sexta-feira, 4 de maio de 2012

Em 2015, 6 em cada 10 internautas serão de países emergentes


Em 2015, seis de cada 10 internautas - ou 1,6 bilhão de pessoas - deverão ser de países emergentes, como Brasil, Índia, África do Sul, Chile e Argentina. O número é 64% maior que o de 2010, quando cinco em cada dez usuários da internet no mundo (ou 974 milhões) vinham de economias emergentes.

A projeção é da consultoria McKinsey e foi apresentada durante o "Google Press Summit 5.0", evento organizado pelo site de buscas em Santiago (Chile).

Globalmente, o total de internautas deve aumentar 42% entre 2010 e 2015, de 1,9 bilhão para 2,7 bilhões. 

Já o número de usuários de países desenvolvidos deve subir pouco (7%), de 723 milhões para 772 milhões entre 2010 e 2015. Considerando, no entanto, o aumento estimado de internautas no mundo, a participação desse grupo no total deve cair de 38% em 2010 para 29% em 2015.

De acordo com a  McKinsey, a ampliação da infraestrutura de internet e a redução dos custos desse serviço para os usuários têm contribuído para a expansão da web nos países emergentes.

A consultoria projetou, ainda, a expansão da quantidade de internautas no que chamou de países "ainda em desenvolvimento" - economias mais frágeis que as emergentes. Nesse grupo, o total de usuários deverá passar de 172 milhões em 2010 (9% do total) para 273 milhões em 2015 (10% do total): um aumento de 58%.

FOLHA

Novas regras da poupança afetam rendimentos


Os rendimentos da poupança poderão ser afetados com as alterações nas regras que entraram em vigor nesta sexta-feira.

A mudança vale apenas para novos depósitos e novas contas - as que já existem seguem com o cálculo de seus rendimentos sem modificações.

A poupança passa a render menos quando quando a taxa Selic for igual ou inferior a 8,5% ao ano. Hoje ela está em 9%.

Sempre que isso ocorrer, as novas cadernetas de poupança e novos depósitos terão seus rendimentos calculados com base em 70% da Selic, acrescidos da TR (Taxa Referencial, que não muda).

Enquanto a taxa do BC estiver acima desse patamar nada muda, inclusive para as novas poupanças - que continuam a ter uma correção de 6,17% ao ano mais TR, como prevê o modelo atual.

O BC já indicou que deve promover novo corte dos juros na reunião dos dias 29 e 30. Com isso, a nova regra deverá entrar em vigor.

Hoje, a poupança tem um rendimento mínimo garantido por lei e seus ganhos são isentos de IR. Com isso, ela se tornaria mais atrativa que os investimentos em renda fixa e títulos do governo com a queda da Selic.

FOLHA

Rede britânica de supermercados adere a boicote a produtos israelenses


Uma conhecida rede de supermercados britânica anunciou a suspensão de acordos com quatro empresas exportadoras de alimentos de Israel, devido a "cumplicidade na violação de direitos humanos dos palestinos".

Com a decisão, a Co-op, quinta maior rede de supermercados da Reino Unido, engrossa a lista de companhias europeias que boicotam produtos israelenses.
Entre elas está a empresa ferroviária alemã Deutsche Bahn, que em 2011 resolveu suspender sua participação na construção de uma linha de trens de Tel Aviv a Jerusalém, que passaria em um trecho dos territórios ocupados na Cisjordânia depois de ser pressionada por ativistas.

Segundo a empresa, o projeto era problemático, "com um potencial de violar leis internacionais".

O banco holandês ASN suspendeu seu investimento na empresa francesa Veolia em consequência do envolvimento da companhia na construção do bonde de Jerusalém, que passa pela parte oriental da cidade, ocupada em 1967, alegando que seus critérios de alocação de recursos respeitam as resoluções da ONU que mantêm a parte árabe de Jerusalém como território ocupado.

O banco e a Deutsche Bahn aderiram ao boicote após intensa campanha do BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), um movimento criado em 2005 por ONGs palestinas com o objetivo de exercer pressão internacional sobre Israel.
O movimento obteve apoio de sindicatos de trabalhadores e de ONGs na maioria dos países europeus e também nos Estados Unidos, África do Sul e Austrália.

O BDS exorta empresas e instituições ao redor do mundo a boicotar Israel "até que os direitos dos palestinos sejam respeitados" e equipara o regime israelense ao apartheid da África do Sul.

A campanha pelo boicote a produtos dos assentamentos também conta com o apoio de grupos israelenses de esquerda. No ano passado o parlamento de Israel aprovou uma lei criminalizando a campanha pelo boicote e, segundo a lei, os grupos que o apoiarem poderão ser processados e multados.

'RACISTAS'

A britânica Co-op esclareceu que continuará comprando produtos israelenses mas não irá fazer negócios com empresas que exportam mercadorias produzidas nos assentamentos considerados ilegais.

As quatro empresas que passaram a ser boicotadas pela rede britânica são Agrexco, Arava, Adafresh e Mehadrin, que exportam alimentos produzidos tanto em Israel como nos assentamentos israelenses ilegais existentes nos territórios palestinos na Cisjordânia ocupados por Israel.

Do ponto de vista do governo israelense não há diferença entre o boicote a produtos fabricados nos territórios ocupados e o boicote geral a Israel.

"A verdade é que eles boicotam Israel, os assentamentos são apenas um pretexto", disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Yigal Palmor, à BBC Brasil.

Segundo o porta-voz, o movimento BDS "está por trás disso".

"O objetivo do BDS é boicotar Israel e os israelenses de maneira generalizada e quem boicota pessoas por causa de sua cidadania é racista", disse Palmor.

"Trata-se de um boicote geral, tanto econômico, como cultural e acadêmico", acrescentou. o porta-voz.

CANCELAMENTO

Nos últimos dias, duas bandas irlandesas anunciaram o cancelamento de shows que estavam programados para junho, em Israel.

As bandas Dervish e FullSet avisaram a produção que não pretendem participar do Festival de Música Irlandesa que deveria ocorrer em Jerusalém e Tel Aviv, pois "sentem que não seria apropriado violar o boicote".

Depois do aviso das bandas, a produção do festival anunciou o cancelamento do evento.

Em outro incidente, o sindicato do Serviço Nacional de Saúde britânico anunciou o cancelamento da palestra do advogado israelense, Moti Cristal, que estava programada para esta semana, em Manchester.

Cristal, que é especialista em negociações, havia sido convidado para fazer uma palestra em um seminário de executivos britânicos na área da Saúde, porém foi informado que sua participação foi cancelada em consequência da pressão da UNISON - federação dos trabalhadores britânicos. A UNISON anunciou que sua posição oficial é de "apoiar o povo palestino".

Em sua resposta o advogado israelense protestou contra o cancelamento de sua participação. "Acredito que o caminho para resolver conflitos, principalmente o conflito israelense-palestino, passa pelo diálogo construtivo e não por boicotes e violência", afirmou.

BBC BRASIL/FOLHA

Artista russo cria 'lua particular' com ajuda de fotógrafos em todo mundo


O artista russo Leonid Tishkov criou a história de um homem que encontrou a lua e a levou consigo durante toda a vida no projeto "Private Moon" (Lua Particular, em tradução livre).

Tishkov disse à BBC Brasil que o projeto começou em 2003, como uma instalação artística em homenagem ao pintor surrealista René Magritte, e se expandiu para outras séries de fotografias e instalações.

A lua feita pelo artista russo é um objeto feito de acrílico leitoso e aceso com lâmpadas de LED em seu interior.

O projeto já passou por cerca de 15 países. Na maioria deles, o artista colabora com outros fotógrafos para preparar e registrar em foto o cenário com a lua.

"Meu projeto era uma tentativa de testar se nós podemos ou não pegar uma imagem bonita da superfície plana de uma figura e transformá-la em algo com volume, algo real", diz Tishkov.

"Acontece que uma caixa velha comum que brilha e fica pendurada em uma árvore pode ser muito poética e há algo nela ao qual temos uma reação emocional profunda".

BBC BRASIL/FOLHA

Nacionalizações podem deslocar investimentos espanhóis para o Brasil


As recentes nacionalizações de empresas espanholas na Argentina e na Bolívia podem empurrar investimentos realizados pelo país europeu na América Latina para o Brasil, preveem especialistas.

Para eles, o Brasil, que já é o principal destino dos investimentos da Espanha na região, se beneficiaria por garantir maior segurança jurídica, além de um quadro econômico e político mais estável comparado ao de seus vizinhos.

"De maneira geral, o Brasil tem um marco regulatório consolidado e assegura maior respeito aos contratos, dando guarida aos investimentos", disse a BBC Brasil Ernesto Lozardo, professor de economia da FGV-EAESP.

O país, que se tornou em 2011 a sexta economia do mundo, com um vasto mercado interno e prestes a sediar vários eventos internacionais de grande porte, já está na rota dos investidores externos que, sem perspectivas de ganhos futuros nas economias dos Estados Unidos e da Europa, buscam mercados mais atraentes para aplicar seu capital.

Segundo dados recentes da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), o Brasil foi o país latino-americano que mais recebeu investimentos do exterior no ano passado, respondendo por US$ 66,7 bilhões (R$ 128,4 bilhões) ou 43,7% do total de US$ 153,4 bilhões investidos na região, seguido do México, Chile, Colômbia, Peru, Argentina, Venezuela e Uruguai.

Desde 1993 (início da série histórica), segundo dados do Ministério de Economia e Competitividade da Espanha, o Brasil recebeu mais de 30% do volume de investimentos estrangeiros diretos (IED) espanhóis na América Latina.

No ano passado, esse fluxo cresceu, totalizando 4 bilhões de euros (R$ 10,1 bilhões) ou 64% do montante total de 6,3 bilhões de euros investidos pela Espanha no continente.

Descontados os "desinvestimentos" (ou seja, investimentos que foram desfeitos, como venda de ativos, por exemplo), a taxa líquida das aplicações espanholas no Brasil em 2011 ficou em 3,9 bilhões de euros, volume muito superior ao segundo colocado, o México, com cerca de 1 bilhão de euros investidos.

Dados do Banco Central do Brasil confirmam que, em 2011, a Espanha esteve entre os principais investidores no país, depois da Holanda e dos Estados Unidos.

Por outro lado, no ano passado, considerando a mesma taxa líquida de investimentos, a Espanha "desinvestiu" 85,29 mil euros na Bolívia e 1,3 bilhão de euros na Argentina, de acordo com as estatísticas do governo espanhol.

Se depender das empresas espanholas, tal cenário não deve ser alterado neste ano. Segundo o relatório "Panorama de Investimento Espanhol na América Latina 2012", divulgado pelo Instituto de Empresa de Madri em fevereiro passado, 30 das companhias de maior faturamento da Espanha enxergam com pessimismo a evolução de seus negócios em países como Argentina, Bolívia e Venezuela.

Das empresas com filiais nesses três países, somente 15% planejam aumentar sua presença na Argentina em 2012, contra 4% na Bolívia e na Venezuela.

No Brasil, entretanto, o índice é de 62%.

NACIONALIZAÇÃO

Na última terça-feira, o presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou a estatização da empresa Transportadora de Electricidad S.A (TDE), filial do grupo espanhol Red Eléctrica de España (REE), que administra 73% das linhas de transmissão de energia do país.

A nacionalização, anunciada em meio às comemorações do Dia do Trabalho (1º de maio), atendeu a reivindicações de sindicalistas e veio acompanhada de uma ordem às Forças Armadas para a ocupação imediata das instalações da companhia.

Ainda que tenha criticado o ato unilateral, o governo espanhol reagiu à expropriação de maneira diferente de quando recebeu a notícia da nacionalização de 51% das ações da YPF, petrolífera argentina controlada pela espanhola Repsol, anunciada pelo governo da presidente Cristina Kirchner há três semanas.

"O governo espanhol entende que a Bolívia se comprometeu a pagar um valor justo pela estatização da TDE, ao contrário do que foi sinalizado pela Argentina", disse a BBC Brasil José Manuel Rodríguez de Castro, conselheiro econômico e comercial da embaixada da Espanha no Brasil.

Para além do contexto político, entretanto, analistas afirmam que o tamanho das operações da companhia na Bolívia teria influenciado o tom das críticas. 

No ano passado, a TDE respondeu por apenas 1,5% receita total da REE.

Na opinião deles, a situação na Argentina, no entanto, é diferente. 

Responsável por 34% e 25% do volume de produção de petróleo e gás, respectivamente, no país, a YPF-Repsol havia acabado de anunciar a descoberta da reserva 'Vaca Muerta' com potencial de 22 bilhões de barris na província de Neuquén, o que pode alçar o país a um novo patamar na exploração da commodity no mundo.

BBC BRASIL/FOLHA

Banco do Brasil anuncia novos cortes de juros para pessoa física


O Banco do Brasil anunciou nesta sexta-feira novas reduções de juros em linhas de crédito para pessoas físicas, com destaque para cheque especial e crédito pessoal. Foi o terceiro corte em cerca de um mês.

A taxa do cheque especial para clientes que tenham conta salário no banco e aderiram ao programa "Bompratodos" caiu da máxima de 8,31% para a taxa única de 3,94% ao mês, menos da metade.

Dentro do mesmo programa, a linha de crédito pessoal automática caiu da máxima de 5,79% para o teto de 3,94%.

O banco também anunciou medidas para facilitar a transferência de financiamento de veículos contratadas em outros bancos, a chamada portabilidade.

"Percebemos que os outros bancos nos seguiram depois que cortamos nossas taxas no mês passado, por isso decidimos avançar um pouco mais", disse a jornalistas o vice-presidente de negócios de varejo do BB, Alexandre Abreu.

As novas taxas, segundo a instituição, entram em vigor até o dia 27 deste mês.

PAPEL FUNDAMENTAL

Tanto o Banco do Brasil como a Caixa são vistos pelo governo como fundamentais para aumentar a competição no setor bancário e forçar o setor privado a baixar as suas taxas.

O banco foi o primeiro a anunciar, ainda no dia 4 de abril, corte nos juros ao consumidor e pacote de incentivos para migração de clientes de outros bancos. Todos os principais bancos do país cortaram taxas depois.

No primeiro mês após a redução nos juros, o BB contabiliza um aumento de 50% na média diária de concessões de empréstimos em relação ao mês anterior.

As concessões para financiamento de veículos saltou de R$ 11,2 milhões diários para R$ 28,7 milhões diários após a redução dos juros - aumento de 156,3%.

Na linha de crediário, os desembolsos passaram de R$ 400 mil para R$ 1,3 milhão diário - alta de 238,5% na comparação de março com abril.

Na próxima semana, o Banco do Brasil anunciará novidades em fundos de investimento e em linhas de crédito para micro e pequenas empresas.

CAIXA

A Caixa Econômica Federal, maior agente financeiro no setor de habitação, reduz os juros dos financiamentos imobiliários a partir de hoje. Começa também a rodada de feirões da casa própria.

Mais de 430 mil imóveis novos, usados e na planta serão vendidos em 13 cidades até 10 de junho. Os primeiros municípios a receber o evento - de hoje a domingo-- são Belo Horizonte, Brasília, Rio, Salvador e Recife. Em São Paulo, o feirão vai de 18 a 20 deste mês.

REUTERS/FOLHA

luishipolito@outlook.com

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