quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Reynaldo Gianecchini está internado em São Paulo


O ator Reynaldo Gianecchini foi internado novamente no Hospital Sírio-Libanês, na zona sul de São Paulo, nesta quarta-feira.

A assessoria de imprensa do Sírio-Libanês disse que, atendendo ao pedido do próprio Gianecchini, não vai divulgar nenhuma informação a respeito do seu estado de saúde.

O ator recebeu o diagnóstico de um linfoma não Hodgkin - um tumor que atinge os gânglios linfáticos - em agosto passado.

FOLHA

Os epígonos despedem-se em Iowa


Demétrio Magnoli - O Estado de S.Paulo
Os milharais de Iowa já serviram de cenário para filmes de terror de terceira classe. Na sua mediocridade, nenhum se compara ao espetáculo proporcionado pelos pré-candidatos republicanos que disputaram as primárias de anteontem. A julgar por ele, os republicanos "transformaram-se num bando selvagem, louco, do qual emanam noções excêntricas e irresponsáveis que os colocam à margem da corrente principal da política americana", como escreveu Michael Medved, um analista conservador. De fato, em Iowa triunfou Nêmesis, a deusa da retaliação: a primária inicial da campanha republicana assinala o fracasso do movimento conservador abrigado sob a abóbada do Tea Party.
Medved referia-se especificamente a Ron Paul, um ponto fora da curva mesmo pelos padrões do Tea Party. Paul é um libertário, no curioso sentido que o termo adquiriu nos EUA. Isolacionista radical, pacifista extremado, o texano atraiu um cortejo de adeptos antissemitas, arautos das conhecidas teorias conspiratórias sobre o 11 de Setembro que fazem tanto sucesso entre esquerdistas e ultranacionalistas brasileiros. Contudo, efetivamente, ele articulou sua campanha em torno da proposta de abolição do banco central e da ideia de "anulação", um suposto direito dos Estados de rejeitar leis federais das quais discordam. A ideia condensa um desejo de retorno à época da Crise da Anulação de 1832, quando o presidente Andrew Jackson enfrentou um ensaio de insurreição tributária da Carolina do Sul.
Abstraindo o folclore sombrio, Paul não está tão distante dos demais pré-candidatos da direita republicana - isto é, todos eles, com a exceção parcial e qualificada de Mitt Romney. O programa utópico que os aproxima é o impulso de suprimir a História americana, restaurando uma mítica idade de ouro anterior à democracia de massas e reinventando o país de colonos protestantes (e brancos) submerso no oceano da modernidade. As diferenças incidem apenas sobre o lugar do passado selecionado por cada um como momento perfeito da operação restauradora.
Rick Perry, governador do Texas, fez soar as trombetas de uma guerra contra a imigração ilegal, prometendo empregar drones (aeronaves não tripuladas) e deslocar milhares de tropas para selar a fronteira com o México. Newt Gingrich, apertando com todos os dedos a tecla do nativismo, sugeriu transferir para comissões municipais a prerrogativa de decidir sobre o destino dos imigrantes, enquanto Michele Bachmann insistia no projeto de uma cerca impenetrável ao longo de toda a extensão da fronteira meridional. Rick Santorum, por sua vez, ergueu o estandarte da "Fé, Família e Liberdade", convertendo o palanque eleitoral em púlpito de uma pregação antissecularista expressa em linguagem fundamentalista. Abraham Lincoln e a Guerra Civil? Franklin Roosevelt e o New Deal? Lyndon Johnson e a Lei de Direitos Civis? O "bando selvagem" de pré-candidatos do Tea Party não alcançou um consenso, mas eles estão convencidos de que o declínio dos EUA começou em algum desses três episódios catastróficos da trajetória da nação construída pelos colonos originais.
Na mitologia grega, os epígonos são os filhos dos Sete Contra Tebas, que conquistaram e destruíram a cidade, vingando a morte de seus pais. Os pré-candidatos do Tea Party apresentam-se como epígonos de Ronald Reagan, mas não passam de discípulos falsos - e a cidade que depredam é a herança política de seu herói. Reagan era um conservador solar, avesso à melancolia raivosa dos nativistas e fanáticos religiosos. "Um governo não pode controlar a economia sem controlar as pessoas" - uma de suas linhas mais célebres sintetizava a insurreição conservadora contra a expansão das políticas sociais, mas não excluía o pragmatismo nem impedia compromissos bipartidários: sua reforma tributária de 1986, que contou com amplo apoio dos democratas, aumentou os impostos incidentes sobre as empresas. Em contraste, os epígonos insistem, como doutrinários incuráveis, numa receita suicida de equilíbrio orçamentário baseada exclusivamente em cortes de gastos públicos.
O sistema americano de primárias tende a inclinar os candidatos para as margens do espectro político, onde se situa a base militante dos partidos. À primária republicana de Iowa acorre, geralmente, menos de um sexto dos 645 mil eleitores registrados do partido e em 2008 a idade média dos participantes girava em torno de 60 anos. Os milharais formavam, em tese, o cenário ideal para o Tea Party impor uma fragorosa derrota ao moderado Romney - que, além de tudo, é um fiel da Igreja Mórmon. Desta vez, contudo, assistiu-se a uma inversão de papéis: os discursos extremistas do "bando selvagem" do Tea Party convenceram parcela significativa dos participantes de que tais personagens carecem de viabilidade na futura disputa presidencial. O insucesso dos radicais na primeira batalha praticamente define os rumos da campanha inteira. Romney, que prudentemente ficou acima da briga de facas, deve ser coroado desafiante de Barack Obama nas primárias da Flórida, em menos de um mês.
Os marqueteiros de Obama deliciaram-se com o espetáculo falimentar oferecido pelo Tea Party e, ansiosos, aguardam as imagem das inevitáveis reverências que Romney fará ao "bando selvagem". Todavia eles sabem que Iowa terá escassa influência sobre uma disputa presidencial em que Romney pode até mesmo triunfar por default. A relevância do que aconteceu em meio aos milharais não se traduz na escala das circunstâncias eleitorais, mas na da história política americana. A "revolução conservadora" deflagrada por Reagan percorreu um ciclo degenerativo completo, estiolando-se como uma virulenta utopia regressiva. Os epígonos nada têm a oferecer à nação - embora, mais do que nunca, sejam capazes de contaminar a sociedade americana com o vírus da intolerância e o sistema político do país com o da paralisia.
*Sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP
ESTADÃO

Roberto Macedo, economista (UFMG, USP e Harvard), consultor econômico e de Ensino Superior, é professor associado à Faap - O Estado de S.Paulo
O calendário chinês associa um nome de animal a cada ano que passa. A lista tem 12 bichos e o ano em andamento é o do coelho. O novo virá no dia 23 deste mês, do dragão. Li uma lenda sobre a forma como esses 12 foram selecionados e ordenados na lista. Juntamente com os demais, foram submetidos por deuses chineses a uma competição de travessia de um rio. Em primeiro chegou o rato. Com o gato ele pegou carona em cima do boi. O rato, a pretexto de orientar este último, que enxergava mal, e o gato, por não gostar de água. No trajeto, o rato jogou o gato no rio, ao chegar saltou na frente do boi e foi o vencedor. O gato também chegou, mas não entre os primeiros 12, e se tornou inimigo do rato para sempre.
Dessa história só temos aqui muitos bichos. Mas, a julgar pelo noticiário, 2011 teve um quê de ano do rato, e não foi um só que se destacou na disputa pelos desvios de recursos públicos. Gatunos também se destacaram.
Como economista, tenho particular interesse pela direção e velocidade do nosso produto interno bruto (PIB) a cada ano que passa. Nessa avaliação, o usual desempenho de alguns animais serve para sintetizá-la. Assim, 2011 foi mais um ano da tartaruga, com crescimento lento, que se estima perto de apenas 3%. Ainda nessa avaliação se admite a repetição dos bichos mesmo antes de esgotar uma lista, e o cenário hoje é de que a baixa velocidade desse quelônio também marcará o PIB de 2012. Retrocedendo um pouco na história, 2010 foi um ano do coelho (+7,5%) e 2009, do caranguejo (-0,3%). Juntando os dois, foi um biênio da tartaruga.
Voltando a 2011, ele começou com previsões de um desempenho mais rápido, digamos, um ano do macaco, com crescimento perto de 5%. Mas, ao longo do ano a economia perdeu velocidade e o governo federal culpou a tal crise na eurozona, no seu impacto por estas bandas. Mas a explicação é simplista, pois esse impacto se estendeu a outros países e muitos do nosso grupo, o dos emergentes, se saíram bem melhor que o Brasil.
Assim, a Folha de S.Paulo (1º/1/12, pág. A3), baseada em estimativas da consultoria britânica Economist Intelligence Unit, cobrindo 24 países desse grupo, mostrou nosso país na 20ª posição em 2011. Para não ficar só em comparações usuais com China e Índia, sempre lá no topo, e olhando aqui por perto, a Argentina destacou-se, com um crescimento estimado de 8,5% do seu PIB. Algo como um ano do cavalo, mas sabe-se que é um dopado por estimulantes, como controle de preços e muitos subsídios, numa corrida em que costuma terminar mal. Aliás, passada a reeleição de Cristina Kirchner, seu governo já cuida de ajustes. Chile e Peru cresceram acima de 6%, a Colômbia, acima de 5% e o México, perto de 4%.
Repetidos diagnósticos da economia brasileira revelam que está excessivamente sujeita ao vaivém da economia mundial e que é muito baixa sua taxa de investimento em formação bruta de capital fixo (como em máquinas, fábricas, fazendas, instalações de empresas comerciais e de serviços e infraestrutura em geral), que aumenta a capacidade produtiva do País e gera mais empregos e rendimentos. Essa taxa está perto de apenas 18% do PIB, enquanto alcança cerca de 40% na China e 30% na Índia, o que explica não só as altas taxas de crescimento desses países, mas sua permanência do topo das listas dos que crescem mais. Os dois sintomas estão ligados, pois se nossa taxa de investimento fosse maior, isso geraria um mercado interno mais forte e uma economia mais robusta e menos dependente do que se passa fora do País.
Avançando no diagnóstico, temos um governo federal que faz muito pouco pelo crescimento mais rápido e sustentado. Fica num "PACzinho" aqui, num incentivo acolá, e gosta mesmo é do poder e de programas sociopolítico-eleitorais, de impacto social discutível, como esse insólito aumento do salário mínimo de R$ 545 para R$ 622, ou 14,13%, que entre outros efeitos agravará despesas em proveito de idosos eleitores, com o País já gastando mais com eles do que com a educação de crianças, que não votam. E o Brasil é iludido pelos superávits primários (receitas menos despesas exceto juros) do mesmo governo, conseguidos primordialmente por avanços na arrecadação de impostos, que asfixia a economia, pois cada vez mais retira recursos de contribuintes que investem bem mais que o governo.
A ação das políticas governamentais precisaria ser muito mais focada na sua própria taxa de investimento. E não apenas em capital fixo, mas também no ensino básico e no desenvolvimento científico e tecnológico. Aliás, até hoje o Brasil não entrou nas listas dos Prêmios Nobel, exceto naquelas que lhe dão zero.
Desde os anos 1980 o País desacelerou seu desempenho econômico, salvo no período 2004-2008, então estimulado principalmente por bons ventos que sopraram da economia mundial. Hoje dela não se pode esperar o mesmo desempenho no horizonte que se contempla, mas tampouco ficar a culpá-la pelos nossos próprios males, que na economia se evidenciam por questões como as apontadas.
Assim, seria importante se nesta virada de ano governantes e governados olhassem mais para seu próprio país e iniciassem uma séria discussão em busca de rumo e velocidade adequados às necessidades nacionais.
E, para não ficar apenas na economia, concluo parafraseando o renomado antropólogo Roberto DaMatta, com sua visão mais completa e integrada dos muitos problemas do Brasil e do seu povo. Conforme concluiu seu artigo de ontem neste jornal (página D8), "em 2011 voltamos a ser atrapalhados não apenas pela economia, em que perdas e danos sempre existem e são - eis o ponto - relativamente impessoais, mas pelo Estado. Um Estado que continua personalizado e aristocratizante, insensível à racionalidade num mundo preocupado com a suficiência e com a sustentabilidade".
ESTADÃO

O pessimismo da ONU


Será preciso criar 64 milhões de empregos em todo o mundo para voltar à situação de antes da crise, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mas a economia global terá mais um ano muito ruim, com risco de um segundo mergulho na recessão. Estas avaliações dão o tom do novo relatório sobre economia mundial preparado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU para divulgação em 17 de janeiro. Alguns dos tópicos mais importantes, antecipados na terça-feira, reforçam o pessimismo quanto às perspectivas da atividade e das condições do emprego nos próximos meses. A criação daqueles 64 milhões de empregos - uma hipótese altamente improvável - compensaria as demissões ocorridas a partir de 2007, quando estourou a bolha financeira, e permitiria a absorção da mão de obra recém-chegada ao mercado de trabalho. Mas a recuperação econômica nos Estados Unidos e na Europa, segundo os autores do estudo, só ganhará impulso, neste ano, se as políticas forem alteradas.
A maior parte dos economistas havia descartado há mais de um ano o risco de uma segunda recessão no mundo rico, mas essa possibilidade está de novo em discussão e foi citada recentemente em estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), também vinculada às Nações Unidas. De acordo com a OIT, o retorno à situação pré-crise seria possível com a abertura de 80 milhões de postos, mas num prazo de dois anos. Os dois estudos coincidem quanto ao pessimismo: com as políticas econômicas em vigor na Europa e nos Estados Unidos, a atividade continuará deprimida, o desemprego permanecerá elevado e também os emergentes serão contaminados pelo agravamento da crise.
O produto bruto mundial crescerá 2,6% em 2012 e 3,2% em 2013, segundo as projeções do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais. O desemprego médio no mundo rico ficou em 8,3% em 2011 e deverá continuar bem acima do nível de antes da crise, 5,8%. Com muita gente desocupada e salários deprimidos nas economias mais desenvolvidas, as possibilidades de crescimento dos emergentes também serão afetadas, embora esses países tenham sido capazes de uma forte recuperação depois da crise de 2008-2009.
Segundo os economistas da ONU, a estagnação será prolongada, e com risco de uma segunda recessão, se todos os governos continuarem dando prioridade à austeridade fiscal, isto é, a medidas de aperto para a recuperação das contas públicas.
A insistência nessa política, segundo esse raciocínio, dificulta a correção dos desajustes fiscais, porque deprime a economia, destrói empregos e compromete a arrecadação de impostos. O enfraquecimento das contas públicas agrava a situação dos bancos credores, porque as suas carteiras de títulos acabam sendo desvalorizadas. Esses fatores elevam o nível de riscos financeiros e econômicos. Mesmo endividados, muitos países ainda dispõem, segundo os autores do estudo, de espaço para a adoção de estímulos fiscais à recuperação da economia.
Os economistas chamam a atenção também para dois outros problemas: a insuficiente cooperação internacional contra a crise e os impasses políticos nos Estados Unidos, onde o governo enfrenta forte oposição a medidas fiscais para o combate ao desemprego e a reativação da economia.
Diagnóstico e receitas apresentadas nesse estudo são semelhantes, em muitos pontos, a avaliações e recomendações de economistas e dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI). Políticas de austeridade podem ser inevitáveis em alguns países, mas governos com espaço de manobra deveriam adiar as medidas mais severas, tem repetido a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde.
Economistas de grande reputação, como Paul Krugman e Joseph Stiglitz, também têm apontado os perigos de um aperto fiscal antes da hora, mas avaliações desse tipo têm sido rejeitadas pelo governo alemão e pela oposição americana. Diante desse quadro, resta ao governo brasileiro preparar-se para um ano difícil. Mais do que nunca, será importante cuidar da eficiência econômica do gasto público.
ESTADÃO

Brasileiros são presos nos EUA acusados de estuprar garota em navio


Dois brasileiros foram presos na terça-feira (3) nos Estados Unidos acusados de estuprar uma garota de 15 anos a bordo de um cruzeiro.
De acordo com a polícia do condado de Broward, no Estado da Flórida, a adolescente relatou ter sido forçada a ter relações sexuais com os dois dentro de uma cabine do navio Allure of the Seas, da empresa Royal Caribbean.

O navio zarpou da cidade de Fort Lauderdale no Natal para um cruzeiro de nove dias, passou por ilhas do Caribe, e voltou aos EUA no começo da semana.

Segundo o relato da adolescente, que é americana, ela estava na boate do navio na última noite a bordo quando foi convidada por um garoto de 15 anos para uma festa em sua cabine.

Ela disse ter pensado que encontraria amigos, mas, quando os dois entraram na cabine, havia apenas um homem dentro. Os dois não a deixaram sair e, segundo disse a polícia, forçaram relações sexuais com ela.

A polícia de Broward identificou o adulto como Luiz Scavone, 20, morador da região do Morumbi (zona oeste de São Paulo). O adolescente disse ser morador de Ponta Grossa no Paraná.

A garota relatou o caso a funcionários do navio ainda na madrugada de terça. Segundo a Royal Caribbean, a polícia local e o FBI (polícia federal americana) foram acionados e os dois acusados foram presos.

A garota prestou depoimento e foi submetida a exame clínico.

Scavone foi levado até um juiz, que determinou caução de US$ 10 mil (R$ 18,2 mil) e reteve seu passaporte. Em seguida seguiu para um presídio em Fort Lauderdale. O adolescente foi levado para um centro de avaliação juvenil.

O Consulado-Geral do Brasil em Miami disse que foi informado das prisões e que está prestando assistência aos brasileiros. O órgão, porém, não soube informar se os jovens já constituíram defesa. Nenhum parente dos brasileiros foi localizado pela Folha para comentar o caso.

FOLHA

Barnes & Noble avalia separar negócio de leitores digitais


A rede de livrarias Barnes & Noble informou nesta quinta-feira que está considerando separar seu negócio de leitores digitais Nook e cortou sua previsão para os lucros do fechado do ano, citando vendas abaixo do esperado para o leitor básico de tela sensível ao toque.

A companhia, que tem disputado com a plataforma Kindle, da Amazon, no crescente mercado de dispositivos digitais de leitura (os chamados e-readers), também citou custos mais altos de publicidade e para expansão internacional ao cortar sua previsão de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) para US$ 150 milhões a US$ 180 milhões.

Há um mês, a companhia disse que este resultado ficaria abaixo da previsão inicial de US$ 210 milhões a US$ 250 milhões.

A varejista informou que as vendas do Nook cresceram 70% durante as nove semanas terminadas em 31 de dezembro, comparado com um ano antes, e que as vendas de conteúdo digital (incluindo livros, aplicativos, jornais e revistas) cresceu 113% na mesma base de comparação.

"Nós vemos valor substancial no que construímos com o negócio do Nook em apenas dois anos e acreditamos que é a hora certa para analisar nossas opções para desencadear este valor", disse o presidente-executivo da Barnes & Noble, William Lynch, em comunicado.

FOLHA

Um dia após cirurgia, Cristina se recupera bem e sem complicações


Um dia após ter passado por uma cirurgia para a retirada de um tumor na glândula tireoide, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, recupera-se bem e sem complicações, informou o nesta quinta-feira o porta-voz da Presidência, Alfredo Scoccimarro.

De acordo com o jornal argentino "Clarín", a presidente está "com um ânimo muito bom" e cumpre o primeiro dia de pós-operatório sem complicações.

As informações constam no segundo boletim médico emitido pela equipe do Dr. Pedro Saco, cirurgião responsável pela operação de Cristina.
O governo adiantou ainda que os exames laboratoriais divulgados estão dentro dos "parâmetros normais" e que a mandatária "tem descansado normalmente, tem começado a se alimentar, a caminhar, e se encontra de muito bom ânimo".

Seus filhos Máximo e Florencia Kirchner e sua cunhada Alicia estão em quartos conjugados ao dela no hospital.

A expectativa é de que a líder tenha alta do Hospital Austral no sábado, embora sua licença para o tratamento do câncer dure até o dia 24 de janeiro.

O câncer de Cristina foi diagnosticado em dezembro, após exames de rotina. Ela deve ficar três semanas afastada do Executivo para recuperação e repouso. Nesse período, seu vice, Amado Boudou, assumirá a Presidência.

CIRURGIA

Ontem (4), o governo argentino confirmou que a cirurgia para a retirada de um tumor na glândula tireoide foi bem-sucedida e ocorreu sem qualquer incoveniente.

De acordo com o comunicado do governo, "a cirurgia se realizou sem nenhum inconveniente ou complicações" e a cirurgia durou três horas e meia, como estava previsto.

As informações foram divulgadas pelo porta-voz da Presidência, Alfredo Scoccimarro, que agradeceu ainda o apoio do povo argentino.

Desde a noite anterior ao procedimento no Hospital Austral, simpatizantes faziam fila em frente ao local, com cartazes dizendo "Força Cristina".

A presidente chegou de helicóptero ao hospital localizado na região metropolitana de Buenos Aires, para a retirada de um câncer na glândula tireóide. O tumor foi diagnosticado em dezembro, após exames de rotina.

A mandatária saiu da residência oficial argentina, em Olivos, e deu entrada no hopital sem passar pela portaria do centro de saúde, onde partidários faziam vigília.

A operação deve durar entre duas ou três horas. Segundo o jornal "Clarín", fontes do governo afirmam que toda a glândula, que possui um tumor do lado direito, deverá ser retirada.

VIGÍLIA

Durante toda a noite, partidários da Juventude Peronista e do grupo La Cámpora, que compõem a base de apoio ao governo, fizeram vigília na porta do hospital. A manifestação de apoio, com cartazes, foi organizada por um dos filhos da presidente, Máximo Kirchner.

Simpatizantes começaram a se reunir na terça-feira pela manhã em frente ao hospital.

Foi iniciada também uma campanha da juventude do Partido Justicialista (peronista), do governo, para que a população doe sangue em hospitais públicos em demonstração de solidariedade e apoio à chefe do Estado.

Os médicos afirmam que Cristina sofre de um dos tipos de câncer com boas previsões de cura. Por isso ela poderá se recuperar plenamente e levar uma vida normal depois de se submeter à operação, a cargo de Pedro Saco, um dos maiores especialistas do país.

Cristina Kirchner, que foi eleita pela primeira vez em 2007, venceu as eleições presidenciais de outubro com 53,07% dos votos.

AMÉRICA LATINA

Ela é a quinta líder da América Latina a ser acometida pela doença nos últimos anos. Antes dela seu colega paraguaio, Fernando Lugo, a atual presidente brasileira, Dilma Rousseff, o venezuelano Hugo Chávez e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já haviam lutado contra a enfermidade.

Veja mais detalhes:

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

O ex-presidente brasileiro (2003-2010) de 66 anos, foi diagnosticado com um tumor na laringe no fim deste ano, quando começou um tratamento de quimioterapia. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), este é o tipo mais comum de câncer entre os homens e representa 25% dos tumores malignos que atingem a região da cabeça e pescoço.


DILMA ROUSSEFF

A presidente do Brasil, de 63 anos, foi diagnosticada ainda em 2009 com um câncer no sistema linfático, e desde setembro do mesmo ano, após tratamentos, foi considerada curada. Ela assumiu o poder em janeiro de 2011.

FERNANDO LUGO

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, de 60 anos, foi diagnosticado em agosto de 2010 com um linfoma de Hodgkins, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático. Após submeter-se a seis sessões de quimioterapia em São Paulo e em Assunção, sua equipe médica disse que os tumores haviam desaparecido. Eleito em 2008 com um mandato de cinco anos, ele deve ficar no poder até agosto de 2013.

HUGO CHÁVEZ

O presidente da Venezuela, de 57 anos, foi diagnosticado com câncer no fim de junho deste ano. Sem precisar exatamente ao público de que tipo de câncer sofria, e em que local específico se seu corpo estava o tumor, o líder limitou-se a dizer que passou por uma cirgurgia em Havana no dia 20 de junho para a retirada do tumor maligno.

Em outubro Chávez disse que, após submeter-se a quatro sessões de quimioterapia, em Havana e Caracas, tinha bons resultados de sua recuperação. No poder desde 1999, o líder pode concorrer em 2012 a um terceiro mandato de seis anos.

FOLHA

Poupança tem menor captação líquida desde 2006


A caderneta de poupança teve captação líquida (depósitos menos saques) de R$ 14,186 bilhões no ano passado, 63,3% a menos do que em 2010 (R$ 38,681 bilhões), segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central. É o resultado mais baixo desde 2006, quando a captação líquida fechou em R$ 6,472 bilhões.

As captações líquidas dos bancos que destinam dinheiro ao crédito rural fecharam 2011 em R$ 4,841 bilhões. Já as instituições financeiras que aplicam os recursos em crédito imobiliário tiveram no ano passado resultado positivo de R$ 9,344 bilhões.

Considerando os créditos de rendimentos, as cadernetas fecharam 2011 com saldo de R$ 420,008 bilhões, ante R$ 378,798 bilhões do ano anterior.

No mês de dezembro, especificamente, os depósitos superaram as retiradas em R$ 3,589 bilhões, 43,5% menor do que no mesmo mês de 2010, quando a captação líquida foi de R$ 6,359 bilhões. Do montante alcançado no mês passado, R$ 1,219 bilhão foi captado pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) - que destina 65% dos recursos ao financiamento imobiliário - e R$ 2,370 bilhões pela poupança rural.

CAIXA

A Caixa Econômica Federal divulgou que a captação líquida da poupança da instituição financeira foi de R$ 11,3 bilhões em 2011, saldo 13,7% inferior ao resultado alcançado um ano antes (R$ 13,1 bilhões).

No entanto, o banco estatal, responsável por 35% de participação no mercado, comemora a marca de R$ 150 bilhões de saldo de depósitos, alcançada na segunda-feira. De acordo com a Caixa, em 2011 foram abertas 4,38 milhões de novas contas, o que fez com que o montante de contas ativas aumentasse de 40,8 milhões em 2010 para 43,3 milhões no ano passado.

FOLHA

Fabricante japonesa de chips pede US$ 500 milhões a clientes


A fabricante japonesa de chips Elpida Memory pediu ajuda de aproximadamente US$ 500 milhões a cerca de dez clientes dos Estados Unidos, China e Taiwan, e considera recorrer também à Toshiba, informou nesta quinta-feira o jornal "Yomiuri".

A Elpida, última companhia japonesa no mercado de memória DRAM, tem sido prejudicada por preços instáveis e perda de mercado para companhias sul-coreanas, o que deixou a empresa endividada.

Um porta-voz da Elpida disse que a companhia não comenta rumores.
A fabricante japonesa afirmou no mês passado que estava considerando várias opções para levantar recursos, entre elas, o refinanciamento da dívida e o pagamento adiantado por parte dos clientes.

REUTERS/FOLHA

Bairro de Campos dos Goytacazes deve ficar submerso; famílias são retiradas


A Defesa Civil de Campos dos Goytacazes (RJ) informou que a elevação do nível das águas do rio Muriaé rompeu o dique (barragem para conter a água de rios) e formou uma cratera de cerca de 15 metros de comprimento na rodovia BR-356 (rodovia federal que liga Campos a Itaperuna), no bairro Três Vendas. Segundo o engenheiro do órgão, Luiz Alberto Ribeiro Gomes, a previsão é que a área esteja submersa até o final da tarde desta quinta-feira.

"O dique-estrada está localizado a 600 metros da comunidade de Três Vendas. Pelos nossos cálculos a água deve invadir toda a localidade até as 18h ou as 19h", afirmou àFolha o engenheiro.

Cerca de 4.000 pessoas vivem no bairro e estão sendo retiradas do local por bombeiros, homens da Defesa Civil e do Exército. Duas aeronaves foram enviadas pelo governo estadual para auxiliar na evacuação.

A orientação é para que os moradores busquem abrigo em morros locais, de onde serão resgatados. O secretário de Defesa Civil, Henrique Oliveira, pede que as pessoas evitem ficar no segundo andar de suas casas.

Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Edson Braga, 1.200 famílias devem deixar a região, que é separada do rio Muriaé pelo dique na rodovia. Todos estão sendo levados para abrigos e escolas públicas de bairros próximos.

"Nós estamos trabalhando preventivamente para remover as pessoas em tempo hábil para evitar maiores prejuízos. Ainda não tem nenhuma residência inundada, mas isso vai ocorrer nas próximas horas. A gente calcula que toda a comunidade de Três Vendas fique submersa", disse à Folha o major.

Segundo Braga, a erosão foi constatada por volta das 6h, por um agente da Defesa Civil que mora na localidade. "Não temos tempo de executar nenhuma ação agora. A estrada rompeu mesmo", disse.

O major explicou que o bairro de Três Vendas é protegido pelo dique na estrada. "Rompeu justamente no ponto onde foi feito um trabalho pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) em 2009", afirmou. "Vai encher toda a comunidade como ocorreu na enchente de 2008".

Apesar de ainda não haver inundações no bairro, há informações de problemas causados pelas chuvas em outros pontos da cidade devido à cheia do rio Paraíba do Sul, por onde deságuam os rios Muriaé e Pomba - cujas nascentes são em Minas Gerais.

De acordo com a Defesa Civil Municipal, ao menos 590 pessoas estão desabrigadas na cidade. Ontem (4), o nível do rio Paraíba do Sul passou de 7 metros para 11 metros em Campos.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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