sábado, 3 de setembro de 2011

Fisioterapia ajuda, mas não é certo que garoto com paralisia andará


No colo da mãe, Octávio, 1 ano e 4 meses, fazendo fisioterapia há cinco meses, já dobra o joelho, mas suas pernas não o mantêm em pé.

Sidnéia Teixeira, 38, diz que seu filho ficava em pé com apoio aos seis meses, antes de tomar pela quinta vez a vacina em gotas contra a poliomielite.

A suspeita é que ele tenha contraído a doença após a imunização. De acordo com o Ministério da Saúde, o risco de reações como esta é de 1 a cada 3,2 milhões.

Embora o procedimento-padrão seja uma dose a cada 60 dias em três etapas, infectologistas afirmam que doses extras não fazem mal.

O neuropediatra Walter Magalhães diz que a paralisia pode ser causada por uma série de doenças, mas que o fato de ela ter ocorrido após a vacinação reforça a relação.

Não é possível confirmar isso por exames, pois já se passou muito tempo desde que a criança, de Pouso Alegre (sul de Minas), foi imunizada, em outubro.

A fisioterapeuta Laura Carrara diz que não é possível afirmar se Octávio poderá andar. "Não há prognóstico para uma criança assim, mas muito trabalho pela frente".

Médicos ouvidos pela Folha dizem que o caso do garoto de Pouso Alegre é considerado muito raro.

Os especialistas afirmam ainda que o risco de não tomar vacinas é maior do que os possíveis efeitos adversos.

Apesar de não ver problemas na vacina atual, o Ministério da Saúde anunciou que pretende substituir a Sabin (feita com vírus vivos enfraquecidos) por uma versão injetável, chamada Salk, elaborada com vírus inativados (mortos), que é considerada ainda mais segura.

FOLHA