Marcada para ser divulgada na noite de hoje (horário de Brasília), o índice de inflação na China vazou para meios de comunicação, que informaram ter havido um aumento em comparação com fevereiro.
O crescimento dos preços aumenta a pressão sobre o governo para tomar medidas para controlar os preços, como uma possível alta de juros.
Segundo meios comunicação de Hong Kong, a inflação chinesa se acelerou para 5,4% nos 12 meses encerrados em março.
Em fevereiro, a inflação em 12 meses foi de 4,9%. O resultado de março, se confirmado pelos órgãos oficiais, terá sido maior que a expectativa dos analistas, de 5,2%.
RESERVAS CAMBIAIS
As reservas internacionais da China atingiram a marca de US$ 3 trilhões, como resultado das ações para manter a cotação do yuan desvalorizado.
As reservas chinesas, as mais altas do mundo, cresceram 24,4% nos 12 meses até março, informou nesta quinta-feira o Banco Central chinês.
O acúmulo de reservas são o resultado das compras de dólares e outras moedas estrangeiras feitas pelo governo chinês no mercado cambial para garantir que a moeda local se mantenha desvalorizada.
A desvalorização do yuan aumenta a competitividade das exportações chinesas no mundo, uma vez que os produtos ficam mais baratos em dólares.
Por causa dessa ação para segurara a cotação da moeda, a China sofre pressão dos Estados Unidos e das economias avançadas para que abandone o controle cambial.
O FMI (Fundo Monetário Internacional) aumentaram nesta semana a pressão sobre Pequim para que reduza o controle sobre a moeda.
O aumento da reserva internacional da China também é um fator de pressão nas relações entre a China e os Estados Unidos porque o gigante asiático aplica o dinheiro em títulos do Tesouro americano, se tornando o maior financiador do deficit público dos Estados Unidos. FOLHA ONLINE