sexta-feira, 1 de junho de 2012

Investimento tem o pior resultado no PIB desde 2009


Diante de um ambiente de crise e perspectivas mais negativas para o futuro, as empresas pisaram no freio em seus planos de investimento, que teve o pior desempenho no PIB desde o primeiro trimestre de 2009, quando o país sofria com a crise global.

A taxa de investimento recuou para 18,7% do PIB no primeiro trimestre, o menor nível desde os três primeiros meses de 2009 (17%).

O indicador mede o volume de investimentos na economia como proporção do PIB. Em países com ritmo mais acelerado de crescimento, essa taxa chega a 25%.

O resultado do PIB no primeiro trimestre foi de alta de 0,2% na comparação livre de influências sazonais com os três últimos meses de 2011.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2011, a economia brasileira cresceu 0,8%. Nos últimos quatro trimestres encerrados em março, o PIB subiu 1,9%.

Economistas calculam que o Brasil precisa de um percentual de investimento em relação ao PIB de, ao menos, 22% para gerar mais capacidade produtiva e sustentar um crescimento econômico entre 4% e 5% no longo prazo.

Os investimentos perderam força no primeiro trimestre por conta da menor produção interna de máquinas e equipamentos usados para produzir, transportar, armazenar e prover serviços, segundo o IBGE.

Rebeca Palis, gerente das Contas Nacionais do IBGE, afirma que as retrações de 1,8% do volume de investimentos na comparação com o primeiro trimestre de 2011 e de 2,1% frente aos três últimos meses de 2011 só não foram mais intensas porque as importações de máquinas e equipamentos e a construção civil se mantiveram em expansão.

Pelos dados do IBGE, as importações e exportações cresceram num ritmo similar: 6,3% e 6,6%, respectivamente.

No lado das vendas externas, os destaques ficaram com têxteis, metalurgia, material elétrico, peças para veículos e mobiliário. Já as compras do exterior mais significativas vieram dos setores de siderurgia, farmacêutica e perfumaria.

FOLHA

Soja puxa queda do PIB da agropecuária, diz IBGE


O forte recuo (7,3%) no PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária, divulgado nesta sexta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), teve como um dos seus principais responsáveis a queda de produtividade da soja - além das quebras de safra do produto principalmente no Sul do país, causadas por problemas de estiagem.

A análise partiu da gerente de coordenação das Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. A soja, sozinha, representa 20% do PIB da agropecuária, afirmou Palis.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB da agropecuária recuou 8,5%. Na mesma comparação, o recuo na quantidade produzida de soja foi de 11,4%.

Outros produtos também influenciaram o fraco desempenho da agropecuária nos primeiros três meses do ano, como as quedas nas produções de arroz (-13,8%) e fumo (-15,9%), sempre em relação ao começo de 2011.

Mas foi a soja a maior contribuição para o resultado negativo, afirmou Palis.

Outro ponto destacado pela técnica do instituto foi o desempenho pior da pecuária, no mesmo período de comparação. Embora não tenha mencionado números, Palis considerou que houve um fraco desempenho da atividade no setor, no primeiro trimestre deste ano.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

Carregando...