sexta-feira, 18 de novembro de 2011

CSN contra-ataca siderúrgica Ternium e avança na Usiminas

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) informou nesta sexta-feira que aumentou sua participação no capital da Usiminas, passando a deter 20,14% das ações preferenciais e 11,66% das ações ordinárias da companhia.

"A companhia continua avaliando alternativas estratégicas com relação a seu investimento na Usiminas", informou a CSN em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários.

Desde janeiro, a CSN vem gradualmente elevando sua fatia no capital da rival mineira, em meio a crescentes especulações sobre propostas para aquisição de participações relevantes do capital da Usiminas.

Na véspera, a siderúrgica Ternium admitiu que estava negociando uma possível compra de participação na Usiminas, após a imprensa local ter afirmado que o grupo ítalo-argentino teria feito uma oferta para comprar uma fatia de 26% na companhia atualmente em poder dos conglomerados Votorantim e Camargo Corrêa. O preço oferecido seria de R$ 40 por ação.

Camargo Corrêa e Votorantim dividem o controle da Usiminas com a japonesa Nippon Steel e com a Caixa dos Empregados da própria fabricante de aço. No início do ano, esses acionistas fizeram um acordo para travar o grupo de controle da siderúrgica até 2031.

Em agosto, a CSN já tinha chegado a deter 15,15% das ações preferenciais e de 11,29% nas ações ordinárias da Usiminas.

Um mês antes, o presidente da Usiminas, Wilson Brumer, afirmara que o aumento da participação da CSN na empresa causava "desconforto", mas que a chance da companhia comandada por Benjamin Steinbruch conseguir participar do controle da empresa mineira era pequena.

Pela Lei das Sociedades Anônimas, para ter direito a um assento no conselho de administração de uma empresa é necessário cerca de 15% das ações ordinárias e 10% das preferenciais.

REUTERS/FOLHA

Distrito Federal ultrapassa a marca inédita de 2 celulares por habitante

Em outubro, o Distrito Federal ultrapassou a marca de dois celulares por habitantes, um fato inédito para uma unidade do país. A média nacional é de 1,18 celular por habitante.

O consumo nessa região é impulsionado pelos telefones pré-pagos, que representam 91,8% da base de clientes das operadoras. A média nacional é de 81,6%.

Em seguida, os Estados com a maior densidade de telefonia celular são: São Paulo (1,37 celular por habitante), Mato Grosso do Sul (1,35 celular por habitante), Rio de Janeiro (1,29 celular por habitante). Segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), 23 Estados já têm mais de um celular por habitante. As exceções são Alagoas, Maranhão, Piauí e Pará.

OUTUBRO

O Brasil fechou o mês de outubro com mais de 231,6 milhões de acessos à telefonia móvel. Em 2011, foram 28,7 milhões de novas habilitações, um crescimento de 14,14% no ano.

A Vivo continua com a liderança entre as operadoras de telefonia móvel, com 29,6% do mercado. A Tim tem 25% de participação, a Claro tem 25,2% e a Oi, 18,9%.

FOLHA

EUA investigam uso de dados de usuários pelo Facebook

Nas últimas semanas, o Facebook tem sido alvo da FTC (Comissão Federal do Comércio) dos EUA, que investiga se o site viola a privacidade dos usuários ao tornar públicas muitas de suas informações pessoais.

Paralelamente, outro debate sobre privacidade on-line toma corpo aos poucos. O que, afinal, o Facebook sabe sobre aqueles que visitam seu site?

Segundo o jornal "USA Today", o Facebook tem um registro das páginas que cada um de seus 800 milhões de usuários já visitou nos últimos 90 dias. O Facebook também rastreia outros milhões de não-membros, depois que estes visitam o Facebook por qualquer motivo.

Quando você se loga, cookies (arquivos armazenados em seu navegador que contém dados trocados entre seu PC e páginas internet) do Facebook são criados e registram suas informações de perfil, preferências pessoais via o botão Curtir, seu IP, seu sistema operacional e versão do navegador que está em uso, data e hora de cada site que você visitou que usa um plugin da rede social.

Ainda segundo informações do "USA Today", mesmo quando alguém visita a página sem estar logado, um outro tipo de cookie colhe informações sobre sistema operacional e outras visitadas, que possuam algum tipo de plugin do Facebook (como curtir, compartilhar ou recomendar).

Para fazer isso, a empresa conta com uma tecnologia de rastreamento de cookies semelhante aos sistemas usados pelo Google, Adobe, Microsoft, Yahoo! e outros na indústria de publicidade on-line, disse ao jornal americano Arturo Bejar, diretor de engenharia do Facebook.

O porta-voz do Facebook, Andrew Noyes, declarou ao "USA Today" que a empresa "não tem planos de alterar a forma como esses dados são usados". Ainda segundo Noyes, a rede utiliza essas informações apenas para melhorar a segurança no site e não repassa qualquer dado para terceiros.

FOLHA

'Economist' analisa 'atraso' brasileiro em lidar com crimes da ditadura

Em sua edição desta semana, a revista britânica "Economist" trata da polêmica da Comissão Nacional da Verdade e analisa como o Brasil está atrasado em relação aos vizinhos para lidar com o legado da ditadura.

A revista lembra que o projeto da comissão, que pretende esclarecer violações dos direitos humanos ocorridas de 1946 a 1985, já foi aprovado no Senado e deve ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff no próximo dia 23.

E afirma que apesar de os três últimos presidentes do país terem sofrido nas mãos dos militares - Dilma foi torturada; Lula, preso e Fernando Henrique, obrigado a se exilar -, só agora o assunto está sendo tratado de maneira mais aprofundada.

Diante disso, a publicação compara a situação do Brasil com seus vizinhos que mais sofreram com os chamados anos de chumbo.

"O Brasil tem sido lento na revisão dos crimes da ditadura. A Argentina começou a processar os militares logo após o colapso do regime, em 1983", diz a reportagem.

"A Suprema Corte do Chile decidiu em 2004 que os 'desaparecimentos' não eram passíveis de anistia".

'AMNÉSIA COLETIVA'

Na avaliação dos especialistas ouvidos pela "Economist", essa demora no Brasil se deve ao fato de a transição para a democracia ter sido mais lenta e controlada no país.

"O regime não entrou em colapso após uma guerra desastrosa como aconteceu na Argentina ou enfrenta ameaça de protestos, como Augusto Pinochet no Chile".

Outra razão citada é uma tendência dos brasileiros em sofrer de uma espécie de "amnésia coletiva". Segundo Maurício Santoro, da Fundação Getúlio Vargas, aponta na revista para o contraste entre o Brasil, "o país do futuro", e a Argentina, que "têm uma obsessão pela era de ouro em que viveram no passado".

Segundo a "Economist", uma das consequências desse atraso "é que a repressão continua, só que agora a violência se concentra mais na polícia, e não no Exército".

A revista destaca que a truculência da polícia é raramente punida e frequentemente aplaudida, como acontece nos filmes Tropa de Elite, e que ativistas esperam que a Comissão da Verdade altere essas opiniões.

"Algumas coisas só acontecem quando e se a sociedade está pronta", diz um dos entrevistados da matéria, Atila Roque, diretor da ONG Anistia Internacional no Brasil. "Acho que estamos prontos".

BBC BRASIL/FOLHA

Microscópio revela 'rosto' em minúsculo animal aquático

Uma imagem feita com microscópio revelou um "rosto" no esqueleto de um minúsculo animal aquático, um briozoário, que vive em colônias e participa da construção de recifes.

A fotografia faz parte da exposição "Incredible Inner Space", organizada pelo Centro de Pesquisa Microscópica e de Microanálise da Austrália, que destaca a beleza encontrada em trabalhos científicos realizados em uma rede de laboratórios e universidades do país.

Segundo os cientistas, além de belas, as imagens representam uma busca por conhecimento e contam uma história.

"A análise de materiais em escalas microscópicas e atômicas é fundamental em áreas como medicina, engenharia e arqueologia", dizem os organizadores.

A impressionante imagem do briozoário, por exemplo, faz parte de uma pesquisa de David Salt, da Universidade de Sydney, que analisa esqueletos atuais para poder identificar melhor as formas fossilizadas das criaturas aquáticas.

Os buracos no esqueleto servem para permitir que os alimentos cheguem até o animal que vive ali dentro.

BBC BRASIL/FOLHA

Líder indígena é assassinado por pistoleiros encapuzados em Mato Grosso do Sul

O líder guarani-caiová Nísio Gomes foi assassinado na manhã desta sexta-feira (18) por homens encapuzados, entre as cidades de Amambai e Ponta Porã, Mato Grosso do Sul.

Segundo informações preliminares da Funai (Fundação Nacional do Índio), o ataque aconteceu enquanto um grupo de cerca de 60 índios acampava dentro de uma fazenda à beira da rodovia MS-386. Os homens abriram fogo contra o acampamento, atingindo alguns índios com balas de borracha.

A coordenação regional da Funai em Ponta Porã afirmou, com base nos depoimentos dos acampados, que Gomes, 59, levou um tiro na cabeça.

O conselho guarani Aty Guassu afirmou que duas outras pessoas, uma mulher e uma criança de cinco anos, também foram mortas e tiveram seus corpos levados juntamente com o de Gomes. A Funai não confirma a informação, e está considerando ambas como "desaparecidas" por enquanto.

O grupo de caiovás está acampado desde o dia 1º numa área conhecida como Ochokue/Guaiviry, uma das aldeias que os guaranis reconhecem como território tradicional e tentam retomar - e que hoje estão ocupadas por fazendas.

Guaiviry é uma das áreas incluídas pela Funai nos processos de identificação de terras tradicionais guaranis, iniciados em 2008. A região do sul de Mato Grosso do Sul é o palco mais grave de conflitos entre indígenas e fazendeiros do Brasil.

A Funai informou que a Polícia Federal e a Polícia Civil já estão no local. O presidente da Funai, Márcio Meira, por enquanto não tem planos de ir ao local do assassinato.

FOLHA

Ex-preso político não deve integrar Comissão da Verdade, diz Genoino

Preso e torturado durante a ditadura militar, o assessor especial do Ministério da Defesa, ex-deputado José Genoino, defendeu nesta sexta-feira (18) que ex-presos políticos não devem ser indicados para integrar a Comissão da Verdade.

"Colocar ex-preso político não dá certo", disse. Genoino, que foi preso quando participava da Guerrilha do Araguaia, afirmou que, além de ligações políticas, ideologias devem ser evitadas no grupo.

O ex-deputado petista afirmou que a possível escolha de militares na reserva e ex-militantes políticos podem dificultar o trabalho do colegiado. "É um impasse permanente", disse.

Genoino exemplificou que embates ideológicos emperraram discussões na Comissão de Mortos e Desaparecidos do Ministério da Justiça.

O assessor da Defesa também defendeu que a escolha dos sete integrantes da comissão seja feita pela própria presidente Dilma Rousseff.

A Comissão da Verdade foi sancionada pela presidente na manhã de hoje e pretende investigar os crimes contra os direitos humanos cometidos entre 1946 e 1988.

VALOR/FOLHA

Cerveja favorita de Homer Simpson chega a São Paulo ainda este mês

A cerveja preferida de Homer em "Os Simpsons", Duff, está chegando ao Brasil. As vendas no país, bastante comentadas em redes sociais nos últimos dias, começam oficialmente no final deste mês, de acordo com Conrado Kaczynski, sócio da Duff Brasil.

Inicialmente, a bebida será distribuída em quantidade limitada e terá como foco de comercialização a cidade de São Paulo. As mil caixas produzidas ao mês serão vendidas em 30 pontos da capital paulista, além de quiosques da marca Mr. Beer - parceira da Duff Brasil - no Rio, no Paraná e em Brasília.

"A produção será superlimitada, no começo serão apenas mil caixas por mês. Mas queremos chegar a 5.000 caixas em um ano", afirma Kaczynski. A empresa ainda não tem planos de distribuir a Duff em outras cidades do país, mas a cerveja estará disponível em quatro sites de comércio eletrônico especializados.

"Temos uma demanda tão grande aqui em São Paulo, que vamos concentrar as vendas aqui. A segunda etapa, que vai precisar de mais investimentos, será entregar em todo o Brasil", diz o sócio.

Para testar a receptividade dos consumidores, a Duff Brasil colocou algumas caixas à venda no Empório Liberdade, em São Paulo. Segundo Kaczynski, as quase mil garrafas entregues no local foram vendidas em apenas uma noite.

A cerveja deve competir no segmento de cervejas premium e a garrafa long neck custará entre R$ 8 e R$ 10. No site da marca, o consumidor pode visualizar quais serão os pontos de venda em São Paulo.

EUROPA

A Duff existia apenas nos desenhos dos Simpsons até 2007, quando começou a ser produzida e vendida na Europa, como resultado de uma parceria entre o empresário mexicano Rodrigo Contreras e a cervejaria belga Haatch Brewery.

No Brasil, a bebida será produzida pela catarinense SaintBier, responsável também pela fabricação do rótulo Coruja. A Duff já é comercializada em outros países da América do Sul, como Chile e Colômbia.

FOLHA

Japão investiga possível conexão da Olympus com crime organizado

Promotores públicos japoneses vão interrogar um ex-presidente da Olympus por um escândalo na fabricante de câmeras e equipamentos médicos e investigadores estão em busca de uma possível conexão entre a empresa e o crime organizado, de acordo com reportagens publicadas nesta sexta-feira.

Tsuyoshi Kikukawa, que renunciou à presidência da companhia em 26 de outubro, e dois outros ex-executivos prestarão depoimentos voluntários talvez já neste final de semana, informou a agência de notícias Kyodo.

A Olympus, líder mundial na fabricação de endoscópios para diagnóstico médico, admitiu que ocultou prejuízos por décadas, utilizando métodos indevidos de contabilidade, mas ainda não revelou a extensão dos problemas que ocultou e que perdas terá de registrar agora em função disso.

O novo presidente da companhia, Shuichi Takayama, atribuiu a Kikukawa, ao vice-presidente Hisashi Mori e ao auditor interno Hideo Yamada a culpa pelo acobertamento, e disse que estava estudando apresentar queixas criminais contra eles. Mori foi demitido, e Yamada apresentou um pedido de demissão.

O "New York Times" publicou que as autoridades japonesas estão investigando um aparente rombo de US$ 4,9 bilhões nas contas da Olympus, bem como o possível envolvimento do crime organizado.

A Olympus fez pagamentos de valor muitas vezes superior aos prejuízos que estava tentando ocultar, e investigadores suspeitam que boa parte desse dinheiro adicional tenha sido encaminhado a quadrilhas do crime organizado, mencionou o jornal, citando um memorando redigido por investigadores.

O memorando informa que as autoridades desejam determinar se a Olympus colaborou com grupos do crime organizado para obscurecer seus prejuízos, e se pagou quantias vultosas por essa ajuda, diz o jornal, acrescentando que o memorando circulou em recente reunião entre funcionários da Comissão de Vigilância de Valores Mobiliários, da promotoria pública e da polícia metropolitana de Tóquio.

Uma porta-voz da polícia de Tóquio confirmou que a Olympus estava sendo investigada mas se recusou a revelar detalhes. A promotoria e a comissão de valores mobiliários não quiseram comentar.

O "New York Times" citou o memorando para revelar que a Olympus teria pago 481 bilhões de ienes (US$ 6,25 bilhões) em aquisições, investimentos e honorários de consultoria questionáveis, entre 2000 e 2009, e que apenas 105 bilhões de ienes (US$ 1,36 bilhão) desse total tinham sido registrados em sua contabilidade.

REUTERS/FOLHA

Odebrecht e Technip vencem contrato de US$ 1 bilhão da Petrobrás

A joint-venture entre a francesa Technip e a brasileira Odebrecht venceu um contrato de US$ 1 bilhão da Petrobras pelo frete e operação de dois navios de instalação de tubulações por cinco anos.

O contrato, que tem a opção de cinco anos adicionais, cobre a ligação de poços submarinos na costa brasileira que têm até 2,5 mil metros de profundidade, disseram Technip e Odebrecht em comunicado nesta sexta-feira.

Os navios estão sendo construídos na Coreia do Sul, onde a Odebrecht também está supervisionando a construção de unidades de perfuração.

A fornecedora francesa de serviços e equipamentos para extração de petróleo Technip tinha dito em outubro que o preço do petróleo, embora abaixo do pico do segundo trimestre, continua alto o suficiente para garantir exploração e investimentos.

A Petrobras planeja aumentar a capacidade de produção de petróleo e gás em 23% até o fim de 2012, disse nesta semana o diretor financeiro Almir Barbassa.

No entanto, a companhia, que planeja ser a maior petrolífera listada do mundo até 2020, enfrentará as atuais demoras para início de produção, atrasos, campos maduros e paradas não previstas que já prejudicaram no passado os esforços para aumentar a produção.

REUTERS/FOLHA

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