terça-feira, 13 de março de 2012

BMW ameaça desistir de plano de fábrica no Brasil


A BMW ameaçou nesta terça-feira desistir dos planos de construir uma fábrica de montagem de veículos no Brasil se novas medidas impostas pelo governo impedirem a produção lucrativa no país.

"Não iremos para o Brasil para termos prejuízo", disse o diretor de produção da BMW, Frank-Peter Arndt, a jornalistas durante reunião anual do grupo.

Atualmente, os planos da montadora de carros de luxo envolvem a construção de uma fábrica em São Paulo ou Santa Catarina.

Em janeiro, uma fonte no Brasil afirmou que a montadora estava nos estágios finais de escolha do local de sua primeira fábrica na América Latina, com uma decisão esperada para fevereiro. Desde o ano passado, a empresa vem negociando a instalação da unidade no país.

A própria montadora vinha afirmando que esperava uma decisão sobre a fábrica para o fim de 2011, mas a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados de veículos importados, anunciada em setembro pelo governo, teria atrasado o processo.

As vendas da BMW no Brasil em 2011 somaram 12.074 unidades, salto de 42% sobre os 8.534 veículos emplacados em 2010, em meio ao crescimento da economia e aumento da renda da população.

FOLHA

Problema em sistema afeta emissão de CNH em todo o país


Um problema no sistema da Serpro (empresa que administra parte dos sites do governo federal) impede a emissão de carteiras de habilitação em todo o país nesta terça-feira. A previsão é que o problema seja resolvido ainda na tarde de hoje.

Segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), o problema começou na madrugada, afetando o Renach (Registro Nacional de Carteiras de Habilitação), responsável pela emissão e renovação da CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

No período da manhã, houve ainda um problema que atingiu parcialmente o Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) e prejudicou a emissão de documentos.

Técnicos da Serpro trabalham para solucionar o problema. As causas da falha ainda estão sendo investigadas.

O Detran-SP disse em nota que está impossibilitado de emitir carteiras de habilitação e realizar serviços que exijam consulta ou validação junto à base de dados nacional, como início do processo de habilitação, transferências de documentos e veículos e comunicação de venda.

O Detran-RJ informou que o problema no Renavam não impede a emissão do documento dos carros aprovados nas vistorias. É atingida apenas a emissão do CRV (Certificado de Registro de Veículo), obrigatório para os procedimentos relativos à primeira licença (emplacamento), transferência de propriedade e transferência de município.

Para os clientes que estão requerendo esses serviços, o atendimento é manual, com o responsável pelo veículo tendo cinco dias, sem a necessidade de agendamento, para retornar ao posto e receber o CRV.

Em São Paulo, quem pretende tirar a primeira habilitação tem que fazer um pré-cadastro no site e-cnhsp.sp.gov.br, desde o fim do ano passado.

Após o cadastro, a pessoa deve agendar a apresentação da documentação e a coleta biométrica (captação de digitais, fotografia e assinatura digital) em uma das unidades de atendimento do Detran.

O mesmo vale para quem vai renovar a carteira, para a reabilitação de permissionários ou adição e mudança de categoria na CNH.

FOLHA

Vale deve se tornar maior produtora de níquel em 2012


A Vale deve se tornar a maior produtora mundial de níquel ainda neste ano, disse o presidente da mineradora, Murilo Ferreira, nesta segunda-feira, durante evento no Rio de Janeiro.

A companhia é atualmente a segunda produtora global da commodity, atrás da mineradora Norilsk.

"Devemos alcançar isso ao longo deste ano, no máximo no próximo", declarou ele durante palestra no Rio de Janeiro.

A produção total de níquel refinado da Vale foi de 242 mil toneladas em 2011, aumento 35,1% na comparação com o ano anterior, com a recuperação dos volumes das unidades no Canadá após uma greve.

Mas a produção da Vale de níquel de 2011 ainda foi razoavelmente inferior à marca atingida em 2008, de 275 mil toneladas.

O presidente da Vale disse que a companhia não vê uma redução na demanda da China, maior compradora do minério de ferro, principal produto da companhia.

Os mercados têm acompanhado atentamente qualquer sinal de uma desaceleração na demanda.

Mas, segundo Ferreira, dados recentes anualizados apontam que a China consumiu mais minério de ferro.

"Então essa é a crise chinesa: cresceu de 729 milhões de toneladas para 756 milhões de toneladas, em bases anualizadas, o consumo de minério de ferro", declarou.

Ferreira reafirmou que a Vale não perdeu nenhum processo em que se discute cobranças de impostos na Justiça com o governo, e disse que a companhia ainda busca resolver a questão de alguns casos na esfera administrativa.

A Vale vem sendo cobrada pela Receita Federal por impostos sobre lucros de controladas no exterior. Mas a companhia discute as cobranças na Justiça, e o executivo avaliou que uma "bitributação" seria um desestímulo à atuação de empresas brasileiras no exterior.

REUTERS/FOLHA

Vaccarezza diz que sai da liderança por razões políticas


Apesar de claramente emocionado, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) afirmou nesta terça-feira (13) que deixa a liderança do governo na Câmara sem ressentimentos e que continuará sendo um soldado da presidente Dilma Rousseff.

"Encaro isso sem ressentimento, sem mágoas e com naturalidade", disse.


Para o deputado, sua saída acontece por motivação política, não por derrotas pessoais, já que, segundo ele, o governo só "teve vitórias" na Câmara.

O petista admite, porém, não saber onde a presidente "quer chegar" ao dizer que vai fazer um rodízio nas lideranças.

Vaccarezza admitiu ainda que sua substituição pode causar um estremecimento na Câmara, sem votações importantes nesta semana. 

"Eu era amigo pessoal dos líderes, até mesmo da oposição, por isso [um estremecimento] é natural. Mas a partir da semana que vem já vai ser tranquilo", justificou.

O petista demonstrou mágoa ainda ao admitir que soube da sua substituição pela imprensa. Ele foi chamado ontem para uma conversa de uma hora e meia com Dilma na manhã de hoje.

"Não acho que foi uma boa conduta dessas pessoas [que vazaram sobre a sua demissão], mas tenho certeza que isso não contou com o apoio de Dilma", afirmou.

O chefe-de-gabinete da presidente, Giles Azevedo, participou de parte da conversa.

Segundo o deputado, Dilma o agradeceu pelo trabalho e falou sobre a necessidade da substituição.

Em entrevista coletiva nesta terça, Vaccarezza disse não saber qual será a periodicidade desse rodízio e nem quem o substituirá no cargo. O petista disse que a presidente pediu uma indicação de um nome, mas ele preferiu não opinar, dizendo apenas que achava que o escolhido tinha que ser anunciado hoje.

"A presidente está com uma correlação clara das forças do Congresso, mas eu não sei quem será o novo escolhido", disse.

Ele negou, porém, que sua saída possa repercutir negativamente na Câmara, como na eleição do próximo presidente da Casa e minimizou qualquer crise na base aliada. Disse que a partir de agora trabalhará em projetos pessoais.

Cândido Vaccarezza foi líder do governo durante mais de dois anos e já foi líder do PT. Ele foi indicado ao cargo pelo ex-presidente Lula.

Além dele, Romero Jucá (PMDB-RR) também foi substituído por Eduardo Braga (PMDB-AM) na liderança do governo no Senado.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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