terça-feira, 19 de junho de 2012

Para a fabricante ARM, tablet da Microsoft é um 'divisor de águas'


A fabricante britânica ARM, dona da tecnologia por trás do processador usado pelo recém-anunciado Microsoft Surface, disse que considera o tablet um "significante divisor de águas".

Ao site  "TechRadar", o vice-presidente de marketing da ARM Lance Howarth afirmou que o Microsoft Surface é uma "ilustração da contínua inovação no design de chips da empresa".

"Representa um importante divisor de águas na jornada da Microsoft para expandir o suporte do Windows e englobar a arquitetura ARM".

"Dispositivos como o Surface demonstra que estamos em uma nova era da tecnologia, criando novas e engrandecedoras experiências que mudam nosso cotidiano".

O novo Microsoft Surface terá duas versões: uma, com processador Nvidia Tegra (baseado em arquitetura da ARM) e Windows RT e outro com processador feito pela Intel (arquitetura x86) e Windows 8 Pro.

FOLHA

Maior fundo do Vale do Silício vem para o Brasil


Uma das maiores firmas de Venture Capital (capital de risco) do Vale do Silício, nos EUA, a Sequoia Capital, desembarca no Brasil em julho, informa reportagem de Helton Simões Gomes publicada na Folha desta terça-feira.

Presente na Índia, China, Israel e com gigantes da tecnologia no portfólio como Apple, Google, Instagram e LinkedIn, o fundo chega motivado pelo mercado consumidor e pelo nível de adesão do brasileiro à tecnologia.

"Estou me mudando para São Paulo para abrir nosso escritório aí", disse à Folha David Velez, responsável da empresa pela América Latina, que assumiu o cargo para preparar o caminho para a trazer a companhia ao Brasil.

A Sequoia se motiva pelas oportunidades que o Brasil propicia, diz Adalberto Brandão, diretor de operações do Centro de Estudo "Private Equity" e Venture Capital da Fundação Getulio Vargas.

O Brasil já é o sétimo em usuários de internet e o quarto em venda de computadores. Em smartphones, pode também ser o quarto em vendas em quatro anos, segundo a consultoria IDC.

FOLHA

Arábia Saudita decapita acusados de sequestro e bruxaria


As autoridades sauditas decapitaram nesta terça-feira um homem e uma mulher egípcios condenados por sequestro, tortura e estupro de uma menor de idade; e um saudita acusado de bruxaria, informou o Ministério do Interior em comunicado.

A nota detalhou que no primeiro caso os egípcios, que eram irmãos, foram condenados à morte por manter em cativeiro durante três anos e meio uma menina de nove anos na cidade de Medina, no oeste da Arábia Saudita.

Segundo o texto, durante esse período de tempo o homem estuprou a menor de forma contínua.

As autoridades também executaram um cidadão saudita depois que o consideraram culpado de exercer magia e bruxaria e de cometer adultério com duas mulheres.

O comunicado destaca que no momento de sua detenção na cidade de Nayran, no sul, as forças de segurança apreenderam livros de magia negra.

O ultraconservador reino da Arábia Saudita é regido por uma interpretação rigorosa da lei islâmica, que estipula castigos como a decapitação por sabre, o apedrejamento e a amputação de membros, aos quais habitualmente recorrem os juízes sauditas.

EFE/FOLHA

FMI garante US$ 456 bilhões em recursos, com ajuda do Brasil


O Fundo Monetário Internacional informou nesta terça-feira que levantou US$ 456 bilhões em novos recursos para enfrentar a crise depois que mais 12 países, incluindo os membros dos Brics (Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul) prometeram capital para ampliar o caixa do FMI.

Em abril, países membros do FMI comprometeram-se com um valor de US$ 430 bilhões para lidar com os efeitos da crise da zona do euro na economia global.

"Esses recursos estão sendo disponibilizados para prevenção e resolução de crise e para atender às necessidades potenciais de financiamento de todos os membros do FMI", disse a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, em comunicado.

"Eles serão retirados apenas se forem necessários como uma segunda linha de defesa", completou ela.

De acordo com uma tabela divulgada pelo FMI, Brasil, Rússia e Índia garantiram US$ 10 bilhões cada, enquanto a África do Sul ofereceu US$ 2 bilhões. O México também contribuiu com US$ 10 bilhões.

Somente a China ofereceu US$ 43 bilhões para as reservas do Fundo.

Os líderes dos países dos Brics afirmaram antes que "concordavam em elevar suas próprias contribuições ao FMI", mas insistiram que o dinheiro seja usado apenas após os recursos existentes terem se esgotado.

"Grandes e pequenos países juntaram-se a nosso pedido por ação, e mais podem se juntar", disse Lagarde, explicando que as promessas totais alcançaram 456 bilhões de dólares -"quase dobrando nossa capacidade de empréstimo".

Os Brics tentaram ligar os empréstimos a reformas que dariam ao mundo em desenvolvimento mais voz no FMI ao ampliar seu poder de voto.

"Essas novas contribuições estão sendo feitas com a expectativa de que todas as reformas acordadas até 2010 sejam totalmente implementadas no momento adequado, incluindo uma reforma abrangente de poder de votação e reforma de cotas", disseram os líderes dos Brics em um comunicado conjunto.

Autoridades chinesas recusaram-se a discutir quantias e destacaram a necessidade de implementar reformas de cotas acertadas em 2010.

REUTERS/FOLHA

luishipolito@outlook.com

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