sábado, 17 de dezembro de 2011

Motim em cidade petrolífera foi planejado no exterior, diz Cazaquistão


O governo do Cazaquistão responsabilizou neste sábado "oponentes do governo" e "fugitivos da Justiça no exílio" pelos distúrbios em Zhanaozen (oeste do país) entre a polícia e os trabalhadores do setor petrolífero que acabaram com dez mortos.

Em um comunicado neste sábado, o Ministério das Relações Exteriores cazaque divulgou que "os métodos utilizados nas ações eram características de provocações bem desenhadas".

Os confrontos ocorreram quando operários da companhia petrolífera Ozenmunaigas que reivindicavam melhorias trabalhistas entraram em confronto com a polícia durante as festas pelo 20º aniversário da declaração de independência do Cazaquistão da antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).

Após saber das revoltas, o Ministério do Interior cazaque enviou a Zhanaozen um grupo de forças especiais com veículos blindados. Na sexta-feira à noite, o organismo informou que a situação na cidade já estava sob controle.

Por sua vez, o departamento das Relações Exteriores negou os relatos disseminados pela internet de que havia dezenas de mortos e feridos pela Polícia, e lembrou que o mesmo foi desmentido pela Procuradoria-Geral.

Blogs russos citando testemunhas falavam em 70 mortos e mais de 500 feridos. Segundo esses relatos, centenas de trabalhadores teriam entrado em greve na indústria petrolífera cazaque em protesto pelo ocorrido em Zhanaozen.

O procurador-geral do Estado, Askhat Daulbayev, negou na sexta-feira essas informações e indicou que durante os choques foram incendiadas a sede do governo regional e vários hotéis e prédios administrativos de Ozenmunaigas, filial do consórcio estatal petroleiro KazMunaiGas.

Essa empresa lidera os trabalhos de extração de petróleo no oeste do Cazaquistão, onde estão situadas as reservas de petróleo cazaques da bacia do Mar Cáspio, uma das maiores jazidas do mundo.

EFE/FOLHA

Bolívia erradicou em 2011 a maior área de coca desde 2002


A Bolívia erradicou em 2011 um total de 10.509 hectares de plantações de coca, a maior área dos últimos nove anos, segundo um relatório oficial apresentado neste sábado na cidade de Chimoré (centro), em um ato com a participação do presidente Evo Morales.

A superfície erradicada é superior à do ano 2010 (8.200 hectares) e é a maior desde 2002 (11.853 hectares).

A maior área foi na região de Chochabamba (centro), com um total de 8.011 hectares, e depois na região dos Yungas de La Paz (2.003 hectares).

"Apesar de nossas fragilidades em equipamentos, fizemos todos os esforços na luta antidrogas", disse Morales, que pediu à comunidade internacional que "erradique o consumo de cocaína".

O presidente assegurou que continuará a erradicação na Bolívia e pediu "o acompanhamento dos órgãos internacionais, países vizinhos, ONU, porque é uma responsabilidade compartilhada".

O relatório informou que foram apreendidas 33 toneladas de cocaína. "Aproximadamente 45% procedem das fábricas que estão no Peru", disse o coronel Luis Quezada, responsável pelas forças de combate ao narcotráfico.

A Bolívia, segundo a ONU, tem 31.000 hectares de cultivos de coca, dos quais 12.000 são reconhecidos como legais para usos tradicionais como chá, mastigação e rituais religiosos andinos.

O país ocupa o terceiro lugar como produtor mundial de cocaína, depois de Colômbia e Peru.

FRANCE PRESS/FOLHA

Bancos fecham ao público na última sexta-feira do ano


Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Os bancos estarão fechados ao público na última sexta-feira do ano, dia 30 de dezembro. 

Os bancos só deverão funcionar, nesse dia, para transações com outras instituições financeiras. 

Assim, o último dia de atendimento ao público será 29 de dezembro e o horário de funcionamento deverá ser o habitual.

Próximo ao Natal, o expediente será normal até o dia 23 (sexta-feira). A informação é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A instituição recomendou a afixação de cartazes nas agências até o dia 23 de novembro informando o horário normal de atendimento ao público no dia 23 de dezembro e o não atendimento no dia 30 de dezembro.

Edição: Talita Cavalcante

AGÊNCIA BRASIL

Suécia diz que é cedo para decidir sobre entrada em pacto


ESTOCOLMO, 17 Dez (Reuters) - A Suécia disse que não iria participar de um pacto europeu sobre a disciplina orçamental se isso fosse significar que adotaria as normas mais rígidas definidas na semana passada no encontro da União Europeia, o que significa mais um passo perto da posição da Grã-Bretanha.
O primeiro-ministro sueco Fredrik Reinfeldt disse no sábado em entrevista a emissora pública Sveriges Radio, que o pacto ainda não foi finalizado, e por isso era muito cedo para decidir se a Suécia decidiria fazer parte dele. Ele disse ainda que queria uma cooperação mais estreita com os 17 países que fazem parte da Zona do Euro.
Não aderir ao pacto fiscal proposta colocaria a Suécia na mesma situação da Grã-Bretanha, o único país que optou formalmente por ficar fora do acordo.
O primeiro-ministro britânico David Cameron se recusou a concordar com as regras mais duras depois de não conseguir ganhar um tratamento especial para a indústria de serviços financeiros de Londres.
Reinfeldt disse que havia conversado com Londres, assim como outros países de fora da zona do euro como República Checa, Hungria, Dinamarca e Polônia, e que ele não queria ver a Grã-Bretanha isolada.
"Eu não acho que devemos aceitar um regime em que o Reino Unido fique ser mais longe da cooperação do que o necessário. Para mim, 'e importante manter os 27 países unidos".
REUTERS BRASIL

As 20 causas do aumento da violência e da morte, por homicídio, de mais de 1 milhão de pessoas nos últimos 30 anos no país



Milton Corrêa da Costa
Os impressionantes dados mostrados pelo Mapa da Violência precisam ser objeto de reflexão e análise. No Brasil, nos últimos 30 anos, matou-se mais do que em muitos conflitos armados duradouros. Enquanto a disputa religiosa entre Israel e Palestina, entre 1947 e 2000, foi marcado pela morte de 125 mil pessoas e a guerra civil da Guatemala, durante 24 anos, deixou um rastro de 400 mil mortes, no Brasil, nos últimos 30 anos, 1.091.125 pessoas foram vítimas de homicídio, numa média de 4 brasileiros assassinados por hora, sem contar os milhares de desaparecidos sem que se saiba, referentemente aos que morreram, qual a causa-mortis.
A meu ver, numa análise estrutural e conjuntural do quadro da violência no Brasil são as seguintes as principais causas determinantes de tamanha tragédia:
1 – Os resquícios históricos, provenientes principalmente das regiões Norte e Nordeste, da antiga premissa da “lei do mais forte”, cultivada pelos chamados ‘Coronéis do Sertão’ e seus capangas, onde a presença da autoridade policial, do poder judiciário e do poder público em geral ainda são incipientes até hoje em muitas localidades longínquas;
2 – os resquícios de um período de exceção no país (pós 1964), gerando a violência de Estado para combater a luta armada, perpetrada por militantes de esquerda, que alicerçados na cultura marxista-leninista, tinham como finalidade implantar o regime comunista no país pela tomada ilegal do poder;
3 – ênfase maior, nas décadas de 60, 70 e 80, no combate das forças de segurança ao crime político, mormente em ações contra-guerrilha;
4 - crescimento, sem que os órgãos de informações da época, tivessem observado, da violência do crime comum, com o surgimento da doutrina do narcoterrorismo, com a criação da primeira facção criminosa do gênero, instalada em morros e favelas do Rio, proveniente do encontro, no Presídio da Ilha Grande, de criminosos políticos e criminosos comuns, com a difusão dos assaltos a banco como forma de captação de recursos para montagem da estrutura dos arsenais do tráfico;
5 - início, na década de 80, do crescimento do contrabando de armas e do tráfico de drogas, através de nossas vulneráveis fronteiras, mormente provenientes do Paraguai e da Colômbia;
6 – a exclusão social empurrando jovens para a marginalidade, mormente nas décadas de 80 e 90;
7 - a arregimentação de menores (inimputáveis), em morros e favelas do Rio, na hierarquia do tráfico;
8 – a obsolescência da idade inicial de responsabilização penal pelo critério biológico (idade de 18 anos), ultrapassado no mundo onde países mais evoluídos no tema adotam hoje o critério psicossocial, face o avanço tecnológico e de informações no mundo atual à disposição dos jovens;
9 – a obsolescência do Código Penal Brasileiro ante a evolução das práticas criminosas, mormente nos crimes contra a vida com o emprego de armas de guerra, onde as penas são consideradas brandas face a brutalidade dos crimes;
10 – as brechas da legislação penal brasileira com a implantação das progressões de regime carcerário e redução de penas, sem o devido exame criminológico de grau de ressocialização do apenado;
11 - a carência de casas de custódia, presídios e penitenciárias no país, criando os abarrotados “depósitos subhumanos de presos”, onde a ressocialização é em grau mínimo (numa média de 90 dias, 85% dos apenados, postos em liberdade, retornam ao cárcere pela prática de novo crime);
12 - não cumprimento de milhares de mandados de prisão por falta absoluta de estrutura, no sistema penitenciário brasileiro, para alocar mais e mais presos;
13 – morosidade nas decisões do Poder Judiciário pela falta de estrutura de pessoal para acelerar procedimentos jurídicos o que acaba gerando um sentimento de certa impunidade inclusive com prescrição de prazos processuais;
14 – o grau acentuado da letalidade nas intervenções policiais que ainda privilegia o uso da força excessiva em detrimento da seletividade da ação (há que se entender que “quanto maior a seletividade da intervenção policial menor o emprego da força”);
15 - a difusão e aumento do consumo de drogas pelos jovens, inclusive no uso excessivo do álcool, droga considerada lícita, cuja massificação da propaganda midiática o apresenta como algo prazeroso;
16 – aumento assustador do consumo do ‘crack’, a chamada ‘droga da morte’, com a difusão das cracolândias em boa parte das cidades brasileiras;
17 – influência do cinema nos mais jovens na abordagem de temas envolvendo violência tipo as séries ‘Duro de Matar’ e ‘Jogos Mortais’;
18 – influência nos mais jovens pela difusão de jogos eletrônicos voltados para guerras e destruição humana, onde a cultura da violência, na tecnologia, também retrata a violência real do cotidiano;
19 – a falsa crença de que arma é um necessário instrumento de defesa pessoal em qualquer situação (cultura armamentista); e finalmente,
20 – o envolvimento e contaminação do aparelho policial com o crime, com a corrupção, com atrocidades e abuso de poder.
TRIBUNA DA INTERNET

Pesquisadores descrevem transcritos expressos em câncer de pâncreas


São Paulo - Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descreveu pela primeira vez, em amostras de câncer de pâncreas, a expressão de RNAs não-codificadores longos (lncRNAs, na sigla em inglês) – transcritos que têm mais de 200 nucleotídeos e não codificam proteínas.
O estudo, coordenado por Eduardo Reis, do Instituto de Química (IQ) da USP, em parceria com Marcel Cerqueira Machado, da Faculdade de Medicina (FM) da USP, foi publicado na revista Molecular Cancer, com apoio da Fapesp na modalidade Auxílio Publicação Regular – Artigo.
O trabalho também está relacionado ao Projeto Temático “Caracterização funcional de RNAs intrônicos não-codificadores expressos no genoma humano” – do qual Reis é pesquisador principal –, coordenado por Sérgio Verjovski-Almeida, professor do IQ-USP e coautor do artigo.
Participaram também do artigo Márcia Kubrusly, da FM-USP e Ana Tahira, Michele Faria, Bianca Dazzani, Rogério Fonseca e Vinicius Maracaja-Coutinho, todos do IQ-USP. O trabalho, segundo os autores, chama a atenção para o potencial uso de lncRNAs no diagnóstico molecular do câncer de pâncreas. O diagnóstico tardio, segundo eles, está relacionado à alta morbidade da doença.
Segundo Reis, o câncer de pâncreas é dos tumores mais letais que afetam o homem, com uma taxa de sobrevida menor que 1% após 5 anos do diagnóstico. Por isso, embora seja apenas o sétimo tipo de tumor mais prevalente no Brasil, há grande interesse de se entender suas bases moleculares e desenvolver novas ferramentas para diagnóstico e tratamento.
“Apesar da prevalência não ser tão alta, o câncer de pâncreas é uma grande preocupação porque há pouquíssimas opções terapêuticas. É muito difícil fazer um diagnóstico precoce e, em geral, quando o tumor é detectado, já está em estágio avançado. O diagnóstico tardio equivale praticamente a uma sentença de morte”, disse Reis.
Por conta dessa característica, poucos pacientes são operados e, com isso, há uma grande dificuldade para se obter amostras do tumor, segundo Reis. Por isso, de acordo com ele, foi fundamental na pesquisa a participação do grupo de Machado, que há décadas estuda o câncer de pâncreas e procura descobrir novos marcadores associados à doença.
“O grupo da FM-USP conseguiu obter um conjunto significativo de amostras. Analisamos por volta de 40 amostras de tecido pancreático normal, tumoral primário e tumoral metastático, que é algo muito difícil de obter”, disse.
O laboratório de Reis, por outro lado, investiga os lncRNAs, que segundo ele são uma fronteira ainda pouco conhecida do genoma humano. Embora apenas 2% do genoma codifique para proteínas, de acordo com Reis, nos últimos anos tem sido documentado por diversos grupos no mundo – incluindo o do IQ-USP – que a maior parte do genoma humano é transcrito gerando lncRNAs.
“Embora a função da maior parte dessas moléculas seja ainda desconhecida, já existem trabalhos que demonstraram inequivocamente que os lncRNAs desempenham funções essenciais na biologia de células eucarióticas”, afirmou.
No trabalho publicado na Molecular Cancer, os pesquisadores identificaram coleções de lncRNAs expressos no tecido pancreático e cuja abundância se correlaciona a histologia do câncer – do tumor primário à metástase. “Essa descoberta indica a relevância dessa classe de transcritos em processos biológicos relacionados com a transformação maligna e metástase no câncer de pâncreas”, declarou.
Como vários trabalhos recentes têm mostrado que os lncRNAs estão envolvidos em mecanismos centrais para o funcionamento normal das células, os cientistas imaginam que os transcritos também estejam envolvidos em processos patológicos.
“Alguns trabalhos já haviam identificado correlações do lncRNA com câncer de mama e pulmão, mas ninguém havia ainda investigado a relevância da sua expressão no câncer de pâncreas. Verificamos que eles são expressos de forma significativa nos tecidos pancreáticos e conseguimos encontrar assinaturas específicas de lncRNAs que têm expressão aberrante em tumores de pâncreas”, afirmou.
Esse achado, segundo Reis, abre uma interessante janela de oportunidade para o estudo de papéis biológicos do lncRNA na transformação maligna do câncer de pâncreas – isto é, no mecanismo que faz com que a célula normal do tecido pancreático se transforme em célula tumoral.
“Nosso trabalho mostra que o lncRNA deve ter um papel relevante nessa transformação. Encontramos também assinaturas muito claras quando comparamos o tumor do pâncreas e a metástase. Isso sugere que talvez esses transcritos estejam relacionados não só à transformação maligna, mas também à progressão do tumor”, disse.
Além do aspecto funcional do lncRNA, Reis destaca que o estudo também levou em conta o aspecto relacionado ao diagnóstico. “O objetivo no futuro é encontrar marcadores capazes de identificar de forma precoce pequenas lesões antes que elas se transformem em tumores. Com isso, nos aproximaremos do sonho de fazer o diagnóstico de forma muito precoce por meio de pequenas amostras extraídas de forma minimamente invasiva”, declarou.
Para transformar a descoberta de assinaturas dos lncRNA em marcadores de diagnóstico precoce, segundo o cientista, será preciso ter acesso a mais amostras de lesões malignas. “Seria interessante ter acesso a cistos pancreáticos, por exemplo, ou fluidos corporais, como sangue de indivíduos com e sem câncer de pâncreas”, disse.
O artigo Long noncoding intronic RNAs are differentially expressed in primary and metastatic pancreatic cancer, de Eduardo Reis e outros, pode ser lido por assinantes da Nature.
EXAME

Facebook: novas mudanças afetarão as vidas dos usuários


São Paulo - Imaginando esse oceano de informação, parece impossível acreditar que os 2 bilhões de pessoas com acesso à internet ao redor do mundo comecem e terminem sua navegação diária digitando apenas www.facebook.com. Mas é nisso que Mark Zuckerberg acredita. O apetite do rapaz que vale 17 bilhões de dólares aos 27 anos faz crer que essa missão audaciosa pode ser cumprida.
Para tanto, além da dedicação obsessiva ao trabalho, Zuckerberg, o criador do Facebook, tem a coragem de fazer mudanças significativas em um time que não para de ganhar dinheiro, usuários e poder.
Num evento para desenvolvedores realizado em outubro, em São Francisco, a poucos quarteirões do Moscone Center, o palco preferido de Steve Jobs, o garoto-gênio vestindo camiseta, jeans simples e tênis  anunciou uma reestruturação completa na rede social mais usada do mundo.
A mudança contempla melhorias no visual, novidades nas principais funções e um pacote de terríveis notícias para competidores como Twitter e Google.
Entre outros anúncios e piadas que contou de forma tímida, Zuckerberg mostrou que o perfil dos usuários vai se transformar em uma biografia interativa e o botão Curtir passará, de acordo com a situação, a conjugar outros verbos, como assistir, ouvir, ler...
Uma coisa é certa: a vida dos cerca de 800 milhões de usuários do Facebook vai mudar, e muito. “É difícil dizer se alguma das mudanças tornará o Facebook mais forte ou mais fraco nesse segmento tão disputado, mas esse conjunto de novidades ilustra bem a principal vantagem competitiva da rede social: a habilidade e a coragem de fazer experimentos em larga escala”, disse a INFO Brian Butler, professor da Universidade de Pittsburgh especializado no mercado de tecnologia.
Não são apenas os usuários que sentirão essas mudanças. O recurso de assinaturas de atualizações, que permite ler o que alguém publica sem tê-lo como contato, atinge em cheio o Twitter. A expansão dos dados de geolocalização nos posts e nas fotos bate de frente com o FourSquare e põe mais um prego no caixão do Flickr.
Sem falar na gigantesca mudança de comportamento que poderá surgir pelo hábito de ter as notícias – e a publicidade – mais relevantes sendo mostradas de acordo com a afinidade de seus amigos com um assunto no lugar de ser definida por um algoritmo, como no Google.
Mas a novidade do novo Facebook que trará o maior impacto visual é a Linha do Tempo, posicionada logo abaixo do perfil de cada usuário.
No lugar de exibir um resumo das informações básicas e das preferências da pessoa, com links para fotos e recados no mural, a página foi redesenhada para dividir tudo por data e exibir com destaque acontecimentos que vão do nascimento e da entrada na escola até a troca de emprego ou o começo de um casamento.
As informações são dispostas em uma linha vertical, com fotos que destacam os eventos mais importantes em duas colunas e posts menores para relembrar atividades, como páginas curtidas ou locais visitados.
A partir dessa interface é possível ver quando um amigo postou um vídeo ou quais foram as mensagens de aniversário recebidas há dois anos. Também no perfil, há um mapa para organizar fotos e visitas de acordo com a localização geográfica num mapa-múndi.
São claras as pretensões do Facebook de reunir os dados de uma pessoa num só lugar, de forma organizada e fácil de explorar, não só para o usuário nostálgico, mas também como um gigantesco campo de pesquisas para que as empresas conheçam melhor seus consumidores em potencial.
 “A possibilidade de resgatar a história do usuário é interessante para que as companhias possam estudar quem são seus consumidores e assim oferecer produtos mais específicos, dando margem para uma relação mais profunda”, afirma Wagner Martins, sócio da Agência Espalhe, especializada em campanhas virais para a internet.
Organização também é a palavra-chave para entender a versão remodelada do Feed de Notícias do Facebook. No lugar da bagunça atual, que mistura posts dos amigos com notícias, recados, notificações de aplicativos e insistentes pedidos de ajuda para jogos, a nova interface separa a torrente de conteúdo em três áreas distintas que se complementam.
>>> A primeira destaca o conteúdo que mais importa, ou seja, as publicações mais comentadas pelos amigos próximos, além de atualizações das páginas que o usuário curte.
>>> A segunda forma de exibição do conteúdo é ativada graças à criação de listas. Isso já existia? Sim, mas na nova interface as listas são criadas automaticamente e separam seus contatos de acordo com informações que você tem em comum com eles. No novo Facebook, seus amigos da faculdade, por exemplo, já estão numa lista com o nome da universidade, assim como os colegas do trabalho atual e assim por diante, como na estrutura de círculos do Google .
Dessa forma, a cada post, o usuário consegue definir quem vai interagir com seu conteúdo e, com um click, ele pode ter um feed apenas com conteúdo enviado por determinados amigos. Há ainda uma lista de Melhores Amigos, que trata de forma diferente o conteúdo postado pelos componentes selecionados em detrimento dos contatos de outras listas.
>>> A terceira forma de ver os posts dos amigos é por meio de uma caixa lateral chamada Ticker. Trata-se da mudança mais ousada e também a mais controversa. Em um espaço que lembra o estilo do Twitter, o usuário do Facebook verá as atividades dos amigos em tempo real. A ideia, segundo Zuckerberg, é “separar aqueles posts que são interessantes só por alguns minutos do conteúdo que é mais importante”. Dessa forma, avisos de games são mostrados enquanto seu amigo está brincando e você pode interagir na hora certa e não se chatear com esse spam quase involuntário.
“Algumas redes sociais falharam por ter barulho demais, oprimindo o usuário pela grande quantidade de conteúdo. Outras sucumbiram pela falta de conteúdo interessante. As iniciativas do Facebook são tentativas de alcançar um equilíbrio entre esses dois pontos”, afirma o professor Brian Butler.
Críticos da novidade chamaram o Ticker de caixa de spam e caixa de barulho, mas quem tem motivos para reclamar mesmo é o Twitter.
Com a novidade, o Facebook ganha relevância na distribuição de informação em tempo real e captura ainda mais minutos de uso dos seus usuários, além de oferecer um novo tipo de publicidade, mais simples e rápido.
“O uso dos feeds e assinaturas faz com que o Facebook seja tão atraente para acompanhar notícias quanto o Twitter, além de tornar os dois serviços muito parecidos”, diz Edney Souza, vice-presidente da Boo-box, startup brasileira que veicula propaganda em blogs e redes sociais. “O usuário tem à sua disposição formadores de opinião, entidades ou celebridades para seguir sem o requisito de ser seguido de volta”.
Presente em tempo real
Todas essas transformações do Facebook ainda contarão com um impulso gigantesco vindo dos bastidores, graças ao lançamento do Open Graph, uma plataforma que vai unir serviços externos com a rede social de uma maneira mais inteligente.
No lugar do botão Curtir, que continua a existir e a se espalhar por toda a internet, será possível usar aplicativos de todos os tipos para emitir alertas personalizados dentro e fora da rede social.
Aí Zuckerberg marcou um golaço. Imagine o que acontecerá quando cada app popular ou que vier a fazer sucesso no mundo do iOS ou do Android disparar posts diretamente no Facebook e vice-versa.
Privacidade e ética
Entre os primeiros e principais parceiros dessa empreitada estão o serviço de música online Spotify e a loja de vídeos NetFlix. Em breve, assim que o usuário do Spotify ouvir uma música, um post será publicado no Ticker do Facebook e essa atividade será adicionada à Linha do Tempo. Se você for amigo desse usuário, além de poder ouvir a mesma música, verá as estatísticas sobre o gosto musical dele. Esse conceito foi descrito por Zuckerberg como engajamento “sem fricção”.
“Trata-se de um modelo mais natural, com suas atividades, preferências e comportamento sendo explicitados para as pessoas conforme você vai navegando. É uma experiência que não inibe a navegação”, diz Abel Reis, presidente da Agência Click.
Com o Open Graph abre-se a possibilidade de o Facebook se transformar em um gigantesco medidor de audiência em tempo real, um ibope da web mundial com mais detalhes sobre a audiência do que os trending topics do Twitter.
“A intenção é que todos os usuários possam compartilhar tudo de suas vidas sem que isso seja feito manualmente”, diz Marcelo Tripoli, CEO da agência de publicidade iThink. “A massa de dados será muito maior e isso pode ser revolucionário para usuários e marcas”. As medições irão além da audiência da TV e cliques em campanhas. Saberemos qual o restaurante mais visitado de uma cidade ou o filme mais assistido nos cinemas do mundo.
É claro que reunir tantas informações de tantas pessoas significa uma grande responsabilidade com a privacidade e a ética, dois temas espinhosos para o crescimento do Facebook. Na nova interface, fica mais fácil ver quem é a pessoa, com quem jantou ontem ou com quem namorou.
Embora não faltem opções para esconder ou limitar a visualização, muita gente não se importa em colocar a vida na web. O sucesso de serviços que envolvem dados com geolocalização, como o FourSquare e o Instagram, mostram que a questão central é saber calibrar o quão transparente será o comportamento do Facebook no trato dos dados. A melhoria na oferta de anúncios customizados, uma arma letal para combater o Google no terreno em que mais lucra, é um ponto que incomoda os defensores da privacidade online.
Os especialistas da organização Electronic Frontier Foundation (EFF) lutam na Justiça americana para limitar o poder do Facebook e do termo de uso que cada usuário assina virtualmente. A EFF diz que a empresa oculta o modo como armazena e analisa os dados de seus usuários dentro e fora da rede.
Afinal, cada vez que você clica no botão curtir de um site, o Facebook registra seu clique. “Assisti à apresentação do Zuckerberg e ele estava entusiasmado. Mas nem todo mundo tem essa mesma vontade de documentar sua vida na internet. É uma aposta arriscada, que foca em um tipo específico de perfil”, diz Rene de Paula Jr., especialista em projetos interativos com passagens por Microsoft e Yahoo! .
Outra barreira é impor um ritmo de inovação rápido demais para quem desenvolve para o Facebook. “Grande parte dos aplicativos antigos terá de ser refeita. Em janeiro de 2012, as linguagens próprias do Facebook deixarão de funcionar”, diz Bruno Mosconi, diretor de tecnologia da agência Wunderman.
A favor do Facebook conta seu histórico de flexibilidade para limar sem dó alguns recursos que não emplacam. Foi assim com a ferramenta de compras com desconto, o Facebook Deals, e o clone do FourSquare, o Facebook Places, que em poucos meses foram substituídos ou absorvidos. O mesmo caminho deve percorrer a função dos pokes (cutucadas), que na nova interface perdeu espaço e ficou escondida dentro de um menu. Assim, tanto nas pequenas decisões do dia a dia quanto nos grandes anúncios, Mark Zuckerberg mostra que sua rede social pode copiar o que dá certo e, com a mesma agilidade, descartar rápido o que dá errado, tornando cada vez mais possível seu sonho de engolir a internet.
EXAME

O iPhone 5 e mais 5 produtos que devem chegar às lojas em 2012

São Paulo — O iPhone 5 não virou realidade em 2011, apesar das expectativas. Mas pouca gente duvida de que ele seja lançado em 2012. Além dele, muitos outros produtos estão em desenvolvimento ou em estágio inicial de produção e devem chegar às lojas no próximo ano. Confira seis desses produtos que devem chegar em 2012 levando a tecnologia um passo à frente. Como já acontece há algum tempo, as novidades mais interessantes estarão na área de tablets e smartphones – mas não só nessa área, é claro.

Muito esperado em 2011, o iPhone 5 não se materializou ainda. Mas é praticamente certo que ele vem em 2012, provavelmente em junho.  Foi nesse mês que a Apple apresentou o iPhone inicial e os modelos 3G, 3GS e 4. Só o iPhone 4S quebrou essa tradição ao ser anunciado em outubro.
O que se espera do iPhone 5 é um smartphone completamente redesenhado, com tela maior que a do iPhone atual – provavelmente de 4 polegadas. O fato é que alguns smartphones com Android e Windows Phone fazem a telinha de 3,7 polegadas do iPhone 4S parecer pequena. A tela do Galaxy Nexus – resultado da parceria entre a Samsung e o Google –, por exemplo, mede 4,65 polegadas. A do HTC Titan, que roda o Windows Phone, mede 4,7 polegadas.
É natural que a Apple lance um modelo maior para competir com esses rivais. E é provável que ele use o novo processador A6, que também será empregado no iPad 3.
A Apple deve apresentar a próxima geração do iPad em fevereiro ou março, e as vendas devem se iniciar nos Estados Unidos poucos dias depois. Há duas novidades principais previstas para o iPad 3. A primeira é uma tela do tipo Retina, como a do iPhone 4 e do 4S. Ela terá quatro vezes mais pixels que a tela atual do iPad. A segunda novidade é um processador mais potente que deverá se chamar A6 (nome óbvio, já que os chips anteriores do iPad são o A4 o A5). A Apple ainda pode surpreender incorporando a conexão celular 4G LTE ao iPad. Mas as chances de isso acontecer são pequenas.
Há uma boa dose de certeza de que o lançamento aconteça mesmo no primeiro trimestre. Foi nessa época que a Apple apresentou tanto o modelo inicial do tablet como o iPad 2. Além disso, informações vindas da Ásia indicam que os fabricantes já produzem a tela e outros componentes para o iPad 3. Além disso, há rumores de que a Apple já contratou os fabricantes asiáticos LG Display e AU Optronics para fornecer uma tela sensível ao toque de 7,85 polegadas a ela. Se essa informação se confirmar, isso significa que a Apple vai lançar um modelo menor do iPad em algum momento – talvez no segundo semestre 2012. 
Obviamente, a Apple não é a única empresa que pensou em criar um tablet com tela de resolução extremamente alta. Informações não oficiais indicam que sua rival Samsung também prepara um modelo da linha Galaxy Tab com esse tipo de tela. Pelo que tem circulado no mercado, a empresa coreana está correndo para apresentar o produto em fevereiro – possivelmente antes do iPad 3.
Informações não oficiais indicam que o tablet deverá ter uma enorme tela de 11,6 polegadas (a do iPad 2 mede 9,7 polegadas). Vai rodar o sistema Android 4.0, conhecido como Ice Cream Sandwich. Como as informações são vagas, é difícil saber se o gadget existe mesmo ou é só uma lenda. Mas a Samsung tem investido em tablets em tamanhos variados e foi a concorrente mais forte para a Apple em 2011. Assim, as chances de esse “Galaxy Tab HD” virar realidade são grandes.
A Microsoft deve liberar uma versão beta do Windows 8 no início do ano, provavelmente durante o Consumer Electronics Show, que acontece de 10 a 13 de janeiro em Las Vegas. Já a versão final só deve sair na metade do ano. O novo sistema operacional vai rodar tanto em PCs como em tablets. Deve trazer poucas novidades para os PCs convencionais, com mouse e teclado. Por causa disso, a empresa de estudos de mercado IDC chegou a divulgar um relatório dizendo que o novo sistema será irrelevante para os usuários de PC.
Já para os aparelhos com tela sensível ao toque, o Windows 8 traz uma interface gráfica completamente redesenhada, baseada na do Windows Phone. Ela vem sendo elogiada por muita gente. E pode ser uma solução atraente para quem precisa rodar aplicativos típicos de PC num tablet, especialmente em empresas.
Mas a Microsoft está chegando atrasada a esse mercado. Quando os tablets com Windows 8 vierem, muitos usuários já estarão acostumados como o iPad ou com o Android e não terão motivos para adotar o Windows. E ainda há quem preveja que os tablets com Windows 8 não vão conseguir competir em preço com o iPad e os modelos com Android. Não é um cenário animador para Steve Ballmer e companhia.
A Nintendo deve lançar a próxima geração do Wii durante o evento E3, que acontece em junho em Los Angeles. A empresa já fez uma apresentação durante o E3 de 2011, de modo que várias das características do novo console para jogos já são conhecidas. Com chips mais potentes, ele vai exibir gráficos na resolução full HD (1080p), bastante melhores que os do Wii atual. Também terá um controle em forma de tablet, com tela sensível ao toque. O usuário vai poder jogar tanto vendo as imagens na TV como no próprio controle. 
Quando apareceu em 2006, o Wii – com seu controle sem fio capaz de detectar movimentos em três direções – mostrou ao mundo uma nova maneira de jogar. Mas os concorrentes avançaram e o Wii ficou para trás em aspectos como a qualidade dos gráficos e os recursos para jogos em rede. O Wii U é a esperança da Nintendo para pelo menos alcançar a Sony e a Microsoft.
Há boa dose de certeza de que os cinco produtos que listamos até agora cheguem em 2012. O caso do televisor da Apple, que vem sendo chamado informalmente de iTV, é mais incerto. Digamos que há 30% de chances de ele se materializar até o fim do ano.
O iTV é citado por Walter Isaacson na biografia autorizada de Steve Jobs. O fundador da Apple trabalhou no projeto de um televisor ao longo de 2011. Ele dá  a entender que há uma equipe em Cupertino elaborando esse projeto. Seu objetivo era acabar com a confusão de cabos e controles remotos dos home theaters atuais, além de simplificar a interface entre a TV e o usuário. Jobs chegou a dizer a Isaacson que, depois de estudar bastante o assunto, ele havia finalmente encontrado a fórmula para o aparelho que queria fabricar.
Recentemente, um site australiano disse ter ouvido de fornecedores japoneses que a Apple planejava produzir o televisor em três tamanhos, de 32 a 55 polegadas. Mas não se conhecem outros detalhes. E,  diferentemente do que acontece com o iPad 3, não há notícias de fabricantes asiáticos produzindo telas ou outros componentes para o iTV. Isso sugere que o televisor ainda está em desenvolvimento. Pode chegar às lojas no final de 2012 ou ficar para 2013.
EXAME

luishipolito@outlook.com

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