segunda-feira, 7 de maio de 2012

Primeira etapa do feirão da Caixa movimenta R$ 4,63 bilhões


Na estreia de financiamentos com juros mais baixos para imóveis, o feirão da casa própria da Caixa registrou pouco mais de R$ 4,63 bilhões em negócios nas cinco cidades que abriram o evento neste ano.

Ao todo, 200.743 pessoas passaram pelos estandes montados em Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Rio de Janeiro. Os visitantes fecharam quase 31 mil contratos em três dias de evento. Em 2011, foram 182 mil visitantes, que movimentaram R$ 4,5 bilhões no primeiro fim de semana do feirão - porém, em cidades diferentes (São Paulo, Curitiba, Fortaleza, Salvador e Uberlândia).

A Caixa, maior agente financeiro de habitação, estima em mais de 430 mil o número de imóveis - entre novos, usados e na planta - em negociação nesta edição do feirão.

A próxima etapa do evento vai do dia 18 a 20 de maio em São Paulo, Fortaleza e Curitiba.

"A vantagem do evento é reunir em um local uma grande oferta de construtoras, que permitem comparar as ofertas", diz José Urbano Duarte, vice-presidente de governo e habitação da Caixa.

Além das empresas, há outros agentes da cadeia, como corretores, cartórios e técnicos do banco responsáveis por liberar financiamentos.

Existe a possibilidade de fechar o negócio na hora, mas especialistas recomendam cautela. O pagamento vai comprometer a renda do mutuário por até 30 anos.

"É preciso fazer as contas antes, saber o quanto do orçamento há disponível para fazer o financiamento sem se endividar", diz o professor do Insper Ricardo Almeida.

As taxas da Caixa vão de 4,5% a 10% ao ano mais Taxa Referencial, de acordo com o valor de imóvel e a renda. Antes da redução, anunciada no final de abril, chegava a 11%.

FOLHA

Justiça manda prender PMs condenados por Eldorado do Carajás


O coronel da PM Mário Colares Pantoja, um dos dois condenados pelo massacre em Eldorado do Carajás (PA), em abril de 1996, foi preso na tarde desta segunda-feira (7) e já está em uma penitenciária em Santa Isabel do Pará (a 47 km de Belém).

A Justiça do Pará expediu hoje mandados de prisão contra os dois policiais militares condenados pelo massacre, que resultou em 21 sem-terra mortos (19 no conflito e dois feridos que morreram posteriormente).

Eles recorriam da condenação em liberdade, graças a um recurso no STF (Supremo Tribunal Federal).

As possibilidades de recorrer em liberdade se esgotaram e o processo foi devolvido à Justiça do Pará, que determinou a prisão.

O coronel Manoel Colares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira foram condenados a, respectivamente, 228 anos de prisão e 158 anos e quatro meses.

A prisão deles era uma reivindicação dos movimentos de trabalhadores sem-terra. O massacre de Eldorado do Carajás (a 770 km de Belém) é lembrado todos os anos por esses movimentos por meio do "Abril Vermelho".

A defesa de Oliveira afirmou que ele deverá se entregar amanhã.

Os advogados afirmam que eles não foram responsáveis por ordenar o massacre e que as investigações sobre o caso não foram aprofundadas.

O massacre ocorreu quando manifestantes sem-terra faziam um protesto pela desapropriação de uma fazenda no sudeste do Pará.

FOLHA

Presidente lança pacote social em pronunciamento do Dia das Mães


A presidente Dilma Rousseff irá aproveitar o Dia das Mães, no próximo domingo, para fazer um pronunciamento em que irá anunciar um pacote social para a primeira infância - zero a 6 anos - e famílias atendidas pelo Bolsa Família e chefiadas por mulheres, informaram à Reuters fontes do Palácio do Planalto.

Os detalhes do plano, que será lançado oficialmente na segunda, dia 14, ainda estão em discussão no Planalto. A presidente voltou a conversar sobre o tema nesta segunda com a ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social, e com o Ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Entre as ações estão um bônus financeiro para as famílias com criança nesta faixa etária e que sejam parte do Bolsa Família. Há a possibilidade de, em uma primeira fase, apenas beneficiários do Brasil Sem Miséria - que atende famílias com renda per capita inferior a 70 reais - receberem o valor extra por criança. 

Segundo uma das fontes, estuda-se um bônus entre 10 reais e 30 reais por criança.

Faz parte ainda do pacote a ampliação da rede de creches e centros de atendimento municipais para crianças de até 6 anos de famílias carentes. Este item contempla uma promessa de campanha de Dilma, que se comprometeu a construir 6 mil creches até 2014.

Estão em estudo medidas na área da saúde materna e infantil e uma linha de crédito imobiliário especial para famílias carentes chefiadas por mulheres.

O Bolsa família atende atualmente 13,3 milhões de famílias no país, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social. No final do ano passado, os benefícios do Bolsa Família foram ampliados para atender até cinco filhos por família.

REUTERS/FOLHA

Novo posto para tirar visto dos EUA tem espera de 25 minutos em São Paulo


No primeiro dia de funcionamento, o novo posto para tirar o visto do Estados Unidos localizado na Saúde, zona sul de São Paulo, atendeu 550 pessoas até as 13h desta segunda-feira. Além dele, um posto em Pinheiros (zona oeste) também começou a funcionar hoje às 7h.

Segundo o consulado, a expectativa é que o posto da Saúde realize 1.700 atendimentos nesta segunda - bem abaixo da sua capacidade, que é de 3.500 atendimentos por dia.

Apesar da baixa procura, quem foi até o Posto da Saúde teve que esperar cerca de 25 minutos para ser atendido. Os candidatos ao visto ainda reclamaram de ter que agendar outro dia para realizar a entrevista.

Isso porque a partir de agora o atendimento aos interessados em tirar o visto acontece em duas etapas. A primeira, nos postos, será para tirar as digitais e entregar documentos. A segunda etapa é a entrevista pessoal, no consulado.

Com os novos postos, o consulado dos Estados Unidos em São Paulo pretende aumentar em 42% a capacidade de vistos processados por dia.

Também abriram hoje postos do consulado em Brasília, Rio, Recife e Belo Horizonte.

Desde a semana passada, o agendamento se dá pelo site brazil.usvisa-info.com.

FOLHA

R$ 100 bilhões em fundos vão perder para a nova poupança


R$ 100 bilhões das economias dos brasileiros aplicados em fundos de investimento conservadores vão render menos do que a poupança a partir do próximo dia 30, quando o BC deve reduzir os juros para 8,5% e a caderneta começar a render 5,95% (70% da taxa Selic) ao ano.

Feito a pedido da Folha, estudo do economista Rafael Paschoarelli, professor da USP, revela que 25,8% dos R$ 387 bilhões aplicados em fundos DI, de renda fixa e de curto prazo oferecidos pelos bancos renderiam mais se estivessem na poupança.

O levantamento trabalha com a TR a zero, cenário mais provável a partir de junho, e desconsidera os fundos fechados e os voltados a investidores profissionais.

Ao todo, são 205 fundos dos 531 dos mais populares que cobram a partir de 1,28% ao ano de taxa de administração - comissão cobrada pelos bancos para cuidar do dinheiro dos clientes.

Com essa taxa, os fundos terão rendimento líquido de 5,83% em um ano, considerando Imposto de Renda de 17,5% (alíquota para resgate em 361 dias) - menos do que os 5,95% previstos para a nova poupança.

TÍTULOS

Segundo Paschoarelli, a alíquota de 17,5% do IR é a mais indicada na comparação com a poupança em um ano por ser também usada pelos bancos para recolher o imposto devido.

"Esses fundos devem perder para a poupança. Devem, porque vários deles vão fazer algo para render um pouco mais. Possivelmente, deverão comprar títulos de empresas privadas, que rendem mais mas também têm risco maior", disse Paschoarelli.

Para o consultor Mauro Halfeld, a indústria de fundos vai ter de "suar a camisa" para mostrar serviço e merecer uma boa remuneração.

"Seria ótimo que ela começasse a comprar títulos privados porque esse é um mercado que precisa ser desenvolvido no Brasil; o setor produtivo ganharia muito. E o investidor teria a oportunidade de ganhar mais, correndo um risco administrado através da diversificação. É uma grande tarefa que os fundos podem executar", disse.

Outra opção para os fundos ficarem mais rentáveis seria diminuir as taxas de administração. Nos últimos anos, porém, os gestores preferiram reduzir os valores mínimos de aplicação de fundos com taxas menores, oferecidos a clientes de alta renda.

"A indústria se move assim. É mais fácil deixar o cliente ir para um fundo melhor do que alterar o custo de um que já existe", disse o especialista Luiz Calado.

FOLHA

Alemanha rejeita renegociar pacto fiscal, como quer Hollande


A Alemanha não irá renegociar o pacto fiscal da Europa sobre disciplina orçamentária e rejeita medidas para ampliar o crescimento que elevem os níveis de dívida, afirmou um porta-voz do governo nesta segunda-feira.

A declaração surge um dia após o socialista François Hollande ter vencido a eleição presidencial francesa.

Hollande afirmou que quer uma renegociação do chamado pacto fiscal acordado por líderes europeus em março, em uma tentativa de encerrar mais de dois anos de crise.

Ele tem sinalizado que um novo pacto de crescimento para complementar as severas regras orçamentárias pode também ser aceitável.

"Do nosso ponto de vista, uma nova negociação do compacto fiscal não é possível", disse o porta-voz da chanceler Angela Merkel, Steffen Seibert, durante uma coletiva de imprensa.

Ele completou: "Não queremos crescimento através de novas dívidas. Em vez disso, queremos crescimento através de reformas estruturais".

Seibert afirmou que o bom relacionamento de Merkel com a França continuará sob o governo de Hollande.

PACTO FISCAL

O pacto, que foi estipulado na cúpula de 31 de janeiro, entrará em vigor em 1º de janeiro de 2013, se 12 países-membros da zona do euro ratificarem o documento.

O principal objetivo do acordo é obrigar os países a incluir de maneira vinculativa e permanente em suas legislações ou Constituições a chamada "regra de ouro", destinada a limitar o déficit estrutural anual a 0,5% do PIB.

O pacto vincula a partir de 1º de março de 2013 a concessão de resgates através do MEDE (Mecanismo Europeu de Estabilidade) à ratificação do pacto fiscal, e seu conteúdo deverá ser levado ao Tratado da UE em um prazo máximo de cinco anos.

REUTERS/FOLHA

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