quarta-feira, 12 de outubro de 2011

EUA aprovam acordos de livre comércio com Colômbia, Coreia do Sul e Panamá


A Câmara dos Representantes e o Senado dos EUA aprovaram três novos acordos de livre comércio nesta quarta-feira, com a Colômbia, Coreia do Sul e Panamá, após um período de quatro anos sem que Washington anunciasse novos tratados comerciais deste tipo. Basta agora a assinatura do presidente Barack Obama para que as medidas, que devem aumentar em US$ 13 bilhões as exportações americanas, entrem em vigor.

Na prática, os acordos removem a grande maioria das tarifas e entraves entre os EUA e os três países, criando "canais diretos" de comércio bilateral. O acordo entre Washington e 
Seul é o maior do tipo para os Estados Unidos desde a criação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), entre americanos, mexicanos e canadenses.



Numa rápida análise, as duas câmaras do Congresso aprovaram os esperados acordos, incluindo uma lei sobre auxílio a trabalhadores americanos que tenham perdido seus empregos devido à concorrência de outros países.


A medida era uma exigência de Obama para que os acordos fossem aprovados. Logo após o resultado da votação o presidente disse que os tratados representam "uma grande vitória para os trabalhadores e as empresas americanas".

"O voto de hoje à noite, com o apoio dos dois partidos, aumentará de forma significativa as exportações que ostentam com o orgulho o selo 'Made in America', promoverão dezenas de milhares de empregos americanos com bons salários e protegerão nossos direitos trabalhistas, meio ambiente e propriedade intelectual", afirmou.

Também em reação, o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, disse que o acordo é a melhor resposta à crise financeira internacional e representará um avanço para os sul-coreanos e americanos.

Em Washington, Lee esperava anunciar a aprovação do acordo que tramitava nos Congressos de Seul e Washington desde 2007 durante sua visita. Ele jantou com Obama num restaurante sul-coreano na noite desta quarta-feira.

O acordo "diz respeito à criação de oportunidades para muitas pessoas nos dois países", acrescentou.

"A aliança econômica promoverá o livre comércio e mandará uma forte mensagem a todo o mundo de que a Coreia do Sul e os Estados Unidos mantêm-se unidos em nosso compromisso de rejeitar todas as formas de protecionismo e que estamos engajados ao comércio livre, aberto e justo. A história nos mostra que o protecionismo não é a resposta quando se enfrenta um desafio desta magnitude", avaliou Lee em referência à crise financeira.

OEA

Ainda no início do mês, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, elogiou Obama por ter enviado ao Congresso norte-americano os tratados de livre comércio com Colômbia e Panamá.

"O anúncio feito pelo presidente Obama é uma notícia muito boa para todos e um grande passo para que estes dois importantes instrumentos possam entrar em vigor o quanto antes e, assim, beneficiar milhões de cidadãos do continente".

Insulza afirmou que os benefícios "não se limitam ao econômico, já que trazem uma influência positiva nas relações políticas, sociais e culturais entre os países".

FOLHA