terça-feira, 24 de julho de 2012

Moody’s põe notas de Alemanha, Holanda e Luxemburgo em perspectiva negativa


Países estão ameaçados pelos problemas que a zona do euro enfrenta, especialmente o possível abandono da moeda comum pela Grécia, justifica a agência norte-americana.
A agência de classificação de risco Moody's colocou as notas da Alemanha, da Holanda e de Luxemburgo em perspectiva negativa, o primeiro passo para um eventual corte da nota da dívida pública desses países.
A Moody's justificou sua decisão afirmando que os três países, todos com a nota máxima AAA, estão ameaçados pelos problemas que a zona do euro enfrenta, especialmente a possível saída da Grécia do euro.
Além disso, prossegue a agência norte-americana, existe a possibilidade cada vez maior de países como a Espanha e a Itália precisarem de ajuda, o que tornaria ainda maior o fardo sobre os demais países-membros da zona do euro.
A perspectiva negativa não é um rebaixamento da nota, apenas um alerta de que a nota pode vir a ser rebaixada no futuro. No caso da Alemanha, da Holanda e de Luxemburgo, a perspectiva passou de "estável" para "negativa".
O Ministério alemão das Finanças reagiu logo após a divulgação da notícia, na noite desta segunda-feira (24/07). "A Alemanha vai continuar a exercer o seu papel de âncora da estabilidade na zona do euro", afirmou o ministério em comunicado, salientando que a avaliação da Moody's coloca em primeiro plano os risco de curto prazo, ao passo que as perspetivas de estabilização de longo prazo não são mencionadas.
DEUTSCHE WELLE

Lugo diz que narcopolítica e Rio Tinto foram motivos do golpe


Por trás do golpe a narcopolítica e a Río Tinto

Um mês atrás, numa sexta-feira 22 de junho, denunciamos que a Constituição Nacional foi manipulada para submeter a vontade democrática do povo paraguaio e destituir o presidente constitucional através de um julgamento político fraudado pelo Congresso Nacional.

A tragédia, acontecida uma semana antes, e que produziu a morte de 17 compatriotas de Curuguaty, foi manipulada vilmente para justificar a manobra antidemocrática dos parlamentares golpistas.

Contrariamente a nossa proposta de instalar uma comissão independente de notáveis acompanhada por organismos internacionais para esclarecer o acontecido em Curuguaty, o novo regime suspeitamente tem demonstrado que não tem nenhum interesse em fazê-lo.

Os que tramaram contra o povo paraguaio esperavam que dessemos um passo em falso e que, em nossa legítima defesa diante do golpe, dessemos a eles oportunidade para provocar mais mortes e voltar a utilizá-las em favor de suas conspirações. Optamos conscientemente por não alimentar a espiral de violência e morte.

Mas isso nunca significou abdicar de nossa luta pela democracia em nosso país, em defesa da soberania popular. Não confundam nosso pacifismo com tolerância às violações da democracia.

Os que deram o golpe foram os políticos conservadores que queriam 50 milhões de dólares para seus operadores políticos através da Justiça Eleitoral. Os mesmos que esperam escapar do juízo popular se escondendo nas listas de votação dos partidos conservadores.

Os que impulsionaram o golpe são os que querem fechar o negócio com a multinacional Rio Tinto Alcán, traindo a soberania energética de nosso país e os interesses de nossa nação.

Aqueles que estiveram com o golpe são os que tem lucrado com um modelo de país para poucos, onde o destino de nossa gente é a emigração, por isso imediatamente anunciaram que não implementarão o imposto da soja.

E eles mesmos agora defendem retroceder na aplicação da lei da faixa de segurança de fronteira para que continue sendo invadida por grandes proprietários estrangeiros.

Por trás do golpe estiveram seguramente aqueles setores incomodados com uma integração soberana e transparente de nosso país na região, setores que almejam a pseudo-integração promovida pelos negócios ilícitos e a narcopolítica.

Em nosso governo, de forma equilibrada e buscando conciliar interesses de um país muito dividido e de antagonismos, queríamos dar e começamos a dar conteúdo social à democracia paraguaia. Foi contra esse Paraguai, inclusivo e de todos e todas, soberano em seus atos, que os golpistas se mobilizaram um mês atrás.

Com perseguições trabalhistas (já são centenas as demissões ilegais por motivos ideológicos), com tentativas de suspender os senadores que defenderam a democracia e preparando processos judiciais contra aqueles e aquelas que resistem ao golpe, como é o caso da ministra da Saúde Esperanza Martínez, vão tentar encobrir o mal estar social e político da Nação.

Mas saibam eles, os que lucraram com o ataque à Constituição, que o Paraguai democrático e soberano, que o país que cuida de seus filhos e filhas, não vai ser vítima do saque de interesses econômicos oligárquicos e não aceita um governo ilegítimo.

Aqueles que patrocinaram e fizeram o golpe de estado não são confiáveis para dirigir a nação, não estão comprometidos com as garantias do exercício pleno da democracia — porque já pisotearam uma vez as garantias fundamentais — e sabem que a cidadania tem todo o direito de perguntar-se se respeitarão um processo eleitoral limpo e competitivo em 2013, com antecedentes tão nefastos.

Por isso, não vamos retroceder neste momento da luta pacífica para que volte a democracia a nosso país e que se anule a paródia de juízo político de 21 e 22 de junho passados. Para que se respeitem as decisões tomadas democraticamente pelo povo. Para que as instituições voltem a funcionar de acordo com os compromissos constitucionais. Para que nosso país volte ao concerto das nações com sua democracia completa e não seja objeto de isolamento, como na época do ditador Alfredo Stroesnner, por ser um país refém de oligarquias corruptas e da narcopolítica.

Em 20 de abril de 2008 o Paraguai começou uma nova jornada política, onde o povo descobriu, através de eleições limpas, que também podia mudar o país em favor da inclusão e do bem estar sociais e recuperar a soberania sobre nossos recursos energéticos e naturais. Fizemos isso com tranquilidade e equilíbrio, evitando os antagonismos e polarizações.

Todos os indicadores econômicos e sociais, assim como as conquistas obtidas nas negociações com o Brasil, mostram que estávamos no caminho correto. Apesar disso, as oligarquias econômicas e políticas não aceitaram a participação do povo na democracia e, com isso, um projeto de Paraguai para todos e todas.

Fizeram um golpe contra o povo e sua soberania e seus interesses e direitos históricos. Fizeram um golpe para entregar o país aos interesses tacanhos de multinacionais e de enclaves e para atender aos interesses clientelistas e prebendários de uma classe política antiquada. Junto com o povo paraguai voltaremos a reconquistar a democracia.

Por isso,
¡VIVA LA DEMOCRACIA!
¡VIVA EL PUEBLO PARAGUAYO!
Asuncion, 22 julio 2012

BLOG VIOMUNDO

Bope vai ficar no Complexo do Alemão por tempo indeterminado


O Batalhão de Operações Especiais (Bope) ficará no Complexo do Alemão por tempo indeterminado para patrulhar a comunidade, onde ataques de bandidos, na noite de segunda-feira, culminaram com a morte da policial militar Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos.
Por volta das 21h, a soldado, lotada na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Nova Brasília, foi atingida por um tiro de fuzil supostamente disparado por traficantes e morreu pouco depois de ser socorrida por colegas. Foi o primeiro caso de morte de um policial em serviço numa UPP.
Fabiana estava com colete à prova de balas, mas o equipamento não suporta tiros de fuzil, informou o coronel Rogério Seabra, coordenador da UPP.
O policiamento foi reforçado em todo o entorno do Conjunto de Favelas do Alemão desde a noite de segunda-feira. Além do Bope, patrulhas do 16º Batalhão (Olaria) e do 22º Batlhão (Maré) estão circulando pela região em busca de suspeitos. 
ESTADÃO

Jovem brasileira cai em abismo e morre no Peru


BRASÍLIA - A estudante de Medicina Paula Sibov, de 24 anos, morreu há dois dias no Peru depois de cair em um abismo de 200 metros de profundidade, no Vale del Colca, na Cordilheira dos Andes, no Sul do país. O Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, foi quem confirmou a morte. A Embaixada do Brasil em Lima, capital peruana, informou que trabalha na emissão dos documentos para o translado do corpo.

A família da jovem foi contatada no domingo e recebe orientações da Embaixada do Brasil em Lima e do cônsul honorário do Brasil em Arequipa (cidade mais próxima de onde ocorreu o acidente), Miguel Rivas. Não há data para a chegada do corpo da brasileira ao Brasil.

O acidente ocorreu na região de Sangay conhecida como El Oásis, área usada para trilhas. A estudante foi resgatada por homens da Polícia Nacional e trabalhadores do município, na madrugada de ontem (23). O corpo da jovem foi levado para o município de Chivay e será transportado ao Brasil assim que houver autorização.

O Vale do Colca está próximo à cidade de Arequipa, no Peru, onde há o encontro entre o Rio Colca e o Canhão do Colca – no qual há a espécie do condor sul-americano. O caminho detém uma das mais belas paisagens naturais da região com animais raros, como condores, as lhamas, alpacas, os guanacos, entre outros.

Para chegar ao vale onde a estudante morreu é preciso subir cerca de 4 mil metros e depois descer aproximadamente 3,4 mil metros. Na região de Chivay é possível observar dois vulcões chamados Ampato e Coropuna.

A estudante estava com um visto de turista. A imprensa peruana informou que a estudante estava sobre uma mula quando caiu no abismo.

A PUC-Campinas divulgou nota, nesta terça-feira:

“A PUC-Campinas confirma que Paula Sibov, que se acidentou no Peru e veio a falecer, era aluna do 4º ano do Curso de Medicina. A Universidade lamenta o ocorrido e se solidariza com os familiares. Professores e funcionários do Centro de Ciências da Vida (CCV)sentem-se consternados pela fatalidade.

A estudante, de 24 anos, se formaria em 2014 e apresentava um bom desempenho acadêmico, sempre dedicada e empenhada em suas atividades".

O GLOBO

luishipolito@outlook.com

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