quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Polícia prende quase 200 na cracolândia, mas tráfico continua


A um dia de completar um mês, a operação policial desencadeada na cracolândia, região central de São Paulo, realizou quase 200 prisões, mas não conseguiu acabar com o tráfico e o consumo de drogas.

A informação é da reportagem de Rogério Pagnan, Gabo Morales e Raphael Sassaki publicada na edição desta quinta-feira da Folha. 

A reportagem da Folha voltou a flagrar, ontem (1º), pessoas consumindo e traficando drogas nos cruzamentos da Rua Helvétia com a alamenda Barão de Piracicaba, epicentro do trabalho da PM desde 3 de janeiro.

Além de não conseguir acabar com o tráfico de drogas na região, as prisões feitas nessa operação passaram a ser alvo de uma investigação por parte do Ministério Público.

Para o promotor Arthur Pinto Filho, é "muito estranho" o fato de as prisões feitas chegarem à metade da população que morava no local e serem superiores até mesmo que as internações de usuários.

Segundo o governo, 400 pessoas moravam na cracolândia, mas com picos de até 800 usuários reunidos.

FOLHA

Fé, protesto e música levam 400 mil à festa de Iemanjá na Bahia


A festa de Iemanjá, divindade do candomblé das águas salgadas, já levou ao Rio Vermelho, em Salvador, cerca de 400 mil pessoas na manhã desta quinta-feira (2).

A estimativa é da Polícia Militar. A expectativa é que outras 100 mil participem da festa até o final da tarde, quando os barcos com as oferendas a Iemanjá vão deixar a praia do Rio Vemelho para depositá-las no mar.

Fieis passaram em média uma hora na fila para depositar seus presentes -em geral, flores, cosméticos e alfazema - para a divindade do candomblé.

A tradição foi iniciada em 1923, quando pescadores, devotos de Iemanjá, foram ao mar com oferendas para pedir fartura de peixes.

"Tudo começou com os pescadores levando as oferendas em uma caixa de sapato, e Iemanjá respondeu com uma pesca muito rica", afirmou o babalorixá (sacerdote) Ducho de Ogum, 45, um dos organizadores da festa.

Desde então, o ritual vem se repetindo todos os anos e cresceu até se tornar uma das maiores manifestações coletivas de religiosidade do Nordeste.

"Estou aqui para agradecer a recuperação do meu marido, que teve um câncer de próstata. Vim dizer obrigado e pedir paz e felicidade esse ano", dizia a enfermeira Jurema Rodrigues, 63, enquanto aguardava na fila sob sol a pino. Ela levava flores e esmalte.

O aspecto religioso convive com o caráter de protesto multifacetado. Para aproveitar a visibilidade da multidão, a festa atrai grupos com causas tão díspares como ecologistas, agentes de saúde e opositores do prefeito João Henrique Carneiro (PP).

"Nos dias de hoje, é um absurdo reprimir a maconha, é a contramão da história", reclamava o historiador Antônio Moura, 61, enquanto exibia um cartaz em que estava escrito "Yes We Cannabis", trocadilho com o slogan de Barack Obama.

Este ano, a Justiça proibiu a circulação de trios elétricos durante a festa. O som dos batuques e de pequenas bandas de sopros é a trilha sonora onipresente nas ruas do bairro Rio Vermelho. Antigas marchas de Carnaval e sons cerimoniais do candomblé se misturam pelas ruas.

FOLHA

Deputado Aguinaldo Ribeiro será o novo Ministro das Cidades


O ministro das Cidades, Mário Negromonte, deixou o cargo nesta quinta-feira após reunir-se com a presidente Dilma Rousseff por cerca de 15 minutos e entregar sua carta de demissão. O líder do PP na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), será o novo ministro, segundo confirmou o presidente do PP, Francisco Dornelles.

"A presidente me ligou e informou que aceitou a demissão do Mário [Negromonte] e ainda disse que Aguinaldo será o novo ministro", disse Francisco Dornelles.

O novo ministro deve ser empossado nesta sexta-feira ou na próxima segunda.

Ribeiro é aliado do antecessor de Negromonte na pasta, o ex-ministro Márcio Fortes, atualmente no comando da APO (Autoridade Pública Olímpica). Contra a sua indicação pesava o fato de respoder a um processo que apura crimes previstos na lei de licitações.

Em sua carta de demissão, Negromonte se diz fiel à presidente e promete apoio no Congresso Nacional. Ele é o oitavo ministro a deixar o cargo desde o início do governo Dilma, o sétimo por conta de irregularidades na pasta.

"A Presidenta da República agradece os serviços por ele prestados ao país à frente da pasta e lhe deseja boa sorte em seus novos projetos", afirma nota da Secretaria de Comunicação Social do Planalto, comunicando oficialmente a demissão de Negromonte.

A Folha antecipou no sábado a saída de Negromonte.

Negromonte comunicou ontem ao seu grupo político no PP que pediria demissão do cargo hoje. Seu provável substituto, Ribeiro foi chamado na manhã de hoje para uma reunião com o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles (RJ).

A situação de Negromonte agravou-se na semana passada após a Folha revelar a participação dele e do secretário-executivo, Roberto Muniz, em reuniões privadas com um empresário e um lobista interessados num projeto do ministério.

O episódio culminou com a demissão do chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto, na quarta-feira. Muniz também deve sair.

FOLHA

Brasileiro disputa patente de combustível com americanas


Um cientista brasileiro entrou em uma briga de patentes travada há mais de um ano por duas empresas americanas dedicadas ao setor de combustíveis renováveis, informa reportagem de Tatiana Freitas publicada na Folha desta quinta-feira.

Adriano Mariano, hoje pesquisador na Escola Politécnica de Montreal, no Canadá, diz ter descoberto uma tecnologia patenteada pela Gevo para a produção de butanol.

Trata-se de um combustível semelhante ao etanol, porém com maior teor energético. "Os americanos estão muito interessados no butanol porque ele é mais próximo à gasolina, o que diminui a necessidade de adaptação dos motores", diz Mariano.

A corrida para chegar a uma fórmula mais eficiente abriu uma guerra de patentes entre Gevo e Butamax, associação entre Du Pont e BP.

Desde janeiro de 2011, seis patentes foram concedidas a essas empresas, que entraram com cinco ações judiciais, uma contra a outra.

Mariano entrou na disputa na semana passada, quando a Gevo anunciou a patente de um processo especial de fermentação do butanol.

FOLHA

Produção de petróleo no Brasil bate recorde em 2011


A produção de petróleo e gás natural foi recorde no Brasil em 2011, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Durante todo o ano passado foram produzidos 768 milhões de barris de petróleo e 24 bilhões de metros cúbicos de gás natural, com uma média de produção diária de 2,52 milhões de barris de óleo equivalente, contra 2,45 milhões registrados em 2010, uma alta de 2,8%.

Segundo os dados da ANP, a bacia de Campos perdeu espaço de um ano para outro, passando de 85,5% da produção total em 2010 para 83,4% em 2011.

Em contrapartida, a bacia de Santos ganhou destaque com o início da produção do campo de Lula, saindo de uma participação de 2,7% em 2010 para 5,8% em 2011 sobre o total da produção do país.

Com isso, o Estado de São Paulo fechou o ano em quinto lugar entre os maiores produtores, duas posições a mais do que há um ano.

A ANP infomou ainda que a queima de gás natural teve uma redução de 27% em 2011 contra 2010. Em média foram queimados 4,8 milhões de metros cúbicos diários em 2011 contra média de 6,6 milhões de metros cúbicos de 2010.

A produção de petróleo e gás natural também foi recorde em dezembro de 2011, atingindo média de 2,663 milhões de barris de óleo equivalente diários, sendo 2,214 milhões de barris de petróleo e 71 milhões de metros cúbicos de gás natural.

Em comparação com dezembro do ano passado, o crescimento da produção de petróleo foi da ordem de 1,6% e de gás natural de 3,1%, informou a ANP. Em dezembro do ano passado, 25 empresas estavam produzindo no país em 306 concessões, sendo 78 concessões marítimas e 228 terrestres.

FOLHA

Empresas invadidas por hackers não revelam ataques a investidores


Pelo menos meia dúzia de grandes companhias norte-americanas cujos computadores sofreram invasão de criminosos cibernéticos ou espiões internacionais não admitiram os incidentes, apesar das autoridades regulatórias agora recomendarem que esse tipo de ataque seja revelado.

Importantes funcionários do setor de segurança de computação do governo norte-americano acreditam que os ataques de hackers a empresas sejam muito frequentes, e a SEC (Securities and Exchange Commission) divulgou um extenso documento de "orientação", em 13 de outubro, delineando como e quando empresas de capital aberto deveriam reportar ataques de hackers e riscos de segurança na computação.

Mas passado um trimestre dessa orientação pela SEC, algumas grandes empresas que tiveram violações sérias em sua segurança digital continuam a manter os incidentes sob sigilo, e não os reportaram às autoridades e investidores.

A Lockheed Martin, uma companhia de defesa, por exemplo, anunciou em maio passado que havia conseguido resistir a um ataque "significativo e tenaz" de hackers às suas redes. Mas o recente relatório trimestral 10-Q que a empresa submeteu às autoridades sobre o período que inclui o ataque não menciona hackers nem entre os riscos genéricos, quanto mais admite o ataque.

Uma revisão pela Reuters de mais de 2.000 relatórios apresentados por empresas desde que a SEC divulgou sua nova orientação constatou que algumas companhias, entre as quais a VeriSign, que oferece serviços de infraestrutura de internet, e a VeriFone Systems, operadora de cartões de débito, revelaram dados novos e significativos sobre ataques de hackers.

RISCO GENÉRICO

Mas a vasta maioria das empresas que consideraram a questão em seus documentos se limitou a empregar uma nova terminologia padronizada para descrever uma situação de risco genérico. E algumas vítimas de ataques de hackers nem isso fizeram.

"Não entendo porque as empresas não reportam os riscos cibernéticos, nem que apenas para evitar ações disciplinares da SEC ou processos privados", disse Jacob Olcott, antigo assessor jurídico do comitê de comércio do Senado dos EUA.

Stewart Baker, advogado e antigo secretário assistente do Departamento de Segurança Interna norte-americano, disse que a orientação da SEC era detalhada a ponto de forçar as empresas que sabem ter sido atacadas por hackers a "trabalhar muito para não revelar coisa alguma sobre o escopo e risco das intrusões".

"De outra forma, elas simplesmente estarão dando de bandeja uma oportunidade para intervenção da SEC", acrescentou.

O porta-voz da Lockheed, Chris Williams, afirmou que o ataque de maio "não causou efeito material sobre nossos negócios".

Ele afirmou ainda que atividade hacker foi coberta no mais recente relatório anual da empresa, que a classifica como um de muitos fatores de risco "incluindo ameaça a nossa infraestrutura de tecnologia da informação, tentativas de acesso não autorizado a informação secreta ou proprietária, ameaça à segurança física de nossas instalações e funcionários e atos terroristas".

A cibersegurança tem sido uma preocupação crescente em Washington e Obama cobrou durante discurso do Estado da Nação por ação em termos de ações de propostas legislativas. Especialistas de segurança acreditam que hackers frequentemente têm como alvo informações valiosas como planos estratégicos, cópias de projetos e fórmulas secretas.

REUTERS/FOLHA

Gafisa diz ter recebido proposta preliminar por ativos


A Gafisa informou ter recebido proposta preliminar de investidores para aquisição de ativos da empresa, mas disse não ter informações quanto a uma possível oferta pública para compra de ações da companhia, conforme comunicado divulgado nesta quinta-feira.

A proposta, segundo a construtora e incorporadora, "está sendo examinada pela administração".

O comunicado veio após informação do "Portal Exame" de que o bilionário norte-americano Sam Zell estaria negociando uma parceria com a GP Investimentos para comprar o controle da Gafisa.

Procuradas pela Reuters, a GP e a Equity International - empresa de Zell - afirmaram que não comentariam o assunto.

Na terça-feira, as ações da Gafisa dispararam na Bovespa, influenciadas por rumores de que fundos de investimento estrangeiros lançariam uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) da empresa.

No comunicado desta quinta-feira, a companhia afirmou desconhecer a suposta preparação de uma oferta com este fim.

REUTERS/FOLHA

Varig Log pede na Justiça suspensão das atividades


De novo às voltas com problemas de insolvência da Varig Log, a empresária Lup Ohira, que controla a transportadora de cargas, deve sugerir aos credores da companhia a aprovação da venda de sua parte "boa", como marca e pontos de venda.

Quando Ohira assumiu o controle da Varig Log, há três anos, a empresa tinha cerca de 1.300 funcionários. Atualmente, tem 400, com os contratos de trabalho suspensos desde ontem, depois que ela comunicou à Justiça a paralisação temporária das operações da transportadora, informa a coluna Mônica Bergamo na Folha.

A empresária diz que já pagou os salários de janeiro e que a suspensão das atividades é necessária "para que se tente salvar a empresa".

"Se Deus quiser, não irá além de fevereiro". Ela deve discutir com os credores plano de enxugamento da estrutura da companhia e relatar conversas com possíveis novos investidores.

FOLHA

Kodak quer retirar nome de teatro que recebe o Oscar


O teatro de Hollywood que é palco todo ano da entrega do Oscar pode deixar de se chamar Teatro Kodak, uma vez que a empresa, em processo de falência, pretende acabar com o patrocínio como forma de economizar verbas.

A Eastman Kodak, a mais antiga empresa de películas fotográficas, pediu hoje a remoção de seu nome do teatro em um documento depositado no tribunal de falências de Nova York.

A sociedade pede autorização para rescindir o contrato assinado em 2001 com o promotor imobiliário TrizecHan Hollywood. A rescisão, segundo a direção do grupo, fará com que haja "uma substanciosa economia anual".

De acordo com o documento, "o contrato prevê, entre outras coisas, que, em troca de uma substanciosa soma anual, a Kodak tenha direito a dar seu nome, junto a outros direitos promocionais ligados a um complexo situado em Los Angeles (...) conhecido com o nome de Teatro Kodak".

O acordo previa que a sala de teatro, atualmente de propriedade do grupo CIM, ficasse por ao menos 20 anos com o nome da Kodak. Uma audiência do tribunal de falências, sobre a moratória da Eastman Kodak, está prevista para 15 de fevereiro.

Inaugurado em novembro de 2001, o Teatro Kodak hospeda desde março de 2002 a cerimônia de entrega dos prêmios Oscar.

ANSA/FOLHA

Site do HSBC é o quarto a enfrentar problemas de acesso


O site do HSBC apresenta problemas para ser acessado nesta quinta-feira, em uma semana marcada por dificuldades para as operações na internet das principais instituições financeiras no país.

O grupo de hackers identificado como "Anonymous Brasil" alega, em sua página no Facebook, ser o responsável pelos problemas no site, numa campanha que já estava programada para esta semana.

A assessoria de imprensa do HSBC no Brasil confirma apenas que há um volume de acessos "acima do esperado" e que está trabalhando para normalizar o serviço.

Nos últimos dias, os sites de Itaú, Bradesco e Banco do Brasil também tiveram dificuldade. Em redes sociais, o mesmo grupo de hackers se disse responsável pelos ataques que atrapalharam o acesso aos sites desses bancos desde segunda-feira.

O BB, que teria sido o alvo dos hackers na quarta-feira, informou que houve lentidão no sistema em algumas regiões do país, mas que o site tinha permanecido disponível.

Na terça-feira, foi o site do Bradesco que mostrou instabilidade. Na segunda-feira, situação parecida aconteceu com a página do Itaú. Nenhum dos dois bancos atribuiu os problemas diretamente ao ataque de hackers.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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