terça-feira, 22 de maio de 2012

Britânicos indicam São Paulo como a 45ª melhor cidade para estudar


O tráfego é intenso, a poluição é perceptível e o custo de vida é alto. Mesmo assim, São Paulo integra uma lista inédita das melhores cidades universitárias do mundo.

O ranking foi elaborado pelo QS, grupo britânico responsável por uma das principais classificações anuais de universidades do mundo, a Top Universities.

A capital paulista apareceu em 45º lugar, antes de Toulouse, na França (46º), e Glasgow, no Reino Unido (50º).

No topo predominam capitais da Europa, dos EUA, da Austrália e do Canadá.

Para chegar à classificação, o QS considerou doze indicadores divididos em cinco categorias.
Os primeiros critérios são quantidade total de estudantes, qualidade de vida, empregabilidade local e acessibilidade (o que inclui os valores de taxas cobradas pelas instituições da cidade).

A quinta categoria levada em conta é a qualidade das universidades da cidade.
Essa informação veio do último ranking do QS, que analisa 700 universidades, seis delas em São Paulo.

Duas instituições com campus em São Paulo aparecem entre as 500 melhores do mundo: a USP (169° lugar) e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo, que está entre as posições 401 e 450).

"São Paulo tem problemas como tráfego intenso e criminalidade. Mas a 'qualidade de vida' foi apenas um dos critérios analisados", explica Simona Bizzozero, do QS.

Para o reitor da USP, João Grandino Rodas, o peso da instituição colocou São Paulo entre as 50 cidades universitárias do mundo.

"Caso São Paulo não possuísse uma universidade como a USP, não estaria entre as 50 melhores cidades".

A USP, além de ser a primeira brasileira a aparecer em rankings mundiais, como o do QS e o do THE (Times Higher Education), lidera listas latinas de ensino superior.

Na opinião do matemático Renato Pedrosa, coordenador associado do Centro de Estudos Avançados da Unicamp, o ranking é interessante, mas muito determinado pelas condições de empregabilidade e pela concentração de instituições qualificadas.

"Uma cidade com apenas uma instituição de peso e pouca população nunca vai entrar na listagem".

A quantidade de estudantes estrangeiros nas principais instituições também foi levada em conta. A presença deles reflete o interesse externo pelas universidades locais e aumenta o impacto da produção científica - que geralmente acaba sendo feita em parceria com o país de origem do estudante.

Em São Paulo, 1% dos universitários vêm de outros países. Em Paris, primeira colocada da lista, a média é 17%. Em Londres, 33%.

FOLHA

INSS reduz juro do empréstimo consignado para aposentados


O Conselho Nacional de Previdência Social definiu nesta terça-feira as novas taxas máximas que podem ser cobradas no crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

De acordo com o Ministério da Previdência, o teto caiu de 2,34% para 2,14% na modalidade de empréstimo pessoal, com desconto direto no benefício. A taxa já inclui o custo efetivo total da operação.

O anúncio da medida ocorre um dia após o ministro Guido Mantega anunciar uma série de medidas para estimular o consumo.

A Folha já havia antecipado, em abril, que o governo estudava a redução nessa modalidade de crédito.


O consignado é uma das modalidades mais seguras de empréstimo para os bancos. O risco é baixo porque, antes de o aposentado receber o benefício, o banco faz o desconto na folha da Previdência.

O consignado representa um quinto do crédito pessoal disponível no mercado.

Atualmente, 38 institutições financeiras oferecem a modalidade.

No caso dos empréstimos consignados por meio de cartão de crédito, as taxas caíram de 3,36% de juros para 3,06%.

"Isso é apenas uma primeira medida, discutida com o Banco Central. Poderemos adotar outras", afirmou o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho.

As novas taxas devem entrar em vigor quando a portaria com as novas taxas for publicada, o que deve ocorrer ainda nesta semana.

Os empréstimos do consignado do INSS totalizaram R$ 2,97 bilhões em fevereiro. O resultado é 30% superior ao mesmo mês de 2010. O total de crédito pessoal liberado em fevereiro foi R$ 14,4 bilhões, diz o BC.

QUEIXAS

A Previdência informou ainda que outras medidas estão sendo estudadas, como agilidade na devolução de cobranças indevidas em caso de irregularidade no empréstimo, atenção especial a segurados que são frequentemente alvo de fraudes, aperfeiçoamento do sistema de comunicação de irregularidades e ampliação das campanhas sobre como evitar fraudes.

O número de fraudes envolvendo o crédito consignado do INSS creceu quase 20% no ano passado. Enquanto em 2010 foram contabilizados 2.773 empréstimos fraudulentos, no ano passado a Previdência encontrou 3.320 irregularidades.

As fraudes já superam as reclamações procedentes (quando há erro administrativo na concessão ou trâmite do empréstimo), que caíram de 3.027 para 2.935 no ano passado. É a primeira vez que isso ocorre desde 2008, quando começou o levantamento.

Também foi alvo da reunião de hoje do conselho a regulamentação dos intermediários que oferecem o crédito aos segurados, conhecidos como "pastinhas".

De acordo com o Procon, a maior reclamação sobre o consignado é contra o 'pastinha', quem vende o crédito.Como eles têm comissão por negócio feito, tentam convencer de qualquer forma o segurado a fazer o empréstimo.

QUEDA DE JUROS

A Caixa e o Banco do Brasil deram início, em abril, a uma onda de cortes nos juros oferecidos no crédito a consumidores e empresas. O movimento, que atendeu a um chamado do governo, buscava forçar a concorrência no setor e induzir mais bancos a praticar taxas menores.

Desde então, os principais bancos do país aderiram ao esforço e já anunciaram a diminuição das taxas de juros em diferentes linhas de créditos.

FOLHA

Parada Gay de São Paulo estará mais pobre este ano, diz organização


Com R$ 120 mil a menos, a 16ª edição da Parada Gay de São Paulo estará mais pobre se comparado ao ano passado, segundo os organizadores do evento. O tema deste ano será "Homofobia tem cura: educação e criminalização" e deve usar boa parte dos R$ 325 mil arrecadados em patrocínio.

Com orçamento baixo, os trios elétricos consequentemente diminuíram na nova edição. Em 2011 foram 16 carros. Este ano o número é de 12 até o momento - que pode alterar até o dia da Parada, segundo a organização.

A redução de custos pesou principalmente no número dos trios da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, que organiza o evento. De cinco carros em 2011, apenas três estão programados para este ano. Um 4º trio só entrará no desfile caso a organização consiga patrocínio próprio para ele.

"O dinheiro arrecadado é destinado para três componentes: as nossas despesas do ano, a Parada e os eventos que acontecem durante o Mês do Orgulho GLBT", disse Fernando Quaresma, presidente da associação. Ele não soube informar quanto do valor arrecadado seria destinado apenas ao dia do evento.

"Encaminhamos o projeto do evento pedindo patrocínio para vários lugares, mas recebemos muitos 'nãos'. É uma coisa inexplicável. Nós temos a maior Parada do mundo e infelizmente não temos apoio de patrocínio", se queixou Quaresma, durante coletiva à imprensa.

Os três trios da organização da Parada devem abrir e fechar o evento, que ocorrerá dia 10 de junho, tem previsão para começar às 12h e terminar as 18h. A concentração, no entanto, deve começar a partir das 10h em frente ao Maps (Museu de Arte de São Paulo).

O primeiro trio representará o tema do ano, o segundo será o carro da diversidade. O evento será fechado com o carro cujo tema é a paz, combatendo a violência contra a comunidade GLBT.


Veja a programação do 16º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo:

Ciclo de Leituras Dramáticas



Datas:8, 15, 22 e 29 de maio

Horário: 20h

Local: Livraria da Vila - alameda Lorena, 1.731 - Jd. Paulista


10º Ciclo de Debates


Datas: 28, 30, 31 de maio e 1º junho

Horário:19h

Local: Sesc Consolação - rua Dr. Vila Nova, 245


12ª Feira Cultural LGBT


Data: 7 de junho

Horário: das 10h às 22h

Local: Vale do Anhangabaú


12º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade

Data: 8 de junho

Horário: a partir das 12h

Local: Avenida Paulista - concentração em frente ao Masp


FOLHA

Abuso relatado pela apresentadora Xuxa não pode mais ser punido


Mesmo se a apresentadora Xuxa Meneguel, 49, fosse hoje à Justiça para denunciar os abusos sexuais que ela relatou ter sofrido na infância não haveria nenhuma punição possível para quem a atacou.

Em entrevista ao "Fantástico" anteontem, Xuxa revelou que foi vítima de violência até os 13 anos (1976). Caso ela oficializasse a acusação de estupro, o crime teria prescrito em 1992.

A apresentadora citou que foi abusada por ao menos três pessoas, mas não disse os nomes. 

Ela contou que isso ocorreu na infância e na adolescência, especificando apenas a idade em que sofreu o último abuso.

Xuxa fez a revelação ao comentar seu engajamento em campanhas contra a palmada e abusos contra menores.

"Eu abracei essas causas todas porque eu vivi isso. Na infância, até a minha adolescência, até os 13 anos, eu vivi isso. Pelo fato de eu ser muito grande, eu chamar a atenção, eu fui abusada".

Os abusos, contou Xuxa, foram cometidos por pessoas ligadas ao seu meio familiar. Um dos agressores, disse, era namorado de sua avó. O outro, o melhor amigo de seu pai. "Que queria ser meu padrinho", declarou. Ela citou ainda um professor. "Não foi uma pessoa, foram várias, em momentos diferentes".

Xuxa diz ter se calado por tantos anos por vergonha. "Me sentia suja, me sentia errada. E, se eu não tivesse a minha mãe, se não tivesse o amor da minha mãe, teria ido embora. Só que eu não falei para a minha mãe, não tinha coragem. A maioria das crianças não fala".

Ontem, Xuxa agradeceu o apoio de fãs no Facebook. E encerrou: "Não me sinto bem falando mais desse assunto".
CRIME VENCIDO

Se quem abusou de Xuxa fosse acusado de estupro, por exemplo, a pena máxima seria de 12 anos, de acordo com a lei de crimes contra a dignidade sexual, de 2009.

Segundo o Código Penal, a punição para esse tipo de crime prescreve 16 anos depois.

"O Estado não tem mais o direito de punir nesse caso [da apresentadora]", afirmou o promotor de Infância e Juventude Thales de Oliveira.

As declarações de Xuxa foram levadas ao ar dois dias após a sanção da lei Joanna Maranhão, que ampliou o prazo para prescrição de crime sexual contra crianças.

Segundo a nova lei - que leva o nome da nadadora que denunciou seu treinador por abuso na infância - a contagem para prescrição em crimes do tipo ocorre a partir do momento em que a vítima completa 18 anos.

O texto, porém, não vale para crimes praticados antes da publicação, portanto, só passa a contar para casos denunciados a partir de agora.

Nos primeiros quatro meses de 2012, a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos registrou aumento de 71% nas denúncias de abusos contra menores em relação a 2011.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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