segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Nos EUA, 1% mais rico está mais à direita do que 99%, diz pesquisa

Os americanos que fazem parte do 1% mais rico dos Estados Unidos estão mais à direita no espectro político do que os 99% restantes.

Essa conclusão foi divulgada pelo instituto Gallup, após a análise de questionários feitos entre janeiro de 2009 e novembro de 2011.

Foram ouvidos 65 mil adultos, escolhidos aleatoriamente. A margem de erro chega 
a seis pontos percentuais.


O 1% mais rico dos EUA representa os americanos com renda familiar maior que US$ 500 mil anuais (R$ 890 mil).

Entre eles, 33% se identificam como republicanos, enquanto 26% se alinham com os democratas. Os restantes se declaram independentes. Entre os 99%, o cenário é outro. Cerca de 33% são democratas, e 25%, republicanos.

A discussão a respeito dos mais ricos e mais pobres nos EUA ganhou força com o movimento "Ocupe Wall Street", visto como uma reivindicação dos 99% por um sistema econômico mais justo, em especial no setor financeiro.

DEBATE

A distribuição de renda deve ser um dos temas da corrida presidencial de 2012. A cobrança de impostos dos mais ricos tem sido debatida entre republicanos e democratas.

Além do alinhamento político, a pesquisa aponta diferenças no nível de educação entre o 1% e os 99%.


Para os mais ricos, 72% têm diploma universitário. Entre os 99%, são 31%.


Outro traço distintivo analisado pelo estudo é o estado civil - 73% dos mais ricos estão casados, enquanto entre os restantes o valor é de 51%.

FOLHA

Polícia japonesa investiga acidente envolvendo 14 carros de luxo

A polícia japonesa investiga um acidente de trânsito no oeste do país no qual se envolveram 14 carros de luxo, entre eles oito Ferraris, um Lamborghini e três Mercedes, e que deixou dez pessoas levemente feridas.

Segundo informa a rede NHK, o fato aconteceu neste domingo em uma estrada na província ocidental de Yamaguchi, quando o primeiro de um grupo de 20 veículos de luxo que viajavam em comboio sofreu um acidente.

Os motoristas que vinham atrás tentaram esquivá-lo, sem sucesso, e os carros acabaram engavetados.

Dez pessoas foram levadas ao hospital sem que nenhuma tivesse ferimentos graves por causa do choque, no qual as Ferraris e o Lamborghini no valor de várias centenas de milhares de dólares ficaram danificados, segundo a NHK.

Os motoristas, um grupo de fãs de carros de luxo, viajavam em grupo de Kyushu (sul do país) até a cidade de Hiroshima (oeste).

O acidente, que segundo as primeiras investigações pode ter sido causado por excesso de velocidade, obrigou o fechamento desse trecho da estrada durante seis horas.

EFE/FOLHA

Exército iraniano derruba avião não tripulado dos EUA, diz TV

O Exército iraniano afirmou neste domingo ter derrubado um avião-espião não tripulado dos Estados Unidos que violou o espaço aéreo do Irã, segundo informou uma fonte militar à televisão estatal do país Al Alam.

"O Exército iraniano derrubou um avião não tripulado norte-americano RQ-170 intruso no leste do Irã", informou a fonte, segundo a televisão estatal.

O RQ-170 Sentinel é um "drone" de reconhecimento de alta altitude cuja existência, revelada em 2009 pela mídia especializada, só foi reconhecida em 2010 pela força aérea americana.

A fonte militar acrescentou que a resposta do Irã à violação de seu espaço aéreo não se limitará às suas fronteiras.

"A resposta das Forças Armadas do Irã à violação de nosso espaço aéreo por um avião-espião não tripulado dos EUA não se limitará mais às fronteiras do Irã", disse uma fonte militar segundo a TV Al Alam.

A TV estatal Al Alam não diz onde nem quando o aparelho foi derrubado, mas indica que o "drone" sofreu alguns danos.

A agência de notícias semioficial Fars confirmou a informação e disse que a aeronave, que teria violado o espaço aéreo iraniano pela fronteira leste, agora está sob poder das forças armadas do Irã.

"As unidades de guerra eletrônicas e antiaéreas conseguiram abater um "drone" americano do tipo RQ-170, que violou as zonas fronteiriças do leste do país", informou a agência.

Em julho, o Irã informou que derrubou um avião-espião não tripulado dos Estados Unidos perto da cidade sagrada de Qom, nas proximidades da instalação nuclear de Fordu.

O Irã tem travado uma disputa com os Estados Unidos e seus aliados devido ao programa nuclear, suspeito pelas nações ocidentais de ter fins bélicos, o que o país persa nega.

RELAÇÕES ABALADAS

Depois de o Reino Unido, os Estados Unidos e o Canadá imporem em 21 de novembro novas sanções financeiras ao Irã pelo seu programa nuclear, o Parlamento de Teerã aprovou em 27 de novembro uma lei para diminuir suas relações com Londres ao nível de negócios, o que significa a expulsão do embaixador britânico.

Organizações estudantis radicais islâmicas convocaram em 29 de novembro uma concentração em frente à embaixada do Reino Unido para protestar pelas sanções, que terminou com o ataque aos dois escritórios diplomáticos britânicos.

Os manifestantes queimaram a bandeira do Reino Unido, destruíram os dois escritórios e mantiveram retidos diplomatas e funcionários da embaixada britânica durante horas, o que só terminou com a intervenção da polícia iraniana para libertar os reféns e retirar os jovens envolvidos no protesto.

No dia seguinte, o Reino Unido retirou sua equipe diplomática do Irã e fechou sua representação. O governo de Londres ainda deu 48h aos diplomatas iranianos para deixarem seu território e fecharem sua sede.

O incidente aumentou a tensão entre o Irã e a União Europeia, cujos ministros das Relações Exteriores aprovaram na quinta-feira, em Bruxelas, novas sanções financeiras a entidades e pessoas que façam parte ou apoiem o regime de Teerã, além de planejarem eventual embargo petroleiro ao país.

Após a retirada dos diplomatas britânicos, a França, a Alemanha, a Noruega e a Holanda chamaram seus embaixadores no Irã para tratar o assunto e outros países da UE convocaram os representantes iranianos em seus territórios para protestarem pelos acontecimentos.

FOLHA

S&P coloca 15 membros da zona euro em revisão para rebaixamento

A agência de classificação de risco Standard & Poor's colocou a nota de 15 dos 17 países da zona do euro em revisão para possível rebaixamento nesta segunda-feira. Só não foi colocada em revisão a nota de Chipre, que já está em revisão para rebaixamento, e a da Grécia.

A S&P prepara a mudança das notas de países da região - incluindo os seis que possuem nota "AAA" (Alemanha, França, Holanda, Áustria, Finlândia e Luxemburgo).

A S&P advertirá tais países que têm 50% de possibilidades de ver o "rating" de sua dívida ser rebaixado nos próximos 90 dias, como resultado da crise que afeta a zona do euro.

Os seis governos europeus receberão o aviso que sua qualificação pode descer para AA+ caso não consigam convencer os analistas em um período de três meses.

Em relação à Alemanha, a S&P considera que sua qualificação está em dúvida devido "ao impacto potencial do que consideramos problemas políticos, monetários e financeiros com a união econômica e monetária cada vez mais profundas".

Além disso, a agência estima que "a falta de avanço até agora por parte dos políticos europeus na hora de controlar a crise financeira pode refletir fraqueza estrutural na capacidade de tomar decisões por parte da União Europeia".

ENTENDA

O "rating" é uma opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros. A avaliação é feita por empresas especializadas, as agências de classificação de risco, que emitem notas, expressas na forma de letras e sinais aritméticos, que apontam para o maior ou menor risco de ocorrência de um "default", isto é, de suspensão de pagamentos.

Para publicar uma nota de risco de crédito, os especialistas dessas agências avaliam além da situação financeira de um país, as condições do mercado mundial e a opinião de especialistas da iniciativa privada, fontes oficiais e acadêmicas.

O "rating" é sempre aplicado a títulos de dívida de algum emissor. Se uma empresa quer captar recursos no mercado e oferece papéis que rendem juros a investidores, a agência prepara o "rating" desses títulos para que os potenciais compradores avaliem os riscos.

As agências, portanto, classificam debêntures, "medium-term notes", títulos de dívida conversível, mas não ações.

GRAU DE INVESTIMENTO

A nota de países é preparada a partir da iniciativa do emissor ou da empresa de "rating". As empresas de classificação de risco alegam que, mesmo sob encomenda, o "rating" é uma avaliação independente, porque também há preocupação com a credibilidade da própria agência.

O chamado "rating" global de um país, por exemplo, é sempre a avaliação que uma determinada agência tem sobre o risco dessa nação não pagar os títulos, de longo prazo, que lançou no mercado internacional.

Esses países também são encaixados em categorias. Se a agência considera um país como "bom pagador", ele é classificado na categoria "grau de investimento". Se é visto apenas como um pagador de risco razoável, fica na categoria "grau especulativo", que também inclui nações que declararam moratória de suas dívidas.

As agências monitoram constantemente os países ou empresas. Dessa forma, quando lançam um "rating", também avisam quais as chances dessa nota ser revisada no curto prazo.

Se o panorama é positivo significa que a nota tem maiores chances de ser melhorada. Se é negativo, as maiores chances são de que haja um "downgrade" (seja revisada para baixo, uma nota pior). Se é estável, há poucas chances de que seja mudada nos dois anos seguintes.

LETRAS E SINAIS

As três agências de classificação de risco de maior visibilidade são a Standard & Poor's, a Moody's e a Fitch Ratings.

As agências usam praticamente o mesmo sistema de letras e sinais. Assim, a melhor classificação que um país pode obter é Aaa (Moody's) ou AAA (Standard & Poor's) que, conceitualmente, significam "capacidade extremamente forte de atender compromissos financeiros".

Na ponta oposta, um título classificado como "C", para a S&P ou a Moody's, tem altíssimo risco de não ser pago.

"A taxa média de 'default' [moratória] entre 1970-2000 para títulos [classificados como] Aaa sobre um período de 10 anos foi de apenas 0,67", afirma a Moody's.

FOLHA

Jornal Nacional se despede de Fátima Bernardes e dá boas-vindas a Patrícia Poeta

Hoje, depois de quase 14 anos, Fátima Bernardes apresentou a última edição do Jornal Nacional e passou o posto para a sucessora Patrícia Poeta, que participou dessa edição no estúdio para receber as boas-vindas. Patrícia começa a comandar o JN a partir desta terça-feira (6) e confessou que está pouco nervosa para a estreia.
G1/JORNAL NACIONAL

Editora britânica Penguin compra 45% da Companhia das Letras

A editora britânica Penguin comprou 45% da brasileira Companhia das Letras. O negócio foi anunciado nesta segunda-feira pelas duas empresas, que não divulgaram o valor da transação.

Será criada uma holding em que as famílias Moreira Salles e Schwarcz, atuais donas da Companhia das Letras, terão 55% de participação.

A nova organização terá também um conselho composto por três representantes da Companhia das Letras e dois da Penguin, entre eles o presidente e o diretor financeiro da editora britânica.

As duas empresas já mantinham parceria há dois anos para a publicação de títulos clássicos da britânica no Brasil.

Segundo John Makinson, presidente executivo da Penguin, essa transação é a maior já feita pela editora britânica para livros de línguas que não a inglesa. O Brasil é o terceiro mercado emergente em que a empresa aposta, depois de China e Índia.

"A transação ajudará a Penguin a entender o comportamento de um mercado em crescimento como o Brasil, em que os livros em papel ainda são muito fortes", disse Makinson em entrevista coletiva.

Ao mesmo tempo, Luís Schwarcz, da Companhia das Letras, aponta que o conhecimento da Penguin em tecnologia ajudará a companhia a avançar no processo de digitalização de conteúdo.

A Penguin é atualmente uma das principais editoras do mundo em parceria com a Amazon para conteúdo digital, entre outros acordos que mantém para veicular seus livros em leitores digitais.

Ainda de acordo com Schwarcz, a parceria será favorável para a Companhia das Letras avançar no segmento educacional.

No Brasil, o grupo controlador da Penguin - Pearson Education - já detém a divisão de sistemas de ensino do SEB (Sistema Educacional Brasileiro).

O negócio, avaliado em R$ 888 milhões, foi fechado em julho do ano passado e incluiu a aquisição de métodos de ensino (material didático) das instituições COC, Pueri Domus e Dom Bosco, além da Name, operações logísticas, gráficas e o portal educacional Klick Net.

NÚMEROS

A Companhia das Letras criou, em 2009, a Claro Enigma, editora voltada ao mercado de obras paradidáticas.

A casa não informa seu faturamento. O fundador e editor da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, diz que a editora cresce cerca de 15% ao ano. 

As vendas para o governo representam, segundo ele, de 20% a 25% do total das receitas, chegando no máximo a 30%.

Antes de ter no catálogo autores brasileiros consagrados, esse percentual, estima, não passava de 10%.

A evolução tornou a Companhia das Letras uma das editoras brasileiras do segmento de obras gerais (exclui livros didáticos, técnicos e religiosos) que mais vendem ao governo.

A Secretaria de Educação de São Paulo informou que desde 2007 a Companhia recebeu R$ 19 milhões do Governo do Estado, que comprou 3,3 milhões de livros, sem no entanto dar o ranking das campeãs de vendas.

Já pelo PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola, do Ministério da Educação), a Companhia e a Claro Enigma venderam, juntas, R$ 4,5 milhões em 2010 e 2011, colocando-as entre as campeões do ranking no período.

A mesma situação ocorre nos programas de livro e leitura da Fundação Biblioteca Nacional, vinculada ao Ministério da Cultura, dos quais a Companhia recebeu R$ 3,7 milhões desde 2007.

25 ANOS

A Companhia das Letras completou 25 anos de atividade em outubro.

Apesar de seu catálogo ser dominado por autores estrangeiros - 75% do total -, é o crescente fervor por autores brasileiros que seja talvez a maior novidade da editora neste aniversário.

A publicação da obra de Carlos Drummond de Andrade, a partir do ano que vem, é o lance mais ousado de um processo iniciado nos anos 2000. A editora, que já tinha então em seu catálogo Vinicius de Moraes, adquiriu os direitos das obras de Erico Verissimo (em 2002), Jorge Amado (2007) e Lygia Fagundes Telles (2008).

Instado pela reportagem a nomear genericamente autores que gostaria de ter em seu time, o fundador e editor da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, citou somente escritores nacionais - Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Graciliano Ramos, Manuel Bandeira.

Alertado da coincidência, emendou: "Nacionalismo e literatura não combinam. Não quero passar a ideia de que editar [Jorge Luis] Borges, Ian McEwan, Georges Perec, Italo Calvino etc esteja abaixo no nosso trabalho, de jeito nenhum".

FOLHA

Atividade industrial caiu em outubro, aponta CNI

A atividade industrial apresentou queda em outubro. Segundo dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria), os indicadores industriais mostram um quadro que vem se repetindo desde o fim do segundo trimestre desse ano. Todos os indicadores industriais, com exceção do faturamento, que cresceu 1,4% em relação ao mês anterior, registraram queda.

Em relação ao mercado de trabalho, as horas trabalhadas caíram 0,5%, em comparação com setembro e o nível de emprego voltou a subir crescendo 0,2%. No mês anterior o índice tinha tido queda de 0,3%.

A massa salarial real em outubro caiu 1,1% em relação ao mês anterior. Com relação a 2010, o número é 2,5% maior.

A indústria operou, em média, com 81,4% da capacidade instalada, o que representa uma queda de 0,3% em relação ao mesmo indicador do mês anterior, repetindo a tendência de queda já observada no mês de setembro, quando o nível de ocupação da indústria já havia caído 0,6%.

FOLHA

Importação de gasolina da Petrobras sobe 400% em 2011

A Petrobras vai fechar o ano com importação média de 45 mil litros por dia de gasolina, contra os 9.000 litros diários importados em 2010, um aumento de cerca 400%, informou o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.

Segundo ele, o incremento é reflexo direto do aumento do consumo de gasolina no país, que deve fechar o ano em alta de 19% sobre 2010 - ano que já havia registrado crescimento da ordem de 18%.

Para acompanhar o incremento a Petrobras também otimizou a operação de refinarias e está produzindo mais 40 mil barris por dia do que no ano passado.

"É interessante ver isso, porque no Japão e na Europa o consumo está caindo", disse Costa.

Ele informou que, para atender a demanda interna, teve de deixar de exportar gasolina, o que deve impactar a balança comercial da empresa este ano. "Claro, porque só estou importando, não estou exportando", disse.

De acordo com Costa, a venda de combustíveis da empresa, de maneira geral, deve crescer 7% este ano, contra alta de 10% no ano passado, já que o PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2011 deverá se situar entre 3,5% e 4%, contra mais de 7% em 2010.

DIESEL

A Petrobras lançou nesta segunda-feira um diesel menos poluente, o S50. Esse diesel, porém, precisa de motores com tecnologia avançada, conhecidos como euro 5, para ser realmente efetivo.

No Brasil, atualmente os caminhões utilizam motores euro 3, que deverão ser gradualmente substituídos.

FOLHA

Navio de minério arrendado pela Vale ameaça afundar em São Luís

Um navio com 292 metros de comprimento, fretado pela empresa Vale, está com um dano no casco e corre o risco de afundar no terminal Ponta da Madeira, de propriedade da Vale, no porto de São Luís.

Durante uma operação de carregamento de minério de ferro, na madrugada de domingo (4), dois tanques de lastro (que armazenam água para dar equilíbrio ao navio) romperam e começaram a infiltrar água para dentro da embarcação.

O navio Vale Beijing, com capacidade de transportar 400 mil toneladas de minério, é um dos maiores graneleiros do mundo. Tem 292 metros de comprimento, 45 metros de largura e 23 metros de calado máximo.

Segundo a Capitania dos Portos do Maranhão, que está acompanhando o problema, o equilíbrio do navio está sendo mantido pelo acionamento contínuo de bombas internas, que drenam a água infiltrada.

Não há informação de vazamentos de minério ou combustível.

O capitão de mar e guerra Nelson Ricardo Calmon Bahia, capitão dos Portos do Maranhão, disse que nesta terça-feira (6) deve chegar a São Luís uma equipe de engenheiros do estaleiro responsável pelo navio, que irá tentar resolver o problema.

Segundo Calmon Bahia, não há informações ainda sobre o tamanho do dano.
A Vale, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que arrenda o navio, mas que todas as informações devem ser dadas pela proprietária da embarcação, a coreana STX PanOcean. A Vale disse que não dará nenhuma outra informação.

O escritório regional da Agência Nacional de Transportes Aquaviário, agência responsável pela fiscalização das prestações de serviço de transporte aquaviário e exploração dos portos, não tinha informação sobre o acidente nesta segunda-feira (5).

A Marinha deve elaborar um relatório sobre as causas do acidente.

Em nota, a Capitania dos Portos disse que a situação está sob controle dos tripulantes, que estão conseguindo mater a flutuação do navio em "níveis de segurança".

FOLHA

569 mil caem na malha fina do IR; consulta a lote sai na 5ª

A Secretaria da Receita Federal informou nesta segunda-feira que 569 mil contribuintes tiveram suas declarações do Imposto de Renda de 2010 retidas na malha fina neste ano.

Desse total, a maior parte (320.293, ou 56%) caiu na malha por omissão de algum tipo de rendimento, seja do titular, do dependente ou supressão de valores recebidos de aluguéis.

Segundo Joaquim Adir, supervisor do IR da Receita Federal, apesar desse número ainda ser alto, esse foi o primeiro ano em que a Receita cruzou os dados declarados pelos contribuintes com os dados declarados pelos médicos. "Conseguimos corrigir algumas injustiças fazendo esse cruzamento", afirmou Adir.

Outro motivo comum que levou o contribuinte para a malha fina foram divergências em relação as declarações de despesas médicas - 14,14% do total, ou 80.556 declarações. Além destas, 69.483 (12,19%) declarações ficaram retidas por ausência de prestação de contas ao leão, e 24.030 (4,22%) por divergência de dados.

Os contribuintes que tiveram suas declarações retidas na malha fina terão eventuais restituições pagas somente após a correção dos erros, nos chamados lotes residuais do IR.

O volume de declarações retidas em malha neste ano teve queda em relação ao ano passado, quando foram registradas 700 mil retenções. Segundo o secretário, o motivo da redução está relacionado à disponibilização de ferramentas como a autorregularização para os contribuintes.

Os contribuintes que estiverem com a declaração presa na malha fina poderão regularizar a situação por meio do Portal e-CAC no site da Receita na internet.

Se não for possível resolver o problema, deverão agendar um atendimento presencial em um dos postos da Receita a partir de janeiro de 2012.

CONSULTA

A Receita também informou que a partir das 9h de quinta-feira (8) estará disponível em sua página na internet a consulta ao sétimo e último lote do IR de 2011. No último lote deste ano, serão contemplados 86.979 contribuintes do exercício 2011, totalizando R$ 211 milhões. As restituições serão pagas no dia 15 de dezembro.

Quem não estiver nesse lote e também não esteve relacionado nos seis lotes anteriores, divulgados entre junho e novembro, está automaticamente na malha fina do Leão.

Também estará disponível a consulta para 12.872 contribuintes do lote residual de 2010 (R$ 24, 3 milhões), 6.317 contribuintes do lote de 2009 (R$ 12 milhões) e 4.357 contribuintes do lote de 2008 R$ 7,3 milhões).

Segundo o supervisor do IR, estão incluídos nesse lote todos os contribuintes que entregaram a declaração retificadora, ou seja, que fizeram correções no documento, até o dia 30 de novembro.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146.

A restituição ficará disponível no banco informado na declaração durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, poderá fazer o pedido pela internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Declaração IRPF.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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