sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Integrante do Cansei de Ser Sexy deixa a banda

Adriano Cintra, um dos integrantes da banda brasileira Cansei de Ser Sexy (CSS), publicou hoje em sua página no Facebook um comunicado em que anuncia sua saída do grupo.

Cintra informa ainda que seus advogados o instruíram a não permitir que a banda continue usando suas músicas em shows futuros, já que a banda não chegou a um acordo sobre isso.

Leia abaixo o comunicado na íntegra.

"Conforme fui instruído por meus advogados, estou comunicando as pessoas que eu não faço mais parte da banda CSS. Eu também torno público o fato de que eu não dei permissão para nenhum dos membros da banda usarem minhas bases nos shows futuros, já que não chegamos a um acordo sobre isso".

O CSS foi formado em São Paulo em 2003 e, desde então, se tornou uma das bandas brasileiras mais conhecidas no exterior.

FOLHA

"A Era do Gelo 4" vai estrear primeiro no Brasil

O quarto filme da série "A Era do Gelo" vai chegar no Brasil duas semanas antes de estrear no resto do mundo. O filme está previsto para ser lançado no país em 29 de julho de 2012.

Em "A Era do Gelo 4: Deriva Continental", os personagens Sid, Manny e Diego vão parar em alto mar.

Este é o primeiro da série que não é dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha. A animação é dirigida por Mike Thurmeier, que trabalhou com Saldanha no filme anterior, e Steve Martino.

"A Era do Gelo 3", de 2009, arrecadou mais de US$ 800 milhões em bilheteria no mundo todo. Ele ocupa o quarto lugar no ranking de animações com maior faturamento da história e o 23º lugar entre os filmes que mais arrecadaram em todos os tempos.

FOLHA

"Israel é uma decepção", diz o escritor Amós Oz em São Paulo

"Israel é uma decepção", disse o escritor Amós Oz, na noite desta quarta (9), diante do público que lotou os 1.010 lugares do teatro do Sesc Pinheiros, em São Paulo.

No Brasil para participar da celebração de 25 anos da editora Companhia das Letras, Oz, mais importante escritor israelense da atualidade, falou com um toque de humor da fundação de seu país, ocorrida em 1948.

"Israel nasceu de um sonho, e tudo que nasce de um sonho está destinado a ser uma decepção. A única maneira de manter um sonho intacto é nunca vivê-lo", disse.

"Israel nasceu, na verdade, de um espectro de sonhos". Explicou: "Os imigrantes dos outros países árabes sonhavam que Israel deveria ser uma réplica do Oriente Médio. Os imigrantes europeus, uma réplica da Europa do leste. Já os marxistas sonhavam que, um dia, Stálin visitaria um kibutz. Ele olharia o estábulo e o galinheiro e, no final, diria: 'Vocês fizeram um socialismo melhor do que na Rússia'".

Oz disse que, hoje, a realidade de Israel "é totalmente diferente de qualquer um desses sonhos", para ele, irrealizáveis. "Os sonhos eram conflitantes e mutuamente exclusivos".

Concluiu: "Israel não é um país. É uma discussão calorosa de 8 milhões de primeiros ministros, com suas fórmulas particulares para redenção instantânea".

Ao explicar que 80% dos israelenses vivem fora de Jerusalém, e "são de classe média, ruidosa, falante, uma nação mediterrânea", sugeriu: "Nós, israelenses, nos sentimos à vontade em um filme de [Federico] Fellini, não de Ingmar Bergman".

No final, fez uma brincadeira literária: "Na literatura, exitem os finais de Tchekhov e os de Shakespeare. Nos de Shakespeare, as pessoas terminam mortas. Nos de Tchekhov, deprimidas, amarguradas, mas vivas. Espero que Israel tenha um final de Tchekhov".

Oz havia sido chamado ao palco pelo dono da Companhia das Letras Luiz Schwarcz, que leu um trecho do prefácio de "Meu Michel", livro lançado pelo israelense há 40 anos, e brincou: "Estou há três dias com o Amós Oz aqui no Brasil. Temos realizado um duelo incessante de piadas de mãe judia. Ele ganhou, claro".

FOLHA

Caetano vence Grammy Latino de melhor álbum de rock do ano

O duo porto-riquenho Calle 13 se consagrou nesta quinta-feira como reis da 12ª edição do Grammy Latino, uma cerimônia na qual ganharam nove dos dez prêmios aos quais concorreram, recorde absoluto na história da premiação.

René "Resident" Pérez e Eduardo "Visitante" Cabra conseguiram os fonógrafos dourados de Melhor Álbum do Ano e Melhor Álbum Urbano, Melhor Canção, Melhor Gravação, Melhor Canção Alternativa e Melhor Vídeoclipe, Melhor Canção Urbana, Melhor Canção Tropical e Melhor Produtor do Ano, com o argentino Rafael Arcaute.

Arcaute foi o outro grande vencedor da noite, já que levou os seis prêmios aos quais concorria, todos eles por seu trabalho de produção com Calle 13.

"É preciso ter culhões para conseguir isto", disse René em declarações aos jornalistas ao final da cerimônia. Vestido com uma camiseta que pedia "educação pública gratuita", o músico acrescentou: "Estamos rompendo muitas barreiras com uma proposta que rompe esquemas".

Na categoria Álbum do Ano, por exemplo, os porto-riquenhos conseguiram superar o disco "Sale el Sol", da colombiana Shakira.

Entre os brasileiros, quem se destacou foi Caetano Veloso, vencendo o prêmio de Melhor Álbum de Rock Brasileiro, com "Zii e Zie - Ao Vivo"; Jota Quest, com Melhor Álbum Brasileiro de Pop Contemporâneo por "Quinze"; Djavan, com Melhor Álbum de MPB por "Ária".

Na disputa pelo Grammy de Melhor Álbum de Música Sertaneja, João Bosco & Vinícius derrotaram a favorita Paula Fernandes, também indicada para Melhor Artista Revelação.

Além disso, o grupo mineiro Pato Fu levou o prêmio de Melhor Álbum Infantil com "Música de Brinquedo". Já o Exaltasamba faturou o prêmio de Melhor Álbum de Samba por "25 anos Ao Vivo".

Outro dos prêmios destacados foi o Melhor Álbum de Folk, que foi para a falecida Mercedes Sosa, por "Deja La Vida Volar - En Gira".

Foi uma cerimônia de três horas repleta de apresentações com momentos emotivos, como quando o Calle 13 se uniu à Orquestra Sinfônica Simón Bolívar, dirigida pelo venezuelano Gustavo Dudamel, para cantar "América Latina".

A noite continou com shows de Shakira, Paulina Rubio, Maná e Prince Royce, Paula Fernandes e Romeo Santos, Pablo Alborán e Demi Lovato, Pit Bull e Marc Anthony, Romeo Santos e Usher, entre outros.

O público também ficou de pé quando a atriz colombiana Sófia Vergara entregou para sua compatriota Shakira o prêmio de Personalidade do Ano, outorgado pela Academia Latina da Gravação.

"Pouca gente sabe que nós duas vivíamos pertinho uma da outra, em Barranquilla", revelou a cantora, que não hesitou em afirmar que esse prêmio é "possivelmente" o reconhecimento "mais bonito que já recebeu.

A colombiana, aliás, também recebeu o prêmio de Melhor Álbum Vocal Pop Feminino, por "Sale el Sol".

EFE/FOLHA

Funcionária do AfroReggae é encontrada morta no Rio de Janeiro

A funcionária da ONG AfroReggae Tânia Cristina Moreira, 44, foi encontrada morta em Campos Elíseos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, informou a assessoria de imprensa da entidade nesta sexta-feira. A vítima havia sido sequestrada dentro de sua casa, em Vigário Geral (zona norte do Rio), na quinta-feira (10).

Conhecida na comunidade como Tia Tânia, ela trabalhava havia sete anos na entidade como mediadora de conflitos. Nascida e criada no bairro, Tânia era casada, tinha três filhos, sendo um bebê de 1 ano.

A ONG ainda não tem informações sobre os motivos do crime. Os sequestradores não fizeram contato com a ONG, nem com a família. O que se sabe é que dois homens armados teriam entrado na casa da funcionária na Rua São Bartolomeu, que não fica dentro da favela.

O caso está sendo investigado pela 38ª DP, em Brás de Pina (zona norte do Rio), e pela Divisão Anti-Sequestro (DAS).

FOLHA

Banco Central revê medidas de restrição ao crédito

O Banco Central decidiu rever a maior parte das regras que limitavam empréstimos a pessoas físicas desde dezembro do ano passado.

A medida tem como objetivo evitar uma desaceleração mais forte da economia brasileira no próximo ano. Ela se junta a outra indiciativa do BC, que começou a reduzir os juros em agosto.

No caso dos financiamentos de veículos, por exemplo, o BC decidiu retirar a restrição a empréstimos de até 60 meses sem entrada. A limitação para financiamentos acima desse prazo foi mantida.


A instituição decidiu ainda manter o percentual mínimo de pagamento das faturas de cartão de crédito em 15%, adotado em junho deste ano. O BC desistiu de elevar esse percentual para 20% a partir de dezembro, pois o atual limite "tem se mostrado suficiente para o controle" das dívidas.

O BC também reduziu as exigências que encareciam o crédito com desconto em folha de pagamento (consignado) com prazo entre 36 e 60 meses. Em compensação, apertou ainda mais as exigências para financiamentos desse tipo acima desse prazo.

No crédito pessoal, o BC flexibiliza empréstimos entre 24 e 36 meses, que voltam para as regras anteriores; mantém a regra para aqueles de até 60 meses e limita ainda mais financiamentos acima desse prazo.

Com essas medidas, o BC quer baratear o crédito de curto prazo e, ao mesmo tempo, evitar que as pessoas tomem empréstimos muito longos, que têm nível de inadimplência mais alto.

Para restringir ou incentivar esses empréstimos, o BC usa uma ferramenta conhecida como "exigência de capital".

Em geral, o banco precisa de R$ 11 de capital para garantir cada R$ 100 emprestados. Em dezembro do ano passado, para segurar o crescimento do crédito, o BC aumentou a exigência para R$ 16,50 nos empréstimos mais longos.

Agora, o BC reduziu a exigência para os R$ 11 originais nos empréstimos mais curtos. No crédito de longo prazo, ela subiu para R$ 33.

FOLHA

Escândalo Olympus cria receio estrangeiro de empresas do Japão

As revelações sobre faltas na administração financeira da fabricante japonesa de câmeras fotográficas Olympus prejudicam não apenas a imagem da empresa, mas podem enlamear a reputação de outras firmas japonesas, aos olhos dos investidores estrangeiros.

A Olympus admitiu ter maquiado suas contas para ocultar prejuízos colossais em investimentos financeiros de risco nos anos 90, agravando o escândalo que mancha a imagem da empresa e derruba suas ações na Bolsa. O dinheiro oficialmente declarado para aquisições, serviu, na realidade, para diminuir o passivo de suas contas.

"O escândalo poderá prejudicar as vendas de câmeras fotográficas", considerou Nanako Imazu, da empresa de corretagem CLSA, e os hospitais aos quais o grupo fornece endoscópios, uma de suas especialidades, "podem hesitar em voltar a fazer negócios com uma empresa tão mal administrada".

FRAUDE E CONSEQUÊNCIAS

Com investigações no Japão, Reino Unido e nos Estados Unidos, a Olympus está com sua cotação ameaçada de cancelamento na Bolsa de Tóquio, ao mesmo tempo em que o valor de sua ação perdeu 80% desde 14 de outubro, quando o escândalo veio à tona.

O professor de economia Yasuyoshi Masuda confessa ter ficado "surpreso com a amplidão" da fraude, com duas décadas de operações complexas avaliadas em um bilhão de euros, segundo a empresa nipônica.

Segundo ele, algumas empresas japonesas, que realizaram investimentos duvidosos nos anos 80 e tiveram prejuízos mais tarde, conseguiram, no conjunto, "sanear seus métodos de gestão, de acordo com as regulações mais estritas editadas após o ano 2000".

Antes, uma empresa poderia manter em sua contabilidade o mesmo valor de compra de um ativo financeiro, mesmo se seu preço tivesse caído muito com o tempo. Agora, são obrigadas a atualizar regularmente os preços de seus bens.

CULTURA DO SEGREDO

No entanto, as empresas nipônicas conservam "uma cultura de segredo e de falta de transparência para os olhos ocidentais", diz James Lawden, presidente do comitê de assuntos jurídicos da Câmara de Comércio europeu do Japão (ECB).

"Somem a isto o culto à harmonia que dissuade qualquer tumulto e a lealdade dos empregados japoneses a sua empresa, obtendo-se um coquetel que favorece o caso Olympus".

Para melhorar a governança das empresas nipônicas, Lawden sugeriu reforçar a independência dos encarregados da contabilidade nos conselhos de administração.

Nesta sexta-feira, o governo mostrou-se publicamente comovido com a situação negativa dos negócios nipônicos.

"É triste ver investidores, tanto no Japão, como no exterior, questionar a equidade e a transparência do mercado japonês", lamentou o ministro delegado dos Serviços Financeiros, Shozaburo Jimi.

Muitos investidores estrangeiros alarmados retiraram aplicações feitas em algumas empresas nipônicas, temendo que o caso Olympus seja, apenas, a ponta de um iceberg.

REUTERS/FOLHA

Facebook está perto de acordo sobre privacidade com governo dos EUA

O Facebook está finalizando um acordo com órgãos reguladores dos Estados Unidos sobre mudanças em sua política de privacidade decretada dois anos atrás, afirmou o "Wall Street Journal".

O acordo proposto com a Comissão Federal do Comércio (FTC) dos EUA daria fim a acusações de advogados de que o Facebook está envolvido com comportamentos enganosos.

O acordo, que aguarda aprovação final, exigiria que o Facebook obtivesse o consentimento de usuários para "mudanças materiais sensíveis", de acordo com uma notícia do jornal na quinta-feira citando fontes anônimas. E ele sujeitaria o Facebook a auditorias independentes sobre privacidade ao longo de 20 anos, afirmou a notícia.

O Facebook e a FTC se recusaram a comentar o tema.

O Facebook, a maior rede social do mundo, é frequentemente criticado por suas práticas de privacidade.

As queixas contra o site foram feitas por um grupo de organizações de advogados após a rede social revelar novas configurações de privacidade em 2009.

As mudanças exigiam que algumas informações pessoais em perfis, assim como o gênero e a cidade em que as pessoas residem, sejam visíveis a todos. Anteriormente, usuários do Facebook poderiam limitar as pessoas para as quais as informações eram visíveis.

FOLHA

Logitech diz que perdeu US$ 100 milhões com Google TV

A Logitech perdeu mais de US$ 100 milhões em lucros operacionais com o Google TV, afirmou o executivo-chefe da empresa, Guerrino De Luca, em um encontro com analistas e investidores nesta quarta-feira (9). As informações são do site de tecnologia The Verge.

O executivo afirmou ainda que não há planos de lançar um sucessor do Revue, set-top-box da Logitech com a plataforma do Google, já que o lançamento do produto, em 2010, se mostrou "um erro de implementação de natureza gigante", segundo De Luca.

Com poucas vendas, o aparelho teve seu preço reduzido de US$ 299 para US$ 99 nos EUA.

"Esperamos que todo o mundo iria enfrentar filas no Natal para comprar esses aparelhos a US$ 300, o que foi um erro enorme", afirmou ele, que se referiu ao Google TV como "beta" (em fase de testes) em sua apresentação.
De Luca, no entanto, afirmou acreditar no sucesso do Google TV, mas só em versões futuras da plataforma.

FOLHA

Novo Call of Duty vende 6,5 milhões de cópias em um dia

Os números da série Call of Duty costumam ser proporcionais a quantidade de tiros e explosões do jogo. O mais recente lançamento, Modern Warfare 3, bateu todos os recordes de seus antecessores ao vender 6,5 milhões de cópias, nos EUA e na Europa, nas 24 horas do lançamento.

O valor gerado é de US$ 400 milhões - o suficiente para transformar MW3 em o maior lançamento de games de todos os tempos. Os antigos recordistas eram também jogos da franquia: Call of Duty: Black Ops, em 2010, com US$ 360 milhões em vendas e em 2009 a estrela foi Call of Duty: Modern Warfare 2, com US$ 310 milhões em um único dia.

No Brasil, o evento oficial de lançamento foi na quarta-feira (9).

Com tanta gente jogando, a rede social paga mensalmente que disponibiliza conteúdos extras para os games, chamada de Call of Duty: Elite, apresentou falhas no funcionamento, o que impediu o acesso de alguns usuários. Para reparar o problema, a Activison, produtora dos games, dará um mês de acesso gratuito para todos os assinantes.

FOLHA

Recorde do ano, São Paulo tem 242 km de congestionamento

A cidade de São Paulo tinha 242 km de filas por volta das 18h desta sexta-feira, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). O índice, o maior do ano no período da noite, corresponde a 27,7% dos 868 km de vias monitoradas. A média do horário é de 14,9% de congestionamento. A chuva que atingiu a cidade deixou alagamentos.

O tráfego intenso desta sexta-feira é resultado do grande de número de veículos que saem da cidade por causa do feriado prolongado da Proclamação da República.

Antes, o recorde deste ano era do dia 2 de setembro, quando houve 220 km de congestionamento às 19h. O recorde histórico de lentidão na cidade foi registrado às 19h do dia 10 de junho de 2009, também saída para feriado, quando São Paulo concentrou 293 km de lentidão.

Os motoristas devem evitar a marginal Tietê, que tem lentidão em quase toda extensão - são 23 km de filas na pista expressa no sentido Ayrton Senna, entre a ponte do Imigrante Nordestino até rodovia Castelo Branco. No mesmo sentido, são 16 km de lentidão na pista local.

Na pista expressa, sentido Castelo Branco, são 13,7 km de congestionamento do Piqueri até o Hospital Vila Maria. Quem segue pela pista local da marginal Tietê, enfrenta 12,3 km de filas do Piqueri ao Tatuapé.

Na marginal Pinheiros, são 10 km de filas da ponte Eusébio Matoso ao José Maria na pista expressa no sentido Castelo Branco. No sentido contrário, são 8,9 km de congestionamento da ponte do Piqueri até Coroa.

Cerca de 1,6 milhão de veículos devem deixar a cidade neste feriado, segundo estimativa da CET. A frota de São Paulo é de 7 milhões de veículos.

Segundo o serviço da empresa MapLink, usado pela Folha, a cidade tinha 443 km de filas no horário.

FOLHA

Apagão de quase 5 horas afeta mais de 2 milhões no Amazonas

A empresa Eletrobras Amazonas Energia informou na tarde desta sexta-feira que, além de Manaus e de Iranduba, a cidade de Presidente Figueiredo também foi afetada por um apagão de quase 5 horas. O problema começou quando um raio atingiu a rede de distribuição da Usina Hidrelétrica de Balbina.

Nestas cidades, a empresa atente a 553 mil consumidores - no total 2 milhões de habitantes foram afetados.

Em Manaus, o apagão provocou congestionamentos no trânsito, interrompeu as ligações para telefonia fixa e móvel. O comércio e a indústria foram afetados. Alunos de escolas públicas e privadas foram dispensados mais cedo.

A Prefeitura de Manaus informou que ainda avalia os prejuízos. A Secretaria de Estado da Saúde disse que os hospitais dispõem de geradores e não registraram problemas no atendimento.

Em entrevista à Folha, o diretor de Operação e Geração do Interior, Radyr Oliveira, afirmou que a descarga elétrica atingiu a linha de transmissão da Usina Hidrelétrica de Balbina, que fica em Presidente Figueiredo (107 quilômetros ao norte de Manaus). Para proteger o sistema, foi necessário desligar a geração, transmissão e distribuição.

A usina é responsável por 25% da geração de energia para a capital amazonense, que tem demanda diária entre 900 a 1.100 MW (megawatts). Oliveira afirmou que os prejuízos não foram calculados. "Temos ciência dos transtornos causados à população, mas, infelizmente, foi uma fatalidade", afirmou o diretor.

METEOROLOGIA

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) informou que Manaus e cidades do norte do Amazonas enfrentam, desde a madrugada de hoje, temporais com descargas elétricas e rajadas de ventos. A temperatura máxima caiu de 37ºC para 31ºC e deve permanecer assim no fim de semana. 

Na região, as chuvas estão acima da média por causa da influência do fenômeno La Niña (resfriamento das águas do Pacífico), disse a meteorologista Lúcia Gularte.

FOLHA

Marta Suplicy dispara "pacote gay" no Senado

Após idas e vindas sobre uma legislação pró-gays, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) apresentou esta semana duas PECs (Propostas de Emenda à Constituição), originárias da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), sobre direitos dos homossexuais.

Uma das PECs estabelece a licença natalidade, que substitui as licenças maternidade e paternidade por uma só de seis meses, usufruída por qualquer dos pais. Também cria uma licença de 15 dias para os dois, logo após o parto ou a adoção.

Para Marta, a proposta beneficia não só casais homoafetivos, mas também héteros e pais "solteiros". "A medida é importante porque significa um avanço no direito de todos. Hoje em dia os casais mudaram a forma de criar seus filhos, os pais estão tão presentes quanto as mães", afirma.

A outra PEC veda a discriminação de gênero, orientação sexual e identidade de gênero. A proposta proíbe, mas não criminaliza a homofobia - um texto especificamente sobre isso está sendo fechado pela senadora com o aval do governo.

Fechando o pacote, Marta apresentou há algumas semanas dois projetos de lei. Um deles altera o Código Civil para deixar claro que gays podem converter a união estável em casamento.

O outro projeto de lei apresentado pela senadora autoriza que um transexual mude de nome e sexo nos documentos independentemente da realização de cirurgia, a partir de um diagnóstico médico e psicológico que constate a necessidade de mudança.

FOLHA

Propagandas podem irritar usuários de redes sociais, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada por uma consultoria de marcas afirma que o investimento pesado feito por algumas empresas para aparecer nas redes sociais pode ter um resultado inverso ao desejado.
Segundo dados da consultoria TNS, 57% dos consumidores analisados em mercados considerados desenvolvidos não querem se relacionar com marcas de empresas através das redes sociais. Nos Estados Unidos, esse percentual chega a 60%.
"Estratégias mal-orientadas estão gerando pilhas de lixo digital, desde páginas do Facebook sem amigos a blogs que ninguém lê", afirma o relatório da TNS.
A pesquisa sugere que grande parte das pessoas – 61% – comenta marcas de empresas nas suas contas de redes sociais apenas porque estão participando de algum tipo de promoção ou sorteio.

Emergentes

Segundo o levantamento, uma em cada quatro pessoas está disposta a comprar produtos por meio das redes sociais.
Nos mercados emergentes, de acordo com a pesquisa, os usuários estão ainda mais abertos à publicidade nas redes sociais.
O estudo afirma que em mercados que estão em alto crescimento – categoria na qual a TNS enquadra o Brasil – 59% dos consumidores disseram que as redes sociais podem ser o ambiente adequado para se aprender mais sobre marcas.
Os mercados emergentes ainda apresentam desafios de infraestrutura, no entanto. Quase metade das pessoas consultadas nesses países disse que usaria mais a internet caso o acesso fosse mais barato.
BBC BRASIL

Ocupação da Rocinha será na madrugada de domingo, anuncia Beltrame

Vladimir Platonow

Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, anunciou hoje (11) que a operação de ocupação da Favela da Rocinha, na zona sul da cidade, vai começar na madrugada deste domingo (13).
A ação de retomada de território vai contar com apoio de forças federais, nos moldes do que ocorreu na reconquista do Complexo do Alemão. Beltrame pediu a colaboração dos moradores durante o trabalho dos policiais.
"Vamos implantar definitivamente a UPP [Unidade de Polícia Pacificadora] da Rocinha na madrugada de domingo”, reforçou Beltrame. “A operação está muito bem delineada. Vários aspectos foram abordados, principalmente a segurança da população, em uma operação que vai preconizar a vida das pessoas. Vamos fazer o possível para que não haja trauma algum".
Edição: João Carlos Rodrigues
AGÊNCIA BRASIL

Nem os céticos duvidam mais

Washington Novaes, jornalista - O Estado de S.Paulo
No mês de outubro caíram sobre a cidade de São Paulo 146,9 milímetros de chuvas, mais que o dobro de outubro do ano passado (69,6 milímetros) ou 19,3% mais que a média histórica do mês. Foram registrados 68 pontos de alagamento, ante 36 em 2010. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê (Estado, 2/11) que até dezembro a tendência estará entre 15% e 20% acima da média. E é nesse panorama que este jornal chama a atenção (24/10) para o fato de os poderes estadual e municipal haverem aplicado apenas 23,5% e 8,3% das verbas previstas para combate a enchentes este ano. No Litoral Norte do Estado, pesquisadores da Escola Politécnica da USP já haviam mostrado que a maré baixa tem aumentado sete centímetros por década, desde 1944, e previsto que nos próximos cem anos ela subirá um centímetro por ano (Estado, 24/10). Nesta mesma hora, a Tailândia está com a maior parte de seu território debaixo de água, com a própria capital inundada, centenas de mortos. Quase na mesma situação, Camboja, Laos, Paquistão, Vietnã, com milhões de pessoas atingidas.
Tudo isso sugere que governantes deveriam ler com atenção informações de relatórios científicos recentes como o Keeping Track of Our Changing Environment: From Rio 92 to Rio+20, que acaba de ser editado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), após três anos de avaliações de centenas de cientistas. Diz esse documento que "sem ação coordenada e rápida para reduzir a depleção de recursos naturais e a poluição da atmosfera (que acentua mudanças climáticas) o crescimento da economia e outras atividades humanas poderão destruir o próprio ambiente que mantém a economia e sustenta a vida". O balanço do relatório sobre "eventos extremos" diz que em duas décadas eles dobraram, de 200 para 400 anuais, e exigem dos governos ações preventivas rápidas; em 2010 eles foram a causa de 90% dos deslocamentos de pessoas vitimadas.
Algumas das últimas dúvidas sobre o processo de aquecimento da Terra por causa de poluentes (motivo básico dos eventos) estão sendo desfeitas também por estudos como o do físico Richard Muller, da Universidade da Califórnia - um dos chamados "cientistas céticos" em questões do clima. Depois de estudar durante dois anos os prognósticos do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC), da Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos e da Nasa, concluiu ele que estão corretos, que a temperatura do solo já está 1,6 grau Celsius acima do registrado na década de 1950 (Estado, 1º/11). Também o Instituto Terra, da Universidade de Columbia, afirma que os eventos extremos deslocarão até 10 milhões de pessoas por ano no futuro próximo. E o Institute for Atmospheric and Climate Science, de Zurique, diz que, no ritmo atual, as emissões de dióxido de carbono (CO2) chegarão a 44 bilhões de toneladas anuais (foram de 30,6 bilhões em 2010), quando a maior parte dos cientistas acredita que, se passarem de 32 bilhões de toneladas/ano, será impossível conter o aumento da temperatura da Terra em 2 graus (já subiu 0,8 grau) e eventos muito fortes.
Segundo o relatório, as emissões de dióxido de carbono aumentaram 36% entre 1992 e 2008 (para 30 bilhões de toneladas anuais). O maior aumento foi nos "países em desenvolvimento", especialmente Brasil, China e Índia: mais 64% entre 2002 e 2008; o aumento de emissões per capita nesses países foi de 29%. Em 2010 cerca de 80% das emissões ocorreram em 19 países (industrializados e emergentes), por causa de novas indústrias e aumentos da população. Só que nos países emergentes parte das emissões maiores se deve à transferência para eles de indústrias poluidoras dos países industrializados. Geração de energia elétrica, transportes e calefação continuam sendo as principais fontes de emissões de poluentes. Na indústria, o destaque é para a de cimento, com mais 230% de emissões desde 1992. E a notícia boa é de que do final da década de 90 até 2007 as emissões de CO2 por unidade de produto baixaram 23%, graças a novas tecnologias. De qualquer forma, a indústria ainda responde no mundo por 19% das emissões e só perde para a geração de energia (26%). O desmatamento emite 17% do total, ao lado da agricultura (14%) e do transporte (13%). O restante cabe ao consumo de energia em edifícios residenciais e comerciais (8%) e ao lixo e a práticas que levam ao desperdício de água (3%).
Os dez anos mais quentes da história da Terra foram de 1998 para cá. O aumento médio da temperatura tem sido de 0,2 grau por década. No extremo norte do planeta, a elevação é maior (3 graus) por causa do derretimento de gelos polares. O nível das águas oceânicas tem aumentado 2,5 milímetros por ano (1992-2011). A concentração de CO2 tem deixado a água mais ácida - o que pode afetar a biodiversidade, a pesca, o turismo. Outra questão séria está na redução de geleiras nas montanhas, já que um sexto da população mundial depende da água que delas escorre.
E que se vai fazer, lembrando que 1,44 bilhão de pessoas ainda não contam com energia elétrica e o suprimento dependerá (principalmente na Índia e na China) da queima de petróleo e carvão? As energias renováveis ainda são apenas 13% do total, apesar do investimento de US$ 211 bilhões no ano passado.
Mas, com todo esse panorama dramático, já se sabe que não haverá progressos na reunião da Convenção do Clima no final deste mês. Na reunião dos emergentes (Brics) em Pequim, no começo do mês, eles decidiram que não assumirão compromissos obrigatórios de redução de emissões, por entenderem que essa obrigação é dos 37 países industrializados - e estes alegam que sem os emergentes tudo seria inútil, pois estes já são os maiores emissores. E sem consenso não é possível acordo em convenção da ONU. Os Brics deram prioridade a uma prorrogação do Protocolo de Kyoto, mas Japão, Rússia, Austrália e outros países não concordam. E os Estados Unidos já estão fora.
Como se sairá do impasse?
ESTADÃO

O Brasil diante da crise global

A crise mundial se agrava, mas o Brasil não terá uma década perdida, prometeu o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Para isso, acrescentou, será preciso tomar novas medidas para fortalecer a economia nacional e prepará-la para o impacto de novas dificuldades no cenário global. Ontem, enquanto ele discursava no Palácio do Planalto, a Comissão Europeia divulgava, em Bruxelas, novas e mais sombrias estimativas; no próximo ano o crescimento econômico do bloco não deverá passar de 0,6%. Há seis meses, a projeção indicava uma expansão de 1,9%. Na semana passada, em Washington, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) havia apontado a perspectiva de um avanço "lento e frustrante" nos Estados Unidos em 2012. O risco de uma década perdida foi mencionado nesta semana, em Pequim, pela diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, em pronunciamento num fórum financeiro.
As perspectivas pioraram, nos últimos dias, quando o epicentro da crise europeia se deslocou para a Itália, a terceira maior economia da zona do euro e uma das dez maiores do mundo. Com a troca de governo, as pressões do mercado financeiro sobre o Tesouro italiano poderão diminuir, mas o novo gabinete será forçado a promover um ajuste orçamentário severo e terá pouquíssimo espaço para cuidar do crescimento a curto prazo. O recém-apontado primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, já declarou ter mandato para a execução do plano negociado com a União Europeia e com o FMI. Sua missão, em outras palavras, é promover um fortíssimo aperto de cinto. Alemanha e França poderão dar algum impulso à Europa, mas o resultado geral deverá ser muito limitado.
O crescimento global dependerá, mais uma vez, dos emergentes, mas China e Índia, embora mantendo uma expansão muito maior que a do resto do mundo, também deverão perder impulso. Somados todos esses fatores, sobram para o Brasil perspectivas nada brilhantes. Boa parte do empresariado brasileiro já inclui em seus cálculos a piora do cenário internacional. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 54% dos 22.090 executivos consultados em pesquisa recém-concluída descreveram o cenário mundial como incerto e com riscos para suas empresas. Cerca de um terço - 31% - disse esperar uma piora das condições nos próximos meses. Além disso, 30% afirmaram ainda sentir os efeitos da crise de 2008-2009. A nova fase de estagnação deverá afetar as empresas brasileiras, principalmente, pela estagnação do comércio exterior e pela retração do crédito, segundo os consultados.
Por enquanto, os impactos da crise são pouco claros no Brasil. O presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, disse, numa teleconferência com analistas, prever para o próximo ano um aumento da demanda de aço. As vendas da companhia, acrescentou, ainda não foram afetadas pelas incertezas sobre a economia mundial. Mas a posição da empresa, segundo ele, é cautelosa, assim como a da maioria dos clientes.
De toda forma, o governo brasileiro se prepara, segundo fontes de Brasília, para enfrentar a piora das condições internacionais. A redução dos juros, já iniciada pelo Banco Central (BC), é com certeza parte dessa estratégia. Mesmo sem a crise externa, o governo teria de aumentar os investimentos no próximo ano, para atender aos compromissos de realização da Copa do Mundo. Sem entrar nesses detalhes, o ministro da Fazenda mencionou a necessidade de manter a solidez fiscal, controlando os gastos e evitando, por exemplo, novos aumentos salariais.
Pelo menos o discurso é sensato. Se quiser aumentar os investimentos, adotar estímulos e ao mesmo tempo evitar o descontrole orçamentário, o governo terá de usar o dinheiro com parcimônia e eficiência. É essencial, como o próprio ministro observou, manter a credibilidade diante dos mercados. A renovação da DRU, a Desvinculação de Receitas da União, poderá facilitar a gestão orçamentária. Mas a farra das emendas ao orçamento pode produzir o efeito contrário. Essa farra já está sendo organizada no Congresso e o governo deveria levar em conta esse risco.
ESTADÃO

Black Sabbath original promete 1º disco de estúdio em 33 anos

Os quatro músicos originais do Black Sabbath prometeram uma "turnê mundial pesada" a partir de meados de 2012 e um álbum com canções inéditas a ser produzido por Rick Rubin, num evento nesta manhã de sexta-feira, organizado num famoso bar de Los Angeles.

Com a formação original, será o primeiro show do grupo desde 2005, quando eles tocaram no Ozzfest, nos EUA, e também o primeiro disco de estúdio desde 1978 (o último foi "Never Say Die!").

"Era hora, era o momento certo", disse Ozzy Osbourne, meio gaguejando, como sempre, ao lado do guitarrista Tony Iommi, do baixista Geezer Butler, do baterista Bill Ward e de Rubin.

Osbourne comentou que as seis ou sete músicas em que já estão trabalhando "são incríveis" e fazem jus ao espírito do Black Sabbath.

A turnê já tem uma data marcada, 10 de junho, fechando o festival britânico Download. O novo álbum ainda não tem nome e deve sair no segundo semestre de 2012, seguido de uma turnê mundial. Nenhum país citado.

Sobre a escolha de Rubin, Osbourne disse que foi "uma opção óbvia". "Ele queria fazer há muito tempo e vivia perguntando quando íamos voltar", afirmou.

O produtor falou que o disco está no meio do processo de composição. "É inspirador acompanhá-los no estúdio", comentou Rubin. "Queremos criar um clima confortável para eles no estúdio, natural, fácil, sem pressão".

Pioneiros do heavy metal, os quatro formaram a banda em 1968, em Birmingham (Reino Unido), mas o grupo se desfez em 1979, quando Osbourne foi expulso por problemas com drogas e álcool.

A banda, conhecida por músicas como "Paranoid" e "War Pigs", passou então por uma série de mudanças, com inúmeros músicos e vocalistas, incluindo Ronnie James Dio, morto em 2010 aos 67 anos, após sofrer com um câncer no estômago.

Em 1997, os quatro membros originais resolveram se reunir e lançaram um álbum ao vivo no ano seguinte, além de saírem em turnê, até o derradeiro OzzFest de 2005. Na época, chegaram a prometer um disco só de inéditas, mas nunca aconteceu. "Tentamos fazer, mas não deu certo, não tinha a qualidade que queríamos", comentou o baixista Geezer Butler.

O Black Sabbath foi responsável por popularizar o heavy metal nos anos 70 e vendeu mais de 15 milhões de discos só nos EUA e mais de 100 milhões pelo mundo. O anúncio da sexta foi feito no lendário Whisky a Go-Go, na Sunset Boulevard, porque foi aqui que eles fizeram sua estreia em Los Angeles, 41 anos atrás, na mesma data, 11/11.

FOLHA

Sinal de alerta na China

Sinais inquietantes vêm da China. Em outubro, as exportações chinesas tiveram a menor alta em quase dois anos, afetadas pela desaceleração nos EUA e pela crise na União Europeia. Indústrias chinesas já falam em demissões e redução de produção.

Para nós, brasileiros, muitíssimo dependentes da China como compradora das nossas commodities, isso é péssima notícia.

Quando a crise bater mesmo na China, ela vai reduzir suas importações de matérias primas, e aí nós vamos sentir com força as repercussões da desaceleração mundial.

Ao mesmo tempo, há dados animadores. A última Carta Brasil-China, do Conselho Empresarial Brasil China, mapeia os investimentos chineses no Brasil neste ano.

Antes muito concentrados em indústria extrativa e recursos naturais, os investimentos chineses agora estão mais direcionados para o setor de manufatura.

Dos US$ 7,14 bilhões anunciados de janeiro ao fim de outubro, em 16 projetos, 55% vão para manufatura, e 13% para recursos naturais. Destes, 43,75% são para o setor automotivo e 12,5% para o eletroeletrônico.

Como disse o economista Antonio Barros de Castro, que morreu neste, "com a recente dinamização do mercado brasileiro de consumo, estão se multiplicando as aplicações chinesas de pequeno e médio porte na esfere de manufaturas".

Ou seja, os chineses também estão tentando fazer "hedge" (proteção). Testemunhando o declínio dos mercados consumidores da Europa e EUA, tradicionalmente seus maiores alvos, eles buscam se posicionar no Brasil.

Seria bom o Brasil também estar fazendo seu "hedge", procurando não depender tanto da venda de matérias-primas para a China e explorar mercados para suas manufaturas.
Patrícia Campos Mello
Patrícia Campos Mello é repórter especial da Folha e escreve sobre política e economia internacional. Foi correspondente em Washington durante quatro anos, onde cobriu a eleição do presidente Barack Obama, a crise financeira e a guerra do Afeganistão, acompanhando as tropas americanas. Tem mestrado em Economia e Jornalismo pela New York University. É autora dos livros "O Mundo Tem Medo da China" (Mostarda, 2005) e "Índia - da Miséria à Potência" (Planeta, 2008).
FOLHA

Governo promete barrar 'surto' de importação de carros por IPI

O governo brasileiro ameaça lançar mão do licenciamento não automático (autorização prévia para importações que pode demorar até 60 dias para sair) caso haja um surto de compras de carros de outros países até 16 de dezembro, quando passa a vigorar o IPI mais alto para carros com baixo índice de componentes nacionais ou do Mercosul.

A importação de automóveis já está em licença não automática desde maio deste ano, quando o governo tomou a decisão como retaliação a medidas protecionistas da Argentina, de onde vem mais da metade dos carros comprados pelo Brasil.

"O governo vai impedir que haja um surto de importações", disse Dyogo Oliveira, secretário-executivo-adjunto do Ministério da Fazenda. "Temos informações diárias sobre importações dos últimos 50 anos, e sabemos exatamente qual é o ritmo normal para automóveis.

Buscaremos uma medida de bom senso que permita o funcionamento normal do mercado, sem sobressaltos".

Após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que determinou que a decisão só poderia valer a partir do mês que vem, o governo reeditou hoje decreto publicado originalmente em 16 de setembro elevando em 30 pontos percentuais o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre carros importados de fora do Mercosul e do México. A medida passa a valer em 16 de dezembro.

FOLHA

Eliminatória africana tem média de quase três gols por jogo

Dez jogos marcaram o início das eliminatórias da África para a Copa do Mundo-2014, que será disputada no Brasil. No formato de mata-mata, com o campeão de cada chave avançando para a fase de grupos, a rodada desta sexta-feira teve duas goleadas e 27 gols - média de 2,7 por jogo.

As goleadas foram de Congo, que bateu São Tomé e Príncipe por 5 a 0, e Namíbia, que fez 4 a 0 no Djibuti. A seleção do Quênia ainda venceu a equipe de Seychelles por 3 a 0. Todos os vencedores atuaram como visitantes e podem empatar ou perder por diferença de quatro (Congo), três (Namíbia) e dois (Quênia) gols para avançar.

As outras vitórias foram de Guiné Equatorial, Moçambique, Tanzânia, República Democrática do Congo e Lesoto, que bateram Madagascar, ilhas Comores, Chade, Suazilândia e Burundi, respectivamente. A rodada ainda teve dois empates, ambos por 1 a 1. As igualdades foram nos jogos Ruanda x Eritreia e Guiné-Bissau x Togo.

Neste sábado, Somália x Etiópia fecham a primeira rodada. Na terça e na quarta, as equipes se encontram novamente pelo jogo de volta da primeira fase. Os classificados vão se juntar a 29 equipes na segunda fase da eliminatória, formando 40 seleções, divididas em dez grupos.

CONFIRA OS RESULTADOS DA ELIMINATÓRIA DA ÁFRICA:

Sexta


Seychelles 0x3 Quênia
Guiné-Bissau 1x1 Togo
Djibuti 0x4 Namíbia
ilhas Comores 0x1 Moçambique
Guiné Equatorial 2x0 Madagascar
Lesoto 1x0 Burundi
Eritreia 1x1 Ruanda
Suazilândia 1x3 RD Congo
São Tomé e Príncipe 0x5 Congo
Chade 1x2 Tanzânia


Sábado


Somália x Etiópia


FOLHA

Pelé não tem porra de consciência do que acontece, diz Romário

Cada vez mais incisivo nas suas críticas sobre a preparação do Brasil para a Copa-2014, o ex-atacante e hoje deputado federal Romário (PSB-RJ) se voltou nesta sexta-feira contra o ex-jogador Pelé, garoto-propaganda do Mundial, em evento de um dos patrocinadores da seleção em São Paulo.

"Tinha prometido não falar mais do Pelé. Pelé fala tanta merda... Pelé não tem porra de consciência do que está acontecendo no país", disparou Romário para rebater acusação de que sua postura crítica se deveria ao rancor de ter sido cortado da Copa-1998.

"Uma vez eu disse que ele calado era um poeta. Agora, isso também vale. Ele tem de calar a boca. E tem mais. Eu não levo nenhum da CBF. Talvez ele leve", completou ao lado dos santistas Neymar e Pepe.

A entrevista coletiva foi promovida pela marca de antissépticos TenysPé Baruel, com objetivo de reunir três grandes camisas 11 aproveitando o dia 11 do mês 11 de 2011.
Procurado pela Folha, Pelé disse através de sua assessoria que "não tem nada a declarar a respeito do que o Romário falou".

Roubando as atenções, Romário ainda atacou o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Indagado sobre o futuro do cartola, afirmou: "Tem que perguntar à Polícia Federal".

O deputado também disse que a CBF sabotou os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no mês passado, porque os direitos de transmissão pertenciam à Record, em vez daquela que seria a aliada da entidade, a Globo. Romário foi comentarista da emissora no México, onde o Brasil terminou eliminado logo na primeira fase.

"Meu pé não é mais afiado, mas a minha língua é cada vez mais afiada", finalizou.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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