terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Brasil criou 1,9 milhão de empregos em 2011, diz Caged


O Brasil registrou a criação de 1.944.560 vagas com carteira assinada em 2011. O número representa um ritmo menor na criação de emprego no país e é 23,5% menor que o registrado em 2010, quando foram geradas 2.543.177 empregos formais (segundo dado revisado).

Apesar do recuo, o resultado no ano ainda é o segundo melhor da série histórica do Caged, menor apenas que o de 2010. A série contém informações ajustadas, ou seja, acrescidas de declarações fora do prazo, até novembro de 2011.

Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foram divulgados nesta terça-feira (24) pelo Ministério do Trabalho.

Em dezembro, houve o fechamento de 408.172 vagas, ante a geração de 42.735 em novembro de 2011. O resultado é parecido com o registrado em dezembro de 2010, quando houve uma redução de 407.510 postos (-1,12%). O número de admissões em dezembro foi de 1.305.051 e o de desligamentos foi de 1.713.223, nos dois casos, os maiores registrados para o mês.

Segundo a análise do ministério, o resultado é decorrente de fatores sazonais, como entressafra agrícola, término do ciclo escolar, esgotamento da bolha de consumo no final do ano, fatores climáticos.

As informações por setor de atividade econômica mostram expansão generalizada do emprego. No setor de serviços, teve o segundo maior saldo para o período, com a criação de 925.537 postos (6,43%).

No comércio foram gerados 452.077 postos (5,61%), na construção civil 222.897 postos (8,78%), e na indústria de transformação 215.472 postos (2,69%).

Segundo o Ministério do Trabalho, a agricultura obteve o melhor resultado desde 2005, com a criação de 82.506 postos (5,54%), na área extrativa mineral foram gerados 19.510 postos (10,33%), saldo recorde para o período, administração pública foram registrados mais 17.066 postos (1,90%) e no setor de serviços industriais de utilidade pública houve a criação de 9.495 vagas (2,48%).

FOLHA

Google+ permitirá usuários usarem apelidos e pseudônimos


A rede social Google+ admitirá o uso de apelidos, nomes de solteira e a utilização de grafias alternativas junto ao nome original do usuário, assim como o uso de pseudônimos nos casos de as pessoas demonstrarem que os nomes são usuais na vida real.

O vice-presidente de produto do Google, Bradley Horowitz, explica em seu perfil da rede social a mudança da política com relação à designação de usuários.

Segundo o diretor, só 0,1% dos usuários registrados no Google+ recorreu ao nome: 60% preferiam utilizar apelidos, 20% gostariam de ter adotado um pseudônimo e os 20% restantes eram companhias que tentavam abrir um perfil pessoal em vez de uma página.

"Hoje estamos felizes em lançar ferramentas que tentam remediar a maior parte destas questões", sustentou Horowitz.

A partir da próxima semana será possível usar no Google+, junto ao nome real, qualquer outra que designe o usuário.

Só há uma exceção. Os usuários que quiserem usar um pseudônimo no lugar do nome real terão de demonstrar à companhia por meio de documentos críveis de que se trata de uma designação reconhecida.

EFE/FOLHA

Peter Jackson narra caso de jovens presos injustamente


Damien Echols, que estava no corredor da morte, posa com a mulher, Lorri Davies, no Festival de Sundance


O diretor neozelandês Peter Jackson deixou a terra dos Hobbits para viajar até o Sundance Film Festival no final de semana e falar sobre um assunto nada fantasioso. Ele é um dos produtores do documentário "West of Memphis", um dos mais comentados nesta edição do evento, por trazer novas evidências sobre o caso de três adolescentes presos por 18 anos por um crime que não cometeram.

Em 1994, os jovens de Arkansas foram acusados e sentenciados pelo assassinato com fins ritualísticos de três garotos de oito anos na pequena cidade de West Memphis. Em 2011, eles foram finalmente libertados: Damien Echols, que estava no corredor da morte, Jessie Misskelley e Jason Baldwin, que haviam sido condenados a prisão perpétua.

Echols participou da coletiva de imprensa em Sundance sobre o filme, junto com Jackson. O diretor e sua mulher, Fran Walsh, ficaram sabendo do caso após assistir ao documentário "Paradise Lost", da HBO, em 2004, que já apresentava evidências de um julgamento mal feito.

"Ficamos chocados com a história e mais chocados ainda ao descobrir que eles continuavam presos", disse Walsh, ao lado de Jackson.

O casal entrou em contato com a mulher de Echols, Lorri Davis, e passou a dar todo tipo de apoio para libertá-los.

"Fomos atrás de um time de defesa, fomos atrás para fazer testes de DNA, não disponíveis na época. Queríamos trazer especialistas que nunca estiveram no julgamento e mostrar todo o nonsense", disse Jackson.
Em 2009, o novo material coletado foi rejeitado pelo tribunal e, desta maneira, nascia a ideia do documentário.

"Ficamos arrasados. Então resolvemos fazer o que fazemos melhor, um filme, para mostrar ao mundo o que estava acontecendo", continuou o diretor.

"Foi uma experiência amarga", disse Walsh. "Muitas decepções, um processo extremamente difícil, mas o final foi extraordinário".

A jornalista investigativa Amy Berg, indicada ao Oscar pelo documentário "Deliver Us from Evil" (2006), foi escalada para dirigir o filme, que ela passou mais de dois anos fazendo. Henry Rollins, Eddie Vedder e membros do Metalica também deram suporte ao caso.

Em 2010, finalmente os testes de DNA foram analisados pela justiça, o que acabou levando à libertação dos três de Memphis, em agosto de 2011. O processo, no entanto, ainda não acabou.

Não houve nenhuma compensação financeira, já que os três estão sob um acordo jurídico no qual só serão considerados totalmente absolvidos pelo sistema quando se achar o verdadeiro assassino.

Os advogados continuam na batalha, e o filme traz indícios, através dos testes de DNA, que complicam a vida de Terry Hobbs, padrasto de uma das crianças assassinadas. Hobbs já processou a equipe uma vez e perdeu.

Echols, de óculos escuros de lentes azuis, comentou na coletiva que, enquanto no corredor da morte, tentava ficar afastado dos detalhes das investigações para "conseguir manter a sanidade".

"Quero agora dedicar minha vida às artes plásticas, à literatura. Vou lançar um livro em outubro e fazer uma exposição em setembro em Nova York", disse. "Quero fazer coisas que sejam reconhecidas por si só, não quero ficar conhecido para sempre como o cara que estava no corredor da morte".

FOLHA

Atriz Neuza Borges sofre AVC, mas passa bem


A atriz Neusa Borges, 70, teve um AVC (acidente vascular cerebral) nesta segunda pela manhã. Ela foi levada para o hospital Barra D'Or, na zona oeste do Rio, onde está internada, e passa bem.

Segundo o hospital, a atriz está lúcida e tem um quadro estável. Por enquanto não há previsão de alta.

Borges interpreta a personagem Maria, sócia da personagem Manuela, na novela "A Vida da Gente", da Rede Globo.

FOLHA

FMI reduz estimativa de crescimento mundial e prevê recessão em 2012


Em relatório divulgado nesta terça-feira, o FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu as estimativas de crescimento da economia mundial, prevendo uma expansão global de 3,25% neste ano - uma redução dos 4% estimados no último comunicado, em setembro. O organismo indica ainda que deve aumentar a recessão na zona do euro e que a crise pode se agravar. O Brasil também será afetado e deve crescer 3%.

De acordo com o relatório, as economias da zona do euro devem encolher 0,5% em 2012. Em setembro, o órgão previa um crescimento de 1,1% na região.

Embora o FMI acredite que a economia mundial sofrerá com a crise europeia, que pode se agravar, os impactos da recessão da zona do euro não devem ser sentidos fortemente nos Estados Unidos.

Além disso, o organismo internacional manifestou preocupação com os cortes orçamentários e planos de austeridade, medidas que podem diminuir o crescimento e abalar a confiança dos mercados.

De maneira geral, segundo o comunicado, o FMI vê a atividade econômica global se desacelerando, mas não entrando em um colapso, com muitos países evitando uma nova entrada em uma recessão. "No entanto, isso baseado na suposição de que na zona do euro os políticos vão intensificar os esforços para enfrentar a crise".

Para a América Latina, a previsão de crescimento do FMI passou de 4% para 3,6% em 2012. O Fundo advertiu ainda que esse corte do crescimento mundial é bastante significativo, de 0,7 ponto percentual com relação às previsões de setembro, e que por isso todas as regiões devem ser afetadas.

"As perspectivas de crescimento global se obscureceram e os riscos escalaram bruscamente durante o quarto trimestre de 2011, à medida que a crise na zona do euro entrou em uma perigosa nova fase", diz o FMI.

CONTAMINAÇÃO

Os problemas relativos à dívida e ao deficit público na Europa foram ressaltados pelo Fundo, mas ao mesmo tempo foi pedido que as medidas de austeridade não agravem a situação.

"Dada a profundidade da recessão de 2009, tais taxas de crescimento são baixas demais para fazer uma diferença maior nos altos índices de desemprego", afirmou o Fundo.

O FMI ressaltou que o desempenho de economias emergentes e em desenvolvimento desacelerou conforme os bancos europeus resolveram gastar menos no exterior e a demanda europeia se contraiu. Com isso, a previsão média de avanço para tal grupo é de 5,4% neste ano e 5,9% em 2012 --um corte de mais de meio ponto na estimativa anterior.

"A previsão para o crescimento está medíocre e poderia ser ainda pior", afirmou Olivier Blanchard, conselheiro econômico do FMI, citado pelo comunicado da organização. "A recuperação mundial, que já era fraca, periga estagnar. O epicentro do perigo é a Europa, mas o resto do mundo está sendo cada vez mais afetado".

BRASIL

O Brasil teve seu crescimento reduzido em 0,6 ponto percentual pelo fundo, para 3%, e o do México foi cortado em apenas 0,1 ponto percentual, para 3,5%.

A projeção para os Estados Unidos se manteve sem alterações, com uma expansão prevista em 1,8%, mas a União Europeia entrará em recessão, com uma contração de 0,5% (queda de 1,6 ponto percentual).

A China crescerá em 2012 cerca de 0,8 ponto percentual a menos, a 8,2%, e o Japão deve crescer apenas 1,7% (-0,6 ponto percentual).

Já a Espanha deve apresentar uma contração de 1,7% em 2012 e uma queda de 0,3% em 2013. Já a Itália cairá 2,2% em 2012, segundo o Fundo.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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