terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Datena se irrita e abandona programa ao vivo na rádio Band


A terça-feira começou tensa na Rede Bandeirantes de Rádio. O polêmico apresentador e jornalista José Luiz Datena se irritou com a produção do seu "Manhã Bandeirantes", atração diária que apresenta na AM 840 e FM 90,9. Ele pediu desculpas aos ouvintes e abandonou o programa.
"Estou chateado com algumas coisas internas (...) Gosto de trabalhar com alegria e hoje eu não estou alegre", afirmou o apresentador.
Datena não chegou a explicar o motivo da ira, mas disse que não se entendia com a produção do programa, e que não concordava com algo que estava ocorrendo.
O jornalista Agostinho Teixeira assumiu como âncora imediatamente após Datena sair do ar e se desculpou com os ouvintes também. "Espero que todos se entendam", disse, na expectativa que Datena volte ao programa amanhã.
Datena disse ao "F5" que não estava se sentindo bem e estava com a diabetes alta.
Até o momento, a Band não divulgou nenhum comunicado a respeito do ocorrido.
Datena assumiu definitivamente o "Manhã Bandeirantes" em agosto do ano passado, depois de uma passagem-relâmpago pela Record, de onde saiu brigado.
FOLHA

Uso de soníferos triplica risco de morte, diz estudo


O consumo de remédios soníferos da classe dos hipnóticos aumenta o risco de morte por qualquer causa em pelo menos três vezes.

A conclusão é de um estudo que acompanhou mais de 10.500 consumidores dessas drogas nos EUA a ser publicado hoje na revista "BMJ Open", da editora do "British Medical Journal".

Entre 2002 e 2007, médicos da clínica de sono Viterbi, na Califórnia, e do Centro de Medicina Preventiva de Jackson Hole, em Wyoming, analisaram dados de pessoas tomando hipnóticos como zolpidem (Stilnox) e zopiclone (Imovane) e também outros sedativos, como barbitúricos e benzodiazepínicos.

Entre esses últimos, são usados como hipnóticos o midazolam (Dormonid) e o flunitrazepam (Rohypnol).

O aumento do risco de morte foi observado até para os pacientes que tomavam as menores doses entre os pacientes acompanhados (menos de 18 pílulas por ano).

Segundo os autores, muitos efeitos dos soníferos podem levar à morte.
Os hipnóticos prejudicam as funções motoras e cognitivas, aumentando o risco de acidentes de carro e de quedas em casa, especialmente no caso de idosos.

De acordo com o psiquiatra Sergio Hototian, do Hospital Sírio-Libanês, os mais velhos são os que costumam tomar soníferos por mais tempo e têm maior resistência a deixar os remédios.

"Com os hipnóticos, o risco de queda aumenta em três ou quatro vezes".

Outro problema comum é a mistura dos remédios com álcool, o que aumenta o risco de pausas prolongadas na respiração durante o sono.

"Uma taça de vinho pode ser suficiente para levar a uma overdose", afirma o médico.

O efeito de sonambulismo, observado em alguns pacientes após o uso de remédios como o zolpidem, também está associado a um risco maior de acidentes.

Foi o caso da aposentada R.G.R., 55, que usou o remédio zolpidem por quase dez anos. Ela se queimou enquanto cozinhava, após tomar os comprimidos.

O estudo americano também associou o uso dos hipnóticos com maior risco de desenvolver câncer, 35% maior entre os pacientes que tomavam o maior número de doses por ano.

Para Hototian, há um excesso na prescrição de remédios para dormir. Muitos que precisam tomar os soníferos o fazem de forma errada.
"É preciso saber a causa da insônia. Muitas vezes, a pessoa tem uma depressão que causa falta de sono. É melhor tratar com antidepressivos do que com hipnóticos".

O psiquiatra afirma que muitos dos insones não têm paciência de tentar outros tratamentos que não sejam os soníferos. "Após a aposentadoria, é normal que as pessoas durmam menos à noite, mas elas querem ter um sono como o da época em que trabalhavam. Quando você não dá o remédio, alguns acabam procurando outro médico".

FOLHA

Farmácia on-line usa redes sociais para vender remédios ilegais


Farmácias on-line estão recorrendo às redes sociais YouTube e Facebook para vender a jovens compradores drogas ilícita e remédios que são vendidos somente com prescrição médica.

Segundo Hamid Ghodse, presidente do americano INCB (Conselho Internacional para Controle de Narcóticos), que preparou o documento, a publicidade de produtos perigosos na mídia social coloca em risco um grande número de pessoas.

Ghodse disse que as iscas são as salas de bate-papo para propagandear as drogas como legalizadas.

O INCB pede que os governos coíbam e fechem atividades ilegais relacionadas a drogas e, ao mesmo tempo, aumente a fiscalização de drogas que são contrabandeadas pelo correio.

De acordo com o levantamento do INCB, a Índia lidera a lista de países de origem dessas substâncias, seguida dos Estados Unidos, China e Polônia.

REUTERS/FOLHA

Tráfego de dados explode na América Latina em cinco anos


O tráfego de dados na América Latina vai ser multiplicado por sete em apenas cinco anos.

"A explosão de dados vai acontecer, é um fato", disse o presidente da Telefônica para a região, Santiago Fernández Valbuena. Ele falou hoje no Mobile World Congress, maior feira anual do setor de telecomunicações, que acontece nesta semana em Barcelona.

O crescimento médio deverá ser de 48% por ano, segundo a estimativa anunciada por Fernández. Nenhuma outra região do mundo terá um índice tão alto.

Ele disse ainda que é preciso encontrar uma maneira de baixar os preços dos smartphones na região, para que possam ser vendidos a no máximo US$ 100. "Precisamos ter os aparelhos disponíveis no preço certo", afirmou. "É uma questão de poder de compra".

FOLHA

Microsoft reclama à União Europeia sobre rede social do Google


A Microsoft e diversas outras companhias apresentaram reclamações aos reguladores antitruste da União Europeia sobre a rede social do Google, o Google+, informaram duas pessoas familiares ao assunto, em uma medida que pode levar a UE a ampliar sua atual investigação sobre o Google.

A reclamação da Microsoft ressalta o crescimento da rivalidade entre as duas companhias.

A Microsoft e outras empresas expressaram suas preocupações informalmente, informaram as fontes, que não forneceram detalhes sobre a natureza da queixa sobre o Google+, por ser considerado um assunto sensível.

A Comissão Europeia rejeitou comentar e a Microsoft disse que não faria qualquer pronunciamento sobre "rumores ou especulações".

FOLHA

Carregador universal já é realidade, ainda que haja um caminho a percorrer


Mudar de carregador quando trocamos o celular é coisa do passado... ou quase: a maioria dos fabricantes, reunidos nesta semana no Mobile World Congress, aprovaram o carregador universal, embora ainda haja alguns passos no caminho.

Três anos antes, neste mesmo congresso, organizado em Barcelona, 17 fabricantes e operadoras tinham se comprometido a fabricar um carregador que servisse para todos os aparelhos.


O objetivo era que "a maioria dos telefones móveis vendidos em 2012 fossem compatíveis com esse carregador universal", explicaram as operadoras móveis GSMA, ao lançar a iniciativa, enquanto a Comissão Europeia também pressionava nesse sentido.

Um estudo de 2011 da Universidade de Gênova (Itália) constatou que há até dez modelos diferentes de carregadores para cada um dos oito grandes atores do mercado.

A data enfim chegou, outros parceiros aderiram ao projeto, mas o saldo ainda é limitado.

A iniciativa de um mesmo carregador para todos os celulares, tão anunciada e aguardada, "estava claramente voltada para os smartphones", uma parcela ainda reduzida do mercado, disse Flavio Cuchietti, um dos supervisores do projeto na União Internacional das Telecomunicações (UIT), organização especializada das Nações Unidas, que pediu no ano passado que os fabricantes passem a compartilhar um mesmo carregador até 2014.

Os fabricantes, no entanto, estão mais otimistas. Samsung e Sony Ericsson, por exemplo, afirmam que todos os seus modelos já estão equipados com o carregador universal, que funciona com uma conexão micro-USB.

Para o cliente, o benefício é, sobretudo, prático. "Quando alguém viaja e esquece o carregador, sempre encontra alguém que tenha um carregador que possa usar", explica.

Cuchietti acrescenta que provavelmente haverá menos desperdícios. 

"Falamos de mais de 100 mil toneladas" de carregadores jogados fora por ano, já que, cada vez mais, a frequência com que os telefones são trocados aumenta.

Isso, no entanto, gera um impasse para os fabricantes: não vender mais o carregador. O dispositivo passaria a ser opcional, segundo Hamadoun Touré, secretário geral da UIT.

"Não podemos decidir unilateralmente vender nossos produtos sem carregador. Se fizermos isso, ninguém comprará os produtos da Sony!", declarou Bertrand Villié, encarregado do desenvolvimento sustentável da Sony Ericsson na França, afirmando, no entanto, que "a indústria de telefones móveis é a única no mundo que chegou a um acordo sobre um carregador universal".

FRANCE PRESS/FOLHA

Globo compra direitos de transmissão das Copas de 2018 e 2022


A Fifa anunciou nesta terça-feira que prorrogou seu acordo de direitos de transmissão com a Rede Globo para as duas Copa do Mundo seguintes à edição do Brasil, em 2014.

A emissora carioca terá os Mundiais de 2018, na Rússia, e 2022, no Qatar, em um negócio que envolverá exibição via cabo, satélite, terrestre, móvel e por internet de banda larga em todo o país.

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, comentou, mas não citou valores.

"A força de distribuição da Globo em um território tão vasto como o Brasil garante que a competição possa ser seguida pelo maior número de pessoas possível e esse foi o fator determinante na nossa decisão".

O presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, falou em "parceria" com "recompensas significativas" entre as duas partes desde 1970.

"Durante mais de 40 anos, a Globo e a Fifa desenvolveram uma parceria muito frutífera, o que proporcionou recompensas significativas para ambos. Durante todos esses anos, a Fifa obteve êxito na tarefa de tornar o futebol o esporte mais popular com uma enorme audiência em todo mundo e tem muito orgulho de fazer parte disso", afirmou.

E completou: "O mais importante para a Globo é possibilitar que os telespectadores façam parte das competições, como se estivessem eles próprios no gramado. Por essa razão, nós estamos orgulhosos por prorrogar essa parceria".

A Record também negociava os direitos das Copas de 2018 e 2022.

Globo e Band mostrarão o Mundial de 2014.

FOLHA

Rede social que organiza mural virtual cresce em ritmo acelerado


Primeiro, vieram os blogs, com posts geralmente curtos. Depois, o Twitter, com suas mensagens em 140 caracteres. Agora é a vez do Pinterest, rede social em que o texto é um detalhe. O que importa são as imagens.

Mural virtual de fotos e vídeos, o Pinterest.com explodiu nos últimos meses: alcançou o marco de 10 milhões de usuários em janeiro. É pouco, se comparado aos mais de 800 milhões de cadastrados no Facebook, mas a velocidade de crescimento impressiona - só de setembro a dezembro, a alta foi de 429%.

A rede também tem conseguido manter seus usuários conectados. Eles gastam uma hora e 15 minutos por mês no Pinterest, número que só é menor do que o do Tumblr (uma hora e 38 minutos) e o do Facebook (seis horas e 33 minutos), batendo o Twitter e o Google+, segundo o site especializado Statista.

O Pinterest é como um grande painel de cortiça, um mural virtual em que o usuário alfineta não só fotos suas ou de amigos mas também qualquer tipo de imagem que o atraia na internet.

Tais fotos são divididas em álbuns temáticos, criados pelo usuário (como "receitas de bolo", "ideias para decorar a casa", "livros que li"). Também é possível ver murais dos outros, segui-los e republicá-los (como no Twitter), além de curti-los e comentá-los (como no Facebook).

Uma das inspirações para o serviço veio de um hábito de infância de Ben Silbermann, 29, um de seus fundadores. Ele colecionava insetos. "Achava que era realmente legal e que estava fazendo um serviço importante", disse Silbermann ao "USA Today". "Os livros nas prateleiras das pessoas dizem algo sobre quem elas são".

Esse espírito de colecionador move o Pinterest, criado por Silbermann e dois amigos em março de 2010, após cinco meses de trabalho.

TOQUE FEMININO

A publicitária Paula Maia foi uma das pessoas que ajudaram o site a chegar aos 10 milhões. "Hoje o Pinterest, para mim, é mais importante que o Facebook", afirma. "De manhã, antes de abrir o e-mail, já abro o Pinterest, em busca de referências novas".

Ela procura imagens de design, tipografia, moda, arquitetura, fotografia e tatuagem. Paula descreve a rede como simples, de bom gosto, sem espaço para discussões vazias e livre de lixo eletrônico.

A elegância do site é também aprovada por outras mulheres - que, segundo a empresa Experian Hitwise, compõem 58% da audiência do Pinterest. Dados da AppData dizem que 97% dos fãs do serviço no Facebook são do sexo feminino.

"Muitas experiências on-line são claramente desenhadas por engenheiros homens, como o Facebook, o Google+ e o Quora. No Pinterest, o conteúdo e a identidade do usuário ficam em primeiro plano, não me sinto sufocada. Por isso a rede cresce tanto entre as mulheres", diz Adena DeMonte, usuária norte-americana da rede.

Por enquanto, o site não é aberto. Para entrar, é preciso ser convidado por algum amigo que já tenha conta na rede. Ou clicar em "Request an invite" para ser convidado pelo próprio Pinterest. A resposta costuma ser rápida.

FOLHA

Russos 'ressuscitam' planta morta há 32 mil anos


Cientistas russos geraram plantas vivas a partir do fruto de uma pequena flor do Ártico, a Silene stenophylla, extinta há 32 mil anos.

O fruto ficou conservado por várias décadas graças a um singelo esquilo, que o guardou nos compartimentos de sua toca, preservada no permafrost (subsolo que fica congelado a maior parte do ano) siberiano.

O feito agora precisa ser confirmado pelo método de datação por radiocarbono.

Os russos acreditam que circunstâncias especiais contribuíram para a notável longevidade das células da stenophylla. Os esquilos constroem os armazéns de comida próximos ao solo congelado do Ártico, o permafrost, para manter as sementes frescas durante o verão ártico.

Ou seja, os frutos teriam permanecido congelados desde o início, mas as suas placentas, que contêm alta dose de sacarose e de fenóis, não se congelaram. A partir delas é que as plantas foram cultivadas.

O recorde anterior era de uma tamareira, que cresceu de uma semente com cerca de 2.000 anos de idade, recuperada no antigo forte de Massada, em Israel.

O trabalho é de autoria da equipe chefiada por Svetlana Yashina e David Gilichinski, do centro de pesquisas da Academia Russa de Ciências, em Puschino (perto de Moscou), e será publicado na edição desta terça-feira da revista oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

A especialista em DNA antigo da Universidade de Copenhague Eske Willersley diz que a descoberta é "a princípio, plausível", dadas as condições do permafrost.

A confirmação do resultado, porém, precisa ser feita pela datação por radiocarbono: "Tudo depende disso. Se houver algo errado ali, pode desmontar a coisa toda".

Se for positivo, então os cientistas poderão estudar a evolução, em tempo real, das stenophylla antigas, comparando-as com as atuais.

Gilichinsky, porém, não poderá comemorar a feito do seu grupo. 

Hospitalizado após um ataque de asma, o cientista faleceu neste mês.

THE NEW YORK TIMES/FOLHA

Corpos de militares mortos na Antártida são levados ao IML


Os corpos do primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos, 45, e do suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo, 47, mortos no incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz, na Antártida, foram levados ao IML (Instituto Médico Legal) do Rio de Janeiro por volta das 11h desta terça-feira (28).

Eles chegaram à Base Aérea do Galeão, no Rio, às 8h50, onde receberam homenagens da Presidência da República e das Forças Armadas. Os corpos foram trazidos de Punta Arenas, no Chile, em uma aeronave C130-Hércules da FAB (Força Aérea Brasileira).

As homenagens "post-mortem" lembram os atos de bravura praticados no combate ao incêndio.

O vice-presidente da República, Michel Temer, lamentou o acidente ao conduzir a homenagem do Planalto, que promoveu os dois oficiais ao posto de segundo-tenente e admissão na Ordem do Mérito da Defesa no grau de comendador.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que a "perda é sempre irreparável, mas jamais será esquecida".

A base militar brasileira de pesquisas na Antártida tinha uma infraestrutura que incluía laboratórios científicos bem equipados, dormitórios e cozinha industrial, biblioteca, oficinas e instalações técnicas para embarcações usadas em expedições.

FOLHA

Análise: Entenda como Israel poderia atacar o Irã


Entre todos os desafios de segurança de Israel nas últimas décadas, a ameaça de um Irã armado nuclearmente é a principal preocupação nas mentes dos estrategistas militares do país.

Essa preocupação tem orientado todo o desenvolvimento da Força Aérea Israelense nos últimos anos.

A Força Aérea Israelense comprou 125 caças F-15I e F-16I, equipados com tanques maiores de combustível - feitos sob medida para ataques de longo alcance.

Além disso, Israel comprou bombas de penetração especiais, desenvolveu grandes aeronaves não tripuladas e de longa duração, e muito dos treinos estão focados em missões de longo alcance.

Israel tem um histórico de ataques preventivos contra alvos nucleares na região. Em junho de 1981, caças israelenses bombardearam o reator de Osirak, próximo à capital Bagdá.

Mais recentemente, em setembro de 2007, aviões israelenses atacaram um local na Síria que muitos acreditavam que abrigava um reator nuclear em construção.

No entanto, um ataque contra Irã seria diferente das missões no Iraque na Síria. Naquele caso, se tratava de alvos únicos acima da superfície e que vieram de forma inesperada.

Uma tentativa israelense de prejudicar o programa nuclear iraniano teria de lidar com uma série de problemas, como alcance, alvos múltiplos e a natureza dos alvos.

COMO CHEGAR LÁ?

Para começar, Israel está muito distante do Irã. Alguns dos alvos estariam entre 1,5 mil e 1,8 mil km das bases israelenses. Os aviões teriam que primeiro chegar ao Irã, e depois conseguir sair.

Pelos menos três rotas são possíveis:

  • Existe uma no norte, onde caças israelenses voariam norte e depois leste, ao longo das fronteiras entre Turquia e Síria, e depois Síria e Iraque.

  • No centro, a rota mais provável passa pelo Iraque. Com o Exército americano fora do país, as autoridades iraquianas são muito menos capazes de monitorar o espaço aéreo, o que abriria um caminho para os israelenses.

  • A terceira rota, no sul, é pelo espaço aéreo saudita. Será que os sauditas deixariam algo assim acontecer, já que eles próprios estão preocupados com o programa nuclear iraniano? Esta rota pode ser usada para o retorno dos aviões? Essas perguntas não foram respondidas ainda.

O que se sabe é que os aviões israelenses teriam que se abastecer no caminho.

Douglas Barrie, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), em Londres, acredita que reabastecimento em pleno voo será fundamental.

"Aviões israelenses precisam não só entrar e sair do espaço aéreo iraniano; eles precisam de combustível suficiente para sobrevoar com bastante tempo os alvos, e o suficiente para qualquer eventualidade que possa surgir em uma missão destas".

Acredita-se que Israel possua entre oito e dez aeronaves de reabastecimento baseadas no modelo Boeing 707.

QUAIS ALVOS ATINGIR?

Douglas Barrie também diz que os aviões israelenses terão de achar os alvos onde bombas suas possam fazer o maior estrago possível.

"Eles estarão em busca dos principais gargalos do programa iraniano. 

Claramente atacar instalações de enriquecimento faz mais sentido, sob o ponto de vista militar", diz o especialista.

As instalações de enriquecimento de urânio em Natanz, ao sul de Teerã, e Fordo, perto de Qom, são as mais conhecidas, e provavelmente estariam na lista israelense.

A usina de água pesada e o reator em Arak, no oeste, e uma unidade de conversão de urânio em Isfahan também estão entre possíveis alvos preferenciais.

Não está claro se Israel tem capacidade de atingir outros alvos associados ao programa de mísseis ou de fabricação de explosivos do Irã.

Outro problema é que as instalações de enriquecimento de Natanz são subterrâneas, e a nova usina em Fordo também está praticamente dentro de uma montanha.

ALVOS SUBTERRÂNEOS

Para um ataque do tipo, o especialista da IISS afirma que é preciso ter informação precisa, desde a geologia local até conhecimento sobre a arquitetura das usinas.

Um tipo especial de munição também é necessário. A principal arma de Israel é um arsenal americano conhecido como GBU-28. Esta arma guiada a laser de 2,2 toneladas tem capacidade especial de penetração.

"O GBU-28 é a arma de penetração mais forte disponível para aeronáutica tática, e desde que foi usada pelos Estados Unidos, em 1991, ela foi melhorada", afirma Robert Hewson, editor da revista especializada Jane's Air-Launched Weapons.

No entanto, ele ressalta que Israel não teria capacidade de carregar uma munição tão grande em seus aviões sem uma grande operação aérea, que envolvesse também as aeronaves de abastecimento.

Além disso, há dúvidas sobre o grau de eficácia do GBU-28. Para Douglas Barrie, uma bomba seria insuficiente.

ISRAEL TEM ALGUMA ALTERNATIVA MILITAR?

Até agora só se discutiu a capacidade conhecida das Forças de Israel, mas o país possui uma indústria aeroespacial e eletrônica própria, que pode já ter produzido sistemas relevantes para um ataque ao Irã.

Barrie diz que ainda existem muitas coisas que não se sabe sobre a capacidade militar israelense.

Além disso, o próprio Irã possui sistemas russos de defesa. Entre esses sistemas estão os mísseis AS-5, para ameaças em grandes altitudes. O sistema móvel M1/AS-15 permite o lançamento de mísseis contra alvos em altitudes menores.

A Rússia tem se negado a abastecer o Irã com mísseis de maior alcance - como os S-300. Mas os iranianos dizem que conseguiram outros fornecedores para este tipo de arma.

Os sistemas iranianos podem estar um pouco antiquados, mas eles ainda são relativamente confiáveis. Um exemplo claro disso foi a forma como a Líbia conseguiu se defender de ataques da Otan, mesmo com armas antigas.

Um pequeno submarino israelense também pode desempenhar um papel em um potencial conflito. Douglas Barrie afirma que é grande a probabilidade de Israel lançar mísseis do mar, com seus submarinos alemães Dolphin.

No campo marítimo, especialistas acreditam que o Irã está completamente ultrapassado.

A maioria dos analistas concorda que um ataque israelense a alvos múltiplos tem potencial para causar fortes danos no programa iraniano.

No entanto, isso seria muito menor do que um ataque dos Estados Unidos, que possui muito mais capacidade militar do que Israel.

"Se os israelenses conseguissem fazer algo assim, seria uma demonstração impressionante do seu poderio", diz Barrie.

Segundo ele, poucos países no mundo teriam capacidade de fazer algo deste tipo.

BBC NEWS/FOLHA

Pai oferece US$ 100 mil de recompensa para quem encontrar corpo do filho


O pai de um rapaz australiano, desaparecido desde 2007, ofereceu uma recompensa equivalente a cerca de US$ 100 mil (R$ 180 mil) por informações que levem ao corpo de seu filho.

Matthew Leveson tinha 20 anos de idade quando foi visto pela última vez, saindo de uma casa noturna de Sydney com seu namorado, Michael Peter Atkins, às duas horas da manhã, quatro anos e meio atrás.

Seu carro foi encontrado abandonado alguns dias depois, mas seu corpo nunca foi localizado. Dentro do carro, havia um recibo de compra de uma pá de jardim e um rolo de fita adesiva.

Apesar da falta de definição sobre o que aconteceu com Matthew, a família do rapaz nunca desistiu de descobrir a verdade.

TATUAGENS

Segundo relatos da mídia australiana, em noites de lua cheia e céu claro, o pai de Matthew, Mark Leveson, dirige até um parque nacional na cidade para tentar encontrar um local onde o corpo do filho pode estar enterrado.

"Não há nada certo que indique que seu corpo está lá. Mas eu tenho que começar em algum lugar", disse ele ao Sydney Morning Herald.

Desde o desaparecimento do filho, o pai tatuou no corpo frases que demonstram seu desespero por descobrir o que aconteceu.

Nos braços, ele tem tatuagens que dizem: "A morte deixa uma dor que ninguém pode curar", "O amor deixa lembranças que ninguém pode roubar" e "Fiat Justitia" (Que a justiça seja feita).

ACUSAÇÃO DE ASSASSINATO

Em 2008, o namorado de Matthew, que era 24 anos mais velho que ele, foi preso e acusado de seu assassinato. Amigos de Matthew disseram que ele não estava feliz no relacionamento.

Após julgamento, Atkins foi inocentado pelo júri.

As investigações continuaram, mas nada de significativo foi descoberto.

"Há uma pessoa, ou pessoas, em algum lugar que sabe o que aconteceu com Matt. Estamos novamente fazendo um apelo para que eles apresentem informações que possam ajudar a família Leveson e permitir que eles enterrem seu filho", disse o inspetor da polícia Rohan Cramsie.

"Há muitas perguntas sem resposta e, até o momento, os investigadores não conseguiram descobrir o que aconteceu com Matthew. Esperamos que esta recompensa funcione como um incentivo".

BBC BRASIL/FOLHA

Aluna de 10 anos morre após briga 'por causa de garoto' nos EUA


Uma menina de dez anos de Long Beach, Califórnia (EUA), morreu após uma briga com uma colega de escola da mesma idade, na última sexta-feira.

A polícia ainda investiga as causas da morte e da disputa entre as duas garotas, mas testemunhas ouvidas pela imprensa local dizem que a briga foi por causa de um garoto.

O caso foi classificado nesta segunda-feira como um homicídio, causado por um "forte trauma" na cabeça da vítima.

Joanna Ramos, 10, e sua colega brigaram após as aulas de sexta-feira à tarde. A polícia acredita que nenhuma arma tenha sido usada e que o confronto tenha durado apenas um minuto. As duas garotas saíram caminhando, sem nenhum sinal visível de trauma em seus corpos.

Porém, mais tarde, Joanna passou mal e foi levada por seus parentes ao hospital. Chegou lá inconsciente e sem respirar, foi operada (aparentemente para a retirada de um coágulo no cérebro), mas não resistiu. Morreu na mesma noite.

'Saber o que aconteceu'

"Minha filha começou a se queixar de que não se sentia bem. (...) Levamos ela ao hospital, mas era tarde demais. Ela estava em coma", disse à emissora Fox a mãe de Joanna, Cecilia Villanueva. "Quero saber o que aconteceu".

Uma tia da garota disse ao jornal "Long Beach Press-Telegram" que acreditava que mais de uma garota poderia ter se chocado com sua sobrinha.

A polícia interrogou a outra menina envolvida na briga, mas não deu mais detalhes sobre o caso.

Há relatos de que a briga já tivesse sido marcada pelas meninas - ou seja, de que não tenha sido espontânea. Mas autoridades ligadas à escola disseram não saber da rivalidade entre as duas.

De acordo com o "Long Beach Press-Telegram" e a emissora local KTLA, havia relatos de bullying na escola, mas nenhum aluno interrogado disse que Joanna era um alvo de gozações.

"Ainda estamos tentando colocar as peças desse quebra-cabeça no lugar", disse à imprensa o vice-chefe da polícia local, Robert Luna.

Até a noite de segunda-feira, ninguém havia sido detido por conta do caso.

BBC BRASIL/FOLHA

ONU eleva estimativa de mortes na Síria para 7.500


As Nações Unidas anunciaram nesta terça-feira que foi elevada a estimativa de mortes na Síria para 7.500, desde o início dos protestos há 11 meses.

A projeção anterior, de janeiro, apontava 5.400 mortes. Grupos de oposição ao regime de Bashar al Assad, que sempre divulgaram cifras mais altas, já apontam mais de 8.500 vítimas da repressão.

"Há informes críveis de que a contagem de mortes agora ultrapassa 100 civis por dia, incluindo mulheres e crianças", disse o secretário-adjunto das Nações Unidas, Lynn Pascoe, à agência Associated Press.

Somente ontem, segundo estimativas do grupo opositor CCL (Comitês de Coordenação Local), 124 pessoas teriam morrido em todo o país.

Desde janeiro, as forças de repressão de Bashar al-Assad procederam ao bombardeio de cidades consideradas como enclaves rebeldes, com ênfase em Homs.

No mês passado, a ONU chegou a desistir de fazer a contagem de vítimas, devido à dificuldade em levantar essas informações.

FOLHA

Incorporadora dos EUA desembarca no Brasil com plano de US$ 1 bilhão


Com o plano de investir US$ 1 bilhão em três anos, a incorporadora Related Brasil anunciou sua chegada ao país com uma meta ambiciosa: estar entre as maiores empresas do setor neste mesmo prazo.

Criada a partir das incorporadoras norte-americanas The Related Group e Related Companies, a nova empresa começa a dar os passos iniciais em território brasileiro com a estimativa de destinar US$ 120 milhões aos primeiros projetos, que devem ser lançados em cerca de três meses.

"A intenção é estar entre as maiores empresas (incorporadoras) em três anos", disse o presidente-executivo da Related Brasil, Daniel Citron, que foi presidente no Brasil da gestora de investimentos imobiliários de alto padrão Tishman Speyer. Entre as maiores construtoras e incorporadoras do país estão a PDG Realty e Cyrela Brazil Realty.

Segundo Citron, o aporte de US$ 1 bilhão - formado por recursos próprios e de terceiros - deve se converter em VGV (Valor Geral de Vendas) entre três e quatro vezes maior até 2014. Este ano, a empresa deve ter de três a quatro projetos no país.

"De todas as possibilidades que olhamos, o país com maior potencial de crescimento nas próximas duas ou três décadas é o Brasil", afirmou o cubano Jorge Pérez, um dos sócios da Related Brasil.

O Related Group, fundado em Miami por Pérez, e a Related Companies, criada por Stephen Ross em Nova York, estão entre as maiores incorporadoras dos EUA, com portfólio combinado de cerca de 20 bilhões de dólares. Ross também é sócio da Related Brasil.

"Vemos (no Brasil) muitas das características encontradas nos Estados Unidos anos atrás", acrescentou. Para atingir a meta de alcançar o topo do setor, a Related considera parcerias e até mesmo aquisições.

Com posicionamento nos padrões de renda médio e alto, a nova empresa ainda não formou um banco de terrenos e está negociando áreas para empreendimentos nos segmentos residencial, comercial (venda e locação), hoteleiro e projetos de desenvolvimento urbano.

TIME BRASILEIRO

Os sócios da Related Brasil se apoiam no argumento dela ser a única incorporadora de origem totalmente norte-americana a investir no país por meio da criação de uma empresa nacional.

Com escritório sediado na região da avenida Faria Lima, em São Paulo, Citron está cuidando atualmente de compor a diretoria da companhia, que será composta por brasileiros.

"Não queremos saber mais que os brasileiros... vamos trazer conhecimento. Estamos falando com empresas aqui, queremos firmar parcerias e ser uma empresa brasileira, não apenas ter um ou dois projetos", disse Pérez.

Ele acrescentou que o grupo vem negociando parcerias em projetos com "grandes empresas" no Brasil, principalmente parcerias regionais. A Related também recorrerá a parceiros por não ter construtora própria.

Embora não descarte operar em cidades carentes de terrenos como São Paulo e Rio de Janeiro, o comando da companhia está de olho na região Nordeste.

"É mais fácil entrar onde os preços não subiram tanto, onde existe mais área disponível... o Nordeste oferece mais possibilidades", disse Citron.

Inicialmente, a Related Brasil deve ter participação pequena nas operações do grupo norte-americano, mas a fatia tende a aumentar gradualmente e se tornar parte relevante, segundo Pérez.

Embora a companhia tenha projetos isolados em outros países da América Latina, como México, Colômbia e Uruguai, o executivo ressaltou que o Brasil será "foco de atenção" do grupo agora.

"BOLHA" DE PREÇOS

Sob a sombra da possibilidade de formação de uma bolha imobiliária no Brasil, Pérez disse estar sempre preocupado, sobretudo se considerados os preços em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, quando comparados a Miami, por exemplo.

"A preocupação é se os preços estão altos porque a demanda é alta e se a demanda cair eles vão cair também", afirmou, ponderando que o Brasil tem a seu favor o aumento de renda da população e a migração de classes.

"Diferentemente dos EUA e da Europa, a classe com maior poder de compra está crescendo de forma muito mais forte, suportando o mercado", assinalou.

REUTERS/FOLHA

luishipolito@outlook.com

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