terça-feira, 14 de agosto de 2012

Pintura "Samba", de Di Cavalcanti, foi destruída em incêndio no Rio de Janeiro


Peritos da Defesa Civil e técnicos da empresa de seguros iniciaram na manhã desta terça-feira (14) uma avaliação dos danos causados pelo incêndio no apartamento do colecionador Jean Boghici.

O fogo começou no início da noite de segunda-feira (13) e atingiu o primeiro pavimento do dúplex localizado na rua Barata Ribeiro, em Copacabana, zona sul do Rio.

A pintura "Samba", de Di Cavalcanti, foi destruída pelo fogo. A lista com as outras obras danificadas, no entanto, ainda não foi divulgada.

A família de Boghici ainda não teve acesso ao apartamento, que acabou interditado após o incidente.

O INCÊNDIO

O incêndio ocorrido na noite de segunda na cobertura do marchand e colecionador Jean Boghici deixou em estado de alerta o mercado de arte brasileiro.

Dono de uma galeria em Ipanema, ele mantinha em seu apartamento um acervo com pinturas de Tarsila do Amaral, Milton Dacosta, Cícero Dias, o quadro "Samba" de Di Cavalcanti, e outras dezenas de obras emblemáticas, brasileiras e estrangeiras.

Até as 22h desta segunda, ainda não se sabia a extensão dos estragos. Segundo os bombeiros, a família de Jean estava em casa quando o fogo começou, mas conseguiu escapar das chamas. Dois gatos morreram.

Diretor da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, Jones Bergamin classifica o acervo de Boghici como "a mais valiosa coleção particular de arte brasileira".

REPERCUSSÃO

"Não dá para calcular o valor das obras de Boghici. É algo na ordem de centenas de milhões de reais. Um pintura como 'Samba', de Di Cavalcanti, por exemplo, não tem preço", disse Jones à Folha, em entrevista por telefone, com a voz trêmula.

Nascido na Romênia, Boghici, 84, desembarcou no Rio, em 1949, e virou uma referência no mercado de arte da cidade, como galerista e colecionador.

Ivo Mesquita, diretor-técnico da Pinacoteca do Estado de São Paulo, chegou a ver de perto a coleção de Boghici.

"Cheguei a visitar duas vezes o apartamento dele. É uma coleção valiosíssima, formada por artistas-chaves para a arte brasileira. E o Jean ajudou a construir a história de muitos desses nomes. É um homem que ajudou a consolidar o circuito de arte no país", avaliou Mesquita, que recebeu a notícia quando participava da inauguração de uma exposição na segunda no Rio.

Amiga de Boghici, a curadora Vanda Klabin estava atônita diante da possibilidade de destruição das obras.

"Ele estava separando uma boa parte das obras na casa dele para o MAR [Museu de Arte do Rio, com inauguração prevista para setembro]", disse Vanda.

FOLHA DE S. PAULO

Brasil Foods, dona da Sadia e Perdigão, vai subir preços em até 10%


A BRF-Brasil Foods, empresa de alimentos dona das marcas Sadia e Perdigão, pretende reajustar o preço de seus produtos entre 5% e 10% "imediatamente", para compensar o aumento de custos, afirmou hoje o presidente da companhia, José Antonio do Prado Fay.

A alta do preço dos grãos, que respondem por cerca de 25% dos custos de produção de aves e suínos, e o aumento de despesas devido à readequação da produção da companhia - necessária com a transferência de fábricas para a rival Marfrig por ordem do Cade - impactaram o resultado da empresa no segundo trimestre. O lucro caiu 99%, para R$ 6 milhões.

"Não existe espaço para não repassar. O prejuízo seria tremendo", disse Fay. 

No segundo trimestre, a empresa aumentou o preço dos produtos vendidos de 1% a 2%, em média, o que foi insuficiente para compensar o aumento dos custos. Só o preço do milho avançou 15% no período.

Segundo Fay, os reajustes devem ocorrer tanto no mercado interno como no externo, e podem ser ainda maiores até o final do ano.

Ele admite que, no exterior, alguns países devem apresentar resistência em aceitar os repasses, como o Japão, devido aos elevados estoques, e a Europa, onde a empresa enfrenta a concorrência dos produtores locais.

No mercado doméstico, os repasses já ocorrem, porém de forma mais lenta do que o necessário. "O mercado interno não está ajudando, mas também ainda não está atrapalhando", disse.

FOLHA DE S. PAULO

Casal britânico ganha prêmio de R$ 472 milhões na loteria


Um casal britânico que tem dois filhos pequenos foi o ganhador do prêmio de 148,6 milhões de libras (R$ 472 milhões), o segundo maior da história da Euromillions no Reino Unido.

Adrian Bayford, 41, dono de uma loja de música, e sua mulher Gillian, que trabalha em um hospital de Cambridge, receberam a notícia na sexta passada (10) em sua casa em Haverhill (Condado de Suffolk, leste da Inglaterra), enquanto ela tentava colocar os filhos para dormir.

"Estava vendo as notícias na TV quando anunciaram o ganhador da Euromillions, mas Gillian disse que havia esquecido de comprar o bilhete", contou Adrian, que, por sua vez, havia se lembrado de apostar.

"Nossos filhos haviam acordado e ela tentava colocá-los para dormir de novo, enquanto eu conferia os números. À medida em que vi que estavam coincidindo, simplesmente não podia acreditar", disse ainda o novo milionário.

Adrian correu ao quarto para tentar dar a notícia à mulher, mas ela estava preocupada em não acordar as crianças. "Estava tentando contar a ela que tínhamos ganhado na loteria, mas ela me pedia para nâo fazer barulho!", lembrou Adrian, rindo.

O casal passou então a madrugada ligando para familiares e pesquisando na internet a melhor forma de investir a fortuna. Entre seus planos está comprar uma nova casa, um carro, viajar de trem pela região montanhosa dos EUA, levar os filhos à Disney World e doar parte do dinheiro a organizações beneficentes.

"Será fantástico poder passar mais tempo em família. O dinheiro chegou no momento certo para beneficiar toda a família", afirmou Gillian.

O maior prêmio já ganho na Euromillions no Reino Unido foi de 161 milhões de libras (R$ 511 milhões), em julho do ano pasado, pelo casal de escoceses Colin e Chris Weir.

EFE/FOLHA DE S. PAULO

Grupo armado mata oito em bar de Monterrey, no México


Oito pessoas morreram e uma ficou ferida no ataque de um grupo armado na noite de segunda-feira contra um bar da cidade de Monterrey, norte do México. A região metropolitana, que fica próxima à fronteira dos Estados Unidos, é uma das mais atingidas pelos confrontos entre policiais e os cartéis do narcotráfico.

O grupo armado chegou em três veículos ao bar Matehuala, no centro de Monterrey, a terceira maior cidade do México, e invadiu o local abrindo fogo pelas duas portas do estabelecimento.

De acordo com a Agência Estatal de Investigações, quatro pessoas morreram na hora e outras quatro não resistiram aos ferimentos, morrendo no hospital. Uma das vítimas ainda está internada, em estado grave.

O Matehuala fica a duas quadras do bar Sabino Gordo, onde no dia 8 de julho de 2011 pistoleiros mataram 21 pessoas, a maioria funcionários do local, em um dos maiores incidentes de violência na terceira maior cidade mexicana.

A zona metropolitana de Monterrey é cenário de disputas violentas entre cartéis de narcotraficantes. Desde o início da ofensiva do atual presidente Felipe Calderón, em 2006, cerca de 50 mil pessoas morreram vítimas da guerra contra o narcotráfico no país.

O presidente eleito, Enrique Peña Nieto, que deverá assumir em dezembro, já afirmou que manterá a política, mas prometeu diminuir o número de mortes em decorrência das brigas entre cartéis.

FOLHA DE S. PAULO

luishipolito@outlook.com

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