoimentos, cumprimentou amigos e parece tranqüilo.

O filho adotivo de Acioli também acompanha os depoimentos.

ASSASSINATO

A magistrada foi morta no dia 11 de agosto com 21 tiros quando chegava em casa após um dia de trabalho. Segundo investigações, a juíza passou a incomodar o grupo de policiais militares quando foram iniciadas investigações sobre a corrupção no batalhão de São Gonçalo.

A decisão de matá-la foi reforçada após dois integrantes do GAT (Grupo de Ações Táticas) serem presos sob suspeita do assassinato de Diego Beliene, 18 - os PMs eram investigados pela suspeita de terem forjado a morte de Beliene como sendo "auto de resistência", como são classificadas pela PM as mortes de suspeitos em confrontos. Os outros agentes passaram a ser investigados pelo crime.

FOLHA

Polícia divulga lista de 13 suspeitos de participar de roubo a Itaú

A Polícia Civil de São Paulo divulgou hoje uma lista com 13 suspeitos de participação do roubo à agência do Itaú, na Avenida Paulista, em agosto deste ano. O crime é considerado um dos maiores do gênero no país.

Três suspeitos estão presos e o restante do grupo está foragido. Do trio preso, dois eram funcionários ligados ao sistema de segurança do Itaú -o vigia da agência e um funcionário do setor de monitoramento de alarmes.

O delegado Rodolpho Chiarelli Junior, do Deic (departamento especializado em roubos), disse que há a suspeita da participação de mais pessoas nesse crime. "Pode chegar a uns 20 integrantes"

Os suspeitos presos são o vigia Nivaldo Francisco de Souza, que trabalhava no banco na noite em que aconteceu o assalto, e o analista Cleber da Silva Pereira, funcionário da central que controla os alarmes das agências do Itaú.

Os apontados como líderes da quadrilha são Francisco Rodrigues dos Santos, Alessandro Fernandes e João Paulo dos Santos.

Eduardo Gomes Bonfim de Lima, Davidson Pereira de Moraes, Anderson Gomes da Silva, Jair Alves de Souza, Marco Antonio Matta, Marco Antônio Rodrigues dos Santos, Evandro Sudário Marques e Wagner dos Santos.

PLANEJAMENTO

A polícia diz que o grupo planejou esse roubo por cerca de um ano. Nesse período, conseguiram aliciar os funcionários e conseguiram informações privilegiadas do funcionamento do banco. "Disseram para o vigia que ele iria ganhar muito dinheiro", disse delegado.

Foram violados nessa ação 171 cofres. Desses, 142 tinham objetos dentro entre joias, relógios e dinheiro. Estima-se que mais de R$ 30 milhões foram levados.

O grupo ficou cerca de dez horas dentro da agência. Entraram na noite de sábado e saíram na manhã de domingo. Apenas parte dos bens levados foram recuperados.

FOLHA

Desabamento de prédio em Salvador deixa quatro pessoas feridas

A chuva que castiga Salvador desde a manhã de terça-feira (8) provocou o desabamento de um prédio residencial de três andares na tarde desta quarta-feira.

Segundo os bombeiros, uma mulher foi retirada dos escombros com vida e outras três pessoas foram atingidas por partes do prédio que desabou. Todos foram levados ao hospital com ferimentos.

Inicialmente, os bombeiros haviam divulgado que duas pessoas haviam sido retiradas dos escombros.

No início da noite, havia a suspeita de que um outro morador estivesse sob os escombros, mas a possibilidade foi descartada. Tudo o que sobrou do imóvel, localizado no Massaranduba, bairro popular da Cidade Baixa, foi uma montanha de entulho e aço retorcido.

Em toda a cidade, outros dez imóveis desabaram nesta quarta-feira, sem registro de feridos, incluindo duas casas de uma encosta no bairro Santo Antônio, centro histórico de Salvador. De acordo com a Defesa Civil, elas não tinham valor histórico.

O órgão não divulgou uma estimativa de quantas pessoas ficaram desabrigadas. Apenas na encosta do Santo Antônio, cerca de cem pessoas deixaram suas casas.

Durante a tarde, elas realizaram um protesto contra a decisão da prefeitura de evacuar casas da região. Uma avenida foi bloqueada, e o trânsito ficou lento na região.

Em toda a capital baiana, 17 imóveis ruíram parcialmente e outros 50 correm risco. A chuva provocou também mais de 200 deslizamentos em encostas.

A cidade registrou ainda problemas de infraestrutura. Dezenove bairros ficaram sem água durante a manhã, mas o abastecimento foi reestabelecido à tarde. Outros cinco bairros ficaram sem energia elétrica.

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a chuva na cidade já começou a diminuir, mas há previsão de que o tempo permaneça instável pelos próximos três dias.

Segundo o instituto, da manhã de terça até a manhã de hoje caíram 96,7 mm de chuva, mais de 80% do índice previsto para todo o mês.

FOLHA

Alunos da Unesp em Marília protestam contra prisões na USP

Alunos da Unesp em Marília (435 km de São Paulo) bloquearam nesta quarta-feira o portão de acesso ao campus, impedindo a entrada de estudantes, professores e funcionários durante todo o dia.

Em entrevista a emissoras de TVs locais, alunos disseram que a manifestação, aprovada em assembleia, foi um protesto contra a ação da Polícia Militar na USP. Na madrugada de ontem, estudantes que ocupavam a reitoria, em São Paulo, foram detidos.

Os alunos da Unesp usaram pedaços de paus para bloquear o portão principal do campus. A manifestação, que reuniu entre 30 e 40 estudantes, segundo a direção, começou cedo, antes do horário de entrada dos alunos.

Segundo a assessoria de imprensa da Unesp, não houve invasão de prédios. Os alunos ficaram do lado de fora da unidade.

A direção do campus de Marília, segundo a assessoria, não acionou a Polícia Militar. Os alunos disseram à direção que vão liberar a entrada da unidade na noite de hoje.

A expectativa da direção do campus é que o acesso esteja normalizado nesta quinta-feira (10).

O campus da Unesp em Marília tem 2.800 alunos de graduação e pós-graduação.

FOLHA

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