TÓQUIO - O dia é de novas quedas nos mercados acionários do mundo. Na Ásia, as bolsas fecharam em forte queda. A Europa abriu já em baixa e segue negativa em dia de grandes oscilações.
Às 7h30, a Bolsa de Londres recuava 2,51%, Frankfurt caía 3,56%, Paris desvalorizava-se 2,82% e Madri tinah baixa de 2,78%.
A Bolsa de Tóquio fechou com forte queda diante de os novos sinais de enfraquecimento da atividade industrial nos EUA, que obscureceram as perspectivas de recuperação econômica do Japão e deflagraram uma liquidação nas ações de exportadoras japonesas. O índice Nikkei 225 caiu 224,52 pontos, ou 2,5%, para 8.719,24 pontos, nova mínima de cinco meses. Foi a maior perda porcentual desde 5 de agosto.
A pressão vendedora foi particularmente forte na abertura depois dos declínios acentuados nas bolsas dos EUA e da Europa ante uma combinação de dados econômicos fracos e preocupações com a capacidade de financiamento dos bancos europeus. Nikon fechou em queda de 5,8%, enquanto a fabricante de maquinário para automação industrial Fanuc baixou 5%.
Os investidores ficaram ainda mais agitados depois que um terremoto de 6,8 graus na escala Richter atingiu o nordeste do Japão no final da tarde. A Tokyo Electric Power informou que não houve anormalidades em sua usina nuclear desativada de Daiichi, em Fukushima.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng desabou 616,35 pontos, ou 3,1%, e encerrou aos 19.399,92 pontos - na semana, o índice apresentou queda de 1,1%. Das 46 blue chips, 44 encerraram no vermelho. Chalco cedeu 8% e China Shenhua tombou 6,3%, mas China Mobile subiu 0,9%.
Já na China, as Bolsas apresentaram queda pelo quarto pregão seguido, também por conta das preocupações sobre potenciais medidas de aperto monetário que podem ser adotadas por Pequim no fim de semana. O índice Xangai Composto caiu 1% e terminou aos 2.534,36 pontos - na semana, o índice acumulou perda de 2,3%. O índice Shenzhen Composto perdeu 0,8% e encerrou aos 1.133,84 pontos. Produtores de carvão e de cimento lideraram o declínio. China Shenhua Energy recuou 1,8% e Shanxi Xishan Coal & Electricity Power Co. baixou 2,6%. Anhui Conch Cement desabou 4,3% e Tangshan Jidong Cement deslizou 3,4%.
O yuan se desvalorizou em relação ao dólar pela terceira sessão seguida, após o Banco Central chinês elevar a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,3942 yuans para 6,4032 yuans). No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,3930 yuans, de 6,3877 yuans ontem - a moeda chinesa se valorizou 6,8% desde junho de 2010 em relação à unidade dos EUA.
As informações são da Dow Jones
ESTADÃO