SÃO PAULO - Fim de novela. Todos os 61 torcedores do Santos detidos em San Lorenzo, no Paraguai, desde a quinta-feira passada, dia do jogo contra o Cerro Porteño pelas semifinais da Copa Libertadores, estão de volta ao Brasil. Foram 8 dias que os brasileiros estiveram sob custódia da polícia paraguaia, dentro de uma delegacia na própria cidade onde foi realizada a partida.
De acordo com a embaixada brasileira, os torcedores não tiveram contato com outros presos e permaneceram abrigados dentro do ônibus que utilizaram para ir ao estádio, no estacionamento da delegacia. A informação foi confirmada pelo diretor da Torcida Jovem, Amilton Silva, que também estava no Paraguai para ver o jogo. O diretor revelou que a os santistas receberam toda a assistência, com suporte no custeio de colchonetes, cobertores, mantimentos de higiene pessoal e alimentação.
"Demos total assistência, era nosso papel", disse Amilton. Em entrevista ao estadão.com.br, o oficial inspetor Osvaldo Dávalos, da delegacia de San Lorenzo, garantiu, no entanto, que torcedores foram bancados pela delegacia. "Nós temos comida e lugar para dormir. Eles ficaram muito bem acomodados", afirmou, após corroborar inspetor de que ninguém foi alvo de maus tratos.
Depoimentos comprometedores. O episódio adquiriu uma dimensão maior do que se esperava devido às declarações de duas torcedoras santistas à imprensa local logo depois que os brasileiros foram detidos pela polícia. Segundo disse o diretor, elas hostilizaram o país, criticando o sistema de leis sem economizar nas ofensas.
Até ali, a promotoria do Paraguai e o departamento jurídico da Torcida Jovem tinham um acerto de liberação prevista para a tarde da última sexta-feira, mas os depoimentos das brasileiras, com força na imprensa , impediram para que o caso se abreviasse. Os últimos 31 santistas desembarcaram ontem no Brasil, após decreto de soltura emitido pela justiça paraguaia. O diretor assegurou que nenhum dos torcedores será punido.
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