terça-feira, 15 de maio de 2012

Emprego na indústria paulista tem pior resultado para abril desde 2006


O nível de emprego na indústria de transformação paulista registrou queda de 1,14% em abril, ante março, descontando os efeitos sazonais. A taxa é o pior resultado para o mês de abril desde o início da série iniciada em 2006.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (15) pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Do total de vagas criadas no mês, 13.952 correspondem ao setor de açúcar e álcool, o equivalente a um ganho de 0,55%. Já a indústria de transformação foi responsável pela criação de apenas 48 postos de trabalho no mês passado, com variação estável.

Até abril de 2012, a indústria gerou 18 mil postos de trabalho, com uma variação positiva de 0,69% para o período - a menor da série histórica desde 2006 com exceção de 2009, o ano da crise, quando a variação ficou negativa em 1,30% para o mesmo período.

Recentemente, o governo lançou o Plano Brasil Maior, pacote de estímulo à indústria com desonerações da folha de pagamentos de diversos setores e crédito ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), da ordem de R$ 45 bilhões. O objetivo é ajudar a elevar o nível da atividade brasileira.

NACIONAL

Na sexta-feira (11), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, que apontou recuo de 0,4% em março na relação com fevereiro, após ter registrado -0,3% em janeiro e 0,1% em fevereiro. Com o resultado, a média apurada no trimestre também foi de queda, de -0,2%.

Segundo o instituto, o salário real dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente, também recuou 0,7% em março, ante fevereiro, após registrar expansão por dois meses consecutivos, período em que acumulou ganho de 6,4%.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL

No dia 10, o IBGE divulgou que a produção industrial de Estado de São Paulo, principal parque fabril do país, teve queda de 6,2% no primeiro trimestre deste ano. Foi o pior resultado para o período desde 2009, quando o Brasil sentiu os efeitos da crise financeira estourada nos EUA.

A queda provocou o declínio de 3% na produção industrial nacional no trimestre, com contribuições menores dos Estados de Santa Catarina (-6%), Rio de Janeiro e Espírito Santo (-2,4%), região Nordeste (-1,4%), Minas Gerais (-0,7%) e Bahia (-0,7%).

FOLHA

Comissão da Verdade: se não é revanchismo, é o quê?


Prentice Franco
O revanchismo está implícito e explicito, dá para ver em todos lugares, não é de hoje que as Forças Armadas vêm sofrendo com os desfeitos concebidos pelo governo, o desmantelamento e sucateamento são provenientes desse revanchismo, a falta de investimento que vem gerando a decadência da tropa, vem matando nossos soldados. Desafio o Ministério Público a entrar nos Batalhões Históricos caindo aos pedaços.
Os militares, para se ter alguma regalia, têm que tirar dinheiro do próprio bolso e investir na própria unidade para ter um lugar decente para dormir e em muitas vezes para comer, os armamentos são obsoletos da década de 60, por mais que se faça a manutenção, vêm matando nossos soldados em todo o Brasil com disparos “acidentais”.
Quem não viu as viaturas do Exercito enguiçadas pela cidade? E o porta-aviões São Paulo, da segunda Guerra, que matou um soldado este ano com um acidente mal explicado, já é a segunda vez que se envolve nesse tipo de problema? A base de pesquisas da Antártida foi incendiada com a morte de dois militares por falta de investimento para se fazer o básico. A base de lançamentos de foguetes de Alcântara no Maranhão teve a plataforma  incendiada com 21 técnicos e engenheiros mortos, e muitos outros casos que vem ceifando vidas devido à falta de investimento, sendo claras as motivações políticas de revanchismo.
Não satisfeitos pelo corte de verba para as necessidades básicas de sobrevivência da tropa, os políticos se voltaram contra o pessoal diretamente, os integrantes da Forças Armadas, que nada tiveram a ver com os fatos ocorridos nas décadas de 60 e 70. Foram e estão sendo afetados, e mais se degrada o soldado, afetando-o diretamente através do corte dos salários que é refletido em sua família.
É verdade que o soldado apresenta uma simbiose  que faz desenvolver suas tarefas em qualquer meio por mais degradante que seja, mas quando afeta as suas famílias, não. O militar das Forças Armadas incorporava 1% do soldo a cada ano trabalhado, similar aos triênios que são concedidos, até hoje, às forças auxiliares. Foram cortados, a licença especial que tem direito a ficar seis meses de descanso a cada cinco anos trabalhados, idem, fato que é concedido as Forças Auxiliares até hoje. E o pior, o rebaixamento indireto sobre a patente, o aumento do interstício, tempo que o militar leva para ser promovido, que aumentou de 4,5 anos para 8 anos, ou seja, um aumento de 77,7% no tempo para ser promovido, entre outras ofensivas, que se descritas vão nos estender e muito.
O soldado Brasileiro recebe 900 reais por mês, o recruta menos de um salário mínimo, o soldado brasileiro está sobre fogo amigo constantemente mas me parece que os políticos não sabem o que eles são!!
Todos os benefícios que são concedidos pelas forças auxiliares, como isenção de IPI na compra de carros, financiamento de imóveis a juros baixos, não são estendidos aos integrantes da Forças Armadas.
As forças auxiliares não tiveram redução de seus salários, pelo contrário adquiriram alguns benefícios, que não é o caso das Forças Armadas, evidenciando claramente um tratamento diferenciado que caracteriza o revanchismo que causa o desmantelamento e sucateamento. E, por consequência, mortes.
Assim são as Forças Armadas, subjugadas pela hierarquia !!!
TRIBUNA DA INTERNET

Chrome lançará navegador para iPhone e iPad, diz site


O Google Chrome está bem perto de lançar uma versão para dispositivos com iOS, segundo a empresa Macquire Equities Research. As informações são do site "GigaOm".

Apesar de permitir o desenvolvimento de navegadores de terceiros, a Apple toma algumas medidas para proteger o seu Safari, navegador padrão do iPhone, iPad e iPod touch. Nenhum browser pode ser definido como padrão além dele - ou seja, links externos, textos ou outros aplicativos abrirão sempre no Safari.

O navegador do Google muito provavelmente seria lançado ainda este ano. Ainda segundo analistas da Macquire, uma nova guerra dos browsers, como a que aconteceu nos anos 90 e destruiu o Netscape, estaria bem próxima de acontecer.

FOLHA

Mosquito com genes modificados reduz Aedes em Juazeiro


Vem de Juazeiro, na Bahia, uma boa notícia no combate à dengue. Testes realizados por cientistas com mosquitos transgênicos incapazes de transmitir a doença mostraram resultados promissores.

O experimento, feito no último ano por pesquisadores da USP e da Moscamed, empresa que produz os mosquitos geneticamente modificados, foi apresentado em um seminário recentemente.

A premissa básica é substituir a população de machos do Aedes aegypti por mosquitos alterados. Eles se reproduzem de forma tão efetiva quanto os selvagens, mas têm uma modificação genética que, transmitida à prole, impede-a de sobreviver.

Resultado: todos os descendentes dessas criaturas artificialmente engendradas morrem antes que possam picar seres humanos e transmitir o vírus da dengue.

Durante o período de um ano, os cientistas liberaram em Itaberaba, um bairro de Juazeiro, mais de 10 milhões de mosquitos.

Depois de soltá-los no ambiente, coletaram amostras de larvas e constataram que entre 85% e 90% delas tinham o DNA modificado.

Levando em conta a população residente de A. egypti na região, houve uma redução de 75%, em relação às de áreas não tratadas.

MODELO IMPORTADO

Os mosquitos transgênicos alterados foram originalmente projetados por pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

Desde então, graças a uma parceria, a Moscamed busca desenvolver a tecnologia para produzir nacionalmente os insetos. "Isso reduz os custos", disse Aldo Malavasi, presidente da empresa brasileira, ao site "SciDev.net".

Espera-se que esses insetos transgênicos permitam a erradicação da dengue em regiões onde há baixa mobilidade para o A. aegypti (ou seja, ele viaja pouco de lugares não tratados para tratados).

Juazeiro foi escolhida por ser uma região ideal para a realização de um projeto piloto desse tipo, e a cidade acolheu a iniciativa. Para tanto, os pesquisadores realizaram diversas ações que explicavam o processo.

O estudo demonstrou a viabilidade de controlar a população de mosquitos por esse método, sem causar impactos adicionais ao ambiente.

Contudo, os cientistas fazem duas ressalvas. A primeira é de que se trata apenas de um resultado inicial.

"Era para testar a tecnologia, não fazer uma ação de controle", diz Margareth Capurro, pesquisadora que coordena o estudo na USP.

"Não sei até quando iremos manter a liberação em Itaberaba". Capurro destaca que já estão sendo formulados planos para testar a mesma ação em outros lugares.

O segundo senão é que iniciativas como essa não são um remédio definitivo. Se há interrupção na liberação dos mosquitos transgênicos, a tendência é que a população natural restabeleça seu número em pouco tempo.

"Esse tipo de tratamento tem de ser contínuo. Se pararmos há invasão dos mosquitos de fora nas áreas tratadas", explica Capurro. Ainda assim, o resultado é promissor no combate à doença.

FOLHA

Homem diz ter sido espancado em casa de swing na zona sul de São Paulo


Um homem afirma ter sido espancado por dois seguranças de uma casa de swing em Moema (zona sul de São Paulo), além de ter sido obrigado a pagar R$ 330. O fato, registrado no 27º DP (Campo Belo), aconteceu por volta das 2h30 do último domingo (13).

O técnico de informática Daniel Rocha Carlos, 37, diz ter ido à casa de swing Vogue Club pela primeira vez, acompanhado de um amigo e duas amigas.

Cerca de uma hora e meia depois de chegar, percebeu que perdeu a sua comanda de consumo. "Fui imediatamente à recepção informá-los. Eles me disseram que eu teria de pagar R$ 300. Eu disse: 'Não concordo, eu não gastei isso, então não pretendo pagar'". Carlos afirma que, quando chegou, negociou com a casa que pagaria R$ 110 de consumação mínima.

Depois de discutir com dois seguranças e um gerente, Carlos decidiu ligar para a polícia. Nesse momento, um segurança teria lhe dado uma gravata. "Eu gritei 'me solta, me solta' e, quando ele me soltou, tentei fugir pela porta de saída", conta. Foi quando Carlos afirma ter sido agarrado pela camisa e agredido com socos e pontapés.

"Eles me bateram até eu falar que pagaria", diz. Segundo Carlos, os seguranças tiraram a carteira de seu bolso, pegaram seu cartão de crédito e, novamente imobilizando-o com uma gravata, o obrigaram a digitar sua senha duas vezes, cobrando R$ 180 e R$ 150.

"Depois, me jogaram para fora, com a camisa rasgada, sangrando", diz Carlos, que afirma ter ido a um posto te combustíveis ao lado da casa para chamar a polícia.

"Ele está com aquela cara de boxeador, o rosto todo machucado", diz Renata Rocha, 42, irmã de Carlos. "Não quebrei nada, mas estou com a barriga e a perna doloridas por causa dos socos no estômago e das joelhadas", afirma Carlos.

OUTRO LADO

Michel Souza Ferreira, supervisor da Vogue Club e responsável pela casa naquela noite, nega todas as acusações.

Segundo ele, Carlos estava "muito alterado" e se envolveu em uma briga com outro cliente. "O outro rapaz pediu três vezes para ele não tocar em sua esposa, mas ele insistiu", diz o supervisor. Carlos nega a briga e diz que havia consumido apenas uma dose de vodka, uma água e um energético.

Ferreira afirma que os seguranças apartaram a briga, levaram ambos ao caixa para pagar suas comandas e os expulsaram da casa. Ele nega que Carlos tenha sido agredido pelos funcionários.

"Lá fora, eles se pegaram de novo e foram apartados pelos seguranças e pelos manobristas", diz.

A casa também negou cobrar R$ 300 dos clientes que perdem a comanda. 

Segundo Ferreira, as comandas perdidas são identificadas pelo número de telefone do cliente, os gastos são verificados e o valor a ser pago é negociado entre as partes. "Ele pagou R$ 330: R$ 180 para entrar na casa e R$ 150 por ter excedido a consumação", disse.

FOLHA

O aperto perde de novo


Quando o socialista François Hollande se elegeu presidente da França dois domingos atrás, a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou que o receberia "de braços abertos" na visita logo agendada para hoje em Berlim. Embora ele tenha sido o primeiro candidato à chefia do governo de um país europeu do topo da liga a centrar a sua campanha no combate às políticas de austeridade defendidas por Merkel para a crise de crédito no Continente - e embora naquele domingo a maioria do eleitorado grego também tivesse votado contra o corte do gasto público, enquanto na Holanda se desfazia a coligação de governo -, os partidários da chanceler acreditavam que ela ainda se sentiria segura para abraçar Hollande exibindo as suas mãos de tesoura.
Mas a segurança da figura política mais popular em seu país, com o aval de 61% dos compatriotas à orientação que fez prevalecer na União Europeia (não fosse a Alemanha a maior economia do bloco), acaba de sofrer um grande abalo. Nas eleições de anteontem para o governo da Renânia do Norte-Vestfália, o seu partido, a União Democrata Cristã, tomou a maior sova em disputas no Estado desde a criação da sigla, em 1945. Ela obteve 26% dos votos para o Parlamento local, ante 39% do Partido Social Democrata. O Partido Verde, seu aliado, alcançou 12%. O resultado promoveu a líder social-democrata renana, Hannelore Kraft, à condição de rival número um de Merkel no plano nacional.
O tamanho da sua derrota pode ser avaliado por dois critérios. Primeiro, pelo que é a Renânia do Norte-Vestfália. Com cidades como Colônia e Düsseldorf, e abrangendo o Ruhr, o coração industrial da Alemanha, trata-se do mais populoso e mais desenvolvido dos 16 Länder (Estados) alemães. Os seus 18 milhões de habitantes - ou 20% do total do país - compõem uma população maior que a da Grécia e uma economia maior que a da Turquia. Na política, diz-se que, para onde os renanos se inclinarem, se inclinará a Alemanha. A segunda medida do baque de Angela Merkel advém do temerário desafio lançado pelo seu principal correligionário na região, o ministro federal do Ambiente, Norbert Röttgen.
No que se revelaria um histórico gol contra, ele equiparou a disputa local a um referendo sobre a posição da chanceler em relação à dívida europeia. Afirmou que as urnas diriam se o rumo que ela adotou se fortaleceria, ou, caso vencesse o partido "pró-endividamento", se enfraqueceria. Como que apanhando a deixa, os social-democratas tiveram a esperteza de fazer os seus comícios em espaços públicos abandonados, como antigas áreas de recreação, para ressaltar o efeito dos cortes de gastos em um quadro de quebra de arrecadação provocado pela desaceleração da economia e do desemprego em alta. É exatamente o argumento dos que sustentam, como o vitorioso Hollande, que austeridade não é destino e que o remédio para a crise é incentivar a retomada do crescimento.
Os eurocratas de ambos os lados da fronteira franco-alemã passaram praticamente em claro as últimas noites em busca de uma fórmula para conciliar a insistência da chanceler na primazia do aperto fiscal com a demanda do presidente recém-eleito por um pacto europeu pela produção, em pé de igualdade com o pacto da austeridade de Merkel (e do antecessor de Hollande, Nicolas Sarkozy). O compromisso, que prevê um teto de 3% do PIB para o déficit público e um limite de 60% para as dívidas soberanas dos parceiros da União Europeia, foi assinado por 25 dos 27 líderes do bloco, mas em alguns países, como a Irlanda, pode ser rejeitado em referendo. O impasse político na Grécia, à beira de deixar a área do euro, e o agravamento da crise bancária na Espanha se somam ao voto renano para debilitar a chanceler.
Em seu país, onde haverá eleições no próximo ano, é como se a população se dissesse favorável à austeridade, "mas não no meu pedaço". A crise já derrubou 11 governos europeus. Primeiro, foram-se os partidos, sem distinção de cor, que estavam no poder. Agora é a vez daqueles que seguem o que aos seus líderes parece ser a única via para resolver a crise - na contramão da vontade popular.
ESTADÃO

Os novos consumidores mudam perfil da demanda


O Brasil está produzindo carros de passeio que não consegue vender, o que poderia ser interpretado como um sinal de queda do poder aquisitivo da população. No entanto, em abril, enquanto o licenciamento de veículos caiu 10,8%, as consultas ao serviço de proteção ao crédito da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) cresciam 3,1%. Não é, portanto, que a demanda esteja caindo, mas o seu perfil é que está mudando.
Já tivemos oportunidade de nos referir ao crescimento de uma nova classe C, fruto de uma política de redistribuição de renda cuja origem está nos aumentos salariais das categorias menos favorecidas. No entanto, outros fatores explicam a profunda modificação do perfil dos consumidores brasileiros.
Nos seus dois mandatos, o ex-presidente Lula apostou no consumo doméstico como mola do crescimento econômico. O aumento do volume do crédito; o alongamento dos prazos dos financiamentos (até 60 meses para a aquisição de um carro de passeio); os reajustes do salário mínimo acima da taxa de inflação; e a queda do desemprego favoreceram essa política. Apareceu, assim, uma nova classe C, pronta para se aproveitar das novas condições de compra no varejo.
Paralelamente, assistimos a um aumento do endividamento com a dinamização do programa habitacional do governo, que elevou o endividamento e os prazos dos financiamentos. Dilma Rousseff não somente ampliou o programa habitacional, como luta por reduzir o custo do crédito, o que alimenta um maior endividamento.
Estamos, todavia, num ponto em que se nota certa saturação do consumo de alguns bens duráveis, por necessidade de reduzir o endividamento e os prazos das dívidas. Isso deverá afetar algumas linhas de comércio, fato que a indústria nacional deveria analisar melhor.
A nova classe C, que comprou seus carros novos com grande sacrifício, não poderá trocar a cada ano um carro cujo tempo de vida vai ter de aumentar. As facilidades para comprar aparelhos domésticos e até computadores criaram um quadro de saturação nesses mercados, para consumidores de renda mais modesta.
No momento em que se reduzem os prazos dos endividamentos, essas pessoas vão ter de comprar com prazo menor. Comprarão, pois, bens de menor valor no cartão de crédito e voltarão a gastar mais em comida e bebida.
São mudanças que desaconselham investimentos em montadoras de carros ou de outros bens duráveis.
ESTADÃO

Prefeitos vaiam Dilma e cobram royalties de petróleo

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff foi vaiada nesta terça-feira, 15, ao afirmar aos prefeitos participantes da 15ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios que deveriam lutar pela distribuição de royalties do petróleo "de hoje para frente", e não pelo que já foi decidido sobre o assunto.


Durante o pronunciamento, Dilma prometeu retroescavadeiras a municípios, defendeu uma "parceria respeitosa e produtiva com Estados e municípios" e comentou o cenário de crise econômica internacional.
Perto do fim, porém, os prefeitos começaram a cobrar uma declaração de Dilma sobre royalties. "Royalties! Royalties!", gritavam, cobrando da presidente esclarecimentos sobre os pedidos para a divisão dos royalties entre os municípios.
A partir de então, a presidente começou a demonstrar irritação. "Vocês não vão gostar do que eu vou dizer", respondeu Dilma. "Petróleo vocês não vão gostar. Então eu vou falar uma coisa, não acreditem que vocês conseguirão resolver a distribuição de hoje para trás. Lutem pela distribuição de hoje para a frente", disse ela, encerrando o discurso abruptamente, enquanto os prefeitos se dividiam entre aplausos e vaias.
Dilma já vinha sendo cobrada pelos prefeitos desde o início, com o discurso do presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. 
"Vejo o Congresso há anos debatendo a reforma política, há anos falando de reforma tributária e eu diria que precisamos fazer a bisavô das reformas, que é a reforma da Federação. Enquanto isso não for feito, vivemos um estrangulamento federativo", afirmou Ziulkoski.
Dirigindo-se à presidente, acrescentou: "Tenho a certeza que, como dizia o presidente Lula, 'quero chegar ao final do meu mandato e passar uma fita métrica', saber o que evoluiu, o que não evoluiu, o que não melhorou. Tenho certeza que na sequência a senhora também tem esse objetivo. E estamos aqui para ser parceiros, mas para ser parceiro às vezes precisamos dizer alguma coisa".
Ziulkoski também cobrou a sanção do Código Florestal, tal como aprovado na Câmara dos Deputados, e questionou a distribuição dos royalties do petróleo: "Não existe município nem estado produtor. O que tem é conflitante. Duzentos quilômetros de extensão, o que aquele Estado fez (para ter o petróleo)? Aquilo é nosso, da União, é de todos, não é produtor coisa nenhuma", disparou.
O presidente da CNM questionou como está sendo feita política de construção de creches públicas no País, que estaria sobrecarregando as contas municipais. "Só nós estamos gastando. Um cálculo de um custo de R$ 600 por criança, estamos colocando do orçamento do município R$ 400. Vamos colocar por ano mais de R$ 4 bilhões, como vamos fazer isso?". "O que existe hoje Estado e União é montaria, não parceria", concluiu.
ESTADÃO

Escritor Salameh Kaileh foi torturado na Síria, diz oposição


O escritor palestino e militante da sociedade civil Salameh Kaileh, detido no fim de abril pelas forças de segurança sírias, sofreu torturas, informou em um comunicado o OSDH (Observatório Sírio dos Direitos Humanos).

O OSDH publicou várias fotografias que mostram grandes contusões nos braços e pernas de Kaileh, assim como marcas de queimaduras, e acusou as forças de segurança sírias de recorrer a uma "grande brutalidade" para "intimidar e quebrar a vontade" das pessoas detidas.

Ao afirmar que o caso de Kaileh não era algo isolado, o OSDH denunciou uma "política sistemática de tortura" que provocou a morte de um grande número de detentos e pediu comissões de investigação.

Salameh Kaileh, que passou mais de oito anos detido nos anos 1990 na Síria, nasceu em 1955 em Bir Zeit, na Palestina, mas vive há mais de 30 anos na Síria.

O escritor já publicou mais de 20 obras.

Várias organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram a "tortura sistemática" contra os detidos na Síria.

"A amplitude da tortura e dos maus-tratos na Síria chegaram a um nível nunca visto antes durante anos e lembra a época obscura dos anos 1970 e 1980", afirmou a Anistia Internacional em um relatório baseado no depoimento de sobreviventes refugiados na Jordânia.

FRANCE PRESS/FOLHA

Americanos acham que Obama apoiou união gay por interesse


A maioria dos americanos acredita que o presidente Barack Obama se declarou a favor do casamento gay por cálculo político, mais do que por convicção, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira.

Obama anunciou na quarta-feira da semana passada o apoio ao casamento homossexual e se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos em exercício a adotar tal posição sobre um tema social potencialmente explosivo, a seis meses da eleição presidencial.

Uma pesquisa do New York Times/CBS News perguntou aos americanos se Obama havia adotado a postura por razões políticas ou por realmente pensar assim e 67% dos entrevistados apontaram a motivação política.

Apenas 16% dos entrevistados afirmaram que estavam mais dispostos a votar em Obama depois que ele manifestou apoio ao casamento gay, enquanto 26% manifestaram disposição menor após o anúncio.

Apenas 7% dos entrevistados consideram a questão do casamento gay a mais importante da disputa eleitoral: a economia e o emprego são a prioridade para 62% das pessoas, seguidos pelo déficit (11%) e pela questão dos seguros de saúde (9%).

FRANCE PRESS/FOLHA

Ao vivo, Datena fala em pressão e ameaça se demitir da Band


Em seu programa matinal na rádio Bandeirantes (90,9 FM) desta terça-feira, o apresentador José Luiz Datena ameaçou "pegar o boné" (se demitir) da Band, e que os ouvintes deveriam saber que, se ele sair do ar, "já sabem o motivo". O motivo, no caso, seria uma suposta pressão do prefeito Gilberto Kassab a Datena e à Band, por causa das denúncias que ele vem repercutindo em seu programa.
Datena se referia ao caso revelado ontem pela Folha, sobre o ex-diretor da Prefeitura de São Paulo e ex-assessor de Kassab, Hussain Aref Saab, que teria acumulado cerca de R$ 50 milhões em imóveis durante a última década. Aref era chefe do Departamento de Aprovação de Obras, responsável pela liberação de construções e reformas de imóveis em São Paulo.
"Isso é coisa de crime organizado, de máfia. O cara (Aref) tem quase 70 anos de idade, acha que ele ia fazer sozinho? O que eu fico indignado é esse prefeito achar que é uma coisa pessoal (quando a gente faz) denúncias contra ele (sua administração)", declarou Datena.
O apresentador ainda chamou Kassab de "ingrato" e disse ter sido um dos responsáveis por sua carreira política.
"Se tem alguém que defendeu esse prefeito, que ajudou a colocar esse cara no gibi, fui eu", afirmou o apresentador. "Sempre defendi o Kassab, sempre o colocava no 'Brasil Urgente', quando ele era combativo, enfrentava enchentes...", continuou.
"Esse cara é um ingrato, acima de tudo. Fiz (ajudei) porque achava que era um baita de um prefeito. Quando o cara esqueceu de ser bom político, e começou a querer fundar partido, e esquecer a cidade, eu sentei o cacete mesmo. Eu tinha compromisso com o bom prefeito que ele era. Deixou de ser, porrada nele".
Procurada, a assessoria de Kassab não quis comentar.
FOLHA

TV Globo diz que não exibirá programa do PT em São Paulo


A TV Globo afirmou ontem que não exibirá as propagandas partidárias do PT previstas para entrar no ar a partir de hoje, informa reportagem de Paulo Gama, publicada naFolha desta terça-feira.

A decisão põe em risco a estratégia petista para dar visibilidade ao pré-candidato do partido a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, antes do horário eleitoral gratuito, em agosto.

Em nota, a TV diz que seguirá "determinação da Justiça Eleitoral para que os partidos entreguem a documentação dos programas partidários com o prazo de 15 dias de antecedência a sua exibição".

Como, segundo a TV, o pedido foi feito com seis dias de antecedência, os programas não serão veiculados. "A regulamentação oficial é a mesma para todos, tanto que outros partidos que não cumpriram o prazo não tiveram exibição", afirma a nota.

FOLHA

Ladrões roubam covas na Rússia para lucrar com peças da 2ª Guerra


"Você vai encontrar três rifles. Basta juntar as peças e montar um novo, que até funciona'', conta um homem que pede para ser identificado como Alex, enquanto nós passamos pelo matagal. Nós estamos a caminho de uma área que foi palco de algumas semanas de ferozes combates durante a Segunda Guerra Mundial.

Alex pediu para ser descrito como um ''escavador''. Ele nasceu e cresceu em Leningrado (atual São Petersburgo), na Rússia. Desde que ele tinha 15 anos, começou a buscar por ''ferro'' nos bosques. ''Todos os moradores daqui fazem algum tipo de escavação. Alguns por interesse pessoal, outros para encontrar coisas para vender'', afirma.

Um pequeno detalhe: todas as coisas encontradas estão enterradas em meio a ossos. Para encontrar pertences e conseguir dinheiro vendendo-os em mercados de produtos de segunda mão, é preciso procurar em meio aos restos de um soldado morto.

Os mais intensos combates da Segunda Guerra Mundial ocorreram no território que atualmente pertence a Rússia, Ucrânia, Belarus e países do Leste Europeu.

TRINCHEIRAS INTACTAS

Os campos e florestas que serviram como campos de batalha foram muitas vezes deixados para trás intactos, sem que fossem retirados destroços, bombas não-detonadas e corpos, já que não houve tempo para que isso ocorresse.

Aqueles que realizaram escavações nestes locais são normalmente classificados como ''brancos'' ou ''negros''.

''A primeira categoria se refere a pessoas registradas oficialmente junto a organizações não-governamentais como realizadores de buscas. Elas recebem um visto de trabalho das autoridades regionais onde as escavações estão sendo realizadas.

O propósito principal dos ''brancos'' é encontrar e enterrar os restos mortais de soldados do Exército Vermelho e confirmar sua identidade. Eles compram seus próprios equipamentos e não recebem remuneração.

Existem diversos grupos de voluntários na Lituânia, Letônia e Polônia. Alguns desses grupos montaram um batalhão formado por soldados, que vistoriam as escavações.

Um batalhão especial de buscas também foi montado na Rússia, mas o número de soldados que ganharam enterros oficiais após as operações de buscas ocorreram, na maioria dos casos, graças aos esforços de grupos de voluntários. 

Existem mais de 600 deles, ao todo.

Os escavadores classificados como ''negros'' atuam ilegalmente. Eles encontram corpos de soldados mortos nos campos e às vezes agem até em cemitérios militares, para ganhar dinheiro ou para aumentar suas coleções de memorabília.

"Esta era uma única trincheira e veja, eles tiraram tudo que podiam daqui. E jogaram fora os restos de soldados. São saqueadores. Como é que alguém pode lidar dessa maneira com os restos mortais de pessoas que deram suas vidas por nós?", afirma o voluntário Anatoly Skoryukov, ao me dar um exemplo do que os coveiros "negros" são capazes de fazer.

VENDA EM MERCADOS

Skoryukov gentilmente começa a juntar os pedaços de um crânio que havia sido rompido com uma pá e outros ossos espalhados em um raio de diversos quilômetros.


Alex, um "coveiro negro" que aceitou me levar à floresta com ele, admite abertamente que busca o lucro ao escavar os restos de soldados.


''Se todas essas coisas ainda estão nas florestas, significa que somos os únicos interessados. Se os governos acham isso importante, eles poderiam ter desenterrado tudo isso há muito tempo", afirmou.

Os frutos do trabalho dos "coveiros negros" pode ser visto todos os finais de semana nos principais mercados de segunda mão da maior parte das cidades da Rússia, Ucrânia e alguns países do Leste Europeu. É possível comprar também artigos militares na Internet. Eles são oferecidos por centenas de sites e redes sociais.

E não faltam compradores, colecionadores particulares e seguidores de movimentos neo-nazistas. Poucos deles estão interessados no verdadeiro valor histórico das peças. O mais importante para eles é encontrar uma suástica.

Um capacete de um soldado do Exército Vermelho pode ser comprado em um mercadinho de São Petersburgo por até US$ 25 (cerca de R$ 50). O mesmo artefato de um soldado nazista custa dez vezes mais. Medalhas militares alemãs, como a Cruz de Ferro, chegam a custar US$ 600 (cerca de R$ 1.184).

Nos anos 90, surgiu um mercado para armamentos ''revividos''. ''Explosivos, rifles e pistolas foram vendidos aos montes. Ainda há muitos deles nos campos, mas eles agora têm sido comprados somente por colecionadores. 

Para atirar, é mais fácil comprar um rifle Kalashnikov novo ou alguma outra coisa em oferta. É mais barato e confiável.

Mas ''coveiros negros'' ainda são capazes de fazer dinheiro com munições da Segunda Guerra Mundial. Eles retiram os explosivos de minas e de cápsulas e as vendem para caçadores e pescadores. Estes ''explosivos amadores'' chegam a ferir e matar pessoas todos os anos. O mínimo erro, durante a escavação pode causar uma explosão.

Esse tipo de venda sem regulamentação de armas e munições é ilegal na Rússia e ao desecrar covas, os ''coveiros negros'' podem pegar uma pena de prisão de até oito anos. Mas na prática, até mesmo multas são uma raridade.

BBC BRASIL/FOLHA

Grécia convoca nova eleição após fracasso em negociações


A Grécia irá realizar novas eleições após líderes políticos não conseguirem entrar em acordo para um governo de coalizão nesta terça-feira, afirmou um porta-voz do presidente grego, Karolos Papoulias.

Ele não informou de imediato uma data para as eleições, mas as regras eleitorais indicam que a votação será no meio de junho. Um governo interino será formado na quarta-feira, disse ainda o porta-voz.

"Pelo amor de Deus, vamos partir para algo melhor e não para algo pior", disse o líder do partido socialista, Evangelos Venizelos, a repórteres após a reunião. 

"Nossa pátria pode encontrar o seu caminho, vamos lutar por isso".

Pesquisas de intenção de voto colocam o partido radical de esquerda Syriza, que rejeita o pacote de ajuda e ficou em segundo lugar na eleição passada, como provável vencedor da nova votação - resultado que daria um bônus de 50 assentos no Parlamento de 300 cadeiras.

Líderes europeus dizem que vão cortar o financiamento à Grécia se o país recuar das promessas feitas em troca do pacote de ajuda acertado em março, o que pode significar a falência do Estado e a exclusão grega da zona do euro.

LIMBO POLÍTICO

Pela manhã, o presidente Papoulias havia convocado todos os partidos políticos do Parlamento eleito em 6 de maio, salvo o neonazista Aurora Dourada, para pedir apoio a um Governo tecnocrata, como última tentativa de evitar novas eleições.

Nas eleições legislativas, os gregos votaram contra as medidas de austeridade exigidas pela União Europeia e o FMI (Fundo Monetário Internacional) em troca dos empréstimos bilionários ao país.

Com esse resultado, a Grécia entrou no limbo político, já que as eleições não permitiram a formação de um governo.

RECESSÃO

O PIB (Produto Interno Bruto) da Grécia caiu 6,2% em ritmo anual no primeiro trimestre de 2012, após uma queda de 7,5% no último trimestre de 2011, segundo as primeiras estimativas oficiais.

Em março, o Banco Central grego advertiu para o risco de uma recessão mais forte que a esperada este ano, com uma queda estimada do PIB de 4,5%. Em 2011, o PIB retrocedeu 6,9%.

Este é o quinto ano consecutivo de recessão na Grécia.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

Carregando...