terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Chega a seis o número de mortos em ataques na Bélgica


Subiu para seis o número de mortos em um tiroteio na cidade belga de Liège nesta terça-feira e há registro de ao menos 123 feridos.

O ataque foi realizado por um único indivíduo, segundo informou o centro de crises do país, responsável pela investigação do caso, descartando que se trate de um atentado terrorista.

Entre os mortos, estão uma mulher de 75 anos, dois adolescentes de 15 e 17 anos que estavam voltando de exames escolares, além do próprio autor do ataque, identificado pelas autoridades como Nordine Amrani, 33, disse a porta-voz da procuradoria federal, Danièle Reynders, durante uma coletiva de imprensa.

As duas vítimas mais recentes são um jovem de 20 anos e uma criança de 23 meses, que não resistiram aos ferimentos.

Os incidentes ocorreram por volta das 12h (horário local) na praça Saint-Lambert, a principal da cidade, onde está situado o Palácio de Justiça e perto de um mercado popular.

Segundo testemunhas citados pela imprensa local, o autor dos ataques lançou quatro granadas e abriu fogo com um fuzil kalashnikov em direção às pessoas que estavam em uma estação de ônibus na praça central da cidade.

Há relatos não confirmados de que Amrani teria dado um tiro em sua cabeça após lançar os explosivos na praça.

Nordine Amrani já era conhecido da polícia belga. Em setembro de 2008, ele foi condenado a 58 meses de prisão por associação criminosa, por posse ilegal de armas e plantação de 2.800 pés de maconha.

Seu carro foi encontrado na praça Saint-Lambert e será inspecionado por artífices da polícia belga.

"É muito difícil determinar as razões do ataque, mas estamos investigando todas as possibilidades", afirmou Benoit Ramacker, do centro de crises do país.

Algumas informações não confirmadas apontaram que se tratou de uma tentativa frustrada de resgatar um suspeito do tribunal.

Houve muita confusão inicial com relação ao ocorrido, com informações de que havia mais de um atirador. Relatos apontavam que dois ou três atiradores armados com granadas estavam envolvidos.

"Ouvimos dois ruídos ensurdecedores e então muitas explosões, as pessoas corriam para todos os lados", uma padeira que se identificou como Patrícia afirmou à emissora RTL-TV. "Fechamos a porta, desligamos as luzes e nos escondemos atrás do balcão com os clientes".

O jornalista Nicolas Gilenne afirmou que havia acabado de sair do tribunal de Justiça, onde cobria um julgamento, quando o ataque começou.

"Vi um homem acenar com o braço e lançar algo para o ponto de ônibus. 

Ouvi uma explosão. Ele se virou, pegou mais alguma coisa, puxou o pino. Comecei a correr. Ele estava sozinho e parecia estar controlado", diz o jornalista.

"Ele queria machucar o máximo de pessoas possível. Ouvi quatro explosões e tiros por cerca de dez segundos", completou.

A ministra belga do Interior, Joëlle Milquet, afirmou que se trata de um ato isolado de consequências dramáticas, mas que não há informações que confirmem uma ligação com atos de terrorismo.


Milquet se disse "profundamente chocada pela brutalidade dos fatos" e expressou "toda sua compaixão aos numerosos feridos, seus pensamentos às vítimas e seus agradecimentos aos serviços de segurança e de ordem".

O primeiro-ministro belga, Elio Di Rupo, disse ter recebido a notícia "com alarde" e afirmou seus pesares às vítimas, a seus familiares e entes queridos, bem como todos os cidadãos de Liège.

Após o ataque, Milquete e Di Rupo interromperam reuniões com a União Europeia e se dirigiram a Liège.

Após o incidente, a polícia isolou a área e está no local para investigar o caso. A agência de notícias Belga afirmou que diversos objetos "suspeitos" foram encontrados na praça e que especialistas em desarmamento de bombas estão a caminho.

As autoridades belgas pediram que os ônibus deixem de circular pelo centro da cidade, bem como recomendou aos moradores que permaneçam em casa ou procurem abrigos seguros, como prédios públicos.

FOLHA

Empresa faz recall de camisinhas por defeito de fabricação


A Blowtex abriu recall de camisinhas que estão no lote 16JUN-B do preservativo Turbo.

Segundo nota da empresa, foi identificado um possível defeito de fabricação que pode afetar a resistência do produto, tornando-o impróprio para uso.

Os consumidores podem entrar com contato para solicitar a troca do preservativo - ou a restituição dos valores pagos - pelo telefone 0800-779-6968, pelo site www.blowtex.com.br, pela página da empresa no Facebook e pelo Twitter (@twitesao).

Em nota, o Procon-SP afirmou que pode ser acionado pelos consumidores que não conseguirem fazer a troca do produto ou obter o dinheiro de volta.

FOLHA

Apple lança iTunes Store oficialmente no Brasil


A Apple anunciou oficialmente nesta manhã o lançamento da iTunes Store no Brasil.

A página inicial da loja está toda em português e lista músicas e filmes entre o conteúdo disponível para os clientes do país. Também aparece na página o serviço iTunes Match, que permite ao usuário sincronizar sua discoteca particular com a vasta oferta de música da loja da Apple.

Entre os artistas com álbuns à venda, Roberto Carlos e Marisa Monte aparecem com grande destaque. A lista inclui também, entre outros brasileiros, Nação Zumbi, Belo, Maria Bethânia, Chico Buarque, Maria Rita, Sandy e Victor & Leo.

Boa parte dos álbuns está à venda por US$ 9,99, mas os preços são variados. Há singles por US$ 0,99 e um box set do Pink Floyd por US$ 119,99, por exemplo.

Vários álbuns já aparecem com sua própria página, que inclui botões para comprar o "disco" inteiro ou canções individuais, além de resenha (atualmente em inglês), trechos das músicas e outras informações da obra.

A seleção de filmes é variada e dá destaque para "Tropa de Elite 2". Há títulos legendados e dublados. Aparentemente, os preços para aluguel variam de US$ 2,99 a US$ 3,99. Para comprar, o cliente desembolsa de US$ 9,99 a US$ 14,99.

Clientes já estão conseguindo comprar músicas e alugar filmes, segundo o MacMagazine.

FOLHA

Funcionários de estúdios de Hollywood fazem pirataria, diz site


Será que as empresas que são contra a pirataria e o uso de programas de BitTorrent adotam a mesma postura que exigem dos outros?

TorrentFreak descobriu que há piratas em várias empresas da indústria de entretenimento nos EUA, como Sony Pictures, Fox Entertainment e NBCUniversal.

Para chegar à conclusão, o site usou a ferramenta russa YouHaveDownload, que diz rastrear cerca de 20% de todos os downloads públicos. O serviço captura os nomes dos arquivos baixados e o endereço IP vinculado aos downloads. De posse dos números, o TorrentFreak cruzou os dados com endereços IP de grandes companhias para verificar se existia alguém pirateando conteúdo dentro das corporações.

Na sede da Sony, pessoas baixaram a versão mais recente do filme "Conan, o Bárbaro", e o novo álbum do grupo Black Keys. O filme "Super 8" foi pirateado por alguém na Fox.

Um IP registrado para o escritório corporativo do Google em Nova York tinha uma longa lista de torrents, incluindo uma cópia do Windows 7.


O blog holandês Geenstijl utilizou o mesmo processo para revelar que alguém na agência local de coleta de royalties de música Buma/Stemra baixou cópia pirata do jogo Battlefield 3, diz o TorrentFreak. Em nota para a imprensa, a agência diz que seu endereço IP foi alvo de spoofing - grosso modo, um processo de "falsificação" do número. O spoofing permite, por exemplo, que alguém se "disfarce" com o endereço IP de outra localidade (como uma empresa) e engane um sistema (como o YouHaveDownloaded).

O TorrentFreak considera o spoofing nesse caso um cenário improvável, mas bom para "piratas de BitTorrent pelo mundo". "Se é tão fácil falsificar um endereço IP, pessoas que compartilham arquivos [e são acusadas de pirataria] podem usar essa mesma defesa", diz o site.

FOLHA


Corpo do ator Rodolfo Bottino é enterrado no Rio de Janeiro


O corpo do ator Rodolfo Bottino foi enterrado no início desta tarde no cemitério São João Batista, no Rio.

Bottino morreu na manhã de domingo em Salvador, onde tem parentes, em decorrência de uma embolia pulmonar. Ele tinha 52 anos e estava internado desde a última quinta-feira no Hospital da Bahia. O ator seria submetido a uma cirurgia no fêmur.

Em 2006, o ator se curou de um câncer de pulmão. Dois anos depois, revelou ser portador do vírus HIV desde a década de 1990.

Bottino ficou famoso na segunda metade dos anos 80 com sua participação na minissérie "Anos Dourados", da TV Globo. Também na Globo trabalhou em novelas como "Ti Ti Ti", "Bebê a Bordo", "Pátria Minha" e "O Sexo dos Anjos" e séries como "Agosto".

Nos últimos anos, passou a se dedicar à gastronomia, tendo sido dono de restaurante no Rio e apresentador de programas de TV sobre o assunto. Ele atuou ainda na peça "Risotto", de sua própria autoria e em que aliava a culinária ao teatro.

Este ano, fez uma pequena participação no filme "O Homem do Futuro", com Wagner Moura e, em julho, estreou no Rio a peça "Homens, Santos e Desertores", com texto de Mario Bortolotto.

FOLHA

João Gilberto cancela turnê e deixa shows para o ano que vem


João Gilberto não vem. Pela quarta vez, a estreia da temporada de 80 anos do criador da bossa nova é adiada.

O primeiro show aconteceria no domingo (18), em São Paulo. Mas, segundo Claudia Faissol, mãe da filha caçula do cantor, seus médicos não liberaram a viagem.

"Ele continua muito gripado e não pode pegar avião", ela diz. E acrescenta que o músico não sofre de hérnia de disco, conforme chegou a ser noticiado.

Responsável pela parte prática da vida de João, Faissol garante que toda a temporada será remarcada e deve acontecer entre janeiro e junho de 2012, quando João faz aniversário.

"João quer cantar, ele vive disso e adora o público dele", afirma.

Faissol também declarou à Folha que foi por ordem dela que Antonio Barreto Junior e Mauricio Pessoa, os empresários por trás da turnê, pararam de se comunicar com a imprensa (inclusive com a assessoria contratada pelo próprio evento) e com as casas de shows em que as apresentações se dariam.

"Eu pedi para eles desaparecerem", diz. "Eles falavam com os jornalistas por telefone, sem registrar nada por e-mail, e alguns acabaram divulgando datas erradas. O show da Bahia, por exemplo, nunca chegou a ser confirmado. Quando saiu que ele havia sido cancelado, todo mundo foi dizer que era coisa do João. Ele não pode, é um homem de 80 anos".

Por fim, Faissol ressalta que ainda não pode confirmar quando e onde acontecerão as novas apresentações.

Primeiro, ela diz, é preciso mapear as datas disponíveis em casas de shows. Depois, verificar se esses dias estão disponíveis também nas agendas dos dois técnicos japoneses - de som e de palco - que João não dispensa em seus shows.

A organização do Via Funchal, onde o cantor se apresentaria em São Paulo, declarou não saber do cancelamento do show, e que aguarda o contato dos empresários para confirmar o cancelamento. Também não informou o procedimento de devolução do valor dos ingressos.

Segundo coluna de Mônica Bergamo publicada na Folha em outubro, os ingressos para a apresentação em São Paulo encalharam. Um dos possíveis motivos seria o valor da entrada --entre R$ 500 e R$ 1.000.

O Procon-SP também disse que vai notificar os produtores por conta de procedimentos inadequados na devolução do dinheiro. A Ingresso.com informa que devolverá a quantia, de até R$ 1.400, em três vezes na fatura do cartão de crédito usado para a compra, e que vai devolver inclusive as taxas de conveniência e entrega.

FOLHA

"Mais Você" dedica mais tempo a crimes que a receitas


O "Mais Você" (Globo) tem separado até 30 minutos diários para tratar de casos policiais.
É bem mais do que a atração de Ana Maria Braga dedica ao preparo de uma receita - 15 minutos, em média.
De 21 de novembro a 8 de dezembro, por exemplo, foram 2h12min de casos de polícia e violência.
Procurada, a Globo diz que o "Mais Você" está mais focado na prestação de serviços e que também faz parte do programa repercutir o cotidiano da sociedade e discutir o que é notícia com seu público.
A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta terça-feira (13).
FOLHA

Classe média rural


Xico Graziano, agrônomo, foi secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O Estado de S.Paulo
Quando o Estatuto da Terra foi aprovado, em 1964, uma ideia econômica o amparava: era necessário favorecer, por meio da reforma agrária, o mercado interno no campo. Mas havia, também, uma esperta jogada política: entregar os anéis para não perder os dedos.
Na linguagem popular, esse era o significado da Aliança para o Progresso, doutrina de política externa formulada pelos EUA na época. Temerosos com a expansão da revolução cubana (1959), os gringos recomendavam reformas na estrutura agrária concentrada da América Latina.
O distributivismo agrário, ao combater o latifúndio, era, por certo, progressista. O seu intuito, todavia, favorecia a expansão do capitalismo no campo. Com aspirações consumistas, a classe dos novos proprietários frearia a revolução comunista que se desenhava.
Por essa razão, ideológica, os militares, ao darem o golpe em 1964, capturaram a tese da reforma agrária. Num lance sensacional de estratégia política, comandado por Castelo Branco, o Estatuto da Terra recebeu amplo apoio no Congresso Nacional. Foi aprovada uma "solução democrática" contra a perigosa "opção socialista".
A História pregou uma peça na esquerda. A desejada modernização da agropecuária brasileira acabou dispensando a reforma agrária, substituindo-a pelo avanço tecnológico. Com ele o latifúndio se modernizou, elevou a produtividade, virou empresa rural.
Esquecida em seu sentido econômico, a reforma agrária retornou à baila dos anos 1990. Trocou de veste para se transformar na mais onerosa e ineficiente das políticas sociais. Impulsionada pelas invasões de terras e realizada sem nenhum planejamento, desgraçadamente levou os assentamentos a concentrarem a miséria, não o progresso rural. Fora as exceções.
Nada, porém, impediu o avanço do campo. O dinamismo brotou entre os pequenos e médios agricultores familiares, os trabalhadores com terra do Brasil. Um somatório de fatores possibilitou ao produtor tradicional trocar a enxada pelo trator: o crédito rural, a pesquisa agropecuária, a gôndola do supermercado. Os velhos sitiantes encontraram no cooperativismo sua força e no mercado, seu desafio. Na marra, viraram empreendedores.
Parte deles rompeu o núcleo familiar e subiu o Brasil para cultivar o cerrado. Uma verdadeira epopeia, semelhante à conquista do oeste norte-americano, configurou essa magnífica trajetória dos agricultores sulinos e paulistas rumo ao oeste baiano, ao sudoeste goiano, ao nortão mato-grossense, ao sul maranhense. Ninguém, há 30 anos, poderia imaginar tal transformação produtiva.
Nas regiões de agricultura mais consolidada do Sul-Sudeste, as modernas cooperativas passaram a dominar a roça. No Triângulo Mineiro ou na Zona da Mata, no norte ou na serra capixaba, no Paraná e em Santa Catarina, em Mato Grosso do Sul, por onde se anda se encontra uma nova geração de produtores rurais, mais jovens, mais competentes, mais conscientes. E mais ricos.
O impressionante salto da genética e do manejo animal demorou, na pecuária, apenas 15 anos para tornar o País o maior produtor de carnes do mundo. Na fruticultura tropical, no café de qualidade, nas flores e plantas ornamentais, na aquicultura nordestina, importantes personagens do espaço agrário surgiram. E brilharam.
Engana-se redondamente quem pensa que a modernização agrícola favoreceu somente os grandes capitais. No mundo do agronegócio a tecnologia supera o tamanho. Milhares de agricultores tradicionais, com área reduzida e gestão familiar de seus sítios, elevaram sua produtividade e progrediram na vida, integrando-se aos nascentes mercados. O caipirismo globalizou-se.
Carlos Ganzirolli, estudioso da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) nas questões agrárias, atesta que 53,7% dos agricultores familiares no Brasil se vinculam fortemente ao mercado, mantendo elevada renda média. Cerca de 40% do valor bruto da produção familiar no campo se origina nesse segmento, formado por 1,4 milhão de pequenos e médios agricultores. A nova classe média rural, que investiu no conhecimento, prova que inexiste oposição entre ser familiar e participar dos agronegócios.
Operadores de máquinas, técnicos agrícolas, prestadores de serviços, vendedores de produtos, variadas categorias sociais surgiram e cresceram pelo interior afora. Vá conferir o dinamismo em Rondonópolis (MT), Rio Verde (GO), Balsas (MA), Barreiras (BA), Linhares (ES), Dourados (MS), Concórdia (SC), Cascavel (PR), Palmas (TO). Quando o campo se aquece, esquenta junto a cidade.
Há, ainda, muita pobreza no campo, particularmente no bolsão do semiárido nordestino. Mas desde 1993, quando chegou a aposentadoria integral para os trabalhadores da roça, essa situação começou a mudar. Vigorosas políticas públicas aliaram-se aos estímulos da economia para vencer a miséria rural. Em 1995 começou a operar o bem-sucedido Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Logo depois vieram as transferências de renda, hoje Bolsa-Família. Aumentou a escolaridade, os salários subiram. Após 15 anos, operando com a economia estabilizada, é visível, alhures, a ascensão social dos mais pobres.
FHC, ao escrever recentemente sobre a classe média e a política, resvalou num ponto essencial da moderna democracia: o fim do clientelismo. As categorias sociais que começam a vigorar no campo, como as da cidade, rompem antigos laços de dominação que lhes roubavam o livre-arbítrio e, no fundo, perpetuavam sua desgraça.
Isto é o que de mais extraordinário ocorre hoje no campo brasileiro: o progresso material está puxando a emancipação das pessoas. Contra a manipulação política se impõe a dignidade humana.
ESTADÃO

Fed mantém política monetária, mas cita riscos à economia



WASHINGTON, 13 Dez (Reuters) - O Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) manteve nesta terça-feira a atual política monetária do país, mas informou que a turbulência no mercado financeiro representa ameaças ao crescimento econômico, o que deixa aberta a possibilidade de mais estímulos no ano que vem.

O Fed manteve os juros básicos norte-americanos entre zero e 0,25 por cento.

A autoridade monetária caracterizou a economia dos Estados Unidos como em expansão moderada, apesar de uma aparente desaceleração no crescimento global, mas informou que o desemprego permanece elevado e que o setor imobiliário segue em depressão.

"As tensões nos mercados financeiros globais continuam a representar riscos significativos de baixa ao cenário econômico", informou o banco central em comunicado.

Sem oferecer pistas sobre mudanças na política de comunicações do banco, o Fed repetiu que espera inflação em níveis consistentes com seu mandato de estabilidade de preços, ou até abaixo disso.

Pela segunda vez seguida, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, discordou da decisão, defendendo um estímulo adicional à economia.

O Fed tem mantido os juros básicos norte-americanos perto de zero desde dezembro de 2008 e já comprou 2,3 trilhões de dólares em títulos do governo e do mercado de hipotecas em uma tentativa de estimular a recuperação da economia.

Os integrantes do Fed estão divididos entre os que acreditam que o alto desemprego e o fraco crescimento exigem mais atitudes, e entre os que veem as ações do banco central como um convite perigoso à inflação.

Alguns integrantes influentes, como a vice-chairman Janet Yellen, já sugeriram que estariam inclinados a tomar medidas adicionais caso o crescimento não aumente.

Dados recentes mostram alguma melhora da economia norte-americana. A taxa de desemprego caiu 0,4 ponto percentual em novembro, a 8,6 por cento, a atividade industrial acelerou e as empresas estão recompondo estoques.

Os gastos dos consumidores também parecem razoavelmente sólidos, embora um indicador pior que o esperado tenha mostrado nesta terça-feira crescimento de apenas 0,2 por cento das vendas no varejo do país em novembro.
REUTERS BRASIL

Autoridades belgas confirmam 4 mortos e mais de 70 feridos em ataque



As autoridades belgas confirmaram no início da tarde desta terça-feira que um ataque com granadas e disparos na cidade de Liege deixou quatro mortos e 75 feridos.
Entre os mortos estão dois adolescentes, uma mulher de 75 anos e o homem que fez os disparos, identificado pelo nome Nordine Amrani. Ele já era conhecido da polícia belga e estava sendo investigado por crimes relacionados ao porte ilegal de armas de fogo.
A polícia informou que Amrani, de 32 anos, subiu no telhado de um prédio no centro de Liege e, de lá, atirou granadas e fez disparos contra um mercado lotado, antes de cometer suicídio.
Uma promotora belga, Danielle Reynders, disse a jornalistas que Amrani agiu sozinho e que a causa do ataque não foi terrorismo.
O atirador tinha recebido uma ordem para prestar um depoimento em uma delegacia de polícia, devido a acusações prévias contra ele.
Amrani foi condenado a uma pena de prisão de 58 meses em setembro de 2008 por porte de armas de fogo e drogas, segundo informações da imprensa belga.
Segundo a promotoria de Liege, ele saiu de casa com uma arma, uma pistola e três granadas, tudo dentro de uma bolsa.
BBC BRASIL

Economia holandesa entrou em recessão, segundo dados de órgão oficial


A economia holandesa entrou em recessão, informou nesta terça-feira o escritório central de planejamento econômico (Central Planning Bureau, CPB) do país, de acordo com seus dados mais recentes.

Segundo o órgão, encarregado de apresentar recomendações econômicas ao governo, depois da queda de 0,3% do PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre de 2011, espera-se que haja contração também neste último trimestre.

A economia de um país entra oficialmente em recessão quando se registra queda do PIB em dois trimestres consecutivos.

As previsões do CPB a médio e longo prazo não são otimistas. Segundo seus cálculos, o PIB também irá cair nos dois primeiros trimestres de 2012.

A partir da segunda metade de 2012, a economia holandesa deve começar a se recuperar, mas para o total do ano o PIB deve registrar queda de 0,5%.

O deficit fiscal em 2011 irá se situar em 4,6% do PIB, em comparação aos 4,1% registrados em 2010. Previsões realizadas em setembro indicavam um possível deficit de 2,9% em 2012.

O escritório também calculou que o desemprego irá crescer 4,5% em 2011 e 5,2% em 2012, o que representa 475 mil pessoas sem trabalho, 90 mil a mais do que em 2011.

EFE/FOLHA

Polícia diz que assassinato de jovem pode ter tido motivação sexual


A Polícia Civil informou nesta terça-feira que investiga se o assassinato da jovem Bianca Ribeiro Consoli, 19, teve motivação sexual. O cunhado da universitária, o motoboy Sandro Dota, 40, foi preso ontem (12) sob suspeita de ter cometido o crime - nele nega.

Bianca foi morta na noite de 13 de setembro, na casa onde vivia com seus pais, na zona leste de São Paulo. Alguns móveis da casa estavam revirados, mas nada foi roubado.

Segundo o delegado Carrasco, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), testemunhas afirmaram que Dota se insinuava para a jovem e que ela não gostava dele. Ele ainda aguarda o resultado de laudos para determinar se a jovem foi estuprada.

Apesar disso, não está descartada ainda a hipótese de que Dota tenha ido a residência de Bianca para roubar o dinheiro da borracharia da família, que era guardado no local.

Apesar de a motivação do crime ainda não ter sido determinada, o delegado afirmou que o caso já é considerado encerrado e está descartada a hipótese de que outra pessoa tenha participado do crime.

DNA

A principal peça usada pelo DHPP para conseguir que a Justiça decretasse a prisão de Dota foi um exame realizado em pedaços de pele colhidos sob as unhas da jovem e que deram resultado positivo para o DNA do motoboy, segundo os investigadores.

Dota não tinha aceitado fornecer à polícia seu material biológico para fazer a comparação com a pele encontrado nas unhas de Bianca. A polícia, no entanto, conseguiu fazer o confronto com a pele recolhida sob as unhas da jovem a partir do sangue encontrado em uma calça do acusado que tinha sido apreendida em sua casa.

A polícia afirmou ainda que Dota ficou arranhado em decorrência da luta corporal que teve com Bianca. Ele afirmou a conhecidos que o ferimento tinha ocorrido em uma obra, mas peritos foram ao local indicado e constataram que a marca não era compatível. O mestre de obras também negou que Dota tenha ido ao local.

FOLHA

Loja de eletrodomésticos é assaltada na favela da Rocinha


Uma loja da rede Ricardo Eletro foi assaltada por volta das 22h desta segunda-feira (12) no interior da favela da Rocinha, zona sul do Rio, que está ocupada pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais) há um mês.

De acordo com a PM, o assalto ocorreu quando a loja estava fechando. Ao menos quatro criminosos armados surpreenderam os funcionários.

A PM informou ainda que os assaltantes se dirigiram direto ao local onde era guardado o dinheiro da loja. A polícia suspeita que os bandidos receberam informações de algum funcionário.

No assalto, foram roubadas mercadorias como laptops, telefones celulares e máquinas fotográficas. Na fuga, os criminosos saíram com uniformes de funcionários para não despertar a atenção dos policiais do Bope. A polícia afirma que eles escaparam a pé com o dinheiro e os produtos roubados.

A polícia ainda não sabe dizer se os suspeitos são moradores da comunidade. As favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu estão ocupadas pela polícia desde o dia 13 de novembro, para a futura instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).

A Folha tentou contato com a assessoria da Ricardo Eletro, mas ainda não obteve retorno.

FOLHA

Pedigree gera cão com saúde em frangalhos


Ser buldogue não é lá muito fácil. Um estudo publicado neste ano na revista científica "Journal of Veterinary Internal Medicine" mostrou que, entre as raças de cães, os bichos são os que mais correm risco de morrer de doenças respiratórias. São ainda a segunda raça que mais morre de doenças congênitas.

O problema é tão grave, relata o "New York Times", que criadores da raça estão discutindo alterar os rígidos padrões de pedigree para permitir que os animais tenham mais qualidade de vida. São as características da raça que acabam levando os bichos a sofrer com doenças.

Os buldogues não são exceção. "Desde a domesticação, o homem seleciona o que acha adequado em cada animal", diz José Bento Sterman Ferraz, professor de genética da Faculdade de Zootecnia da USP.

O problema é quando a opinião do ser humano não é a mesma que teriam os bichos. E a seleção artificial acaba resultando em problemas de saúde para os cães.

É o que acontece com as raças de focinho curto, como o pug e o boxer. Motivada apenas pelo que os criadores consideram bonito, essa característica tende a causar problemas respiratórios, que se agravam cada vez que são escolhidos como modelo os com a cara mais achatada.

INCOMPATÍVEIS

"O homem vem impondo padrões que chegam a ser incompatíveis com o próprio funcionamento fisiológico do animal", afirma Ferraz.

Em outros casos, os problemas surgem não devido à escolha direta de características, mas por causa de cruzamentos de indivíduos muito próximos geneticamente, o que estimula a disseminação de doenças recessivas.

Marco Ciampi, da ONG Arca Brasil, cita o exemplo do pastor alemão, muito comum há 20 anos, mas que perdeu popularidade devido à falta de controle dos casos de displasia coxofemural. A doença genética compromete a locomoção e afeta outras raças de grande porte, como o fila brasileiro e o labrador.

Segundo a veterinária Fernanda Kerr, da Arca Brasil, o problema já foi mais grave no passado. "A displasia está sendo mais controlada pelos criadores antes do cruzamento. Animais que apresentam o problema são castrados".

Criador de cachorros há 37 anos, o presidente da Federação de Cinofilia de São Paulo, Paulo Costa, concorda que atualmente há maior conscientização. "Hoje, as mostras de raça levam em conta não só a estética mas também a saúde. De nada adianta você ter um cachorro bonito se ele é um animal doente".

Esses esforços, porém, podem ser solapados por fatores como a exposição excessiva de uma raça - criadores menos escrupulosos tendem a reproduzir filhotes em massa, que depois acabam até sendo abandonados.

É o caso dos dálmatas após os filmes da Disney. Muito inquietos, embora dóceis e brincalhões, os cães da raça não se adaptam a espaços pequenos e têm tendência a surdez precoce e cálculos renais, problemas que se agravaram como resultado de cruzamentos indiscriminados.

Um estímulo para criadores se preocuparem com essa questão é o fato de que a disseminação de problemas na raça trazem também prejuízos financeiros. "Para nenhum criador é interessante um cão problemático, porque ninguém vai querer comprar", afirma Gilmar Barros, do Bulldog Club do Brasil.

FOLHA

Medo do desemprego sobe no trimestre, aponta CNI


O índice que apura o medo do desemprego subiu para 81,6 pontos em dezembro, ante 78,7 pontos em setembro, segundo informou nesta terça-feira (13) a CNI (Confederação Nacional da Indústria).

O indicador é trimestral e a base de pontos do Índice de Medo do Desemprego é 100 (quanto mais alto for, maior o medo das pessoas perderem o emprego). Na comparação com setembro, o índice de dezembro teve uma alta de 3,7%. Em relação a dezembro de 2010, o crescimento do indicador foi de 2,9%.

Marcelo Azevedo, economista da CNI, explica que, mesmo com a alta, o índice em setembro estava em um patamar muito baixo e a expectativa era de que voltaria a crescer.

"Na próxima pesquisa, a ser divulgada em março, nossa expectativa é de que o índice cresça novamente", avalia.

Em setembro, o indicador chegou ao piso histórico registrado, mas na avaliação de Azevedo, neste momento de crise mundial, a tendência é de que o medo do desemprego continue a aumentar nos próximos meses. "Na próxima pesquisa, a ser divulgada em março, nossa expectativa é de que o índice cresça novamente", avalia Azevedo.

A alta foi puxada, principalmente, pelo aumento da parcela de pessoas que afirma estar com muito medo do desemprego - que subiu de 12,8% em setembro para 19,2% em dezembro.

O percentual dos entrevistados que disseram estar com pouco medo do desemprego recuou de 30,2% para 23,1% no período. Já a parcela dos que responderam estar sem medo do desemprego aumentou de 57% em setembro para 57,7% em dezembro.

Na pesquisa, o entrevistado responde à pergunta: "Você, ou alguém da sua família, acredita que o desemprego vai afetar a vida a sua vida familiar?".

O levantamento Índice de Medo do Desemprego foi elaborado pela CNI a partir de pesquisa de opinião pública realizada pelo Ibope. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 141 municípios entre 2 e 5 de dezembro.

FOLHA

Consórcio responsável por Belo Monte demite mais 80 operários


Disputas por questões trabalhistas provocaram demissões e podem afetar o andamento das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte (oeste do Pará). Uma nova onda de demissões ontem causou a saída de 80 trabalhadores.

O Movimento Xingu Vivo, que é contra a usina, afirma que parte dos profissionais demitidos estava envolvida com protestos por melhores condições de trabalho.

O CCBM (Consórcio Construtor de Belo Monte) disse que as dispensas ocorreram por motivos operacionais.

Em novembro, ocorreram duas paralisações e a demissão de outros 150 trabalhadores da obra da usina.

Quando ocorrem as paralisações, o próprio consórcio decide suspender as obras para evitar conflito.

O principal foco das agitações trabalhistas é o canteiro de obras conhecido como sítio Belo Monte, em Vitória do Xingu (a 945 km de Belém).

Lá, onde ocorreram as 230 demissões, há cerca de 1.800 trabalhadores. Ao todo, cerca de 5.000 pessoas trabalham nas obras de construção da hidrelétrica.

RECLAMAÇÕES

Diversos têm sido os motivos dos protestos, desde reajustes salariais até a diminuição dos períodos em que os profissionais são liberados para visitar suas famílias em outros Estados (o que é conhecido como baixada).

Uma das principais queixas dos trabalhadores é o desvio de função. 

Reclamam que são contratados para um cargo e recebem ordens para executar serviços fora das atribuições desse cargo.

"Estão colocando pedreiros para trabalhar em serviços gerais", afirmou à Folha o pedreiro José Antônio Cardoso quando foi demitido, na metade do mês passado.

OUTRO LADO

Os protestos foram mais intensos em novembro porque no final do ano ocorrem as negociações salariais.

Para o CCBM, as disputas trabalhistas foram resolvidas após o acordo coletivo firmado no início deste mês. O consórcio argumenta, por exemplo, que já houve até o adiantamento do 13º salário.

O consórcio afirmou que não ocorrem desvios de função e que, devido ao porte da obra, há uma fiscalização rigorosa por parte dos agentes públicos e uma preocupação com as exigências legais.

Informou ainda que o cronograma da obra está adiantado e que, portanto, paralisações ainda não foram significativas para provocar a perda de prazos.

FOLHA

Brasil está na 11ª posição com melhor estabilidade financeira


O Brasil aparece em 11ª posição com melhor estabilidade financeira entre 60 países no Índice de Desenvolvimento Financeiro, à frente de todos os países da zona do euro, dos Estados Unidos e do Japão.

O índice, divulgado hoje pelo Fórum Mundial de Economia, leva em conta a estabilidade da moeda, do sistema bancário e o risco de crise da dívida soberana.

A Arábia Saudita lidera nesse item, seguida da Suíça e, de maneira surpreendente, a Tanzânia em terceiro lugar. No índice global, levando em conta 120 diferentes dados, Hong Kong pela primeira vez lidera o ranking, superando os EUA e o Reino Unido. Hong Kong se destaca por seu desempenho em IPOs (primeira oferta pública de ações, quando a empresa abre o capital) e seguros.

O fórum analisa o desenvolvimento financeiro, incluindo eficiência e tamanho dos bancos e de outros serviços financeiros, o ambiente de negócios, a estabilidade financeira, a transparência e liderança do mercado. O Brasil aparece em 30ª posição, ganhando um posto em relação ao ano passado.

O relatório aponta baixo grau de liberalização do setor financeiro no pais (43ª posicão entre 60), e alto custo para fazer negócios (46ª).

A maior vantagem do Brasil seria nos serviços financeiros não bancários (11ª), com IPO (9ª) e fusões e aquisições (14ª), sendo atividades que permanecem "particularmente robustas".

O Brasil aparece em último lugar como o país com mais peso de regulação governamental no setor financeiro, e também sofre (50ª posição) na "diversão" de fundos públicos, ou seja, corrupção.

Também sofre com a ineficiência da Justiça e com o número de procedimentos para assegurar um contrato (55ª), conforme o relatório. Segundo o relatório, 90% dos países pesquisados não voltou aos níveis de antes da crise de 2008 em termos de acesso ao capital. Os desafios ao financiamento do crescimento econômico permanecem, especialmente o acesso ao crédito e financiamento por meio do mercado local de ações.

VALOR/FOLHA

Crédito externo recua 63% desde agosto


O crédito externo para o Brasil teve uma queda de 63% desde agosto por causa da crise europeia, que fechou o mercado, informa reportagem de Patrícia Campos Mello publicada na Folha desta terça-feira.

O número de captações externas de empresas no segundo semestre caiu de forma drástica - foram 10 em 2011, diante de 39 em 2010 e 22 em 2009, ano após a eclosão da crise financeira. Ao menos 20 empresas que iam fazer emissões de títulos lá fora estão com as operações em banho-maria, apurou a Folha.

Emissões de títulos soberanos do Brasil no exterior e de empresas com classificação "grau de investimento", consideradas de menor risco, continuam ocorrendo, como demonstram as captações recentes da Petrobras, da Eletrobras e do Banco do Brasil.

Mas empresas que têm perfil de maior risco, mais endividadas ou bem abaixo da classificação "grau de investimento" estão excluídas do mercado de captação externa desde maio, quando Marfrig, Cimento Tupi e TAM fizeram emissões em dólar.

A taxa de rolagem (renovação de financiamentos) de todos os tipos de crédito externo do Brasil de médio e longo prazo passou de 193% em agosto, mês em que o mercado começou a se fechar, para 72% em outubro, segundo levantamento do economista Darwin Dib, do Itaú BBA, queda de 63%. Taxa acima de 100% significa que está aumentando o endividamento.

Dib projeta que a taxa vai continuar caindo até o fim do ano. "Há sinais de que o crédito comercial está sendo afetado, o que é preocupante".

FOLHA

Reynaldo Gianecchini passeia em São Paulo e diz que se sente bem


O ator Reynaldo Gianecchini recebeu alta do hospital Sírio-Libanês, onde se trata de um câncer, e passou a tarde de domingo na Vila Madalena.

A informação é da coluna de Mônica Bergamo, publicada naFolha desta terça-feira.

Tomou sorvete e passeou pela feira de arte. Sorridente, Giane disse que se sente bem. 

"Estou aproveitando as poucas horas livres que tenho. Mas sou a pessoa mais sem novidades do mundo".

FOLHA

Os efeitos do futuro salário mínimo já são sentidos


O anúncio prematuro de que o salário mínimo seria calculado, a partir de janeiro de 2012, tendo por base o crescimento do PIB em 2010 (7,5%), acrescido da elevação do INPC, afetou profundamente a política salarial, em 2011, e colocou em situação desconfortável os Estados que têm piso salarial regional superior ao mínimo nacional.
Partindo da certeza de que o reajuste em 2012 será pelo menos igual a 14% (7,5% + 4,5%), os sindicatos de operários com dissídio no primeiro semestre procuraram obter já em 2011 um reajuste robusto, antecipando a elevação do mínimo em janeiro próximo. No primeiro semestre a expectativa do crescimento do PIB era de 4,5% a 5%, havia uma situação de pleno emprego e falta de mão de obra especializada, o que deixou as empresas mais dispostas a conceder um reajuste generoso. Embora os dissídios das categorias mais importantes tenham se concentrado no segundo semestre, calcula-se que no primeiro semestre o crescimento real da renda dos trabalhadores foi de cerca de 4%.
Mas o quadro econômico mudou muito no segundo semestre, marcado por uma inflação que reduz o salário real e por uma nítida desaceleração da economia, como comprovou o PIB do terceiro trimestre.
Houve exceções, como os bancários e os metalúrgicos (dois setores em pleno crescimento), mas calcula-se que o aumento real dos trabalhadores caiu para 1,30%, com a inflação maior.
Agora, os cinco Estados que têm um piso salarial maior de que o salário mínimo (Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) enfrentam um problema muito delicado, pois em janeiro o salário mínimo será de pelo menos R$ 622. Em dois Estados (São Paulo e Rio Grande do Sul), o piso salarial está abaixo do futuro mínimo e terá de ser aumentado pelo menos até o valor do mínimo nacional. Os trabalhadores desses Estados dificilmente aceitarão um piso igual ao mínimo e, por sua vez, os governos estaduais terão dificuldades para aumentar o salário regional na proporção do mínimo nacional (14%).
No início do próximo ano os governos estaduais terão uma ampla discussão com os trabalhadores para a fixação de um piso que, naturalmente, os sindicalistas gostariam de ver reajustado na mesmo proporção do aumento do salário mínimo. Tal reajuste criaria um suplemento de poder aquisitivo incompatível com o controle da inflação e, ao mesmo tempo, reduziria ainda mais a capacidade de concorrência de nossa indústria.
ESTADÃO

luishipolito@outlook.com

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