sábado, 28 de abril de 2012

Após tentar 'curar' homossexualidade, ex-evangélico cria igreja GLS


Convertido aos 14 anos a uma igreja evangélica, o carioca Marcos Gladstone, 36, hoje gay assumido, sempre acreditou que seria "recuperado" da atração que sentia por homens.

Durante quatro anos, ficou noivo de uma mulher, mas pouco antes de se casar, decidiu revelar à família dela sobre sua orientação sexual.


"Não sentia amor pela minha noiva; apenas amizade. Quando disse à família dela que era gay, a fofoca se espalhou rapidamente. Ela chegou a ficar três dias sem comer", recorda.

Vítima de preconceito, Gladstone resolveu fundar em 2006, junto com seu parceiro, Fábio Inácio, 31, a Igreja Cristã Contemporânea, pregando "um discurso de tolerância" e voltada predominantemente para o público gay.

No início, contavam apenas com cinco membros. Hoje, a igreja já tem 1,2 mil fiéis e seis filiais espalhadas pelo Brasil, além da sede no Rio de Janeiro.

FESTAS TEMÁTICAS

Uma das formas encontradas pelas igrejas inclusivas para atrair novos fiéis e integrá-los aos membros antigos é promover festas temáticas.

Na igreja Comunidade Cidade de Refúgio, fundada por Lanna Holder - ex-missionária da igreja evangélica Assembleia de Deus que acabou expulsa por ser lésbica - são comuns as baladas gospel, realizadas uma vez por mês.

Na festa, chamada de "EletroGospel", bebidas alcoólicas não são permitidas. "O objetivo é que todos se divirtam com moderação. Somos cristãos e, portanto, contra qualquer promiscuidade", afirmou Lanna.

Já na Igreja Cristã Contemporânea, os fiéis são convidados a participar de retiros espirituais, que ocorrem durante o Carnaval.

Segundo Gladstone, a igreja recebe centenas de e-mails por dia de gays que têm medo de "sair do armário".

"Nosso trabalho é de aconselhamento. É muito importante que um jovem homossexual não se sinta sozinho mesmo quando a família não aceita sua orientação sexual".

BBC BRASIL/FOLHA

Britânica morta em maratona 'arrecada' mais de R$ 2,5 milhões em doações



A morte de uma mulher britânica durante a Maratona de Londres, no domingo passado, gerou uma onda de doações de caridade em seu nome, que já ultrapassam o equivalente a R$ 2,5 milhões.

A cabeleireira Claire Squires, de 30 anos, pretendia usar sua participação na maratona para arrecadar algumas centenas de libras em doações para uma organização de caridade em memória do irmão, morto em 2001, aos 25 anos.

Ela desmaiou quando entrava na etapa final do percurso de 42 quilômetros. A morte de Squires foi a 11ª durante a Maratona de Londres desde o início da disputa, em 1981.

Ela havia aberto uma página em um site de doações na internet para arrecadar fundos para a organização Samaritans, para a qual sua mãe trabalhava como voluntária havia 24 anos.

Até o início da maratona, a página indicava 400 libras arrecadadas (cerca de R$ 1.200), mas a notícia de sua morte fez as doações dispararem. Na tarde deste sábado, o site indicava mais de 75 mil doações feitas em seu nome.

CONFORTO

Uma amiga de Squires, Nicola Short, disse à BBC que as doações estão dando à família da cabelereira "um pouco de conforto".

Ela disse ter ficado surpresa com a notícia da morte da amiga, descrita por ela como "incrivelmente em forma e saudável".

Em 2010, ela havia escalado o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, para arrecadar doações para outra organização de caridade.

A diretora-executiva da Samaritans, Catherine Johnstone, afirmou que a organização está "estupefata" com a onda de doações após a morte de Squires.

BBC BRASIL/FOLHA

Ex-espião israelense adverte contra guerra "messiânica" ao Irã


Um ex-chefe do serviço secreto israelense descreveu os líderes do país como "messiânicos" e incapazes de interromper o programa nuclear iraniano, na mais forte crítica feita por um veterano da segurança sobre as ameaças de lançar uma guerra preventiva.

Outros veteranos também foram contra o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Ehud Barak.

Mas a censura de Yuval Diskin, que se aposentou do serviço de inteligência doméstico Shin Bet no ano passado, foi particularmente forte e incomum ao usar a linguagem do fervor religioso que os israelenses associam a inimigos islâmicos.

"Não tenho fé no primeiro-ministro nem no ministro da Defesa", disse Diskin em declarações transmitidas pela mídia israelense no sábado. "Eu realmente não tenho fé em uma liderança que toma decisões a partir de sentimentos messiânicos".

O Ministério da Defesa e o gabinete do primeiro-ministro não responderam às críticas de Diskin. Mas o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, censurou Diskin e questionou seus motivos.

Os termos catastróficos com os quais Netanyahu e Barak descrevem o prospecto de um Irã com armas nucleares provocaram temores em Israel e no exterior de um possível ataque contra o programa de enriquecimento de urânio da República Islâmica. O Irã diz que o projeto é totalmente pacífico e prometeu represálias abrangentes se houver qualquer ataque a ele.

As potências mundiais, que compartilham das suspeitas israelenses de que o Irã tem um plano de fabricação de bomba oculto, estão tentando paralisá-lo através de sanções e negociações. Essas conversas serão retomadas em Bagdá no próximo mês, mas Barak disse na quinta-feira que suas chances de sucesso eram poucas.

Embora Israel tenha ameaçado com um ataque preventivo se a diplomacia falhar, alguns especialistas acreditam que isso pode ser um blefe para manter a pressão sobre os iranianos, dificultando a interpretação dos comentários do establishment de segurança.

REUTERS/FOLHA

Fonte dos EUA indica que paquistaneses ajudaram a achar Bin Laden


Os serviços de inteligência paquistaneses deram informações aos Estados Unidos que foram úteis para a operação que colocou fim à vida de Osama bin Laden, disse uma fonte oficial americana neste sábado.

"Os paquistaneses não forneceram informação alguma sobre Bin Laden, mas forneceram algumas informações que ajudaram os Estados Unidos a obterem a imagem do conjunto residencial" onde estava o líder da rede terrorista Al Qaeda, disse a fonte que pediu para não ser identificada.

"Foi uma operação americana", acrescentou.

As declarações são uma reação a informações publicadas neste sábado pelo jornal "The Washington Post" que citou agentes dos serviços secretos paquistaneses (ISI). Os membros do ISI afirmam que foram eles que forneceram as informações decisivas para que Bin Laden fosse encontrado.

"A informação veio de nós", declarou sob anonimato um alto oficial dos serviços secretos paquistaneses ao Washington Post.

O líder da Al Qaeda foi morto no dia 2 de maio do ano passado em uma operação secreta americana na cidade de Abbottabad, ao norte da capital do Paquistão.

"Todos os golpes contra a Al Qaeda executados em diferentes lugares do mundo foram efetuados com a nossa ajuda", acrescenta outro oficial da inteligência paquistanesa ao "Post".

Após o anúncio da morte de Bin Laden, o presidente americano, Barack Obama, considerou "importante levar em consideração que a cooperação no combate ao terrorismo com o Paquistão ajudou a chegar a Bin Laden e ao complexo residencial em que se escondia".

FRANCE PRESS/FOLHA

PM é suspeito de matar três em hospital em Sergipe; segurança é reforçada


Um policial militar é suspeito de matar três pessoas dentro do maior hospital público de Sergipe, em Aracaju (SE), na noite de sexta-feira (27). A PM está reforçando a segurança na unidade, localizada no bairro do Capucho e que atende, em média, 14 mil pacientes por mês apenas nos setores de urgência e emergência.

De acordo com o governo do Estado, por volta das 22h, o tenente Genilson Alves de Souza atirou contra as vítimas no Huse (Hospital de Urgência de Sergipe) ao saber da morte do irmão dele, Jailson Alves de Souza, que recebia atendimento na unidade.

Em nota, o governo informou que Jailson, irmão do tenente, havia se envolvido em tiroteio no bairro de Santa Gleide, na periferia da cidade, quando foi baleado no tórax por Adalberto Santos Silva, que também ficou ferido na perna direita e no abdome.

O tiroteio ocorreu, segundo a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, porque Jailson tentava recuperar sua moto que havia sido roubada por Adalberto. Feridos, ambos foram encaminhados ao Huse.

Testemunhas contaram à polícia que o tenente Genilson - que estava à paisana - se desesperou ao saber da morte do irmão no hospital, atirou diversas vezes contra Adalberto e outras duas pessoas que recebiam atendimento no local. Os três morreram.

Pacientes do hospital disseram em depoimento que o tenente estava acompanhado de outros dois homens.

As outras duas vítimas são Márcio Alves dos Santos e Cleidson dos Santos. Segundo a Secretaria de Segurança, um deles - a pasta não soube precisar quem - havia sido atingido por bala perdida no tiroteio no bairro de Santa Gleide. O outro recebia atendimento em decorrência de acidente de moto. De acordo com as primeiras investigações, eles não teriam relação com a morte do irmão do tenente.

De acordo com o governo de Sergipe, vigilantes do hospital e policiais militares tentaram conter o PM e seus acompanhantes e evitaram o confronto para evitar outras vítimas.

A polícia prendeu um irmão e um sobrinho do tenente por suspeita de participação nas mortes. Os dois foram interrogados na madrugada deste sábado e continuam detidos.

O caso está sendo acompanhado pelas polícias Militar, Civil e pela Fundação Hospitalar de Sergipe.

De acordo com o governo, o atendimento no hospital foi normalizado ainda durante a madrugada.

Em nota, o governo Marcelo Déda (PT) disse que "lamenta os fatos e continua dando toda a assistência e auxílio necessários às famílias e está colaborando para a elucidação do crime".

FOLHA

"Do Começo ao Fim" FILME COMPLETO

Expropriação da YPF é projeto de um povo, diz Cristina Kirchner


A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, afirmou nesta sexta-feira que a expropriação das ações da espanhola Repsol na petroleira YPF foi "obra de um povo". A declaração foi feita em discurso para cerca de 100 mil militantes em um estádio do Vélez Sarsfield, na capital Buenos Aires.

Cristina agradeceu o voto positivo dos partidos de oposição, como a Frente Ampla Progressista e a União Cívica Radical, na medida. "O apoio que deram não foi ao governo, mas ao país. [A expropriação] Não é obra de um partido ou setor, é obra de um povo. Isso foi um aprendizado político e como ainda é possível ter isso".

A mandatária ainda afirmou que o Estado "não pode abrir mão de suas responsabilidades políticas, econômicas e sociais de um país", em referência a medidas de reforço à indústria que causaram críticas da comunidade internacional, como as retenções às exportações de veículos e livros estrangeiros.


Na última quarta (25), o Senado argentino aprovou por grande maioria o projeto de lei que retira as ações da companhia espanhola. A iniciativa, promovida pelo governo de Cristina Kirchner e que agora passa à Câmara dos Deputados, foi aprovada por 63 votos a favor e três contra, além de quatro abstenções, após cerca de 15 horas de debate.

O projeto declara de "utilidade pública e sujeita a desapropriação" a fatia de 51% das ações da YPF em poder da Repsol, titular de uma participação total de 57,43% na petrolífera argentina, cujos outros sócios são o grupo argentino Petersen (25,46%) e o Estado argentino (0,02%), enquanto os 17,09% restantes cotam nas bolsas de valores de Buenos Aires e Nova York.

O texto também inclui a desapropriação das ações da Repsol em sua controlada YPF Gás, distribuidora de gás butano e propano.

EMOÇÃO

O ato público coincidiu com a comemoração dos nove anos de chegada de Néstor Kirchner, marido de Cristina, à Presidência em 2003. O encontro teve a participação de todos os ministros e membros do gabinete da presidência, além de governadores peronistas, como Daniel Scioli, da província de Buenos Aires.

No início do evento à Cristina, chamado de "Unidos e Organizados para Aprofundar o Modelo", a presidente se emocionou ao lembrar do marido, morto em 2010. "Quem pensava que ele [Néstor] seria o presidente da República Argentina?".

Cristina afirmou que o destino dos argentinos voltou a ser feito no território nacional após a entrada de Néstor na Presidência. "Não voltaremos a escrever a história de fora e com interesses contrários aos da pátria, usando velhas receitas e propondo políticas inviáveis".

FOLHA

Alunos com bônus por raça repetem mais na Unicamp


Levantamento feito pela Unicamp mostra que estudantes do ensino médio que receberam pontos extra no vestibular da universidade tiveram, ao final da graduação, rendimento igual ao dos demais universitários. Já pretos, pardos e indígenas que ganharam bônus adicional devido à raça auto-declarada sofreram mais com reprovação e abandono.

Desde 2005, quem cursou o ensino médio em escola pública ganha 30 pontos extras no vestibular da Unicamp, numa escala até 500. Quem se declara preto, pardo ou indígena recebe outros 10.

Nesta semana, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade que o sistema de cotas raciais em universidades é constitucional.

FOLHA

PM é suspeito de matar três homens dentro de hospital em Sergipe


Um tenente da Polícia Militar de Sergipe é suspeito de matar três homens dentro do Huse (Hospital de Urgência de Sergipe), no bairro Capucho, em Aracaju, por volta das 21h de sexta-feira (27).

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o policial teria cometido o crime após a morte do irmão, em uma troca de tiros com um homem, no bairro Gleide. No tiroteio, outros dois foram baleados e levados ao Huse.

Testemunhas disseram que o policial chegou ao local, acompanhado de ao menos outros dois homens, disparou vários tiros e fugiu.

Vigilantes do hospital e militares tentaram conter o PM e evitaram um confronto para que mais pessoas não fossem feridas, de acordo com a SSP.

Após buscas na região, a polícia prendeu dois suspeitos - irmão e sobrinho do tenente-- que podem ter envolvimento com o crime. O Departamento de Homicídios investiga o caso.

O governo de Sergipe disse, por meio de nota oficial, que está acompanhando desde o início os fatos que envolvem os quatro homicídios ocorridos dentro do hospital.

Uma força tarefa entre a SSP e da SES (Secretaria de Saúde) foi montada para ajudar a polícia na investigação do caso.

FOLHA

'É para o governador', diz Cachoeira sobre dinheiro


Escutas da Polícia Federal mostram que o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, orientou um de seus operadores a entregar dinheiro, referente a uma negociação imobiliária, a um assessor do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

"É para o governador. Vamos lá pagar logo para ele no palácio lá", diz Cachoeira, que foi preso pela polícia na casa que o governador diz ter vendido a outro empresário.

Perillo nega ter feito negócio com o empresário.

Cachoeira está preso desde fevereiro, acusado de comandar um esquema de jogos ilegais em Goiás e no Distrito Federal. A relação de Cachoeira com políticos e agentes públicos é alvo das investigações de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Congresso.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

Carregando...