terça-feira, 9 de junho de 2015

NO SENADO, COLLOR FAZ ACUSAÇÕES GRAVÍSSIMAS CONTRA JANOT

Carlos Newton

Quem assistiu hoje à TV Senado teve uma surpresa. 

O senador Fernando Collor (PTB-AL) subiu à tribuna e fez um discurso duríssimo contra o procurador-geral da República Rodrigo Janot. 

Acusou-o de acobertar os crimes cometidos pelo irmão dele, Rogério Janot Monteiro de Barros, que sonegou dos cofres públicos da Bélgica 149 milhões de francos em impostos não recolhidos, era procurado em todo o mundo pela Interpol e, por isso, não podia sair do Brasil.

“O senhor sabia, Sr. Janot, que seu irmão constava da Ordem de Captura, conhecida na Interpol como Difusão Vermelha, por meio da Circular nº 4834/96, de 29/04/96, requerida pela Juíza de Instrução Calewaert, de Bruxelas, inclusive com pedido de extradição ao Brasil caso ele fosse encontrado? Sr. Janot, o senhor chegou a orientar seu irmão nas atividades de ludibriar a lei e escafeder-se das malhas da justiça, seja ela nacional ou internacional? Por que ele, Sr. Janot, nunca foi procurado ou encontrado aqui no Brasil, mesmo com endereço certo e conhecido, para ao menos o Brasil negar o pedido de extradição?”, indagou Collor.

OUTRAS ACUSAÇÕES

O parlamentar também acusou o procurador-geral de usar uma casa em Angra dos Reis, no Condomínio Praia do Engenho, Km 110, da Rodovia Rio-Santos, para homiziar um contumaz e confesso estelionatário, sócio do irmão dele. 

Além de denunciar Janot por alugar o imóvel sem recibo, para sonegar Imposto de Renda, Collor disse que o irmão Rogério Janot fez fortuna por um período no Brasil vendendo equipamentos de informática com “notas frias” para uma grande empreiteira mineira (Mendes Júnior) que está envolvida na Operação Lava-Jato, com dirigentes já presos.

Depois de acusar o procurador-geral até de dar uma “carteirada” para baixar uma conta hospitalar do irmão Rogério, Collor disse também que Janot há anos presta serviços ilegais para o escritório do ex-procurador-geral Aristides Junqueira.

“É verdade que, mesmo impedido de advogar, o senhor – claro, sem nada assinar – obtém lucros auxiliando a banca do Dr. Aristides Junqueira? Sr. Janot, isto é moralmente aceitável? É legítimo? É ético, Sr. Janot? Não constitui crime um procurador-geral da República advogar paralelamente?”,    perguntou Collor, indagando também se Janot teria coragem de ser acareado publicamente com algumas testemunhas desses fatos.

Tribuna da Internet