sexta-feira, 15 de junho de 2012

GM encerra turno de produção na fábrica de São José dos Campos


Depois de anunciar a criação de um PDV (Plano de Demissão Voluntária), a GM decidiu encerrar um turno da fábrica de São José dos Campos, de acordo com o sindicato dos metalúrgicos da região.

Segundo a entidade, a montadora garantiu, por telefone, que os cerca de 500 trabalhadores integrantes do turno encerrado não serão dispensados. Os funcionários do segundo horário da produção dos modelos Corsa, Zafira e Meriva devem ser remanejados para outros horários e funções na unidade.

Procurada, a companhia afirmou que não vai comentar as informações.

A GM abriu no começo do mês um programa de demissão voluntária em São José dos Campos. A decisão foi tomada 15 dias após o anúncio de medidas de estímulo para o setor, pelas quais o governo cobrou como contrapartida a manutenção do emprego. O sindicato estima que cerca de 50 funcionários aderiram ao programa até agora.

Também no início do mês, a montadora abriu um terceiro turno para a produção da S10. O horário adicional, de acordo com informações do sindicato, começa a funcionar na próxima semana e vai abrigar 62 integrantes do turno fechado. Outros 412 trabalhadores serão remanejados para o primeiro horário da mesma produção.

FOLHA

Estudantes da Unifesp ficarão na carceragem da PF em São Paulo


Os 22 estudantes detidos na noite de quinta-feira (14) no campus de Guarulhos da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) não serão transferidos para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, nesta sexta-feira. A Polícia Federal informou que o grupo permanecerá na carceragem da Superintendência da PF na Lapa, zona oeste.

A assessoria de imprensa da PF, porém, não confirmou se foi realizado um acordo com os manifestantes ou se não houve tempo para o envio da documentação necessária para a transferência. A PF também não disse até quando eles devem ficar na Superintendência.

Cerca de 25 estudantes foram detidos na noite de ontem no campus de Guarulhos, após uma manifestação que resultou em confronto entre estudantes e policiais militares. Eles pediam pelo fim da repressão e melhorias no campus da universidade.

Em coletiva na tarde desta sexta, a reitoria da Unifesp informou que abriu um processo administrativo para apurar de quem são as responsabilidades pela confusão.

Durante toda a manhã os 25 detidos, além de PMs e funcionários da universidade foram ouvidos na sede da Polícia Federal. Dos 25, três estudantes foram liberados por volta das 15h30.

Estudantes da universidade estão desde a madrugada de hoje em frente a sede da Polícia Federal pedindo pela liberdade dos colegas.

De acordo com nota da PM, professores e funcionários acionaram a polícia e afirmaram que os estudantes tentavam invadir o prédio "de forma violenta". Quando os policiais chegaram no local, foram recebidos com pedras e pedaços de madeiras.

Segundo estudantes da universidade, o grupo chegou a invadir o prédio por alguns minutos, mas saiu logo em seguida. Imagens divulgadas pela PF mostram as paredes do prédio da diretoria pichadas e os vidros quebrados.

Em nota, a Unifesp afirmou que os estudantes "intimidaram" o diretor acadêmico e professores que estavam no prédio e "depredarem as instalações do campus aos gritos de ocupação".

A universidade informou que "está procurando, de todas as formas, solucionar os problemas e recolocar o campus Guarulhos em situação de normalidade" e acrescentou que "a invasão do campus, com depredação do patrimônio público e constrangimento ilegal não é forma de manifestação ou reivindicação".

Uma perícia do prédio da diretoria foi feita para constatar os danos ao patrimônio da universidade, segundo a PF.

Dentre os 22 estudantes presos e indiciados, 14 deles já haviam sido detidos na PF no dia 6, quando aconteceu a reintegração de posse do campus da universidade. À época, eles assinaram um termo por desobediência a uma ordem judicial e foram liberados.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

Carregando...