terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cortes na segurança pública


Em seu primeiro ano de governo, a presidente Dilma Rousseff cortou pela metade as verbas do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Dos R$ 2,09 bilhões previstos pelo Orçamento de 2011, só foi aplicado R$ 1,06 bilhão, segundo reportagem do jornal O Globo, que utilizou dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).
Por causa do corte, projetos anunciados durante a campanha eleitoral de 2010, como o da construção de postos de polícia comunitária e o de modernização de cadeias, por exemplo, ficaram no papel. Outros projetos, como o Bolsa Formação, que auxilia policiais, bombeiros, agentes penitenciários e peritos criminais matriculados em cursos de qualificação, receberam metade do que havia sido previsto. O mesmo ocorreu com as verbas destinadas ao combate ao crime organizado.
Ao avaliar o primeiro ano de gestão de Dilma, que na campanha eleitoral prometeu converter a segurança pública em prioridade de seu governo, especialistas em orçamento afirmam que a promessa não foi cumprida. "A prioridade expressa nos gastos não corresponde à expressa no discurso e nas pesquisas de opinião, que apontam a segurança pública como área fundamental", diz o professor Gláucio Ary Dillon Soares, da Uerj. Em nota, o Ministério da Justiça atribuiu os cortes no orçamento do Pronasci ao ajuste fiscal determinado por Dilma no início de 2011, dada a necessidade de manter as finanças públicas equilibradas e de blindar o País contra a crise financeira. Só a Polícia Federal teve de cortar R$ 83 milhões no ano passado - o que corresponde a 25% da média anual de despesas do órgão com deslocamentos de policiais.
Contudo, o ajuste fiscal é apenas um dos lados do problema dos cortes no orçamento do Pronasci. O outro lado está na concepção desse programa, que foi criado em 2007 pelo Ministério da Justiça com o objetivo de ampliar a colaboração com Estados e municípios no setor de segurança. Em sua gestão, o presidente Lula manteve a mesma linha de seu antecessor, que procurou federalizar o tema da segurança pública.
No primeiro mandato de Lula, o secretário nacional de Segurança Pública, o sociólogo Luiz Eduardo Soares, concebeu um sistema de dados integrado entre as polícias de todos os Estados - uma medida fundamental para coibir a criminalidade. Mas ele ficou apenas um ano no cargo e a partir do segundo mandato, quando o Ministério da Justiça foi entregue a Tarso Genro, o governo relegou para segundo plano o sistema padronizado de estatísticas criminais e passou a adotar iniciativas fundadas mais em objetivos eleitorais do que em fatores técnicos.
O lançamento do Pronasci foi uma dessas iniciativas. Ele foi criado com o objetivo de ajudar os Estados a modernizar o aparato de segurança pública e expandir o sistema prisional. Mas o Ministério da Justiça condicionou os repasses à adoção de políticas sociais. Com isso, os Estados passaram a propor os mais variados projetos, como distribuição de bolsas para egressos do serviço militar, apoio financeiro a mães carentes e projetos de inclusão digital em favelas. Esses projetos renderam discursos e manchetes tanto para os governadores quanto para Tarso Genro. Mas, como tratava-se de pura demagogia, tiveram pouco impacto na melhoria da segurança pública.
Quando assumiu o governo, Dilma sabia que o Pronasci era um fracasso, mas não podia engavetá-lo por razões políticas e partidárias. A saída foi aproveitar o ajuste fiscal para desidratá-lo progressivamente. E agora, no início de 2012, o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que o Pronasci será "aprimorado" e anunciou um sistema de informações sobre segurança em moldes não muito diferentes dos que foram propostos quando a Secretaria Nacional de Segurança Pública era chefiada por Luiz Eduardo Soares.
Com essa mudança de orientação, anunciada de forma discreta para não gerar tensões partidárias, o governo pretende substituir critérios políticos por diretrizes técnicas na condução da política de segurança, fazendo o que deveria ter sido feito há nove anos.
ESTADÃO

Uma agência contra a Europa


O rebaixamento da França, da Áustria e de mais sete países da zona do euro foi mais uma intervenção errada, irresponsável e inoportuna de uma agência de classificação de risco. A redução de notas anunciada na sexta-feira pela Standard & Poor's (S&P) é um golpe contra a recuperação europeia e, por extensão, um lance potencialmente danoso para a economia global. O próprio mercado, no entanto, já não leva tão a sério as avaliações dessas agências, cada vez mais desacreditadas. O refinanciamento de 8,6 bilhões da dívida francesa concluído ontem, com juros pouco menores que os da última operação, é mais uma prova da perda de prestígio do sistema de classificações. Horas depois da venda dos títulos, a S&P rebaixou o fundo europeu de resgate, completando o ataque. Líderes europeus têm defendido medidas para disciplinar a atuação das agências. Os governos deveriam considerar seriamente esse tema ao tratar da reforma global do sistema financeiro.
As empresas de classificação de risco vêm perdendo credibilidade há muito tempo. Não previram nenhuma das grandes crises financeiras desde o começo dos anos 90. Além disso, contribuíram, com suas avaliações erradas, para a ocorrência de desastres financeiros como o da grande bolha imobiliária formada nos Estados Unidos e em vários países desenvolvidos. Em vez de funcionar como um sistema de controle e de alerta, as agências converteram-se em fatores de risco, dando suporte a práticas desastrosas do sistema financeiro e a políticas oficiais erradas, como se comprovou, mais uma vez, no caso da crise europeia.
Na Europa, essas instituições entraram em cena com grande atraso, quando os problemas fiscais já haviam surgido, e apenas agiram para agravar a situação, rebaixando as notas de países já em dificuldades e já acuados no mercado financeiro. Essa foi a marca de sua atuação desde o começo da crise grega.
Desta vez, a S&P conseguiu fazer algo pior. Rebaixou as notas de nove países quando grandes devedores, como França, Itália e Espanha, vinham conseguindo refinanciar seus compromissos em condições mais favoráveis. Interveio, portanto, quando o mercado se dispunha a apoiar mais amplamente algumas das economias mais importantes para a estabilidade do bloco.
Mas foi além disso, em sua ação inconsequente. Com o rebaixamento da França e da Áustria, diminuiu de seis para quatro o número de economias AAA envolvidas na sustentação do fundo de resgate da Europa, a Linha de Estabilidade Financeira Europeia. Os países ainda com classificação máxima são Alemanha, Holanda, Finlândia e Luxemburgo. Na segunda-feira, também o fundo foi reclassificado de AAA para AA+.
Em dezembro, ao anunciar o possível corte da nota de vários países da zona do euro, a S&P já havia mencionado possíveis implicações negativas para o fundo. Nada disso seria muito importante, agora, se as normas seguidas pelos bancos não incluíssem as notas de risco entre os critérios de gestão financeira.
A relação entre bancos e agências de classificação de risco tem sido ambígua e marcada em mais de uma ocasião por sinais de mistura de interesses. Sem essa mistura, a formação da bolha com os títulos derivados do crédito imobiliário teria sido, muito provavelmente, interrompida bem antes do estouro.
O próprio mercado financeiro deixa de lado os critérios de classificação quando estes perdem sentido prático. Os títulos emitidos pelo governo americano continuaram sendo a referência principal para os poupadores e investidores de todo o mundo, depois de rebaixados pela S&P, no ano passado. Os aplicadores simplesmente não teriam para onde ir, se abandonassem o mercado desses papéis. Além disso, todos, de alguma forma, ainda apostam na capacidade de recuperação da economia dos Estados Unidos.
Sinais dessa recuperação se acumularam desde a virada do ano. Se havia algum motivo de otimismo, foi reforçado, recentemente, por alguns avanços na zona do euro, embora os governos europeus ainda tenham de fazer muito para vencer a crise. Mas começaram a tarefa e também isso realça o caráter inoportuno e inconsequente da ação da S&P.
ESTADÃO

Petróleo avança embalado por crescimento da China


Os contratos futuros de petróleo subiram nesta terça-feira, ajudados por indicadores econômicos da China e da Alemanha. Investidores também estiveram atentos às notícias sobre possíveis sanções da União Europeia contra o petróleo do Irã.

Em Nova York, o contrato do WTI para entrega em fevereiro subiu US$ 2,01, para US$ 100,71, enquanto o vencimento de abril avançou US$ 1,99, para US$ 100,87. Em Londres, o Brent para março registrou alta de US$ 0,19, para US$ 111,53, enquanto o vencimento de abril ganhou US$ 0,26, para US$ 111,44.

Dados da economia chinesa trouxeram otimismo aos mercados. Embora os números tenham confirmado a desaceleração do país, o desempenho foi melhor que o esperado pelos economistas.

O PIB chinês mostrou crescimento anualizado de 8,9% no quarto trimestre, abaixo dos 9,1% do terceiro trimestre. No ano, o crescimento foi de 9,2%. Ainda assim, o desempenho foi melhor que o esperado pelos analistas, que projetavam avanço de 8,7% no quarto trimestre e de 9,2% no ano passado.

Na Alemanha, o índice ZEW de expectativas para a economia subiu de -53,8 em dezembro para -21,6 em janeiro e ficou muito acima da previsão de analistas, que era de -49,5. O nível atingido é o maior desde julho, mas ainda assim é muito inferior à média histórica de 24,5 pontos. Diplomatas europeus decidirão no próximo dia 23 se aplicarão embargo ao petróleo do Irã.

O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, disse no domingo ao jornal "London's Telegraph" que o embargo será adotado. 

Fontes da União Europeia já vinham afirmando que o bloco concordou com a sanção, embora os detalhes e o prazo ainda permaneciam desconhecidos.

As declarações de Hague são as primeiras de um oficial importante da UE a demonstrar tal certeza sobre a aprovação do embargo. Hoje, fontes ouvidas pela Bloomberg afirmaram que a França estaria pressionando pela aplicação das sanções. Na semana passada, chegou-se a cogitar que o embargo poderia ser adiado por seis meses.

VALOR/FOLHA

Brasil teve 746 fusões em 2011; veja os principais negócios


O total de fusões fechadas e anunciadas no Brasil em 2011 foi de 746, segundo dados da consultoria PriceWaterhouse Coopers.

Apesar do número ser 6% inferior ao registrado em 2010 (797), a PwC considera que o movimento de fusões e aquisições "permanece aquecido no país".

"Em relação ao ano de 2007, referência nacional e internacional de atividades econômicas, há um crescimento de 3% no número de negócios anunciados", informa a pesquisa.

O valor médio das transações, de acordo apenas com aquelas que tiveram seu valor divulgado (273, ou 36% do total), foi de US$ 183 milhões. Essa média não inclui acordos, joint-ventures e transações entre multinacionais.

As transações de grande porte representam 33,7% do total daquelas cujo valor foi divulgado, totalizando US$ 16,8 bilhões. "O mercado brasileiro é caracterizado por transações de pequeno e médio porte, com baixa ou nenhuma alavancagem", diz a PwC.

A pesquisa avalia que 85% das transações com valor acumulado (233 negócios) registraram US$ 14,7

bilhões, com média de US$ 63,3 milhões por transação.



Os investidores nacionais foram responsáveis por 400 negócios, contra 403 em 2010.

"Após período de constante interesse por parte do investidor estrangeiro no país, nota-se uma leve redução da atividade deste investidor em relação ao ano anterior. Este fenômeno foi observado nos últimos meses, como reflexo à instabilidade do mercado e a crise internacional", afirma o estudo.

SUDESTE

Das transações anunciadas em 2011, cerca de 89% (667) ocorreram no país. A região Sudeste concentra o maior número de transações feitas no Brasil - 485, ou 73% do total -, seguida por Sul (14%), Nordeste (6,4%), Centro-Oeste (3,3%) e Norte (3,1%).

"Ainda é verificada uma concentração na região Sudeste, mas a tendência, dada a expansão das demais regiões do país, é uma maior dispersão no futuro, enfatizando o movimento multi-regional".

VEJA AS PRINCIPAIS FUSÕES DE 2011
CompradorNegociadaValor (US$)
TerniumUsiminas2,7 bilhões
KirinGrupo Schincariol2,5 bilhões
Nippon / Posco / Sojitz on / Japan Oil / NPS of Korea / JFE HoldingsCBMM1,9 bilhão
Citic Group / Anshan Iron & Steel Group Corporation / Baosteel Group / ShougangGroup Corporation / Taiyuan Iron & Steel Group Company Ltd.CBMM1,9 bilhão
Cidade de Deus Companhia de ParticipaçõesBradesco1,8 bilhão
KirinJandagil Participações (Primo Schincariol)1,4 bilhão
FIP Prosperitas InvestimentosBracor Investimentos Imobiliários S.A.(Ativos)1,3 bilhão
Mineração NaqueVale Fertilizantes S.A1,1 bilhão
Mineração UsiminasMBL Materiais Básicos (direitos minerários)1,1 bilhão
Tim CelularAES EP Telecom / AES Com Rio AES Comunicações Rio de Janeiro S.A.1,1 bilhão

Fonte: PwC

FOLHA

Polícia Federal indicia funcionários do Colégio Christus por vazamento do Enem


A Polícia Federal no Ceará indiciou dois funcionários do Colégio Christus, de Fortaleza, pelo vazamento para alunos da instituição de questões do último Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A acusação é de estelionato.

Os indiciados são o professor da instituição Jahilton Mota e um funcionário, que não teve seu nome revelado pela PF. Esse último teria sido responsável pela aplicação de um pré-teste do Enem no colégio cearense em 2010, um ano antes da realização dessa edição do exame nacional.

Uma semana antes da aplicação do Enem, os alunos do colégio Christus tiveram contato com as questões copiadas do pré-teste. Segundo a PF, 14 delas eram idênticas às que apareceram posteriormente no Enem.

O inquérito da PF também concluiu que a Fundação Cesgranrio teria terceirizado a aplicação do pré-teste, ao deixar para o Colégio Christus a responsabilidade por contratar os fiscais de prova.

O documento foi finalizado na sexta-feira da semana passada e entregue ao Ministério Público Federal do Ceará.

A Fundação Cesgranrio afirma que não teve contato com o relatório final da PF, mas nega ter terceirizado a aplicação do pré-teste, "até porque a aplicação das provas é apenas uma das atribuições do projeto".

No entanto, a fundação reconhece que houve por parte de representantes da Cesgranrio no Ceará "uma atitude inadequada quanto ao procedimento usual que é a cessão de apenas uma parte da equipe de fiscalização à instituição onde se realizam as provas".

"Uma possível explicação para essa descabida atitude seria sua crença que a observância a preceitos éticos fosse prevalecer sobretudo por envolver uma tradicional instituição de educação", informou em nota.

O Colégio Christus foi procurado no fim da tarde desta terça-feira, mas por enquanto não se pronunciou.

FOLHA

Airbus entrega 534 aviões em 2011 e vê aproximação da Boeing


A fabricante europeia de aviões Airbus recebeu encomendas recordes de 1.608 aeronaves em 2011, num total líquido de 1.419 unidades após cancelamentos. A empresa também previu que a Boeing poderá alcançar a companhia com fortes vendas em 2012.


O volume inclui mais de 1.220 unidades do A320neo, modelo modernizado de 150 lugares lançado há somente um ano e que apressou a Boeing a melhorar seu campeão de vendas e batizá-lo de 737 MAX.

A empresa espera entregar 30 aviões A380 em 2012 e vender mais ou menos o mesmo número neste ano.

A Airbus confirmou que entregou 534 aviões em 2011. O aumento de 5% sobre 2010 foi divulgado em um momento em que Airbus e Boeing planejam acelerar para atender à demanda de mercados emergentes.

Apesar da Airbus ter vencido a Boeing na briga por encomendas por uma margem recorde, seus números se viram prejudicados pela decisão inesperada da companhia de alterar a maneira pela qual registra uma importante encomenda de 130 aviões feita pela American Airlines, que está em processo de recuperação judicial.

A matriz da American Airlines, AMR, pediu proteção contra falência em novembro, meses depois de dividir uma encomenda histórica de 460 aeronaves entre Airbus e Boeing. Por causa da legislação de recuperação de empresas dos EUA, a encomenda de US$ 40 bilhões está suspensa até que o tribunal de falências confirme ou derrube o pedido.

Audidores da Airbus foram contra a inclusão da encomenda da AMR nos números oficiais até que saia a decisão judicial, o que possivelmente não acontecerá até o próximo ano. A Airbus disse que a companhia aérea mostrou confiança, no entanto, na confirmação do pedido.

BOEING

O diretor de vendas da Airbus, John Leahy, previu que as vendas cairão de volta para 600 ou 650 unidades em 2012 e levantou a possibilidade de que a Boeing ganhe a briga por encomendas pela primeira vez desde 2006. Ele citou a crescente demanda pelo modelo 737 MAX por parte de clientes que a concorrente já tem. O aparelho chegou ao mercado um ano depois do A320neo.

Na semana passada, a Boeing tinha anunciado 921 vendas em 2011 e um total líquido de 805 após ajustes ou cancelamentos, e 477 entregas.

A companhia norte-americana disse ter 1.000 encomendas firmes e provisórias de 737 MAX e prometeu tornar 2012 o "ano da Boeing".

A Airbus informou que a Etihad Airways, dos Emirados Árabes Unidos, cancelou seis dos 25 pedidos de A350-1000s, de 350 lugares.
Leahy espera concluir nas próximas semanas um negócio com a Air France-KLM para 25 unidades do A350.

FOLHA

PM encontra corpo de mulher de suspeito de matar filha e neto


Foi encontrado na manhã desta terça-feira o corpo da mulher do motorista José Raimundo Correa Araújo, 56, suspeito de matar a tiros, na tarde de ontem, o genro, a filha e o neto, em Jabaquara, zona sul de São Paulo.

O corpo da mulher foi encontrado em uma residência, na Rua João da Graça, em Santa Francisca Cabrine, no bairro do Grajaú. A Polícia Militar não confirmou se a mulher foi morta a tiros, nem se a arma do crime seria a mesma usada no duplo assassinato.

De acordo com a Polícia Civil, Araújo atirou, em sequência, contra o genro, a filha Ana Paula dos Santos Correia Miranda (que estava grávida) e o neto de apenas três anos. Em seguida, ele foi até sua casa e sentou-se no sofá, onde atirou contra a própria cabeça.

A Polícia Militar, acionada pelos vizinhos do motorista, encontrou Araújo ainda com vida e o levou para o Hospital Municipal Arthur Ribeiro de Saboya, onde ele morreu em consequência dos ferimentos.

Filha, genro e neto também foram encaminhados para o Hospital Saboya, mas não resistiram.

O caso foi registrado na 35ª DP (Jabaquara) e, até o momento, a polícia não sabe os motivos que levaram o motorista a cometer os assassinatos.

FOLHA

Samsung investirá soma recorde de US$ 41,6 bilhões em 2012


O Grupo Samsung, maior conglomerado empresarial da Coreia do Sul, anunciou nesta terça-feira que em 2012 destinará a investimentos o montante recorde de 47,8 trilhões de wons (US$ 41,6 bilhões).

O grupo, cujo principal referente é o gigante tecnológico Samsung Electronics, especificou em comunicado divulgado pela agência local Yonhap que seu investimento para 2012 é 12% superior ao do ano passado.

O conglomerado assegurou, além disso, que neste ano contratará mais 26 mil novos funcionários, outro dado histórico.

"O grupo decidiu promover investimentos e contratações recordes neste ano em uma tentativa de assegurar novos motores de crescimento e contribuir para o desenvolvimento econômico da nação, apesar da desaceleração e da incerteza na economia mundial", explicou o comunicado da Samsung.

O conglomerado empresarial dedicará 31 trilhões de wons (US$ 27 bilhões) a investimento em instalações, 11% mais que em 2011.

Além disso, a Samsung aumentará suas despesas em pesquisa e desenvolvimento em 13%, a 13,6 trilhões de wons (US$ 11,8 bilhões), e destinará o restante a investimentos de capital.

Na última sexta-feira, os 30 maiores grupos empresariais da Coreia do Sul prometeram investir em 2012 um total combinado de 151,4 trilhões de wons (US$ 132 bilhões) e contratar 123 mil novos trabalhadores.

O presidente da nação asiática, Lee Myung-bak, estabeleceu como prioridade econômica para este ano o crescimento sustentado do emprego e solicitou que os grandes conglomerados promovam esforços para criar postos de trabalho.

Segundo dados do Banco de Coreia, a economia do país, impulsionada principalmente pelas exportações, crescerá 3,7% em 2012, um décimo menos que o avanço registrado no ano passado.

EFE/FOLHA

Em tom fúnebre, "BBB12" anuncia expulsão de Daniel


A edição de "BBB12" desta segunda teve um tom mais sério por conta da expulsão do modelo Daniel Echaniz, 31.
O apresentador Pedro Bial foi bastante sucinto ao anunciar a saída do participante, alegando que o rapaz havia infringido as regras do programa.
Ele afirmou que decisão foi tomada "sem precipitação, com o máximo de cuidado".
"Depois de criteriosa avaliação, a direção entendeu que o comportamento de Daniel foi motivo de eliminação", completou Bial.
O apresentador, contudo, não detalhou para os telespectadores qual o motivo da eliminação.
A conversa com os outros participantes também teve um tom quase fúnebre, com poucas brincadeiras.
Monique ficou de cara fechada o tempo todo e não chegou a interagir com Bial.
A brincadeira que usualmente acontece às segundas-feiras - em que é costume os participantes exporem as opiniões sobre os colegas - foi trocada por um jogo de sorte que deu R$ 10 mil a Ronaldo.
Pedro Bial também não chegou a mencionar o eliminado na conversa com os participantes.
Dentro da casa, ninguém comentou sobre o tema, provavelmente orientados para não falar sobre o caso.
FOLHA

Jesus Luz vai estrear como ator em "Aquele Beijo"


Jesus Luz grava hoje uma participação especial em "Aquele Beijo".
O ex-namorado de Madonna foi convidado pela produção da novela das sete da Globo.
Ele vai viver o personagem Bonequeiro, que fará miniaturas de Mãe Iara (Claudia Jimenez) e Joselito (Bruno Garcia).
A participação do modelo e DJ vai ao ar nos dias 24, 25 e 26 deste mês.
A informação é da coluna Outro Canal, assinada interinamente por Marco Aurélio Canônico e publicada na Folha desta terça-feira (17).
FOLHA

Após 10ª sessão de rádio, Lula reclama de irritação na garganta


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou nesta terça-feira (17) de irritação na garganta. O petista realiza tratamento contra um câncer na laringe, diagnosticado em outubro.

A informação foi dada pela assessoria de imprensa do Instituto Lula, que afirmou ser este um efeito esperado após as sessões de radioterapia.

Hoje, Lula fez a décima das 33 sessões de radioterapia anunciadas pelo departamento médico do Hospital Sírio-Libanês. Amanhã, ele fará, simultaneamente com a rádio, uma sessão de quimioterapia - mais leve dos que as anteriores, segundo o Instituto Lula.

Por volta das 13h, ele chegou ao Hotel Sofitel, na Vila Mariana (zona sul de São Paulo), para um almoço com o presidente do Uruguai, José Mujica. Lula foi acompanhado do ex-ministro Luiz Dulci.

Em dezembro, o ex-presidente encerrou o ciclo da quimioterapia principal. 

Desde o início do tratamento em outubro, o tumor na laringe, que tinha três centímetros de diâmetro, teve uma redução de 75%, de acordo com os médicos.

Agora, ele faz sessões diárias de radioterapia.

FOLHA

ONU estima que Brasil deve crescer 2,7% em 2012


O Brasil deve crescer 2,7% neste ano, segundo estimativa divulgada em relatório da Unctad (agência de assuntos econômicos da ONU) nesta terça-feira (17) em Genebra.

Em 2011, segundo estimativa do governo brasileiro, o crescimento da economia deve ficar em torno de 3%. O resultado oficial do PIB (Produto Interno Bruto) nacional será conhecido apenas em março.

No comunicado "Situação e Perspectivas da Economia Mundial", a ONU prevê que o crescimento da América Latina será de 3,3%, enquanto as projeções para potências emergentes como China e Índia são de 8,7% e 7,7%, respectivamente.

De acordo com divulgação do governo chinês de hoje, a segunda economia do mundo cresceu 8,9% em 2011.

Na análise da ONU, a economia mundial está à beira de uma nova recessão devido ao crescimento "anêmico" em 2012 e 2013. Essa hipótese deve se confirmar, aponta o relatório, caso os governos não consigam parar a alta do desemprego, os riscos gerados pelo aumento do deficit público dos países e a fragilidade do sistema financeiro global.

Segundo a ONU, o deficit de empregos no mundo hoje é 64 milhões, número que pode subir para 71 milhões (sendo que 17 milhões do total estariam nos países ricos).

A previsão é de um aumento de 0,7% do PIB da União Europeia em 2012 e 1,7% em 2013. Para os Estados Unidos, a ONU prevê uma alta de 1,5% neste ano e 2%, em 2013.

Sobre a onda de medidas de austeridade fiscal praticada pelos países ricos (com redução de salários, benefícios e investimentos governamentais, entre outras decisões) que visa diminuir drasticamente a dívida pública, o comunicado alerta: "países desenvolvidos deveriam ser mais cuidadosos e não embarcar prematuramente em políticas de austeridade fiscal, devido ao frágil estado de recuperação e os altos níveis de desemprego".

FOLHA

Com 36 milhões de visitantes, Facebook passa o Orkut no Brasil


O Facebook ultrapassou o Orkut como a rede social com maior audiência em número de visitantes na internet brasileira, segundo dados divulgados hoje pela consultoria comScore.

A rede social de Mark Zuckerberg chegou a 36 milhões de visitantes em dezembro, ante 34,4 milhões do site do concorrente Google.

A audiência do Facebook quase triplicou em relação ao registrado um ano antes, em dezembro de 2010, quando era de 12,4 milhões de visitantes.

Já o Orkut tinha 32,7 milhões de visitantes no final de 2010.

Em terceiro lugar no ranking das mídias sociais no Brasil está o Windows Live, que fechou 2011 com 13,3 milhões de visitantes, crescimento de 13% em relação aos 11,8 milhões do final de 2010.

O Twitter vem em seguida, com 12,5 milhões de visitantes no final de 2011, crescimento de 40% em relação ao mesmo mês de 2010.

FOLHA

Casos de invalidez permanente entre trabalhadores vítimas de acidentes de trânsito se multiplicaram por quase cinco entre 2005 e 2010, passando de 31 mil para 152 mil por ano, informa reportagem de Érica Fraga e Paulo Muzzolon publicada na Folha desta terça-feira.

Nos primeiros nove meses de 2011, houve novo aumento de 52%, para 166 mil, segundo números do DPVAT, seguro obrigatório pago por proprietários de automóveis.

Os dados revelam que a maioria dos acidentados - mais de 70% dos casos em 2011 - usava moto e está em plena idade economicamente ativa (entre 18 e 44 anos).

O quadro preocupa a Previdência Social, que teme ter de arcar com os custos de uma geração de jovens aposentados por incapacidade.

"O que mais tem crescido é a concessão de aposentadoria por invalidez devido a acidentes com motos", diz Leonardo Rolim, secretário de Políticas de Previdência.

Projeções apontam que o INSS gastou R$ 8,6 bilhões com benefícios gerados por acidentes de trânsito. A cifra representa 3,1% de todas as despesas previdenciárias.

FOLHA

Meryl Streep ganha prêmio de associação de gays e lésbicas


Os atores Meryl Streep e Michael Fassbender e o filme "Weekend" foram premiados pela Associação de Críticos Gays e Lésbicas (Galeca), informa o site Hollywood Reporter.

O filme britânico "Weekend" venceu nas categorias filme do ano e filme LGBT do ano.

Streep foi reconhecida por seu trabalho em "A Dama de Ferro", no qual retrata a ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher, enquanto Fassbender foi lembrado por interpretar um viciado em sexo em "Shame".

Na TV, "American Horror Story" e "Modern Family" foram escolhidas as melhores séries de drama e comédia, respectivamente. "Modern Family" também foi premiada como melhor programa com temática LGBT do ano.

A associação é formada por 50 críticos e jornalistas.

FOLHA

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