quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Federaliza-se a eleição em São Paulo


O projeto de poder, com inegável competência idealizado e até agora executado por Luiz Inácio Lula da Silva, "passa, necessariamente, pela imposição da hegemonia do Partido dos Trabalhadores (PT) em seu Estado de origem, São Paulo, a começar pela reconquista da Prefeitura da capital", conforme opinamos neste espaço em 29 de janeiro. Ao se desembaraçar das dúvidas e angústias que o impediam de tomar a decisão agora anunciada de disputar as prévias que indicarão o candidato de seu partido a prefeito da capital em outubro próximo, José Serra cria um fato político que transcende os limites do Município. Reanima a possibilidade - que em termos de nomes ainda é uma questão aberta a ser definida no devido tempo - de existência de uma alternativa ao lulopetismo no comando dos destinos nacionais. E a melhor evidência de que o panorama do pleito municipal paulistano mudou significativamente é o verdadeiro tumulto que a novidade causou nas hostes petistas.
Com todas as cautelas que os vaticínios eleitorais recomendam, parece óbvio que o nome de Serra se colocava como o único, entre os disponíveis nas forças de oposição ao poder central, capaz de disputar o pleito municipal contra Lula - o verdadeiro candidato por detrás do nome que o próprio chefão do PT escolheu a dedo para representá-lo. E isso leva à curiosa conclusão de que, ao final de contas, Lula acabou escalando os dois candidatos que deverão polarizar o pleito de outubro.
Está claro, portanto, que a eleição do prefeito de São Paulo está "federalizada", no sentido de que colocará em jogo muito mais do que o comando político-administrativo da maior metrópole brasileira. Para Lula e seu partido, é ponto de honra vencer as eleições na capital paulista e, a partir daí, conquistar em 2014 o governo do Estado, que estará completando 20 anos nas mãos de seu maior adversário - o PSDB. Não é por outra razão que, do alto de seu incontrastável poder dentro do PT, Lula atropelou todas as lideranças do partido em São Paulo para impor sua escolha pessoal: a candidatura de Fernando Haddad, que, com seu apoio, o ex-presidente considera capaz de superar a rejeição que historicamente a classe média paulistana demonstra em relação à legenda petista.
Tão determinado está o lulopetismo a fazer o que for necessário para vencer o pleito em São Paulo, que as lideranças mais identificadas com Lula não hesitaram um segundo em abrir os braços à possibilidade de aliança com um adversário figadal, o prefeito Gilberto Kassab. A entrada de Serra na disputa poupou os petistas, e o próprio Kassab, da espinhosa missão de justificar uma esperteza inadmissível para quem faz política com um mínimo de coerência. Estão aí a senadora Marta Suplicy e seu pesadelo de "acordar de mãos dadas" com o prefeito a demonstrar que tudo tem limite. Mas essa é uma lição que deve ter sido muito mais útil para o eleitor que, se parou um segundo para pensar, só pode ter concluído que sua capacidade de discernimento estava sendo indecorosamente subestimada.
Daqui para a frente, restará aos tucanos e seus aliados jogar o jogo eleitoral paulistano no campo em que Lula o colocou: a temática nacional. E para isso será necessário, fugindo ao tom das três campanhas presidenciais em que foram derrotados, colocar muito claramente as divergências com o modo lulopetista de governar. São nove anos de uma experiência extremamente vulnerável que, por um lado, corrompe o aparelho do Estado em nome da governabilidade, e, por outro, provoca um crescente déficit de capacidade gerencial que compromete os benefícios sociais de que Lula e seus companheiros se proclamam curadores exclusivos.
De qualquer modo, é importante que, apesar do rumo político que a campanha eleitoral inevitavelmente tomará, candidatos e partidos não se esqueçam de que esta é a maior metrópole do País, com mais de 10 milhões de habitantes e problemas à altura de seu gigantismo. A população paulistana, portanto, merece e exige de seu futuro prefeito propostas concretas voltadas para a solução dos graves problemas que enfrenta em todas as áreas, da social à de infraestrutura.
ESTADÃO

Réu, ex-deputado assume cargo de delegado usando tornozeleira em Alagoas


Quatorze dias após deixar a prisão beneficiado por um habeas corpus e usando uma tornozeleira eletrônica por ordem da Justiça, o ex-deputado Francisco Tenório (PMN-AL) assumiu nesta quarta-feira o posto de delegado-adjunto da delegacia de acidentes de trânsito de Maceió.

O ex-deputado é delegado de carreira da Polícia Civil alagoana, mas estava afastado do cargo. Ele é réu em dois processos no qual é acusado de homicídio.

Até início de fevereiro de 2011, Tenório estava licenciado da Polícia Civil para exercer mandato eletivo como deputado federal. Um dia após deixar o cargo de deputado, o delegado foi preso preventivamente pela acusação de participar da morte do ex-policial militar conhecido como Cabo Gonçalves, em 1996, o que ele nega.

Tenório não conseguiu se reeleger na eleição de 2010, ficando na suplência de sua coligação.

No dia 16 de fevereiro, o ex-deputado foi solto, beneficiado por um habeas corpus dado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas. A 17ª Vara Criminal de Maceió, onde tramita outro processo em que Tenório é acusado de homicídio, determinou o uso da tornozeleira.

Com o dispositivo, o delegado não pode deixar Maceió sem autorização da Justiça nem circular pelas ruas depois das 20h.

Hoje, foi publicado no "Diário Oficial" de Alagoas a portaria designando-o para a função de delegado-adjunto. A reportagem ligou para a delegacia, mas ele não quis dar entrevista.
Tenório também é acusado, em outro processo, da morte do ex-pistoleiro Cícero Belém, em 2005.

Durante o período em que esteve preso, ele recebeu salário como delegado da Polícia Civil.

FOLHA

Ricos são mais propensos a trapacear, revela estudo


Pessoas de classe social alta, com mais recursos econômicos e educação, tendem a comportamentos menos éticos do que as com menos recursos.

A afirmação é do pesquisador Rodolfo Mendoza-Denton, professor do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), que assina o trabalho com colegas da Universidade de Toronto (Canadá).

"Realizamos sete estudos experimentais que nos levaram a conclusões surpreendentes, disse ele em entrevista à agência de notícias Efe. 

"Normalmente se pensa que as pessoas com menos recursos têm mais motivação para se comportar de maneira imoral, antiética e violar a lei".

A equipe, liderada por Paul Piff, efetuou dois testes em situações normais para avaliar as probabilidades de os motoristas fecharem o cruzamento de outros veículos em uma intersecção muito transitada de duas ruas, bem como de pedestres em uma esquina da mesma área de San Francisco.

O fator de referência foi a marca do veículo, a idade e aparência do motorista para apontar sua classe social.

Os autores descobriram que uma porcentagem mais alta dos motoristas de veículos caros ("um Porsche ou uma Ferrari", disse Mendoza-Denton) se antecipava ao cruzamento de outros veículos ou dos pedestres, comparado com os motoristas de veículos de menos luxo.

Outros cinco experimentos realizados em laboratório com estudantes e pela internet, com uma amostra de alcance nacional de adultos, revelaram que os participantes que se consideravam de "classe alta" tinham mais tendência a tomar decisões antiéticas do que os de "classe baixa".

Entre esses comportamentos está furtar objetos valiosos de outras pessoas, mentir em uma negociação ou aumentar as possibilidades de ganhar um prêmio e dar aval a uma conduta incorreta no trabalho.

"O importante não é apenas a conclusão de que as pessoas que estão mais acima tendem a se comportar menos eticamente, mas avaliar por que o fazem", declarou Mendoza-Denton.

"Descobrimos que as pessoas de classe baixa ou que se percebem como tal estão mais expostas a perigos, têm menos recursos e um trabalho que não é estável, o que torna suas vidas menos previsíveis", disse o pesquisador.

"Os cidadãos desse nível social trabalham mais para garantir que as relações humanas serão fortes e duradouras", acrescentou.

Por outro lado, os membros da classe alta, "como têm mais recursos, se sentem mais seguros, têm o luxo de ser mais independentes, tendem a focar os pensamentos e as emoções em si mesmos e pensam menos nas consequências que seu comportamento tem para outros", concluiu.

Pessoas de classes mais altas também demonstraram ser menos propensas a dizer a verdade em uma negociação hipotética de emprego, na qual atuaram como empregadores tentando contratar alguém para um trabalho que sabiam que seria encerrado em breve.

E, quando receberam um recipiente com doces, que os pesquisadores informaram ser para crianças que participavam de experiências em um laboratório vizinho, os mais ricos tiraram mais balas do que os demais, quando informados que poderiam pegar algumas.

Os mais ricos também parecem ser mais focados em suas metas, veem a ganância de forma mais positiva e têm sentimentos mais fortes de autoindulgência, revelou o estudo.

"A busca do interesse próprio é uma motivação mais fundamental na elite da sociedade e o desejo aumentado, associado a maior riqueza e status podem promover más atitudes", destacou o estudo, publicado na revista especializada "PNAS".

FOLHA

Mordida de Tiranossauro rex é a mais forte de todos os tempos


O famoso Tiranossauro rex, mais conhecido dinossauro carnívoro, tinha a mordida mais poderosa de todos os animais que já existiram na Terra.

A conclusão é de pesquisadores britânicos, que usaram modelos de computador para reconstruir os músculos da mandíbula do predador extinto.

A definição desses músculos é essencial para se calcular a força de uma mordida.

A equipe projetou a mordida de animais como o jacaré, o homem, o T. rex jovem e um T. rex adulto. A conclusão é que o T. rex adulto tinha a maior força de todos.

A bocarra do bicho sempre fascinou os cientistas. Estudos anteriores apontavam que a intensidade da sua mordida variava entre 8.000 e 13,4 mil newtons (unidade de medida de força), mas o novo estudo aponta um valor que poderia chegar a até 57 mil newtons, colocando-a em um novo patamar.

A pesquisa foi publicada recentemente na revista científica "Biology Letters".

FOLHA

Estudantes protestam na Espanha contra cortes na educação


Com gritos de "menos cortes, mais educação", centenas de jovens estudantes e universitários protestaram nesta quarta-feira, em Madri, em um dia nacional de protestos contra os cortes na educação e contra as ações policiais em Valência (leste).

"A educação é a base de tudo e é a primeira coisa que cortam. Nosso campo, a pesquisa, é o que mais está sendo cortado", denunciou Claudia Holgueras, uma estudante de ciências ambientais de 18 anos.

"Somos estudantes, não delinquentes!", também gritaram os manifestantes diante do ministério da Educação.

Além dos cortes orçamentários e dos aumentos das taxas universitárias, os estudantes protestam novamente contra as violentas ações policiais ocorridas durante as manifestações dos últimos dias em Valência.

Um protesto de estudantes acabou em Valência no dia 20 de fevereiro com uma forte reação policial, na qual era possível ver agentes batendo com cassetetes ou arrastando jovens estudantes, o que provocou grandes protestos em todo o país.

"Não criamos esta crise, mas a pagamos em toda a extensão da palavra", disse à France Presse o secretário-geral do sindicato nacional de estudantes, Tohil Delgado.

Segundo ele, estavam previstas manifestações em cerca de 40 cidades do país.

O novo governo de direita anunciou um plano de austeridade para diminuir o déficit público que alcançou 8,51% do PIB em 2011. Também implementou uma reforma para flexibilizar o mercado de trabalho e tentar criar empregos em um país onde cerca de um em cada dois jovens está desempregado.

FRANCE PRESS/FOLHA

Pelas Malvinas, Argentina abre 'guerra comercial' com a Grã-Bretanha


Em meio à reivindicação para que sejam abertas negociações sobre a soberania das Ilhas Malvinas, a Argentina anunciou uma medida que visa dificultar a compra de produtos britânicos, abrindo caminho para uma guerra comercial com a Grã-Bretanha.

Na noite da terça-feira, o governo argentino pediu aos empresários do país que não importem produtos da Grã-Bretanha, substituindo os itens britânicos por similares de outras procedências, de acordo com a mídia argentina.

Por telefone, a ministra de Indústria da Argentina, Débora Giorgi, teria feito o pedido a executivos e empresários das 20 principais empresas nacionais e multinacionais instaladas no país que importam produtos da Grã Bretanha.

Entre os itens que seriam afetados pela medida, estão produtos usados no setor agropecuário, como tratores e inseticidas especiais.

"É fundamental que a Argentina decida quem são seus sócios comerciais e estratégicos, e, neste sentido, o governo também quer transmitir um sinal para os que ainda usam o colonialismo como forma de aceder aos recursos naturais", afirmaram assessores do ministério, de acordo com os jornais Clarín e El Cronista.

'COLONIALISMO'

A palavra "colonialismo" tem sido repetida nos discursos da presidente Cristina Kirchner quando se refere à Grã-Bretanha e à questão das Malvinas (Falklands, para os britânicos).

Neste ano, que marca os 30 anos da guerra entre os dois países em torno da soberania das ilhas, as autoridades argentinas tem intensificado suas criticas aos britânicos.

A guerra começou em 2 de abril de 1982, com a chegada de tropas argentinas no arquipélago do Atlântico Sul. No entanto, esta é a primeira vez que a disputa é levada ao terreno comercial.

Para o economista Marcelo Elizondo, ex-presidente da Fundação Exportar, ligada ao governo, "não é fácil" substituir as importações britânicas.

"Não é fácil substituir estas importações porque elas são de alta qualidade, e não se encontram em qualquer lugar. E este tipo de medida contra um mercado costuma gerar retaliações", afirmou o economista, que trabalha na consultoria DNI (Desenvolvimento de Negócios Internacionais).

Ele afirma que, na lista de empresas instaladas na Argentina que exportam para o mercado britânico, estão multinacionais como Cargill e Aceitera General Deheza, além de vinícolas nacionais como Norton e Santiago Grafigna.

RESTRIÇÕES A IMPORTADOS

A escalada de tensões diplomáticas entre Argentina e Grã-Bretanha passou para o setor comercial depois que dois cruzeiros, que tinham saído das Malvinas, foram impedidos de ancorar na Província da Terra do Fogo, no extremo sul do território argentino.

A decisão gerou criticas do setor de turismo e empresarial na Terra do Fogo. "Essa é uma forma barata de se praticar a soberania", disse o presidente da Câmara de Turismo de Ushuaia, na Terra do Fogo, Marcelo Leitti.

Atualmente, a Argentina tem superávit comercial com o Reino Unido, embora a relação tenha registrado uma forte queda no ano passado, em comparação com 2010.

De acordo com a consultoria Abeceb, de Buenos Aires, as importações britânicas representam apenas 0,9% de toda a pauta de importados argentinos.

A iniciativa argentina ocorre em um momento no qual o país já vinha implementando medidas para reduzir a entrada de importados e a saída de dólares.

Nos últimos dias, os governos do Paraguai e do Uruguai somaram-se às criticas que vinham sendo feitas por setores da economia brasileira ao aumento das exigências impostas sobre as exportações para a Argentina.

BBC BRASIL/FOLHA

Coreia do Norte diz que vai suspender programa nuclear


A Coreia do Norte concordou em suspender o lançamento de mísseis de longo alcance, testes nucleares e enriquecimento de urânio em sua principal plataforma em troca de um pacote de ajuda alimentar, anunciou nesta quarta-feira o Departamento de Estado dos EUA.

A agência de notícias estatal norte-coreana, KCNA, confirmou a oferta de uma moratória nuclear.

A porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland, disse que o governo de Pyongyang vai permitir a entrada de inspetores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) para inspecionar e monitorar a desativação do reator de Yongbyon.

Foi anunciado também um encontro entre EUA e Coreia do norte para acertar os detalhes do envio de 240 mil toneladas de alimento ao país comunista.

A KCNA afirmou que a Coreia do Norte tomou a decisão em resposta a um pedido dos EUA com "a intenção de manter a atmosfera positiva" pelo que foi descrito como "conversas entre o Norte e os EUA de alto nível".

O primeiro contato dos EUA com o governo norte-coreano desde a ascensão do novo líder do país de regime comunista, Kim Jong-un, aconteceu na semana passada.

O representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, Glyn Davies, esteve em Pequim nos dias 23 e 24 de fevereiro para discutir com representante dos governos norte-coreanos a não-proliferação nuclear, a ajuda alimentar à Coreia do Norte e outros temas que causam tensões regionais.

As negociações de Pequim tinham por objetivo persuadir a Coreia do Norte a retornar às negociações com as seis partes, que foram abandonadas em abril de 2009.

O programa de enriquecimento, divulgado pela primeira vez em novembro de 2010, pode fornecer a Pyongyang um caminho alternativo para a fabricação de bombas atômicas, em adição ao seu programa de plutônio de longa data.

A Coreia do Norte realizou testes nucleares em 2006 e 2009 e acredita-se que tenha plutônio em quantidade suficiente para produzir de seis a oito armas nucleares.

TENSÃO

No domingo (26), Coreia do Sul e os Estados Unidos deram início a um de seus maiores exercícios militares anuais em território sul-coreano apesar das ameaças da Coreia do Norte, que declarou que seu povo e seu Exército estariam "preparados para uma guerra" contra os dois países.

Cerca de 200 mil soldados sul-coreanos e 2.900 americanos participarão, até 9 de março, de uma série de simulações "de natureza defensiva" chamada Key Resolve. Os exercícios acontecerão nas bases do Exército dos EUA na Coreia do Sul, informou um porta-voz do Comando das Forças Conjuntas de ambos os países.

Através de sua imprensa estatal, Pyongyang qualificou as manobras dos aliados como "uma violação imperdoável à soberania e à dignidade" da Coreia do Norte, que "está em período de luto" correspondente aos cem dias posteriores à morte do líder Kim Jong-il.

A agência de notícias oficial da Coreia do Norte, a KCNA, acrescentou que "o Exército e o povo" norte-coreanos "estão plenamente preparados para lutar em uma guerra" contra a Coreia do Sul e os EUA.

No sábado (25), Pyongyang havia ameaçado começar uma "guerra santa" devido ao exercício dos aliados, que segundo o regime comunista representa uma "provocação".

FOME

Dese janeiro, milhares de caminhões chineses transportaram arroz para a Coreia do Norte, que sofre com uma falta crônica de alimentos, anunciou Do Hee-Yoon, membro da Coalizão de Cidadãos pelos Direitos Humanos, Pessoas Sequestradas e Refugiados Norte-Coreanos, um grupo com sede em Seul.

Os comboios de caminhões chineses com arroz entraram na Coreia do Norte depois que Pequim aceitou, segundo a imprensa japonesa, conceder uma ajuda em alimentos a Pyongyang.

FOLHA

Japão conclui torre mais alta do mundo, com 634 metros


Reconhecida pelo Guinness, o livro dos recordes, como a torre mais alta do mundo, a construção da Tokyo Sky Tree foi concluída nesta quarta-feira (29) em Tóquio.

Com 634 metros de altura, a torre ultrapassou a Canton Tower, na China, que antes detinha o recorde.

De acordo com o Guinness, a estrutura mais alta do mundo é o arranha-céu Burj Khalifa, que fica em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e mede 828 metros.

FOLHA

Filho de Rupert Murdoch pede demissão da News International


James Murdoch, filho do presidente da News Corporation, Rupert Murdoch, pediu demissão da Presidência da News International, filial que reúne os jornais britânicos do grupo americano de imprensa, em meio ao escândalo das escutas.

Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, a News Corporation anuncia que "James Murdoch, diretor executivo adjunto, renunciou ao seu posto de presidente executivo da News International" e vai "se focar na expansão internacional das atividades de televisão" do grupo.

Sua renúncia ocorre depois de dez jornalistas do "The Sun" serem detidos por pagarem supostos subornos a funcionários públicos e enquanto continua a investigação sobre as escutas telefônicas feitas no extinto "The News of the World", da mesma rede.

FOLHA

BCE repassa € 530 bilhões a bancos para combater crise


O BCE (Banco Central Europeu) repassou ao setor bancário nesta quarta-feira um montante de € 529,5 bilhões (US$ 712,4 bilhões) por meio de empréstimos a taxas de juros reduzidas, em sua segunda injeção maciça de crédito, usada para conter a crise das dívidas soberanas. Essa operação já estava prevista desde o final do ano passado.

A oferta de crédito em linhas de três anos foi aceita por 800 bancos. A quantia repassada foi superior à primeira operação desse tipo, quando 523 bancos aceitaram uma quantia de € 489 bilhões (US$ 657,9 bilhões), no dia 21 de dezembro passado.

Na primeira operação, os bancos usaram o dinheiro principalmente para comprar títulos de dívida governamentais, o que ajudou a aliviar o custo de financiamento para várias nações em situação financeira delicada.

Um dos melhores exemplos é a Itália, uma das maiores economias da zona do euro, mas que deve o equivalente a 120% do seu PIB (soma das riquezas produzidas por um país).

No segundo semestre do ano passado, analistas começaram a ver com preocupação que o país necessitava pagar juros cada vez mais altos para convencer investidores a comprarem os títulos de dívida emitidos.

A partir da operação de dezembro, esses custos começaram diminuir perceptivelmente. Anteontem, Roma conseguiu captar mais de € 12 bilhões por meio da oferta de títulos de curto prazo, oferecendo para tanto retornos abaixo de 2% ao ano. No auge da crise, foi forçada a oferecer bônus a juros na casa dos 6%.

A injeção maciça de recursos pelo BCE também evita que o mercado interbancário (de troca de recursos entre os bancos) fique sem liquidez, o que seria prejudicial para a chamada "economia real": a oferta de crédito para empresas e consumidores fatalmente seria reduzida.

ASSOCIATED PRESS/FOLHA

luishipolito@outlook.com

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