quarta-feira, 20 de junho de 2012

Obama abre 13 pontos de vantagem para Romney, mostra pesquisa


Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela emissora de televisão americana Bloomberg dá uma vantagem de 13 pontos ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o pré-candidato republicano, Mitt Romney, para a eleição presidencial de novembro.

Entre os 1.002 potenciais eleitores sondados entre 15 a 18 de junho (com margem de erro de 3,1 pontos), 53% disseram que pretendem apoiar reeleição de Obama, enquanto 40% preferem dar seu voto a Romney.

A previsão contraria levantamentos anteriores, que registraram empate técnico ou vantagens inferiores a dez pontos.

O tema da economia tem sido um dos pontos-chave da campanha, em um país cuja taxa de desemprego continua alta. Dentre os entrevistados, 49% afirmam concordar com a estratégia de Obama para melhorar a economia americana, enquanto 33% optam pela visão do ex-governador de Massachussets.

Os partidários de Obama descrevem Romney como um multimilionário que desconhece as realidades do país, enquanto os simpatizantes do candidato republicano criticam os resultados do atual presidente.

REJEIÇÃO

A pesquisa da Bloomberg também revela que apenas 39% das pessoas entrevistadas têm uma opinião favorável sobre Romney, contra 48% que dizem ter uma opinião desfavorável.

Além disso, 55% pensam que o candidato republicano está mais desconectado da realidade do que seu rival democrata, contra 36% que pensam o contrário.

Apesar de ser mais favorável ao atual presidente, a pesquisa também aponta que a população continua preocupada com a situação econômica do país: 62% acreditam que o país está no caminho certo, enquanto 45% pensam que seus filhos terão um nível de vida inferior ao deles.

FRANCE PRESS/FOLHA

Elize Matsunaga é transferida para o "Presídio de Caras"


Elize Matsunaga, 30, foi transferida nesta quarta-feira da Cadeia Pública de Itapevi (Grande São Paulo), onde estava desde a noite do dia 5 deste mês, para o Complexo Penitenciário de Tremembé (138 km de São Paulo).

Por abrigar condenados e acusados de crimes de grande repercussão, o complexo de Tremembé é conhecido como "Presídio de Caras", uma referência à revista de celebridades "Caras".

Ontem, o juiz Adilson Paukoski Simoni, do 5º Tribunal do Júri da capital, transformou Elize em ré no processo criminal no qual é acusada pela Polícia Civil e pela promotoria de ter matado e esquartejado o marido, o executivo Marcos Matsunaga, 41.

Ao transformar Elize em ré, o magistrado também transformou a prisão temporária dela (que terminaria amanhã) em preventiva (até possível julgamento). Por isso, Elize foi levada para a penitenciária no interior paulista.

CALÇA CÁQUI

Como regra para qualquer pessoa que dê entrada em uma das 149 prisões do Estado de São Paulo, Elize ficará no chamado regime de prova nos próximos dez dias, ou seja, nesse período receberá apenas visitas de advogados.

Assim que deu entrada na Penitenciária Feminina I Santa Maria Eufrásia Pelletier, que tem cem vagas e abriga hoje 154 mulheres, Elize foi obrigada a trocar as roupas que vestia pelo uniforme padrão do sistema prisional paulista: calça cáqui e camiseta branca.

Em Tremembé, Elize, bacheral em direito e com formação técnica em enfermagem, será vizinha de presas como a ex-estudante de direito Suzane Suzane von Richthofen, condenada a 38 anos de prisão pela morte dos pais, e Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada, Isabella Nardoni, 5.

Quando esteve na Cadeia Pública de Itapevi, Elize ficou em um cela isolada. Ao todo, a Cadeia Pública de Itapevi abrigava outras 80 mulheres quando Elize esteve lá.

Na manhã do dia 8 deste mês, Elize, segundo policiais, comparou a cela com a cobertura onde vivia até ser presa, na Vila Leopoldina (zona oeste de São Paulo).

Segundo o relato, ela disse que o local era menor do que a cama em que dormiu até o dia 4, quando foi presa pela morte do marido.

FOLHA

Erundina diz que Lula passou dos limites ao tirar foto com Maluf


Em conversa com jornalistas, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) disse nesta quarta-feira (20) que a aliança entre PT e PP na disputa pela Prefeitura de São Paulo foi "um preço alto por uma coisa muito pequena".

Questionada se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou dos limites ao tirar foto com o deputado Paulo Maluf (PP-SP), seu adversário político, a deputada disse que sim.

Erundina abandonou ontem a chapa do petista Fernando Haddad por conta de Maluf. A avaliação do PSB foi de que a aliança poderia ter sido firmada de forma institucional e não expressa na figura do deputado.

Ela afirmou que sabia das conversas entre PT e PP, mas que foi surpreendida com a presença de Lula na feijoada que selou a aliança.

"Aquele gesto foi ruim. O preço foi alto por uma coisa muito pequena. A mídia é importante, mas não determina o processo eleitoral se não vier somado a outras condições", disse.
A deputada disse que se não tivesse sido pega de surpresa poderia ter negociado de outra forma o apoio do PP.

"Sabia que tava sendo discutida a aliança com PP por conta do interesse do tempo de televisão. Isso sim, mas não foi me dito que era coisa certa, definitiva. Não teria deixado chegar ao ponto que chegou", afirmou.

Ela disse ainda que não ficou com mágoa do ex-presidente.

Erundina diz acreditar que a presença de Maluf no palanque de Haddad trará prejuízos ao petista.

"Poderá enfraquecer. Criou um clima de perplexidade. É um desconforto. A militância petista é feita de pessoas que têm exigências. Não são pessoas indiferentes ao que os dirigentes decidem", disse.

Ela prometeu fazer campanha para Haddad e o chamou de melhor candidato.

FOLHA

Scotland Yard adverte que pode prender Julian Assange


A Scotland Yard (Polícia Metropolitana de Londres) afirmou nesta quarta-feira que Julian Assange violou as condições de sua prisão domiciliar no Reino Unido, ao refugiar-se na embaixada do Equador na capital britânica, e pode ser detido.

O fundador do Wikileaks se refugiou ontem na embaixada equatoriana em Londres para pedir asilo político, cinco dias depois que a Suprema Corte britânica autorizou sua extradição à Suécia, onde é acusado de estupro.

Uma porta-voz da Scotland Yard disse hoje à Agência Efe que Assange, de 40 anos, poderia ser detido por ter abandonado o domicílio estabelecido nas condições de sua detenção, que o obrigavam ainda a ficar nesse lugar toda noite entre 21h e 7h da manhã.

A porta-voz não especificou o que ocorrerá se Julian Assange decidir abandonar a legação diplomática equatoriana, onde a polícia britânica não tem jurisdição para atuar.

O governo equatoriano assinalou ontem que, com base na Declaração Universal de Direitos Humanos da ONU, está estudando o pedido de asilo apresentado por Assange, que surpreendeu inclusive alguns de seus partidários.

PRISÃO DOMICILIAR

O jornalista e ex-hacker australiano estava em prisão domiciliar no Reino Unido desde que em dezembro de 2010 foi detido a pedido da procuradoria sueca por três acusações de supostos abusos sexuais.

O Ministério de Exteriores britânico disse previamente que o fundador do Wikileaks se encontra agora em território diplomático e, portanto, "fora do alcance da polícia".

O governo britânico colaborará com as autoridades equatorianas para resolver "o mais rápido possível" a situação.

Julian Assange pediu asilo político a fim de evitar sua iminente entrega ao país escandinavo, algo que poderia ocorrer a partir do dia 28 deste mês.

ACUSAÇÕES DE AGRESSÃO SEXUAL

O fundador do Wikileaks, que revelou milhares de documentos confidenciais de governos de todo o mundo, foi detido em Londres no dia 7 de dezembro de 2010 após ser acusado na Suécia de três delitos de agressão sexual e um de estupro a duas mulheres suecas em agosto daquele ano.

Em seu comunicado, a embaixada equatoriana apontou ontem que "a decisão de considerar o pedido de asilo de Assange não deve ser interpretada de nenhuma maneira como uma interferência do governo do Equador nos processos judiciais no Reino Unido ou na Suécia".

EFE/FOLHA

luishipolito@outlook.com

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