segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Apple alcança o maior valor de mercado da história dos EUA



NOVA YORK - A Apple alcançou nesta segunda-feira a maior valorização de mercado da história para uma companhia americana quando o valor da empresa ultrapassou o recorde anterior, obtido pela rival Microsoft, há 13 anos. A ação da Apple foi negociada a US$ 664,74 somando um valor de mercado de US$ 623,14 bilhões, acima da avaliação obtida pela fabricante do Windows de US$ 620,58 bilhões em 1999, no auge da bolha de tecnologia. Os dados são da S&P. Atualmente a empresas de Bill Gates vale aproximados US$ 259 bilhões.

A Apple tem sido a companhia mais valiosa do mundo desde que ultrapassou o valor de mercado da Exxon Mobil (multinacional de petróleo) e alcançou o primeiro lugar no ano passado, mas o novo marco significa que empresa agora entrou no livro de registros como a companhia mais bem avaliada na bolsa de todos os tempos.

Ainda de acordo com a Standard & Poor's Dow Jones Indices, o papel da companhia deve encerrar o pregão perto de US$ 657,50 para para manter o recorde também no fechamento.

As ações da Apple têm subido à medida que investidores se antecipam para o lancamento do iPhone 5 e possivelmente de um iPad Mini em setembro. Além disso, analistas da Bernstein Research esperam que a companhia apresente uma Smart TV, o “iTV”, em breve.

Mas se a Apple vem obtendo sucesso no setor de tecnologia, o Facebook vem apresentando dificuldades. A maior rede social do mundo teve uma nova baixa recorde no valor de ações que chegaram a ser negociadas pela metade do preço praticado no IPO (oferta pública inicial de ações).

No começo do pregão em Nova York, os papéis do Facebook chegaram a ser negociados a US$ 18,75, em baixa de 1,6%. A ação da empresa começou a ser negociada em 18 de maio ao preço de US$ 38.

O GLOBO

Ações do Facebook atingem nova mínima


Os papéis do Facebook atingiram no pregão desta segunda-feira, 20, o menor nível desde a oferta pública inicial da ações (IPO, na sigla em inglês). Às 9h40, a ação da rede social era negociada a US$ 18,75, valor que representa queda de quase 51% em relação ao preço do dia da abertura (US$ 38). No início da tarde, no entanto, o papel se recuperava, com alta de 2,60%, às 13h17, cotado a US$ 19,55.
Por trás da trajetória de declínio da companhia na bolsa de valores estão o receio dos investidores com o desempenho da empresa e a liberação, na semana passada, de mais de 270 novas milhões de ações detidas por investidores anteriores ao IPO. O cenário pode piorar em novembro, quando cair a restrição à venda de outros 1,44 bilhão de novas ações, como lembra a Bloomberg.
A pressão sobre Mark Zuckerberg — o presidente da rede social, que se mostrou avesso à abertura de capital enquanto pôde — aumenta quanto mais o preço da ação cai. Analistas sugerem que ele deva entregar o comando da empresa a um executivo mais experiente, conforme o Los Angeles Times. Seria uma forma de passar o bastão para alguém que administre melhor os problemas originados no mercado financeiro e deixar com ele a função de coordenar a inovação na companhia. Zuckerberg tem 28 anos de idade.
Um dos desafios que a empresa enfrenta no momento é a forma de obter receita com publicidade da rede social. Desde que alguns anunciantes disseram não dar resultado fazer propaganda no Facebook (a GM é a principal delas), está aceso o alerta em relação a eficiência da ferramenta como um canal de publicidade. Nos últimos meses, a rede social passou a vender a página de log out como um espaço publicitário e surgiram ainda rumores de que a empresa prepara um recurso publicitário baseado no uso de aplicativos no celular.
Outro problema que o Facebook precisa eliminar é a precariedade de seu aplicativo móvel, que não funciona bem como o site e é fonte de frequentes reclamações entre usuários. As últimas estatísticas indicam que praticamente metade dos 901 milhões de usuários únicos da rede social a acessam por meio de aplicativo em smartphones e tablets. E a expectativa é de que esse número só cresça, considerando as vendas crescentes de dispositivos móveis.
ESTADÃO

luishipolito@outlook.com

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