segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A saúde dos jornais

Carlos Alberto Di Franco, doutor em Comunicação, é professor de Ética e diretor do Master em Jornalismo. O Estado de S.Paulo
Os pessimistas me aborrecem. Fazem, como dizia Oduvaldo Vianna Filho, "do medo de viver um espetáculo de coragem". Vivem de mal com a vida. Não olham para a frente. São homens e mulheres de retrovisor. À semelhança de Dom Quixote, vivem lutando contra moinhos de vento. Faltam-lhes equilíbrio, serenidade e bom senso.
O que é côncavo de um lado aparece convexo do outro. Depende só do nosso ângulo de visão. Como lembrou alguém, muitas vezes um defeito é apenas a sombra projetada por uma virtude. Os pessimistas padecem da síndrome das sombras. São incapazes de ver o outro lado: o da virtude.
Algumas críticas ao jornalismo, amargas e corrosivas, têm a garra do pessimismo ou a mordida do cinismo. Irritam-se, alguns, com a força da mídia e vislumbram interesses espúrios no sucesso empresarial.
O jornal, como qualquer negócio, não existe para perder dinheiro. A crítica procede de quem perdeu o trem da História ou, pior que isso, não sabe o que é enfrentar o batente. Ganhar dinheiro com informação não é um delito. Estou cansado de repetir. É um dever ético. O lucro legítimo decorre da credibilidade, da qualidade do produto. E a qualidade é o outro nome da ética.
A ética informativa não é um dique, mas um canal de irrigação. A paixão pela verdade, o respeito à dignidade humana, a luta contra o sensacionalismo, a defesa dos valores, enfim, representam uma atitude eminentemente afirmativa.
A ética, ao contrário do que gostariam os defensores de um moralismo piegas, não é um freio às justas aspirações de crescimento das empresas. Suas balizas, corretamente entendidas, são a mola propulsora das verdadeiras mudanças.
O jornalismo de escândalo, ancorado num provincianismo aético, é cada vez menos frequente. Recaídas ocasionais são objeto de críticas e discussões internas.
O jornalismo brasileiro, não obstante as suas deficiências, tem desempenhado um papel relevante. Ao lancetar os tumores da corrupção, cumpre um dever ético intransferível. A mídia, num país dominado por esquemas cartoriais, assume significativa parcela de responsabilidade. O Brasil, graças à varredura da imprensa, está mudando. Para melhor. Ministros caem como cartas de baralho. Reagem às denúncias com declarações do tipo "tudo não passa de armação da imprensa", "sou vítima de linchamento moral", "não sei", "não vi". A perseverança da mídia faz a força dos fatos acabar prevalecendo. E o governante vai para casa. Já é um grande avanço. Esperemos que chegue o dia em que o ônus político seja acompanhado da devolução do dinheiro público e da necessária punição criminal.
Os pessimistas, no entanto, não enxergam as mudanças positivas. Querem que as coisas mudem pela ação dos outros. Esquecem que a democracia não é compatível com a omissão rançosa. As críticas à imprensa, necessárias e pertinentes, são sempre bem-vindas. Espera-se, no entanto, que sejam construtivas e equilibradas.
Ouvi recentemente uma dessas críticas num seminário de mídia. Os jornais, dizia meu interlocutor, estão cada vez mais parecidos e sem graça. Concordo, embora parcialmente.
A "mcdonaldização" dos jornais é um risco que convém evitar. A crescente exploração do entretenimento em prejuízo da informação de qualidade tem frustrado inúmeros consumidores de jornais. O público da mídia impressa não se satisfaz com o hambúrguer jornalístico. Trata-se de uma fatia qualificada do mercado. Quer informação aprofundada, analítica, precisa e confiável.
É preciso investir na leveza formal. Sem dúvida. O recurso à infografia, o investimento em didatismo e a valorização da fotografia - o "arrevistamento" das primeiras páginas tem provocado reações de surpresa e aprovação - são, entre outras, algumas das alavancas do crescimento. Mas nada disso, nada mesmo, supera a qualidade do conteúdo. É aí que se trava a verdadeira batalha. Só um produto consistente tem a marca da permanência. Qualidade editorial e credibilidade são, em todo o mundo, a única fórmula para atrair novos leitores e anunciantes.
O jornal The New York Times sabe disso como nenhum outro. Ao visitar a fabulosa casa nova da "velha dama cinzenta", em Times Square, ouvi, mais uma vez, a receita do sucesso: "Produzir jornalismo de qualidade e matérias sérias de maneira mais atraente". Qualidade e bom humor. É isso.
Outro detalhe: os jornalistas precisam escrever para os leitores. É preciso superar a mentalidade de gueto, que transforma o jornalismo num exercício de arrogância. Cadernos culturais dialogam com eles mesmos. O leitor é considerado um estorvo ou um chato.
O jornal precisa moldar o seu conceito de informação, ajustando-o às necessidades do público a que se dirige. Outro detalhe importante, sobretudo em épocas de envelhecimento demográfico: a tipologia empregada pelos jornais tem de levar em conta os problemas visuais dos seus consumidores. Falando claramente: os jornais precisam trabalhar com letras grandes.
Apostar em boas pautas - não muitas, mas relevantes - é outra saída. É melhor cobrir magnificamente alguns temas do que atirar em todas as direções. O leitor pede, em todas as pesquisas, reportagem. Quando jornalistas, entrincheirados e hipnotizados pelas telas dos computadores, não saem à luta, as redações convertem-se em centros de informação pasteurizada.
O lugar do repórter é na rua, garimpando a informação, prestando serviço ao leitor e contando boas histórias. Elas existem. Estão em cada esquina das nossas cidades. É só procurar.
O jornalismo moderno, mais do que qualquer outra atividade humana, reclama rigor, curiosidade, ética e paixão. É isso que faz a diferença.
ESTADÃO

Brics não ameaçam hegemonia dos EUA, diz 'pai' da teoria do neoliberalismo

Dez anos após a criação do acrônimo Bric, os países do grupo não formam um bloco coeso e não são capazes de criar uma aliança para ameaçar a hegemonia dos Estados Unidos no mundo, na avaliação de um dos mais importantes teóricos das relações internacionais.

Joseph S. Nye Jr., atual professor emérito da escola de governo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, é o co-fundador da teoria do neoliberalismo e criador do conceito de "soft power", que define a capacidade de um país atingir seus objetivos por meio da influência de seus valores, cultura e política, em lugar do uso da força militar.

Para ele, os países do grupo são capazes de rivalizar pontualmente com os Estados Unidos de maneira individual, como no caso da crescente influência brasileira sobre a América Latina, mas não representam um contraponto real aos americanos como um bloco, por conta das diferenças de interesses entre seus membros.

"Se a questão é se eles podem criar uma aliança contra os Estados Unidos, um bloco coeso, a resposta é não", disse ele em entrevista à BBC Brasil.

O acrônimo Bric foi criado há dez anos pelo britânico Jim O'Neill, então economista-chefe do banco Goldman Sachs, incluindo Brasil, Rússia, Índia e China, os quatro gigantes com crescimento econômico acelerado. 

Posteriormente, o grupo foi institucionalizado pelos países, com a entrada posterior da África do Sul (o "s" acrescentado ao final do acrônimo), neste ano.

Nye, que foi secretário-assistente de Defesa no governo Bill Clinton, vê a Rússia como uma peça anômala no grupo, por ser "uma força em decadência, não emergente", e afirma que Brasil e Índia têm mais capacidade de exercer "soft power" do que a China, a maior economia e maior força militar do grupo, por serem países democráticos.

Para ele, os Brics não vão acabar, mas terão um papel limitado como "uma organização frouxa para coordenação diplomática".

Leia a seguir a entrevista concedida por Nye à BBC Brasil, por telefone:

BBC BRASIL - Os Brics podem representar uma grande força política global?

JOSEPH S. NYE JR. - Não creio que possam ser uma grande força como uma organização coesa. Os interesses dos países são bem diferentes entre eles quando analisamos os detalhes.


Acho que individualmente, a China, a Índia e o Brasil terão papéis muito importantes. Já a Rússia não creio que realmente pertença a esse grupo. A Rússia é uma força em decadência, não uma força emergente.

E individualmente, eles são capazes de rivalizar com os Estados Unidos em termos de dominação mundial?

O papel da China do leste da Ásia é comumente visto como um desafio à presença americana no Mar o Sul da China. Se olharmos para o Brasil, o país quer ter sua própria influência sobre a América do Sul, para contrapor à influência dos Estados Unidos.


Mas se a questão é se eles podem criar uma aliança contra os Estados Unidos, um bloco coeso, a resposta é não. Há diferenças muito profundas, por exemplo, nos interesses da Índia e da China. A Índia está muito contente em ter boas relações com os Estados Unidos para conter o poder crescente da China.

Pode haver algum outro grupo de países emergentes que poderiam criar um grupo coeso para se contrapor aos Estados Unidos?

Depende do que considerarmos por desafiar. Se falarmos em um grupo de países capazes de se unir na Organização das Nações Unidas para evitar a aprovação de uma resolução apoiada pelos Estados Unidos, claro. Isso já acontece hoje.


Mas se formos para o outro extremo, será que um grupo de países poderia formar uma aliança militar para rivalizar com o poderio americano? Os Estados Unidos representam quase metade dos gastos militares mundiais. 

É difícil conceber qualquer outro grupo de países que possam ser capazes até mesmo de chegar perto do tipo de gastos militares necessários para rivalizar militarmente com os Estados Unidos.

Então, novamente, depende do que consideramos desafio. Em um sentido, isso já existe, mas em outro sentido isso não parece muito provável.

Os Brics são capazes de transformar o aumento da importância econômica em soft power?

Muitos desses países já dispõem de soft power e estão interessados em aumentá-lo. O Brasil tem soft power, que vem de sua cultura e seu sucesso crescente. A Índia tem a indústria de cinema de Bollywood, que é bastante impressionante. Na China, o presidente Hu Jintao já disse que o país deveria aumentar seu soft power. O governo chinês está investindo bilhões de dólares para isso.


Mas o Brasil tem uma vantagem, como tem a Índia, de ser democrático, e portanto ser capaz de usar sua sociedade civil para gerar soft power.

A China tem o problema de ser autocrática, o que significa que quando eles tentam aumentar seu soft power, eles normalmente tentam fazer de sua própria maneira. Um bom exemplo disso foi quando prenderam Liu Xiaobo e o impediram de ir à cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz. Então todos viram a cena pela televisão no mundo todo da cadeira vazia em Oslo. Mas isso tira soft power, em vez de construí-lo.

A atual crise na União Europeia pode criar um vazio no balanço global de forças que possa ser preenchido pelas nações emergentes?

Acho que os países emergentes aumentarão sua influência independentemente do que acontecer com o euro. Países como a China, a Índia e o Brasil vão aumentar sua parcela do produto mundial se o euro se mantiver ou não. Mas particularmente, se o euro entrar em colapso, o primeiro efeito disso seria provavelmente o fortalecimento do dólar, não do yuan ou de qualquer outra moeda de país emergente.


O colapso do euro, se acontecer, provavelmente vai fazer com que os investidores, em busca de um refúgio seguro, se voltem ainda mais para o dólar do que para moedas de países emergentes.

Que futuro o sr. vê para os Brics?

Acho que há um futuro para os Brics como uma organização frouxa para coordenação diplomática. Há algumas questões sobre as quais é conveniente para eles se sentarem juntos para conversar sobre a coordenação de uma posição. Mas o problema que eu vejo com os Brics é que ao ir além desse nível, você vê que há interesses bem diferentes entre os países.


Por exemplo, o Brasil e a China tem visões diferentes sobre o valor do yuan (a moeda chinesa). O Brasil está descontente com a política chinesa de manter sua moeda desvalorizada. O país não gosta de falar muito sobre isso, porque não quer destruir o clima das reuniões dos Brics. Mas há uma diferença clara de interesses aí.

O sr. acredita que essas tensões internas entre os países, como também no caso das demandas de Índia e China por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, possam levar ao desmantelamento do grupo?

Não acho que ele possa acabar, porque é conveniente para alguns fins diplomáticos. Mas seu exemplo do Conselho de Segurança parece ser um bom exemplo do porquê o grupo não deve se desenvolver além disso.


BBC BRASIL/FOLHA

Acidente com catamarã deixa 55 feridos no Rio; 11 ficam internados

O acidente com o catamarã (embarcação com dois cascos paralelos) Gávea I, que faz a ligação entre Niterói e Rio, deixou 55 pessoas feridas no início da tarde desta segunda-feira. A Secretaria Municipal de Saúde informou que 11 passageiros permanecem internados, todos fora de perigo.

Segundo o gerente da concessionária Barcas S.A., empresa que administra o transporte, Mário Liberalli de Góes, o barco, que transportava 907 passageiros, se chocou duas vezes com um píer desativado ao lado da estação Praça XV.

A cirurgiã-dentista Daniele Lima, 38, que ajudou socorrer alguns passageiros feridos na colisão, disse que não havia nenhum socorrista a bordo do Gávea I. Segundo ela, os funcionários da Barcas, após a primeira batida, pediram às pessoas que ficassem sentadas e vestissem os coletes salva-vidas.

"Eu me mantive bem tranquila, pois tinha 900 pessoas me pedindo ajuda. A pessoa que estava no comando da barca teve muito controle, pois poderia jogar a barca em direção ao aeroporto Santos Dumont (que fica ao lado da estação)".

A advogada Márcia Neves Santiago, 34, relatou que os passageiros ficaram sem saber o que estava acontecendo, já que, em nenhum momento, foram informados sobre a colisão.

"O pânico foi enorme com a primeira batida, porque voou gente pra tudo que é lado, há até cadeiras quebradas. Aí, veio a segunda batida e mais gente caiu, mais gente voou. Ficamos muito tempo ali, sem nenhum tipo de ajuda. Não tinha equipe de socorro a bordo", disse a advogada.

Em nota, a Barcas S.A. informou que os feridos com escoriações leves e sintomas de ansiedade foram atendidos no local por homens do Corpo de Bombeiros e funcionários da própria concessionária. A nota diz ainda que algumas cadeiras do catamarã se soltaram por causa do impacto.

FOLHA

Pela 1ª vez, Xuxa perde para 'Pica-Pau' no ibope

O sábado à tarde foi decepcionante para a Globo em audiência. Primeiro, o desenho Pica-Pau, da Record, derrotou os treinos para o GP Brasil de F-1 por uma hora consecutiva. Em seguida, foi a vez de Xuxa perder para a ave biruta.
Durante o tempo em que se confrontaram, o Pica-Pau marcou 10 pontos de média contra 8 de Xuxa. Cada ponto equivale a 58 mil residências assistindo ao programa. Foi a primeira vez que Xuxa perde a liderança de audiência para o desenho criado por Walter Lantz, e que estreou na TV mundial em 1957.
Contra os treinos de classificação do GP Brasil, o desenho da Record venceu por 9 a 8.
A ave é um espécime piciforme da família Picidae, também conhecida como pica-pau-bico-de-marfim (Campephilus principalis), natural dos Estados Unidos. A espécie já chegou a ser considerada extinta, mas, para alívio dos ambientalistas, foi novamente avistada anos atrás.
FOLHA

Leonardo Miggiorin é assaltado em bairro nobre de São Paulo

Leonardo Miggiorin, 29, contou ter passado por uma experiência nada agradável no último sábado (26).
"Acabei de ser assaltado no bairro Perdizes, em São Paulo", afirmou no Twitter. "Levaram meu carro".
O ator se surpreendeu pelo crime ter ocorrido em um "bairro nobre, cheio de gente em volta, à mão armada".
"Um pessoal que estava por perto me ajudou e me deu carona pra delegacia", contou. "Diziam: mas você é famoso, né? Era o carro que você ganhou no Faustão?".
Miggiorin, que interpretou o empresário homossexual Roni em "Insensato Coração" (Globo), disse ter registrado um boletim de ocorrência na sequência.
"Está tudo bem", tranquilizou os seguidores, que já começavam a ficar preocupados com seu estado de saúde. "Já que estou sem carro, vou tomar uma cerveja pra relaxar".
FOLHA

Sonho pode apagar memórias negativas

Qual a receita para apagar uma memória dolorosa? O tempo, claro --incluindo o tempo gasto no sono e nos sonhos. É o que sugere uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).

De acordo com os cientistas, os processos químicos cerebrais durante o sonho ajudam a filtrar as experiências emocionais negativas.

É na fase de sonhos do sono, conhecido como REM (sigla inglesa para "rapid eye movement", ou movimento rápido do olho), que o cérebro trabalha as experiências emocionais. Essa fase equivale a 20% de uma noite.

O estudo dos EUA contou com 34 jovens saudáveis, divididos em dois grupos.

Metade viu 150 imagens "fortes" na parte da manhã e à noite - eles ficaram acordados entre as sessões. A outra metade dormiu uma noite entre as visualizações (veja infográfico acima).
Os pesquisadores observaram que aqueles que dormiram entre as visualizações relataram uma reação emocional melhor às imagens.

Além disso, exames de ressonância magnética dos participantes enquanto dormiam mostraram uma redução na atividade da amígdala (região cerebral que processa as emoções) no sono profundo.

REM

"Esse é o resultado mais interessante do trabalho. Não havia ainda uma relação comprovada entre sono REM e redução da atividade da amígdala", analisa o neurocientista Sidarta Ribeiro, da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).

Os resultados sinalizam a importância do sonhar. "O estágio do sonho é uma espécie de terapia durante a noite", explica Matthew Walker, principal autor do estudo que está na "Current Biology".

O trabalho também indica porque as pessoas com estresse pós-traumático, como veteranos de guerra, sofrem com pesadelos.

A "terapia noturna" não funciona direito em pessoas traumatizadas, pois o sono REM costuma ser interrompido recorrentemente.

Ao dormir, a pessoa revive o trauma porque a emoção não foi devidamente arrancada da memória no sono.

Os pesquisadores também registraram a atividade do cérebro dos participantes enquanto eles dormiam, usando eletroencefalograma.

Durante o sono REM, a atividade cerebral diminui. Isso indica que a queda de estresse no cérebro ajuda a processar as reações emocionais às experiências do dia.

"Durante o sono REM há uma diminuição dos níveis de norepinefrina, um neurotransmissor associado ao estresse", explica Walker.

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley têm trabalhado há algum tempo ligando o sono ao aprendizado, à memória e à regulação do humor. Mas ainda não há um consenso científico sobre a função do sonho na saúde das pessoas.

Até a publicação de "A Interpretação dos Sonhos", de Sigmund Freud, concluída no final do século 19, os sonhos eram vistos como premonições ou eram relacionados a problemas digestivos.

Freud lançou a ideia de que o sonho tinha uma ligação com o processamento inconsciente das emoções.

"Hoje, fazemos trabalhos que têm a ver diretamente com o que Freud estudou, mas de maneira mais aprofundada", explica Ribeiro.

FOLHA

Incidência de Aids é maior em municípios do Sul

Municípios do sul do país dominam a lista das 14 cidades com mais de 50 mil habitantes com mais casos de Aids proporcionalmente à sua população. O 15º é o Rio de Janeiro.

A região sul concentra 14% da população e representou, em 2010, 23% dos casos e a maior taxa de incidência (28,8 casos para 100 mil habitantes), segundo balanço da doença divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde.

Segundo o ministro da pasta, Alexandre Padilha, essa posição não pode ser explicada pelo maior número de testes feitos para detecção do HIV.

Ele diz, porém, que os dados podem significar problemas no passado, já que é comum que pessoas infectadas demorem até o início dos sintomas para identificar a presença do vírus.

"Você nunca pode pensar a incidência de casos como a fotografia do presente", disse o ministro.

Padilha alertou para o aumento de casos nos últimos anos entre jovens gays e travestis e mulheres com idades entre 13 e 19 anos. A campanha deste ano contra HIV será focada neste público.

Segundo dados do ministério, jovens gays de 18 a 24 anos têm chance 13 vezes maior de estar infectado que jovens em geral na mesma faixa etária.

Em termos globais, o Brasil teve redução no número de novos casos de HIV --eram 35.979 em 2009 e foram 34.212 no ano passado.

Entre 2009 e 2010, a estimativa de pessoas infectadas pelo HIV ficou estável (0,6%da população) e o número de óbitos caiu.

FOLHA

Município cearense tem mais de 200 casos suspeitos de gripe A

Aumentou para 232 o número de notificações de casos suspeitos de gripe A (H1N1) no município de Pedra Branca (261 km de Fortaleza). Com medo, a população passou a usar máscaras cirúrgicas e todos os estoques do produto nas farmácias da cidade acabaram, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

O último balanço do Estado, divulgado no sábado (26) com informações colhidas até quarta-feira (23), contabilizava 91 casos notificados na cidade.

Já foram confirmados 11 casos da doença no município, todos na Escola Agrícola. Segundo a secretária municipal de Saúde, Tânia Parente, os pacientes passam bem.

O primeiro caso, segundo ela, surgiu no dia 18, em um professor da escola. A suspeita é que ele tenha contraído o vírus após ter contato com uma pessoa que esteve em São Paulo. 

Segundo a secretária, muitos moradores do município trabalham no corte de cana em municípios paulistanos e retornam ao Ceará em novembro.

Os primeiros casos se concentravam em uma população com faixa etária entre 15 e 20 anos, que não está entre os grupos de risco que receberam vacinas contra a doença este ano. Porém agora, segundo a secretária, sintomas da gripe A estão surgindo em todas as faixas etárias.

Segundo o Estado, 17 mil moradores de Pedra Branca foram vacinados contra gripe A neste ano, de um total de 43 mil habitantes.

Parente afirmou que o município recebeu doses extras do medicamento usado no tratamento da gripe A, o Tamiflu, e que está negociando com o Estado do Paraná o envio de doses extras da vacinas para conter o surto. Segundo ela, porém, é pouco provável que ainda haja estoques da vacina disponíveis.

FOLHA

Mega da Virada começa a receber apostas com prêmio de R$ 170 milhões

As apostas na Mega da Virada, edição especial da Mega-Sena sorteada no último dia no ano, começam a ser feitas nesta segunda-feira nas 11 mil lotéricas do país.

A previsão inicial da Caixa Econômica Federal é que o prêmio passe dos R$ 170 milhões, mas o valor depende da quantidade de apostas feitas até o sorteio.

Mais de R$ 57 milhões já estão acumulados para o prêmio. De acordo com a Caixa, a Mega da Virada recebe 5% do valor destinado à premiação de cada sorteio regular da Mega-Sena, além da arrecadação específica do concurso.

Assim como aconteceu nas duas primeiras edições, o sorteio será realizado na noite do dia 31 de dezembro e não vai acumular. Se não houver ganhadores na faixa principal, seis números, o prêmio será rateado entre os acertadores da quina e assim por diante.

As apostas na Mega da Virada ficarão abertas até o dia do sorteio e custam o mesmo que as apostas na Mega-Sena - a aposta mínima, de seis números, custa R$ 2.

Apesar do início das apostas para a Mega da Virada, os sorteios regulares da Mega-Sena continuam a ser realizados normalmente.

A Mega da Virada de 2010 bateu recorde e pagou um prêmio de R$ 194 milhões dividido por quatro apostas - cada um levou pra casa mais de R$ 48,5 milhões.
Maiores prêmios da história da Mega-Sena
ConcursoData do sorteioApostas vencedorasValor do prêmio
1.24531/12/20104R$ 194.395.200,03
1.14031/12/20092R$ 144.901.494,92
1.22006/10/20101R$ 119.142.144,27
1.21104/09/20107R$ 92.522.954,23
1.29525/06/20111R$ 73.451.540,26
1.15727/02/20104R$ 72.718.776,04
1.27620/04/20112R$ 71.408.606,06
18810/10/19991R$ 64.905.517,65
1.31531/08/20111R$ 63.981.675,84
1.094

FOLHA
25/07/20091R$ 55.863.193,02

Motorista bate ônibus, é linchado e morre na zona leste de São Paulo

Um motorista de ônibus morreu depois de se envolver em um acidente com três motos e quatro carros, no Jardim Planalto, zona leste de São Paulo, por volta das 23h30 deste domingo (27).

Uma testemunha disse à Policia Civil que o motorista sofreu um mal súbito e bateu nos veículos que estavam estacionados nas ruas Torres Florêncio e Rielli.

Após o acidente, várias pessoas que estavam em um baile funk invadiram o coletivo e agrediram o motorista. Ele foi levado ao pronto-socorro Sapopemba, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo a polícia, a perícia indicará se o motorista morreu devido ao mal súbito ou por espancamento.

O caso foi registrado no 69º Distrito Policial (Teotônio Vilela).

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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