quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Miss Brasil 2010 está consciente após cirurgia, diz secretaria


Boletim divulgado na tarde desta quarta-feira (28) pela Secretaria de Saúde do Espírito Santo diz que a Miss Brasil 2010, Débora Lyra, 22, está consciente e com quadro estável depois de passar por cirurgia.

Ela foi levada em estado grave ao Hospital São Lucas, em Vitória, após sofrer um acidente no km 341 da BR-101, em Guarapari (51 km de Vitória).

Lyra havia sido operada na noite de terça (27) e passou hoje por uma nova cirurgia, de artrodese de coluna cervical (fixação da coluna), segundo a secretaria.

De acordo com José Alonso Dias, preparador de modelos em Minas que treinou a miss, a família de Débora contou a ele por telefone que ela conseguiu movimentar os membros do corpo depois da operação.

Ela seria encaminhada ainda hoje para um hospital particular.

ACIDENTE

Uma mulher morreu e outras quatro pessoas, além de Lyra, ficaram feridas no acidente, que ocorreu na tarde de ontem.

Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o motorista do Gol onde ela estava perdeu o controle em uma curva, invadiu a contramão e colidiu o carro com outro que seguia na direção contrária.

A pista estava molhada. A PRF não soube dizer se chovia no momento da batida.

O corpo de Maria Auxiliadora Miguel de Souza, 55, que também estava no Gol, foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Vitória.

Souza era mãe de Hermon Souza Lopes, 22, que dirigia o Gol. Ele é namorado de Débora, segundo José Alonso Dias.

Lopes também havia sido internado com ferimentos graves, mas já recebeu alta, segundo a Secretaria de Saúde.

Uma jovem de 21 anos que acompanhava o grupo e o motorista e a passageira do outro veículo também foram levados a unidades de saúde com lesões graves, mas não correm risco de morrer.

FOLHA

Jovem baleada em carro de Adriano recebe alta e vai para acareação


A jovem atingida por um tiro dentro do carro do jogador Adriano, do Corinthians, recebeu alta no início da tarde desta quarta-feira do Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

A assessoria do hospital informou que Adriene seguiu para a 16ª DP (Barra). Segundo o delegado titular Fernando Reis, Adriene Cyrilo Pinto, 20, vai passar na tarde desta quarta por uma acareação (confrontação com as partes) com o atleta e outras testemunhas.

O atacante Adriano chegou ao DP por volta das 15h. O policial que dirigia o carro do jogador no dia do incidente também estava no local assim como as outras garotas envolvidas no caso.

Adriano chegou com a mesma BMW branca, com placa de São Paulo, onde o tiro foi dado. Ele, porém, não estava dirigindo o automóvel.


Ontem, Adriene passou por uma cirurgia de reconstrução do dedo indicador da mão esquerda. Ela estava internada desde a madrugada de sábado (24).

Adriene Pinto foi baleada depois de deixar uma boate na Barra da Tijuca acompanhada de outras três mulheres, do jogador e um amigo.

Em depoimento à Polícia Civil, o atacante Adriano se defendeu da acusação de ter baleado a estudante. De acordo com o atleta do Corinthians, a própria vítima manuseava a arma quando a pistola disparou acidentalmente.

"Não entendo o porquê de ela estar me acusando. Os exames vão sair e vai ser comprovado o que houve. Estou tranquilo, senão, nem estaria dando entrevista aqui. 

Vocês sabem o quanto não gosto de dar entrevistas", afirmou o jogador, ao chegar anteontem à 16ª DP (Barra da Tijuca).

O tiro que atingiu Adriene partiu de alguém que estava no banco de trás do carro do jogador Adriano, segundo o delegado Reis. Ele explicou que os peritos e o delegado de plantão Carlos Cesar Santos concluíram que a pessoa que atirou não poderia estar em outra parte do carro.

A estudante ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto. Caso fique comprovado que Adriene está mentindo, ela poderá ser enquadrada por crime de denunciação caluniosa, que prevê pena de 2 a 8 anos de prisão.

Se Adriano for culpado, poderá pegar até 7 anos de prisão. Ele responderia pelos crimes de lesão corporal culposa (3 meses a 1 ano) e de fraude processual (6 meses a 6 anos).

FOLHA

Empresas do Simples poderão parcelar dívidas a partir de segunda-feira


As empresas optantes do Simples com dívidas junto à Receita Federal poderão parcelar os débitos em até cinco anos. A regulamentação do parcelamento foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira.

A adesão ao parcelamento poderá ser feita a partir de segunda-feira (2), no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br ).

Pela regra, as empresas não poderão pagar parcelas inferiores a R$ 500, o que, de acordo com o coordenador-geral de Arrecadação e Cobrança da Receita, João Paulo Martins da Silva, fará com que a maioria dos parcelamentos não ultrapasse 15 meses.

Segundo Silva, 600 mil das quase 5 milhões de empresas que pagam impostos pelo Simples têm dívidas com a União, que somam R$ 3,9 bilhões. 

Desse total, apenas 70 mil têm dívidas superiores a R$ 10 mil.

Em novembro, ao aprovar lei que aumentou o teto de faturamento para as empresas optarem pelo programa, o Congresso Nacional aprovou o parcelamento dos débitos dessas companhias.

FOLHA

Banco do Brasil tira Allan Toledo da vice-presidência


O Banco do Brasil removeu Allan Toledo do cargo de vice-presidente para varejo, negócios internacionais e private banking, em um movimento surpreendente que acontece enquanto o banco busca crescer na América Latina.

O Conselho de Administração do BB retirou Toledo do posto seguindo recomendação da diretoria, informou um assessor de imprensa do banco à Reuters, por telefone.

Toledo - que está há 29 anos no banco - será substituído interinamente por Paulo Roberto Caffarelli, vice-presidente de Varejo e Novos Negócios do BB.

Toledo esteve à frente da operação internacional do BB nas aquisições do argentino Banco da Patagônia e do Eurobank, dos Estados Unidos.

O executivo não foi encontrado para tecer comentários sobre sua exoneração.

A remoção de Toledo do cargo não deve marcar uma mudança para os planos do BB na América Latina, disse o analista Carlos Daniel Coradi, da Engenheiros Financeiros e Consultores.

Caffarelli, que também está há muitos anos no banco, tem em seu currículo a supervisão da rápida expansão do BB em seguros, resseguros e no segmento de cartões nos últimos três anos.

Às 15h39, as ações do BB cediam 1,87%, cotadas a R$ 23,60 reais, enquanto o Ibovespa caía 1,73%.

FOLHA

Carro funerário de Kim Jong-il é o próprio símbolo do capitalismo



Em vida, o líder norte-coreano Kim Jong-il sempre foi um defensor do comunismo, mas seu caixão foi transportado em um luxuoso Lincoln Continental. O carro norte-americano foi um dos símbolos do capitalismo em meados dos anos 70, época em que foi produzido.





O funeral de Kim Jong-il foi assistido por milhares de norte-coreanos nesta quarta-feira, apesar da neve que caía na capital Pyongyang. As despedidas do líder comunista terminarão oficialmente na quinta-feira, com uma homenagem em todo o país, incluindo três minutos de silêncio ao meio dia.

Dizem que o líder comunista também possuía uma coleção de mais de 20 mil filmes produzidos em Hollywood.

Kim Jong-il morreu em 17 de dezembro, vítima de um ataque cardíaco, aos 69 anos. Ele comandava o país desde a morte, em 1994, do pai, Kim Il-sung, fundador da Coreia do Norte comunista. Kim Jong-un é o terceiro nome da única dinastia comunista do mundo.

FOLHA

ETH consegue R$ 200 milhões do BB para financiar produção de cana


A ETH Bioenergia, empresa controlada pela Odebrecht, obteve R$ 200 milhões do Banco do Brasil para financiar a produção de cana-de-açúcar de 30 fornecedores de quatro usinas do grupo na região Centro-Oeste do país.

Segundo a direção do banco, é a primeira vez que uma empresa sucroenergética consegue o recurso. O convênio de integração rural (BB Convir) tem o objetivo de ampliar os financiamentos no crédito rural com baixo risco.

A ETH produz e comercializa etanol, energia elétrica e açúcar para o mercado interno e exportação. Em 2012, a empresa quer a liderança na produção de etanol e energia com capacidade de moagem de 40 milhões de toneladas.

De acordo com o Banco do Brasil, novos convênios estão sendo formatados para empresas do mesmo ramo. Em todos os casos, as empresas se comprometem a adquirir a produção dos fornecedores de cana associados.

Para a ETH, a parceria permite a formação de polos fornecedores fidelizados. O objetivo é atingir o total da capacidade produtiva, baseado no avanço da integração sustentável e competitiva.

A ETH investiu R$ 8 bilhões nas nove unidades e pretende gerar 3 bilhões de litros de etanol e 2.700 GWh (gigawatts-hora) de energia elétrica em 2012. A expectativa é aumentar a quantidade de fornecedores e recursos.

FOLHA

PanAmericano compra financeira e entra no setor imobiliário


Bancado pelo BTG Pactual e pela Caixa Econômica Federal, o Banco PanAmericano decidiu comprar a BFRE (Brazilian Finance & Real Estate S.A.), maior financeira independente do crédito imobiliário no país. O valor do negócio, que marca a entrada do PanAmericano e do Pactual no crédito imobiliário, é de cerca de R$ 940 milhões.

A Brazilian Finance é uma holding que controla as empresas Brazilian Mortgages, Brazilian Securities e BM Sua Casa.

Segundo nota do PanAmericano, foi assinado um memorando de entendimentos não vinculante para a aquisição da totalidade das ações da holding. "Esta aquisição representa um importante passo no reposicionamento do PanAmericano e assegura seu ingresso no segmento de crédito imobiliário", informa a nota.

A BFRE atua na concessão de financiamento imobiliário para pessoas físicas, nos financiamentos para incorporadores e construtoras e na securitização de recebíveis imobiliários.

"A aquisição da BFRE permitirá a incorporação de uma plataforma consolidada de originação de crédito, com margens atraentes, em um mercado com grande potencial de crescimento", disse José Luiz Acar, presidente do PanAmericano.

Com a aquisição, o banco pretende diversificar seus negócios. A nova estratégia do grupo terá como foco o financiamento ao consumo, o crédito hipotecário, os seguros e o financiamento a empresas.

Para financiar a aquisição, os sócios vão ter de fazer um aumento de capital de R$ 1,8 bilhão no PanAmericano. A parte da Caixa deverá ser de R$ 650 milhões.

"Esse volume de recursos vai dar suporte para aumentar nossas linhas de negócios", disse Luiz Acar Pedro, presidente do PanAmericano.
Depois que a operação for concluída, o banco irá incorporar os 88 pontos de venda da BM Sua Casa.

FOLHA

China anuncia sistema próprio alternativo ao GPS


O sistema de navegação e posicionamento por satélite desenvolvido pela China para reduzir a dependência das tecnologias estrangeiras lançou o primeiro serviço, limitado geograficamente, anunciou a agência oficial Xinhua.

A China começou a trabalhar em um sistema próprio em 2000, para não depender do GPS (Global Positionning System) americano, do Galileu, o projeto de navegação via satélite da União Europeia, ou do russo Glonass (Global Navigation Satellite System).

O sistema Beidu (Ursa Maior) cobre a China e as "regiões vizinhas", segundo a Xinhua. Pequim planeja lançar seis satélites em 2012 para ampliar sua cobertura para quase toda a região Ásia-Pacífico.

FRANCE PRESS/FOLHA

Para trânsfugas, impunidade


Numa sociedade democrática, partido político é uma entidade privada de direito público que se propõe a aplicar na administração da coisa pública princípios programáticos e projetos específicos consagrados em seus estatutos, e que com esse objetivo luta para chegar ou se manter no poder, mediante a conquista do voto dos eleitores que apoiam suas propostas. Ou seja, o objetivo, a meta, o fim de um partido político é representar a vontade popular na gestão do bem comum. O exercício do poder é o meio para isso.
Essa é a teoria. Na prática, demonstra-o a realidade brasileira, o exercício do poder pode ser um fim em si mesmo. E o fim colimado por muitos políticos está longe de ser o bem comum. O que interessa são as vantagens pessoais, os interesses momentâneos, as possibilidades eleitorais no próximo pleito. Por isso, para a enorme quantidade de políticos que mudam de legenda, estimulados pela impunidade, os partidos políticos significam apenas a necessária via de acesso ao poder em determinadas condições que, evidentemente, variam. Apenas isso.
O quadro partidário brasileiro tem hoje 29 legendas, na grande maioria inexpressivas, mas habilitadas a disputar eleições, o que demonstra a fragilidade da instituição da representação política. Grande parte desses grupamentos vive exclusivamente em função das eleições a cada dois anos. São legendas de aluguel. E todas têm direito a recursos do Fundo Partidário. É um negócio tão bom que, além dos 29 partidos existentes, há mais de 30 outros em processo de legalização.
Essa é a principal razão pela qual o instituto da fidelidade partidária não "pega" no Brasil. Embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenha decidido em 2008 que os mandatos pertencem aos partidos e não aos eleitos, decisão referendada pouco tempo depois pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os políticos continuam praticando sem a menor cerimônia a dança das cadeiras ao sabor de suas conveniências, como demonstrou ampla reportagem de Mariângela Gallucci, publicada no Estado. Apenas neste ano foram protocoladas na Procuradoria-Geral Eleitoral, pelo Ministério Público Eleitoral de 6 Estados, pelo menos 798 representações por infidelidade partidária, 128 delas no Estado de São Paulo.
De acordo com a lei, esses quase 800 parlamentares e prefeitos que trocaram de partido sem justa causa devem perder seus mandatos, devolvendo-os aos partidos pelos quais foram eleitos. Mas o próprio procurador-geral, Roberto Gurgel, é cético quanto a isso: "Como as eleições já se aproximam, a eficácia do resultado da sanção fica pequena". De fato, dada a irremediável lentidão da Justiça brasileira na aplicação de uma legislação que foi concebida pelos políticos com a deliberada intenção de deixar brechas em seu próprio benefício (a Lei da Ficha Limpa é outro magnífico exemplo dessa técnica), é muito pouco provável que mesmo os mais notórios trânsfugas venham a ser punidos. É o caso do deputado federal Gabriel Chalita, que eleito em 2010 pelo PSB, poucos meses depois se transferiu para o PMDB a convite de Michel Temer para concorrer à Prefeitura de São Paulo. Chalita, aliás, é reincidente em matéria de infidelidade partidária. Eleito vereador pelo PSDB em 2008, mudou-se em 2009 para o PSB, na ilusão de candidatar-se ao Senado, frustrada pelas conveniências da aliança então estabelecida entre o PSB e o PT em benefício da derrotada candidatura do cantor Netinho de Paula, pelo PC do B.
Apesar de ser grande o número de representações contra políticos que mudaram de mandato sem aparente justa causa, esses casos não têm tido grande repercussão no TSE, a julgar pelo balanço de atividades de 2011 divulgado na página de abertura do site oficial do tribunal. Nenhuma alusão à punição de trânsfugas. Há destaque, porém, à criação, este ano, de duas novas legendas: o Partido Pátria Livre (PPL) e o Partido Social Democrático (PSD). Este, liderado pelo prefeito paulistano, é responsável, aliás, por boa parte do troca-troca partidário dos últimos meses.
ESTADÃO

O que se espera de Dilma em 2012


Aloísio de Toledo César, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) - O Estado de S.Paulo
Na vida, sempre que a gente dá uma cabeçada, deve-se aproveitar a experiência para não repetir o erro. A presidente da República, cuja falibilidade no gesto de escolher já se tornou notória, além de preocupante, pretende realizar reforma em seu Ministério no início de 2012, quando completará um ano no exercício do cargo.
É de esperar que ela inicie o ano contaminada pela maravilhosa sabedoria de reconhecer que falhou em algumas ocasiões e novamente poderá falhar. Daí a necessidade de extremo cuidado na seleção e nomeação de pessoas que a ajudarão a governar.
Viu-se que boa parte da turminha que a acompanhou e a envolveu no primeiro ano de governo estava voltada para interesses pessoais e políticos, distanciando-se do princípio republicano de que os bens públicos não pertencem a quem é escolhido para administrá-los. O administrador eleito que confunde os bens públicos com os seus acaba por confundir também os dinheiros e fazer aquilo a que a Nação toda assistiu, pasmada, ou seja, atos administrativos suspeitos de enorme desonestidade, além de ganância pessoal desmedida.
Desde a primeira semana verificou-se que o homem forte de seu governo, Antônio Palocci, se comprometeu - e também a presidente - com a afirmação tola, pueril, infantil de que não poderia indicar a origem de sua fortuna porque os contratos que assinara com os pagadores envolviam cláusula de sigilo. Enfim, ficou a ideia de que o homem que chefiaria a Casa Civil não era capaz de explicar a forma como tanto enriquecera. Dá para imaginar o que ele poderia fazer caso obtivesse e ficasse com a chave do cofre?
Naquela oportunidade, os órgãos de imprensa deixaram evidente que Palocci aumentara 20 vezes o seu patrimônio em quatro anos e sua empresa de consultoria faturara em torno de R$ 20 milhões no ano eleitoral de 2010, fatos que ele não conseguiu explicar. Mas o pior veio no momento de sua saída: a Comissão de Ética Pública da Presidência da República pretendeu abrir duas investigações contra o ex-ministro, mas não houve tempo, porque ele escapuliu, deixando antes o governo. Lamentavelmente, o procurador-geral da República, em ato imperial, verticalmente imposto ao País, resolveu não requisitar inquérito contra o ex-ministro, significando que ficará impune.
É claro que o procurador-geral da República, por respeito à Nação e à verdade, deveria ter submetido ao Supremo Tribunal Federal a decisão, que não honra o Ministério Público. Isso resultou praticamente na aceitação como regular daquela conduta, que causa arrepios.
Nesse episódio vergonhoso para o País, Palocci foi o tempo todo defendido pelo ex-presidente Lula, o que não causa estranheza, porque, conforme versão propagada pela imprensa, a arrecadação de dinheiro para campanha eleitoral (dinheiro sem recibo, é claro) criou forte vínculo pessoal e afetivo entre ambos.
Depois disso, em efeito dominó, outros ministros foram expelidos, sempre pela acusação de participação, por ação ou omissão, em atos de corrupção. E essa tendência se cristalizou, dando a entender que vai continuar.
Os atos de corrupção alcançando integrantes do primeiro escalão de Dilma Rousseff tornaram-se públicos não por iniciativa moralizadora da governante, mas por admirável trabalho de jornalismo investigativo. A imprensa brasileira vem prestando preciosos serviços ao País ao denunciar atos de corrupção, doa a quem doer, fortalecendo a nossa democracia.
Nesse quadro, a presidente Dilma externou frágil conduta, porque somente agiu por reação. Ou seja, diante das denúncias incessantes de jornais, rádios e televisões, endureceu ternamente com os envolvidos, que acabaram deixando o Ministério.
Ficou a impressão de que a referida turminha braba teria continuado no governo caso não tivessem ocorrido as denúncias feitas pela imprensa. Os escândalos sucessivos repercutiram intensamente, inclusive no exterior, de tal forma que até mesmo o jornal britânico Financial Times os enfocou, estranhando que os casos de corrupção não tenham afetado a popularidade da presidente.
Espera-se que Dilma, em 2012, quando a nova equipe poderá ter a sua cara, e não a do antecessor, seja capaz de tomar a iniciativa de faxinas, e não que fique, como sempre, a reboque das denúncias feitas pela imprensa, como tem ocorrido.
Deseja-se que isso lhe seja possível, porque é do interesse do País, mas, lamentavelmente, não se pode perder de vista que o sistema de clientelismo partidário consolidado nos governos Lula, por ela herdado, acabou mantido em 2011 e sobrevive conforme a linda oração de São Francisco de Assis, ou seja, "é dando que se recebe".
Realmente, prisioneira de uma coalizão política e partidária que dá prioridade a interesses eleitorais e pessoais, Dilma tem sido compelida a ceder fatias de governo e a engolir os indicados, os quais, para obterem a indicação, ficam, por sua vez, comprometidos com condutas que se converteram em escândalos públicos. Resta a impressão de que Dilma está com o comportamento engessado por esse sistema político-partidário de feição quase mercantil, que foi implantado por seu antecessor; e se espera que tenha a competência e a coragem necessárias para romper o círculo vicioso.
Acreditar no apoio obtido por meio de barganha na base do "é dando que se recebe" representa, talvez, um erro político e de avaliação, porque aliados que externam apoio em função de interesses pessoais são confiáveis apenas durante o tempo em que desfrutam as vantagens.
Será preferível que a presidente logre escolher pessoas pelo caráter, pela competência e que estejam comprometidas com princípios desejáveis em alguém que vai cuidar de bens e dinheiros públicos, pois isso é o que o País e os brasileiros merecem.
ESTADÃO

Chile fará reforma tributária no início de 2012


O governo chileno fará uma reforma tributária nos primeiros meses de 2012 para aumentar a receita estatal por meio de maiores contribuições de grandes empresas, disse o presidente Sebastián Piñera na noite de terça-feira.

As mudanças tributárias devem incluir ferramentas para diminuir os efeitos dos problemas da dívida soberana europeia e da menor demanda mundial pelo cobre. O Chile é o maior produtor do produto no mundo.

Grandes empresas "têm que dar uma contribuição maior" a um sistema tributário mais igualitário, que vai buscar aumentar o crescimento de empresas pequenas e médias, disse Piñera.

"Vamos ter uma reforma tributária nos primeiros meses do próximo ano", disse ele ao canal de televisão estatal TVN. "Estamos pensando em coletar mais receita e dar um alívio tributário a empresas de pequeno e médio porte, assim como à classe média".

Piñera, que é muito impopular, vem enfrentando há meses protestos contra suas políticas conservadoras, e exigências de mais gastos sociais e benefícios.

No ano passado, seu governo aumentou os royalties sobre as empresas de mineração e elevou vários impostos - incluindo uma alta temporária do imposto de renda para grandes empresas - para ajudar na reconstrução do país depois do terremoto devastador de fevereiro de 2010.

Ele elevou as taxas de imposto de renda sobre grandes corporações em 3 pontos percentuais, para 20 por cento, neste ano. Embora essa taxa deva ser revertida para os originais 17 por cento em 2013, Piñera deixou a porta aberta para outro aumento.

O bilionário Piñera disse em setembro que qualquer decisão sobre uma eventual reforma tributária dependerá de como estará a economia mundial.

REUTERS/FOLHA

Paulistanos terão de viver sem sacolinhas a partir de janeiro


Com ou sem lei (que está suspensa), São Paulo vai banir as sacolinhas plásticas a partir de 25 de janeiro.

No lugar, o consumidor terá de se virar com ecobags retornáveis, caixas de papelão, carrinhos de feira ou sacolas biodegradáveis de amido de milho, vendidas a R$ 0,19.

Apesar de a eficácia da medida dividir ambientalistas (falta infraestrutura para decompor as tais sacolas biodegradáveis), as redes varejistas, o governo e a Prefeitura de São Paulo juntaram forças para vencer as resistências - a reação inicial do consumidor foi ruim nas pioneiras Jundiaí e Belo Horizonte.

Os consumidores reclamavam de pagar R$ 0,19 por algo que recebiam de graça, explodiu o consumo de sacos de lixo e houve bate-boca de quem não tinha como carregar as compras - principal argumento para derrubar na Justiça leis como a de São Paulo.

Nos próximos dias, começa a campanha com propaganda na TV e sacolas retornáveis gigantes afixadas nas ruas (terá uma na avenida Paulista, região central).

Os supermercados compraram mais de 100 milhões de sacolinhas biodegradáveis e reforçaram as encomendas das retornáveis duráveis -novo negócio até para grifes como Osklen e Cavalera.

A ideia é que o consumidor substitua o plástico não pela similar biodegradável, mas pela durável. Em Jundiaí, somente 5% do consumo "ressurgiu" nas biodegradáveis.

O fim dos plásticos motiva grito geral da indústria, que fatura R$ 1,1 bilhão e ameaça demitir 6.000 pessoas. Provoca "guerra de laudos" de diferentes tecnologias verdes, que tentam demonstrar emissão menor de CO2.

A sacolinha plástica entope bueiro, polui mananciais e vai parar no estômago de peixes nos seus mais de cem anos de vida. Com a biodegradável ocorre a mesma coisa, só que por até dois anos - em usina de compostagem (há somente 300 no país), são seis meses.

De cara, os supermercados vão economizar R$ 72 milhões mensais - valor dos 2,4 bilhões de sacos gratuitos.

Segundo João Sanzovo, diretor da Apas (Associação Paulista de Supermercado), a economia é desprezível perto dos gastos com propaganda, educação, coleta seletiva e treinamento de equipes.

"A sacolinha é uma comodidade para o supermercado. O fato de não ter uma indústria de compostagem não tira o mérito dessa iniciativa, que vai puxar outras".

Unilever e Procter investem em produtos como detergentes concentrados, que usam menos água e precisam de frascos menores. Os alimentos tendem a vir em embalagens com menos papel.

Para atender a indústria, a Braskem criou um plástico verde, a partir da cana, e emite menos carbono. Esse plástico será usado nas ecobags retornáveis.

FOLHA

Empresas brasileiras perdem R$ 213 bilhões em valor de mercado no ano


As empresas brasileiras de capital aberto perderam R$ 213,5 bilhões em valor de mercado em 2011, afirma estudo da consultoria Economática.

De acordo com os números, as ações das 323 empresas analisadas valiam R$ 2,21 trilhões na terça-feira (27), contra R$ 2,42 trilhões em dezembro de 2010. A conta considera a adição dos IPOs (ofertas iniciais de ações) ocorridos neste ano.

Apesar disso, sete entre os 23 setores da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tiveram aumento no valor de mercado em 2011.

O setor com maior valorização no preço das ações foi o de Alimentos e Bebidas com R$ 48,8 bilhões, com destaque para a AmBev, que registrou o maior crescimento entre todas as empresas listadas - R$ 41,5 bilhões.

A segunda colocação ficou com o setor de Energia Elétrica. O setor possuía valor de mercado de R$ 211,1 bilhões em 27 de dezembro, contra R$ 183,1 bilhões no ano passado.

Os outros setores que registraram crescimento foram Telecomunicações, Software e Dados, Química, Têxtil e Outras atividades relacionadas a investimentos financeiros.

Na outra ponta, o setor com a maior queda de valor foi o de Petróleo e Gás, que perdeu R$ 96,8 bilhões neste ano. A Petrobras foi a principal influência negativa, com redução de R$ 78,9 bilhões no período analisado - a maior entre as empresa listadas.

Veja as empresas que tiveram as maiores altas e quedas de valor de mercado em 2011:
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ALTAS
  1. AmBev - ganhou R$ 41,5 bilhões (valor de mercado de R$ 185,8 bi em 27/12)
  2. TIM - R$ 8,4 bilhões (R$ 23,1 bilhões)
  3. BRFoods - R$ 8,1 bilhões (R$ 31,9 bilhões)
  4. Cielo - R$ 7,7 bilhões (R$ 26,0 bilhões)
  5. Souza Cruz - R$ 7,5 bilhões (R$ 35,2 bilhões)
  6. Valefert - R$ 5,7 bilhões (R$ 14,2 bilhões)
  7. CPFL Energia - R$ 5,7 bilhões (R$ 25,5 bilhões)
  8. Redecard - R$ 5,3 bilhões (R$ 19,4 bilhões)
  9. Telemar N L - R$ 4,9 bilhões (R$ 17,3 bilhões)
  10. Cemig - R$ 4,5 bilhões (R$ 21,0 bilhões)
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QUEDAS
  1. Petrobras - perdeu R$ 79,0 bilhões (valor de mercado de R$ 301,3 bi em 27/12)
  2. Vale - R$ 68,9 bilhões (R$ 206,1 bilhões)
  3. Santander - R$ 26,4 bilhões (R$ 60,0 bilhões)
  4. Banco do Brasil - R$ 21,1 bilhões (R$ 68,8 bilhões)
  5. OGX - R$ 19,4 bilhões (R$ 45,3 bilhões)
  6. Itaú Unibanco - R$ 18,3 bilhões (R$ 141,4 bilhões)
  7. CSN - R$ 16,7 bilhões (R$ 22,2 bilhões)
  8. Gerdau - R$ 7,2 bilhões (R$ 23,9 bilhões)
  9. Usiminas - R$ 6,8 bilhões (R$ 13,2 bilhões)
  10. Hypermarcas - R$ 6,8 bilhões (R$ 5,6 bilhões)
FOLHA

Miss Brasil 2010 sofre acidente grave em rodovia no Espírito Santo


A Miss Brasil 2010, Débora Lyra, 22, está internada em estado grave em um hospital do Espírito Santo após sofrer um acidente na tarde de terça-feira (27) no km 341 da BR-101, em Guarapari (51 km de Vitória).

Uma mulher morreu e outras quatro pessoas, além de Lyra, ficaram feridas.

Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o motorista do Gol onde ela estava perdeu o controle ao contornar uma curva, invadiu a contramão e colidiu o carro com outro que seguia na direção contrária.

A pista estava molhada, mas a PRF não soube dizer se chovia no momento do acidente.

O corpo de Maria Auxiliadora Miguel de Souza, 55, que também estava no Gol, foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Vitória.

Lyra está no Hospital São Lucas, na capital capixaba, onde passa na manhã desta quarta-feira por uma cirurgia na coluna, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde.

O motorista do Gol, Hermon Souza Lopes, 22, foi internado com ferimentos graves, mas já recebeu alta, ainda segundo a secretaria.

O motorista e a passageira do outro veículo também foram levados a unidades de saúde com lesões graves, mas não correm risco de morrer.

FOLHA

Minas Gerais já tem 35 municípios em situação de emergência


Mais quatro cidades entraram em situação de emergência em Minas Gerais, segundo o boletim divulgado nesta quarta-feira pela Defesa Civil Estadual. No total já são 35 municípios nessa condição desde o fim de outubro, quando as chuvas se intensificaram.

As cidades foram atingidas por vendavais, inundações e deslizamentos, entre outras ocorrências.

Os últimos a decretarem situação de emergência foram os municípios de Alagoa, Claro dos Poções, Alvinópolis e Timóteo.

De acordo com o balanço da Defesa Civil, 7.848 pessoas ficaram desalojadas (saiu temporariamente de casa e não foi para um abrigo), 374 desabrigadas (perdeu a sua casa e está num abrigo), 31 feridos e duas morreram no Estado de outubro até ontem. Entre os danos materiais, os municípios contabilizam 1.952 casas danificadas e 73 destruídas, 34 pontes danificadas e outras 73 foram destruídas.

A situação de emergência é decretada pela prefeitura e caracteriza uma situação anormal, provocada por desastres, que causou prejuízos superáveis pela comunidade afetada. Quando homologada, há liberação mais rápida de recursos para obras emergenciais.

A previsão do tempo mostra áreas de instabilidade em boa parte de Minas Gerais nesta quarta, principalmente nas regiões noroeste, centro, leste, sul e na Zona da Mata.

A Defesa Civil alerta que o grande volume de chuva registrado nos últimos meses contribuiu para a saturação do solo e a elevação dos níveis dos rios. Desse modo, pede-se que a população fique atenta à previsão de tempo, já que podem ocorrer alagamentos e deslizamentos de terra.

FOLHA

Jovem de Campo Grande é encontrada com ferimentos após desaparecer em São Paulo


Uma universitária de Campo Grande (MS), que estava desaparecida desde o último dia 25, foi encontrada ontem (27) em um hospital do interior de São Paulo. Ela foi encaminhada para a unidade após ser achada com marcas de violência em uma estrada da região.

Segundo a investigadora Maria Campos, da 5ª DP de Campo Grande, a jovem havia viajado de carro para a cidade de Assis (434 km de SP) para passar o Natal com a irmã. Ao retornar para casa, no entanto, ela ligou para a mãe de um posto de gasolina e disse que estava sendo seguida.

A polícia de Campo Grande disse ter sido informada sobre o desaparecimento da jovem ontem (27). Após buscas, o carro dela foi encontrado a cerca de 20 km de Saltinho (173 km de SP). A polícia local afirmou que o veículo estava em uma área rural, trancado e atolado. O carro foi apreendido e deve passar por uma perícia.

Com a localização do carro, familiares da jovem foram à região e a encontraram em um hospital de Tietê (143 km de São Paulo).

Informações colhidas pela polícia de Campo Grande apontam que a universitária foi encontrada às margens de uma rodovia. Ela tinha marcas de agressão e de queimaduras. A polícia ainda não sabe se ela sofreu abuso sexual. Segundo Campos, ela está bastante abalada e ainda não conseguiu dizer o que aconteceu.

FOLHA

Vigilância Sanitária manda incinerar tecidos importados dos EUA


A Vigilância Sanitária de Pernambuco determinou nesta quarta-feira (28) a incineração das cerca de 50 toneladas de tecidos importados dos EUA e classificadas como lixo hospitalar, estocadas em três depósitos interditados da empresa Império do Forro de Bolso, no Agreste do Estado.

A determinação, publicada na edição de hoje do "Diário Oficial" de Pernambuco, ocorre dias após a Polícia Federal confirmar ter encontrado sangue nas amostras de tecidos analisados pelo INC (Instituto Nacional de Criminalística).

Em três portarias, a Vigilância Sanitária informa que a pena foi decidida porque a empresa armazenou, manipulou, segregou, reciclou e vendeu "peças de tecidos já utilizadas em serviços relacionados com a assistência à saúde, classificadas como resíduos de serviços de saúde".

Ainda segundo as portarias, a empresa também não obedeceu as condições de manejo do material nas fases de acondicionamento, manuseio e armazenamento e não garantiu a segurança dos seus funcionários, que manipularam o produto.

O esquema de importação do lixo hospitalar foi descoberto após a Receita Federal interceptar, entre os dias 11 e 13 de outubro, no porto de Suape (PE), dois contêineres carregados com lençóis, fronhas e toalhas usados em hospitais dos EUA. Junto com tecidos manchados de sangue havia seringas, drenos e máscaras cirúrgicas usados.

No dia 14, a Folha encontrou lençóis semelhantes, manchados e com marcas de hospitais americanos, à venda em uma loja da Império do Forro de Bolso, em Santa Cruz do Capibaribe. A Vigilância Sanitária interditou o local. Dias depois, os outros dois galpões da confecção foram fechados.

O dono da Império do Forro de Bolso, Altair Teixeira de Moura, disse que o lixo hospitalar foi enviado por engano. Segundo ele, a empresa havia encomendado apenas tecidos de algodão com defeito, para a fabricação de forros de bolso.

Segundo o diretor-geral da Vigilância Sanitária de Pernambuco, Jaime Brito, o empresário terá 15 dias para recorrer da decisão ao Secretário Estadual da Saúde, Antônio Figueira.

FOLHA

Delegado que prendeu juiz é exonerado do cargo em São Paulo


O delegado Frederico Costa Miguel, 31, foi exonerado da Polícia Civil de São Paulo. A exoneração, assinada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), foi publicada ontem (27) no "Diário Oficial".

Há 80 dias, Miguel acusou Francisco Orlando de Souza, magistrado do Tribunal de Justiça, de dirigir sem habilitação, embriaguez ao volante, desacato, desobediência, ameaça, difamação e injúria.

O governo nega qualquer relação entre a exoneração do delegado e o incidente.

Souza discutiu no trânsito com um motorista e ambos pararam no 1º DP de São Bernardo do Campo (ABC Paulista) para brigar, mas foram impedidos pelo então delegado.

Apesar da repercussão, o caso não foi investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. Dez dias após o incidente, o juiz foi promovido a desembargador pelo TJ.

Por conta do caso, o presidente do TJ paulista, José Roberto Bedran, pediu para a Secretaria da Segurança Pública criar a função de "delegado especial" para cuidar de casos envolvendo juízes. O pedido não foi atendido.

"Estou surpreso com a exoneração. Não sei os motivos da decisão do governador e não tive direito de defesa", disse o ex-delegado.

Segundo o ato, Miguel foi exonerado por não ser aprovado no estágio probatório de três anos. Ele chegaria ao fim dessa fase em 30 de janeiro.

Desde 2008, quando entrou na polícia, Miguel foi alvo de três apurações na Corregedoria. Em todas, ele obteve pareceres favoráveis.

Miguel era plantonista quando apartou a briga, em outubro. Segundo o delegado, o juiz gritou várias vezes: "Você não grita assim comigo, não! Eu sou um juiz!".

O desembargador afirmou ontem que não sabia da exoneração e que "tudo não passou de um mal-entendido".

Souza disse ainda ser alvo de apuração na Corregedoria do TJ. A assessoria do órgão disse não ter acesso aos documentos da investigação "porque ela é sigilosa e por conta do recesso do Judiciário".

ESTÁGIO

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), por meio de sua assessoria, disse que "a exoneração de Frederico Costa Miguel seguiu a lei sobre estágio probatório de delegados de polícia".

"A decisão segue recomendação do Secretário da Segurança Pública [Antonio Ferreira Pinto], por sua vez fundamentada em três pareceres distintos: do Conselho da Polícia Civil, do Delegado-Geral de Polícia e da Consultoria Jurídica da Secretaria da Segurança Pública", diz a nota.

"Após processo administrativo, no qual o servidor teve assegurado o contraditório e a ampla defesa, as três instâncias concluíram que o delegado não podia ser confirmado na função diante dos fatos ocorridos em agosto de 2010 e janeiro de 2011 [três investigações contra Miguel]", continuou a nota.

Segundo a nota, o ex-delegado demonstrou falta de equilíbrio, prudência, bom senso e discernimento. A nota não diz quantos delegados são exonerados por ano na fase probatória.

FOLHA

Falha na sinalização causou acidente de trem que matou 40 na China



Um choque entre dois trens ocorrido em julho na China, que deixou 40 mortos, foi causado por "falhas de sinalização" e por uma reação inadequada das autoridades ferroviárias, pela qual 54 pessoas serão punidas, anunciou nesta quarta-feira o primeiro-ministro, Wen Jiabao.
As declarações de Wen foram divulgadas depois que uma reunião do Conselho de ministros discutiu os resultados de uma investigação sobre a colisão.

Esta investigação destacou "falhas graves de sinalização" dos trens e a reação lenta e inadequada das autoridades ferroviárias.

"A China Railway Signal and Communication Corp., o principal abastecedor de equipamentos de sinalização, não assumiu plenamente suas responsabilidades, e isso provocou falhas graves de sinalização e riscos à segurança dos equipamentos", indica o informe oficial.

"O ministério das Ferrovias tampouco geriu convenientemente as operações de resgate, não comunicou as informações rapidamente e não soube responder à preocupação do público de maneira apropriada", acrescentou o informe.

Entre as 54 pessoas que foram submetidas a "sanções disciplinares", incluem-se Liu Zhijun, ex-ministro das Ferrovias, e Zhang Shuguang, segundo engenheiro-chefe do Ministério, que já havia sido afastado de suas funções por "falta grave de disciplina".

A China construiu em menos de uma década a maior rede ferroviária de alta velocidade em todo o mundo, mas o ministério das Ferrovias foi acusado de sacrificar a segurança para cumprir com os prazos previstos.

O acidente entre os dois trens de alta velocidade ocorreu nas proximidades da vila de Wenzhou e levou a China a suspender qualquer novo projeto de construção de vias férreas, e retirar 54 trens da emblemática linha que une Pequim a Xangai.

FRANCE PRESS/FOLHA

Com crise, maioria dos italianos passará Ano-Novo em casa


Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira na Itália revela que 86% dos italianos comemorarão o Ano-Novo em casa, o maior índice nos últimos cinco anos.

O estudo da Confesercenti-Swg revela ainda que a redução de gastos começará na ceia de Ano Novo, com seis a cada dez italianos gastando menos de 75 euros cada um.

Já o número de italianos que pretendem jantar em restaurantes nesta data caiu de 7% para 2%. Também diminuiu a quantidade de pessoas que quer comemorar o final de ano em discotecas: em 2010 eram 2% e, neste ano, é a metade.

A pesquisa aponta ainda que permanece em 4% o número de pessoas que não terão nenhum tipo de comemoração devido às dificuldades econômicas.

Diminuiu também a quantidade de italianos que consideram tirar férias entre os dias 22 de dezembro e 6 de janeiro de 2012 de 21% no ano passado para 17% em 2011.

Segundo a Confesercenti-Swg, o principal motivo para os italianos deixarem de viajar neste são as dificuldades financeiras.

ANSA/FOLHA

Ex-presidente americano era gay, maltratava a mulher e bebia muito, diz livro


Um livro que será lançado em janeiro nos Estados Unidos afirma que o ex-presidente Richard Nixon manteve uma relação homossexual com o banqueiro Charles "Bebe" Rebozo, que supostamente tinha ligações com a máfia.

"Nixon's Darkest Secrets: The Inside Story of America's Most Troubled President", do veterano correspondente da Casa Branca, Don Fulsom, revela a suposta relação turbulenta que o ex-líder mantinha com seu amigo de origem cubana, informou nesta terça-feira o jornal "The Huffington Post" em sua edição digital.

Nixon, que governou os EUA entre 1969 e 1974, era considerado uma pessoa homofóbica. O livro conta que quando um assessor de Lyndon Johnson, seu antecessor na Casa Branca, foi encontrado mantendo relações com um marinheiro, Nixon o chamou de "doente" e disse que esse tipo de pessoa não poderia ocupar cargos de confiança.

A amizade de Nixon e Rebozo era bastante conhecida durante os anos em que governou o país. O ex-presidente costumava frequentar a casa do banqueiro em Key Biscayne, na Flórida, tanto com sua esposa como sozinho.

Segundo o FBI, o Rebozo era muito próximo de dois dos maiores gângsteres da década de 60, Santo Trafficante e Alfred "Big Al" Polizzi.

Para escrever o livro, Fulsom recorreu a relatórios oficiais e entrevistou antigos funcionários da Casa Branca e ex-congressistas. Em depoimento ao autor, um ex-repórter da "Time" contou que durante um jantar em Washington, viu Nixon segurando a mão do banqueiro sob a mesa.

O livro também reforça a fama de misógino do ex-presidente, ao assegurar que ele maltratava a esposa. Além disso, afirma que Nixon tinha problemas com a bebida e que seus assessores mais próximos o tratavam como "nosso bêbado".

EFE/FOLHA

Quinta Frota dos EUA diz que não permitirá bloqueio em Ormuz


A Quinta Frota dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira que não permitirá nenhuma interrupção do tráfego no estreito de Ormuz, depois que o Irã ameaçou impedir os navios de passarem pela estratégica rota de escoamento de petróleo.

"O livre fluxo de mercadorias e serviços pelo estreito é vital para a prosperidade regional e global", disse um porta-voz da frota, baseada no Barein, em resposta por escrito perguntas da Reuters sobre a possibilidade de o Irã fechar a passagem.

"Quem quer que ameace prejudicar a liberdade de navegação em um estreito internacional está claramente fora da comunidade de nações. Nenhuma interrupção será tolerada", disse o porta-voz.

Indagado sobre se estava adotando alguma medida específica em resposta à ameaça de fechamento do estreito, o assessor respondeu que a frota "mantém uma presença robusta na região para deter ou conter atividades desestabilizadoras", e não deu mais detalhes.

A declaração do porta-voz da frota é uma resposta a declarações recentes de autoridades iranianas.

Nesta quarta-feira, o mais alto comandante naval do Irã afirmou que bloquear o estreito de Ormuz, no Golfo, a petroleiros seria "mais fácil que beber um copo de água" para o Irã, se o país considerar a ação necessária, aumentando assim os temores sobre a mais importante rota de passagem do produto no mundo.

"Fechar o estreito de Ormuz é realmente muito fácil para as Forças Armadas do Irã... ou, como os iranianos dizem, será mais fácil que beber um copo de água", disse Habibollah Sayyari à emissora iraniana de língua inglesa Press TV.

"Mas, neste momento, não precisamos fechá-lo, já que temos o Mar de Omã sob controle, e podemos controlar o trânsito", disse Sayyari, que está no comando de dez dias de manobras militares iranianas em Ormuz.

EUA, Reino Unido, Canadá e países da UE (União Europeia) defendem há semanas aumentar as sanções econômicas contra o Irã por conta de um relatório da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) que sugere que o país tenta dotar-se de armas nucleares. Um embargo ao petróleo iraniano ainda é debatido.

Críticos das sanções dizem que as medidas não conseguirão impedir o desenvolvimento nuclear do Irã e significaria fazer o jogo de um governo que usa sua hostilidade contra Washington como motivo de orgulho.

Teerã defende que seu trabalho nuclear é inteiramente pacífico e disse que o relatório era baseado em informações falsas da inteligência ocidental.

No último sábado (24), o Irã começou dez dias de exercícios navais em Ormuz. O exercício militar, chamado de "Velayat-e 90", acontece enquanto a tensão entre o Ocidente e o Irã vem aumentando, devido ao programa nuclear do país islâmico.

Israel e EUA dizem não descartar uma ação militar, caso a diplomacia e as sanções contra o país não consigam deter a atividade nuclear do Irã.

Teerã já disse anteriormente que responderia a qualquer ataque tendo como alvo os interesses dos EUA na região e Israel, além de fechar o Estreito, o único canal de acesso para os mercados estrangeiros de oito países árabes do golfo - parceiros dos EUA.

REUTERS/FOLHA

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