quinta-feira, 26 de abril de 2012

Polícia Federal indicia 55 pessoas sob suspeita de venda e uso ilegal de botox


A Polícia Federal em Pernambuco indiciou 55 pessoas sob suspeita de contrabando de toxina botulínica, popularmente conhecida como botox.

Entre os indiciados estão 43 médicos e donos de clínicas de estética em cinco Estados, que supostamente aplicavam o produto em pacientes.

Segundo o inquérito concluído nesta quinta-feira, o produto não era fiscalizado nem autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e oferecia riscos à saúde.

Doze empresários e comerciantes também foram indiciados. Oito deles foram presos e dois tiveram os passaportes apreendidos e não poderão deixar o país.

A PF não informou se houve prisão de médicos. Nenhum dos alvos da operação, denominada Narke, teve o nome revelado.

De acordo com a PF, um dos médicos atua em São Paulo, mas a maioria trabalha em Estados do Nordeste: Pernambuco (27), Paraíba (dez), Piauí (três), Rio Grande do Norte (um).

Eles serão indiciados sob suspeita de contrabando, crime contra a saúde pública e contra a ordem tributária.

A PF diz acreditar no envolvimento de mais profissionais de saúde, pois identificou nomes de outros clientes em casas de contrabandistas.

A origem da mercadoria só será confirmada após conclusão de laudo técnico.

De acordo com as investigações, o botox entrava no Brasil de duas maneiras: ou empresários paulistas viajavam para o exterior e traziam a substância ou o produto chegava ao país misturado a importações legais.

Já em território nacional, a mercadoria era vendida por contrabandistas de São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Minas Gerais.

A PF também descobriu estabelecimentos sem alvará sanitário vendendo produtos como metacrilato (substância para preenchimento da massa muscular), cânulas e próteses de silicone. A PF diz que a mercadoria era armazenada sem condições adequadas de conservação.

A pena para os envolvidos pode chegar a 15 anos de prisão.

FOLHA

Trabalhador rural é decapitado em Alagoas; morte será investigada


Um homem de 27 anos foi decapitado e teve a cabeça enfiada numa estaca de uma cerca em Murici (52 km de Maceió), Alagoas.

Segundo a Polícia Civil, o trabalhador rural José Roberto da Silva foi encontrado morto na manhã desta quinta-feira (26).

Seu corpo tinha facadas nas costas e estava jogado próximo à sua cabeça, em um descampado perto do centro da cidade.

A Polícia Civil ainda não descobriu o motivo do assassinato. Segundo o agente Berinaldo Lessa, da delegacia de Murici, ele havia cometido pequenos furtos no município e era usuário de drogas.

A polícia não acredita que o crime esteja ligado ao tráfico de drogas, mas vai investigar se há relação entre a morte e os furtos.

Silva foi visto pela última vez por volta das 23h desta quarta-feira, em um bar no centro da cidade. Cinco pessoas que estavam com ele foram ouvidas, mas disseram que não sabiam de nada.

"Em Murici tem um código de silêncio. As pessoas veem as coisas e não informam nada para a polícia. A gente tem uma dificuldade enorme de pegar informações", disse o agente.

Segundo ele, a cidade é um das mais violentas da Zona da Mata alagoana por causa do tráfico de drogas. Segundo o Mapa da Violência, a taxa de homicídios do município em 2010 foi de 33,7 para cada 100 mil habitantes.

FOLHA

Médico de Lula vai tratar filho de Leonardo em São Paulo


O médico do ex-presidente Lula, Roberto Kalil Filho, irá coordenar a equipe médica de Pedro Leonardo Dantas da Costa, 24, filho do cantor sertanejo Leonardo, enquanto ele estiver internado no Hospital Sírio Libanês, na região central de São Paulo.

Pedro chegou em São Paulo em um avião UTI na tarde desta quinta-feira. Médicos do Sírio Libanês acompanharam a transferência. A família do rapaz também viajou para a capital paulista em outra aeronave.

De acordo com o boletim médico publicado no início na noite de hoje, a transferência do cantor ocorreu sem imprevistos. Pedro vai passar por uma bateria de exames nas próximas horas.

De acordo com o hospital, um novo boletim com o estado de saúde de Pedro deve sair amanhã (27) de manhã.

Além de Kalil, Milberto Scaff, Paulo Cesar Ayroza Galvão e Marcos Stávale compõe a coordenação da equipe médica que trata de Pedro.

Nos últimos dias, os boletins médicos divulgados pelo IOG (Instituto Ortopédico de Goiânia) já apontavam que Pedro teve uma "progressiva melhora do edema cerebral". Ontem, ele mexeu o braço durante as visitas. Seu estado, porém, continua sendo grave.

FOLHA

Justiça proíbe abordagem da PM a morador de rua na cracolândia


A 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que um morador de rua tem o direito de circular a qualquer momento na cracolândia (região central de SP) sem ser abordado pela PM.

O pedido de salvo-conduto foi feito pelos defensores públicos Bruno Shimizu e Daniela de Albuquerque. Eles afirmam que Carlos Eduardo de Albuquerque Maranhão foi submetido a constrangimento ilegal pela ação da PM na cracolândia, no começo do ano.

Segundo os defensores, após o início da operação vários moradores de rua comunicaram à Defensoria Pública a prática de abusos por PMs. Eles dizem que Maranhão foi abordado em três ocasiões, em uma semana, tendo sido humilhado e ameaçado pelos policiais que, sequer, apresentaram justificativa para a abordagem.

Para os defensores, Maranhão não possui antecedentes criminais nem mandado de prisão contra ele, não havendo suspeita de que ele estivesse praticando qualquer tipo de crime, principalmente tráfico de drogas.

O pedido à Justiça foi para que o morador de rua pudesse "circular e permanecer em locais públicos de uso comum do povo a qualquer hora do dia, não podendo ser removido contra a sua vontade salvo se em flagrante delito ou por ordem judicial". Os defensores também pediram a extensão do salvo-conduto aos demais moradores de rua.

O pedido havia sido negado em liminares (decisões provisórias). Mas em julgamento na segunda-feira (23), os desembargadores concederam o Habeas corpus por maioria de votos apenas para Maranhão. A decisão não foi estendida aos outros moradores de rua.

O relator do caso, desembargador Márcio Bartoli, destacou em seu voto que "apenas dos relatórios trazidos pela Defensoria Pública, constata-se a perpetração de diversas violações a direitos e garantias fundamentais" durante a operação. Ele citou trechos dos mais de 70 relatos para exemplificar a questão.

Ele também cita o depoimento de um guarda civil metropolitano que confirma as "ordens superiores para impedir que os moradores de rua ficassem em logradouros públicos".

"Diante desse quadro, embora não se possa atribuir ao ilustríssimo comandante geral da Polícia Militar qualquer ação específica, sua omissão consistente na inércia em fazer cessar a ação irregular dos agentes que lhe são subordinados - é suficiente para atribuir-lhe a condição de autoridade coatora".

Os documentos apresentados pela Defensoria foram encaminhados ao Ministério Público, para que seja aberta investigação.

OUTRO LADO

Questionada sobre os relatos de abusos, a Polícia Militar informou que não compactua com desvio de conduta comportamental de policiais e apura com rigor os casos de excesso.

A corporação disse ainda que a operação realizada na cracolândia foi desenvolvida em conjunto com outros órgãos públicos, em uma ação integrada, visando quebrar a estratégia do tráfico de drogas na região.

Segundo a PM, na operação Centro Legal já foram presas 401 pessoas em flagrante, recapturados 103 condenados, internados 478 dependentes químicos, apreendidos 80 kg de droga e feitas 34.234 abordagens em conjunto com agentes de saúde.

FOLHA

Expropriação abalou relações com Argentina, diz ministro espanhol


O governo espanhol descarta a adoção de medidas para dificultar o comércio com a Argentina, mas reconhece que a relação entre os dois países ficou abalada após decisão da presidente Cristina Kirchner de expropriar ações da espanhola Repsol na petroleira YPF, ocorrida há 11 dias.

"Não vamos ter a mesma simpatia que tínhamos antes em casos que envolvam a Argentina", afirmou ontem Jesús Gracia, número dois do Ministério das Relações Exteriores da Espanha, em viagem ao Brasil.

Para o vice-ministro, a Argentina sai do episódio com sua imagem arranhada não apenas com a Espanha. "Não é segredo que a política aduaneira da Argentina tem levado preocupação a muitos países", ponderou.

No mês passado, um grupo de 40 países apresentou à OMC (Organização Mundial do Comércio) uma denúncia contra as políticas protecionistas do vizinho brasileiro.

No início do ano, a Argentina anunciou uma nova política de travas à importação, por meio de exigência de declaração com a justificativa de compra de cada produto que entra no país.

DECEPÇÃO

Gracia afirmou que a Espanha ficou "decepcionada" diante do episódio de reestatização da petroleira, e disse que a Repsol pretende recorrer judicialmente. "O que a Argentina tem é um profundo problema econômico, não um profundo problema na matriz energética", alfinetou.

Ao justificar a decisão do governo argentino, Kirchner alegou que a empresa não vem fazendo os investimentos necessários para suprir o crescimento da demanda.

A petroleira YPF responde por 1/3 de toda a arrecadação fiscal com empresas na Argentina e seu faturamento anual é de US$ 15 bilhões.

O episódio foi tema de conversa entre o diplomata espanhol, de passagem por Brasília, e autoridades brasileiras. Apesar de o governo ter adotado uma postura discreta em relação ao caso, Gracia demonstrou ter expectativa de que o Brasil possa ajudar a intermediar a relação entre os dois países.

"O Brasil é um dos países que mais tem influência na região. Vamos falar com o Brasil, queremos saber sua posição".

FOLHA

STF decide por unanimidade que sistema de cotas é constitucional


O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira por unanimidade que o sistema de cotas raciais em universidades é constitucional. O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, iniciou seu voto - o último dos ministros - por volta das 19h30, antecipando que acompanha o voto do relator Ricardo Lewandowski.

O julgamento, que terminou por volta das 20h, tratou de uma ação proposta pelo DEM contra o sistema de cotas da UnB (Universidade de Brasília), que reserva 20% das vagas para autodeclarados negros e pardos.

Ayres Britto disse durante o voto que os erros de uma geração podem ser revistos pela geração seguinte e é isto que está sendo feito.

Em um voto de quase duas horas, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou ontem (25) que o sistema de cotas em universidades cria um tratamento desigual com o objetivo de promover, no futuro, a igualdade.

Para ele, a UnB cumpre os requisitos, pois definiu, em 2004, quando o sistema foi implantado, que ele seria revisto em dez anos. "A política de ação afirmativa deve durar o tempo necessário para corrigir as distorções".

Luiz Fux foi o segundo voto a favor das cotas raciais. Segundo Fux, não se trata de discriminação reservar algumas vagas para determinado grupo de pessoas. "É uma classificação racial benigna, que não se compara com a discriminação, pois visa fins sociais louváveis", disse.

A ministra Rosa Weber também seguiu o voto do relator. Para ela, o sistema de cotas visa dar aos negros o acesso à universidade brasileira e, assim, equilibrar as oportunidades sociais.

O quarto voto favorável foi da Ministra Cármen Lúcia, que citou duas histórias pessoais sobre marcas deixadas pela desigualdade na infância.

Em seu voto, o ministro Joaquim Barbosa citou julgamento da Suprema Corte americana que validou o sistema de cotas para negros nos Estados Unidos, ao dizer que o principal argumento que levou àquela decisão foi o seguinte: "Os EUA eram e continuam a ser um país líder no mundo livre, mas seria insustentável manter-se como livre, mantendo uma situação interna como aquela".

Peluso criticou argumentos de que a reserva de vagas fere o princípio da meritocracia. "O mérito é sim um critério justo, mas é justo apenas em relação aos candidatos que tiveram oportunidades idênticas ou pelos menos assemelhadas", disse. "O que as pessoas são e o que elas fazem dependem das oportunidades e das experiências que ela teve para se constituir como pessoa".

O ministro Gilmar Mendes também votou pela constitucionalidade das cotas em universidades, mas fez críticas ao modelo adotado pela UnB. Ele argumentou que tal sistema, que reserva 20% das vagas para autodeclarados negros e pardos, pode gerar "distorções e perversões".

Celso de Mello disse, durante seu voto, que ações afirmativas estão em conformidade com a Constituição e com Declarações Internacionais subscritas pelo Brasil.

Marco Aurélio Mello também seguiu o relator e votou pela constitucionalidade do sistema de cotas. Dias Toffoli não participou do julgamento por ter dado um parecer no processo quando era da Advocacia-Geral da União.

FOLHA

Condenação de Taylor adverte outros chefes de Estado, diz ONU


A sentença do Tribunal Especial de Serra Leoa contra o ex-presidente liberiano Charles Taylor por crimes de guerra e contra a humanidade na guerra civil de Serra Leoa (1991-2002) é "uma advertência clara" para outros chefes de Estado que cometem crimes similares, declarou a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay.

"Esta é a primeira vez desde Nuremberg (1945-1946) que um tribunal internacional emite uma sentença contra um ex-chefe de Estado", disse ela.

Segundo Navi, o fato de "um ex-presidente, que exerceu uma imensa influência em um país vizinho - onde milhares de pessoas foram assassinadas -, ter sido detido, julgado em processo internacional justo e declarado culpado por crimes graves" deve ser um sinal de alerta para outros líderes envolvidos em atos similares.

OUTROS LÍDERES

Atualmente, o ex-presidente da Costa do Marfim Laurent Gbagbo e o ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic estão detidos e acusados por crimes contra a humanidade, enquanto o presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, está igualmente acusado pela Justiça internacional.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, por outro lado, também ressaltou que "é importante reconhecer que Taylor ainda pode recorrer e que sua culpabilidade não estará totalmente definida até o final do processo judicial".

No entanto, Navi considerou que a decisão do Tribunal Especial contra Taylor - por ter dado apoio logístico, moral e bélico às forças rebeldes de Serra Leoa para realizar os massacres - representa de maneira geral um novo passo no desenvolvimento da Justiça internacional.

"Os dias em que os tiranos e os assassinos em massa podiam, mesmo que derrubados, ter uma vida de luxo em outras terras terminaram", defendeu.

CRIANÇAS-SOLDADO

O Unicef (Fundo das Nações Unicef para a Infância) também se manifestou sobre a sentença contra Taylor, dizendo que se trata de uma vitória para milhares de crianças que foram recrutadas durante a guerra civil em Serra Leoa, algumas com menos de 15 anos.

O organismo informou que as crianças que participaram desse conflito foram utilizadas como combatentes, escudos humanos, escravos sexuais e mão-de-obra nas minas de diamantes.

Após o final da guerra, aproximadamente 14 mil crianças foram libertadas e reintegradas à sociedade através de diferentes mecanismos. Segundo a Unicef, metade delas conseguiram retornar a suas famílias.

FOLHA

Prefeitura do Rio de Janeiro confirma saída da Delta de obras na cidade


A Prefeitura do Rio de Janeiro confirmou nesta quinta-feira a saída da construtora Delta do consórcio formado com a Andrade Gutierrez para as obras da Transcarioca - corredor expresso que vai ligar a Barra da Tijuca à Penha.

O comunicado foi feito pela própria direção do consórcio ao município. A Delta está envolvida em suspeitas de irregularidades com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso por exploração de jogos ilegais.

Segundo a direção do consórcio, a Andrade Gutierrez vai assumir integralmente as obras. A expectativa é de que a mudança não traga prejuízos à continuidade das ações. No grupo, a Delta detinha 42% das ações.

A obra está orçada em R$ 798 milhões. Segundo a prefeitura, cerca de 35% das construções já foram feitas e 29% do contrato já foi pago.

Na semana passada, a Delta teria deixado as obras de reforma do estádio do Maracanã. Ainda não foi feito comunicado oficial de sua saída. Nos últimos dias, a empresa deixou de aportar R$ 7 milhões para pagar fornecedores. A reforma no estádio é tocada em parceria com a Andrade Gutierrez e a Odebrecht. As empresas discutem a divisão do ônus.

Na reforma do Maracanã, de R$ 860 milhões, o consórcio já recebeu do Estado cerca de R$ 320 milhões. Na semana passada, o presidente da construtora, Fernando Cavendish, disse à Folha que poderia quebrar, já que o foco na empresa levaria governos e bancos a sustarem pagamentos e créditos.

Nesta quarta-feira, Cavendish comunicou sua saída da direção da Delta. No seu lugar, foi nomeado o engenheiro Carlos Alberto Verdini. Uma auditoria externa analisará contratos da empresa e entregará os resultados às autoridades para descartar irregularidades e salva a empresa da falência.

Os governos federal e do Estado do Rio investigam os contratos que mantém com a Delta. Desde 2007, a empresa é a que mais recebe verba do Orçamento da União: em 2011, foram R$ 862 milhões. Desse valor, 90% vieram do Dnit, a maioria para obras do PAC.

FOLHA

Internet já é maior canal de transações bancárias


Opção em quase 25% das transações bancárias, o internet banking se tornou o principal canal para os bancos, segundo pesquisa divulgada ontem pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).

O meio passou inclusive os lançamentos efetuados automaticamente por sistema (cobranças de taxas e impostos).

"Hoje, o cliente utiliza o canal que ele quiser, quando quiser", diz Gustavo Roxo, vice-presidente da consultoria Booz & Company. A conveniência e o aumento do uso da internet puxaram a virada.

Como consequência pela mudança na preferência do consumidor, diminuiu a procura por alguns serviços feitos somente em agências, como a compensação de cheques, que caiu 10% em 2011.

O gosto do brasileiro pela internet não ocorreu por falta de investimento na abertura de novas agências. Em 2011, o número de agências cresceu 7,5%, chegando a 21,3 mil no Brasil.

Isso elevou a densidade de agências para níveis de países desenvolvidos. São 9 a cada 10 mil habitantes - na União Europeia é de 9,9; nos EUA, de 13,8.

"As agências focarão no relacionamento com os clientes e atuarão como consultoria para produtos mais complexos como crédito imobiliário, previdência e fundos de investimento", afirma Luís Antônio Rodrigues, diretor de tecnologia e automação bancária da Febraban.

A internet acabou de se tornar o principal canal e a Febraban já projeta uma nova mudança. 

O mobile banking deve se difundir conforme a venda de smartphones, que crescerá 73%, segundo estimativa da consultoria em tecnologia IDC.

Hoje, apenas 3% das contas-correntes acessam serviços bancários por tablets e smartphones. Mas, nos próximos cinco anos, o número deve quase igualar-se ao internet banking. Em 2017, serão 60 milhões de contas no internet banking e 40 milhões no mobile  -se houver maior convergência digital, serão 50 milhões.

Usado para pagamentos e consultas a saldo, o mobile não intensifica a bancarização (entrada de clientes no sistema bancário), diz Roxo.

FOLHA

Filho de Leonardo chega ao hospital Sírio Libanês em São Paulo


Pedro Leonardo Dantas da Costa, 24, filho do cantor sertanejo Leonardo, chegou por volta das 17h desta quinta-feira no hospital Sírio Libanês, na região central de São Paulo.

Nos últimos dias, os boletins médicos divulgados pelo IOG (Instituto Ortopédico de Goiânia) já apontavam que Pedro teve uma "progressiva melhora do edema cerebral". Ontem, ele mexeu o braço durante as visitas. Seu estado, porém, continua sendo grave.

Pedro chegou em São Paulo em um avião UTI. Médicos do Sírio Libanês foram para Goiânia para acompanhar a transferência. A família do rapaz também viajou para a capital paulista em outra aeronave.

O rapaz passou por sessões de hemodiálise devido à piora de suas funções renais. Ele ainda respira com a ajuda de aparelhos e está sendo medicado para a estabilização da pressão arterial.

Pedro, que integra a dupla Pedro e Thiago, havia feito um show em Uberlândia (MG) e dirigia sozinho em direção à cidade de Goiânia, quando seu carro capotou na sexta-feira (20). Nenhum outro veículo se envolveu na batida. As circunstâncias do acidente ainda serão investigadas.

FOLHA

Dilma elogia declaração de prêmio Nobel de Economia sobre Brasil


A presidente Dilma Rousseff elogiou nesta quinta-feira, em evento no Rio, as declarações que o economista indiano Amartya Sen, 78, ganhador do Nobel de Economia em 1998, deu sobre o Brasil ao participar de um ciclo de palestras em São Paulo na última segunda.

Na ocasião, Sen afirmou que o país é um bom exemplo de conciliação entre rápido crescimento econômico e desenvolvimento social.

"Ainda nessa semana, o indiano Amartya Sen, prêmio Nobel de Economia, afirmou algo que deve nos orgulhar: que a nova posição do Brasil no cenário global deve-se ao reconhecimento da complementariedade entre crescimento rápido e política de justiça social", disse Dilma ao participar de evento em comemoração à marca de 1,5 milhão de pessoas no Estado do Rio atendidas pelos programas de transferência de renda Bolsa Família (do governo federal), Renda Jovem (do governo do Estado) e Cartão Família Carioca (da Prefeitura do Rio).

Juntos, os três programas garantem renda per capita mínima de R$ 100 para as famílias em situação de pobreza extrema.

"No passado sempre se dizia que essa era uma impossibilidade. Nós, como sociedade, superamos essa consciência. Hoje dificilmente alguém no Brasil pode defender que o bolo precisa crescer pra ser repartido", disse a presidente, destacando que a redução da miséria no país se dá "na contramão das tendências internacionais".

"O que se verifica no mundo é um aumento da desigualdade. É o que está acontecendo na Europa, o que se vê na Espanha, se vê na Itália, se vê nos países que de uma certa forma conquistaram patamares de renda e de direitos sociais que nós esperávamos que não houvesse uma regressão tão profunda como essa que está havendo", disse Dilma.

Ela afirmou ainda que o economista indiano acertou ao dizer que o Brasil está "compartilhando crescimento". E destacou o que classificou como "tecnologias" que considera importantes para o sucesso do programa Brasil sem Miséria: a transferência de renda sem intermediários, a busca ativa pelas famílias mais pobres e o repasse preferencial para as mulheres das famílias beneficiadas.

Depois do evento no Palácio Guanabara, na zona sul do Rio, a presidente seguiu para o município de São João da Barra, no norte fluminense, onde visitou o porto do Açu - um empreendimento do empresário Eike Batista.

FOLHA

Aspirina pode reduzir em um terço risco de morte por câncer de intestino, diz estudo


Pacientes de câncer no intestino que tomam aspirina podem reduzir em um terço o risco de morrer por causa da doença, acreditam especialistas.

Mas eles dizem ser muito cedo para concluir que o medicamento deveria ser ministrado regularmente a pacientes.

Outros estudos já apontaram para benefícios do analgésico no tratamento de outros tipos de câncer. Mas a droga também pode ter indesejáveis e perigosos efeitos, causando irritação estomacal e hemorragia interna em alguns pacientes.

O estudo, publicado pelo British Journal of Cancer, examinou 4.500 pacientes na Holanda. Todos receberam baixas doses diárias de aspirina - 80mg ou menos - dose também é recomendado a pessoas com doenças cardíacas.
No estudo, que levou quase uma década, um quarto dos pacientes não usaram aspirina, um quarto apenas usou aspirina depois de ser diagnosticado com câncer e a metade restante tomou aspirina antes e depois do diagnóstico.

A maior parte dos pacientes que tomaram aspirina o fizeram para evitar doenças cardiovasculares, como enfarte e acidentes vasculares.

Tomar aspirina por qualquer período depois do diagnóstico reduziu a chance de morte por câncer em 23%.

Os pacientes que tomaram doses diárias do medicamento por pelo menos nove meses depois do diagnóstico tiveram a chance de morrer por câncer reduzida em 30%.

Os que usaram aspirina apenas depois de diagnosticado o câncer de intestino apresentaram um maior impacto na redução de mortalidade.

Nos pacientes que tomaram a aspirina antes e depois do diagnóstico, a redução do risco de morte foi de apenas 12%.

A razão para isso talvez seja o fato de que vários dos pacientes que já vinham tomando o analgésico sofriam de tipos de câncer particularmente agressivos, afirmam especialistas.

O pesquisador Gerrit-Jan Liefers, do Centro Medicinal da Universidade de Leiden, afirmou: "Nosso trabalho soma-se a crescentes evidências de que a aspirina não apenas pode prevenir a ocorrência de câncer mas também impedir que a doença se espalhe".

Ele disse que a aspirina não deve ser vista como alternativa a outros tratamentos, como a quimioterapia, mas poderia ser útil como tratamento adicional.

RECOMENDAR, NÃO

"É possível que pessoas mais velhas tenham outros problemas de saúde que não permitam a quimioterapia. Câncer de intestino é mais comum em pessoas mais velhas, então esses resultados poderiam ser um grande avanço no tratamento da doença, particularmente para este grupo. Mas precisamos de pesquisa adicional para confirmar isso".

Ele disse que o plano agora é fazer um teste aleatório controlado - chamado "Gold Standart Test" na pesquisa - para verificar se a aspirina prevalece sobre uso de placebo junto ao mesmo grupo de idosos.

Sarah Lyness, da Cancer Research UK, disse: "Este último estudo acrescenta evidências sobre os benefícios da aspirina. Mas ainda não chegamos ao ponto de recomendar que as pessoas tomem aspirina para reduzir o risco de câncer.

"Ainda há questões que precisamos responder sobre efeitos colaterais, como hemorragia interna, e sobre quais seriam os maiores beneficiados pelo uso da aspirina, quem poderia sofrer efeitos negativos e ainda que dose deveria ser ministrada".

"Qualquer um pensando em tomar aspirina para reduzir o risco de câncer deveria conversar com seu médico primeiro. Pessoas com câncer devem estar cientes de que a aspirina pode aumentar as chances de complicações antes de cirurgia ou outros tipos de tratamento, e devem discutir isso com o especialista.

"Enquanto isso, há outras formas de reduzir os riscos de câncer, como não fumar, beber menos álcool e manter um peso saudável".

BBC BRASIL/FOLHA

Dilma e governador do Canadá anunciam 12 mil bolsas de estudo


A presidente Dilma Rousseff e o governador-geral do Canadá, David Johnston (chefe de Estado do país), anunciaram a criação de 12 mil bolsas de estudo para jovens brasileiros no Canadá.

Elas fazem parte do programa federal Ciência sem Fronteiras, que planeja criar, em quatro anos, 101 mil bolsas de graduação, pós-graduação e pesquisa. 

Johnston elogiou o Brasil ao afirmar que os canadenses estão "especialmente empolgados com o poderio suave e amigável que o Brasil traz em todos os fóruns do mundo".

"O Canadá tem admirado o Brasil por suas conquistas em muitas frentes diferentes", disse. Dilma, por sua vez, elogiou a parceria feita entre os dois países para a qualificação técnica de mulheres brasileiras, dada por institutos federais do país por meio de metodologia canadense.

"Esse projeto é estratégico para um país como o nosso, não só porque as mulheres ocupam na sociedade brasileira um papel de destaque quando se trata do cuidado da família e dos filhos, mas também porque nós estamos num processo de assegurar a presença das mulheres na sociedade".

FOLHA

São Paulo vai criar centro de biocombustível para aviação


A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo) quer incentivar as pesquisas em biocombustíveis para a aviação.

A ideia é criar um centro de estudos sobre biocombustíveis em parceria com a Embraer e a Boeing e encontrar uma forma de produzi-los para avião em escala comercial.

Hoje existem pelo menos sete tecnologias para produzir combustíveis alternativos para aviões, de acordo com Alexandre Filogonio, gerente de projetos de combustíveis alternativos da Embraer.

Algumas já estão sendo testadas até em voos intercontinentais (em agosto do ano passado, um Boeing atravessou o Atlântico abastecido por biocombustíveis).
"O problema é a produção. A tecnologia hoje não dá conta de abastecer a frota disponível [24 mil aeronaves]".

Segundo Mauro Kern, vice-presidente da Embraer para novos projetos de aviação comercial, os combustíveis "verdes" podem reduzir em até 80% as emissões de gases-estufa (já 70% menores do que eram há 40 anos). O setor aéreo mundial espera cortar as emissões pela metade até 2050.

FOLHA

Caixa reduz taxas de fundos e baixa aplicação mínima para R$ 10


A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (26), a redução da taxa de administração e o valor de aplicação mínima inicial de dois fundos de investimento, com aporte inicial de apenas R$ 10, voltado para jovens investidores.

Na categoria de fundos Referenciados DI, o banco cortou a taxa de administração do FIC Beta DI. As taxas passaram de 2% ao ano para 1,5% ao ano. No caso do FIC Pleno DI,, a queda foi de 1,20% para 1% ao ano. Já a aplicação inicial mínima desses produtos foi reduzida em 50%, de R$ 100 para R$ 50 e de R$ 5.000 para R$ 2.500, respectivamente.

No caso da renda fixa, a Caixa reduziu a aplicação mínima para R$ 50 nos fundos CAixa FIC Ideal RF - que tinha aplicação mínima de R$ 2.000 - e Caixa FIC Soberano RF, cuja aplicação mínima era de R$ 3.000.

A instituição também anunciou o lançamento de dois novos fundos de investimento: o Caixa FIC Geração Jovem Crédito Privado RF e o Caixa FI Ações Consumo, ambos com aplicação inicial de R$ 10. As taxas de administração variam de 1,3% a 1,6% ao ano.

As novas iniciativas do banco buscam tornar os investimentos em fundos mais atrativos e acessíveis. Segundo o vice-presidente de Ativos de Terceiros da Caixa, Marcos Vasconcelos, a instituição quer popularizar os investimentos por meio de fundos e assim ser referência para a nova classe média e os pequenos empresários.

A Caixa espera que o fundo atraia investidores de olho na valorização das empresas ligadas ao setor de consumo. A expectativa do banco é captar mais de R$ 500 milhões com estes fundos até o final do ano.

FOLHA

Brasil terá de dobrar capacidade energética até 2020, diz Lobão


O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta quinta-feira que o país terá que dobrar a capacidade instalada de geração de energia elétrica até 2020 para atender ao crescimento econômico. A capacidade instalada atual é de aproximadamente 117 gigawatts.

"Começamos a formar o nosso estoque de energia há 150 anos. Nos próximos 12 anos, teremos que dobrar o nosso estoque, disse o ministro, durante lançamento do projeto educacional "Energia que Transforma", no Rio de Janeiro.

Lobão lembrou do racionamento de energia elétrica em 2001 e em 2002, e ressaltou que hoje existe energia "sobrando" para garantir o futuro do país e o bem-estar social.

"A falta de energia não vai ocorrer neste país", garantiu.

SETOR PETROLÍFERO

Falando sobre o setor petrolífero, o ministro disse que é "perfeitamente possível" em alguns projetos uma associação entre a Petrobras e a OGX, empresa de Eike Batista.

O ministro participará nesta tarde da visita que a presidente Dilma Rousseff fará às obras do porto do Açu, no noroeste fluminense, que estão cargo da EBX, grupo empresarial de Batista.

"Ele [Eike Batista] poderá se associar à Petrobras, assim como qualquer outra empresa privada. Não temos nada contra o capital privado", disse Lobão, ressaltando que o porto será o terceiro maior do mundo.

FOLHA

Itaú perde quase US$ 4 bilhões após anunciar balanço, diz consultoria


O Itaú Unibanco perdeu US$ 3,75 bilhões em valor de mercado na quarta-feira, um dia após anunciar o balanço do primeiro trimestre, segundo a consultoria Economatica.

As ações preferenciais (sem direito a voto) da instituição tiveram queda de 5,88% na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) ontem. Com isso, o banco fechou o pregão avaliado em US$ 67,5 bilhões - na terça-feira o número era US$ 71,3 bilhões.

De acordo com a Economatica, foi a maior queda entre as empresas da América Latina e Estados Unidos ontem.

Entre as instituições nacionais, outras quatro fazem parte da lista das companhias que mais tiveram perdas no dia: Vale, Bradesco, Petrobras e Itaúsa.

BALANÇO

O Itaú Unibanco informou na terça-feira (24) que teve lucro líquido de R$ 3,426 bilhões no primeiro trimestre, queda de 2,95% na comparação com o mesmo período de 2011 e retração de 6,93% ante o quarto trimestre do ano passado. A instituição trabalha com a maior taxa de inadimplência em mais de dois anos, em meio a um cenário de redução dos juros bancários.

"Essas reduções devem-se ao continuado cenário de aumento da inadimplência na economia brasileira que impacta a qualidade do crédito", informou no comunicado.

Os pagamentos com atraso acima de 90 dias atingiram 5,1% do total de empréstimos, crescendo 0,2 ponto percentual em relação a dezembro de 2011 e 0,9 ponto percentual em relação a março do ano anterior. A taxa é a maior desde dezembro de 2009.

No caso do consumidor pessoa física, a inadimplência ficou em 6,7%, pior resultado desde março de 2010, quando ficou no mesmo nível.

FOLHA

Grupo enviou dinheiro a governo de Goiás, diz PF


Gravações feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo levantam a suspeita de que o empresário Carlos Cachoeira enviou dinheiro, escondido numa caixa, para um integrante de seu grupo que estava na sede do governo de Goiás, comandado pelo tucano Marconi Perillo.

Segundo o site do jornalista Mino Pedrosa e a edição de ontem do "Jornal da Globo", o valor enviado ao Palácio das Esmeraldas foi de R$ 500 mil.

As gravações foram feitas em junho do ano passado. Nelas, aparecem Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz, um dos principais auxiliares do empresário, e Wladimir Garcez, ex-vereador de Goiânia e apontado como elo do grupo com políticos.

Nos diálogos, Cachoeira diz que mandará o "negócio" por Gleyb até Garcez, que estaria no palácio esperando por uma audiência com Perillo. Pelos áudios, não fica clara o dinheiro de fato chegou às mãos de qualquer pessoa do governo goiano.

O relatório da Polícia Federal apresenta os diálogos com o título: "Entrega de dinheiro no Palácio do Governo de Goiás".

Em nota divulgada ao "Jornal da Globo", Perillo classificou a história como "irresponsável, leviana, inverídica e despropositada" e negou qualquer encontro no Palácio.

FOLHA

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