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quarta-feira, 25 de março de 2015

NO MEIO DA CONFUSÃO GERAL, MAIS UM MINISTRO SE DEMITE

Deu em O Tempo


Em nota divulgada nesta quarta-feira (25), o governo federal confirmou a saída do ministro da Comunicação Social (Secom), Thomas Traumann. A nota não indica quem vai substituí-lo.
Segundo a nota, Dilma “aceitou” a demissão de Traumann. “A presidente agradece a competência, dedicação e lealdade de Traumann no período como ministro porta-voz”, diz o texto.

A saída de Traumann já era esperada. Na semana passada, foi divulgado um documento interno do governo, de responsabilidade de Traumann, criticando como o governo Dilma Roussef tem gerido sua crise, citando a existência de um “caos político”.

RELEMBRE O DOCUMENTO

Divulgada na terça-feira (17) pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, a análise da Secom aborda estratégias da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff e admite o uso de “robôs” para disseminar conteúdo favorável ao governo nas redes sociais.

O documento diz que os “eleitores de Dilma e Lula estão acomodados brigando com o celular na mão, enquanto a oposição bate panela, distribui mensagens pelo Whatsapp e veste camisa verde-amarela”. Em seguida, afirma que “dá para recuperar as redes, mas é preciso, antes, recuperar as ruas”.

O documento, que faz parte do trabalho de análise de conjuntura feito semanalmente pela Secom para a presidente da República, é dividido em três tópicos: onde estamos, como chegamos até aqui e como virar o jogo?

Depois das críticas à comunicação do governo e à atuação do PT em defesa do governo, o documento anota em seu terceiro capítulo que “não será fácil virar o jogo”, mas aponta que “a entrevista presidencial deste dia 16 foi um excelente início”, avaliando que Dilma Rousseff falou “com firmeza sobre sue compromisso com a democracia”, explicou de “forma fácil a necessidade do ajuste fiscal” e assumiu “falhas como a da condução do Fies”.

Segundo o texto, a “presidente deu um rumo novo na comunicação do governo”, mas “não pode parar”.

REPERCUSSÃO

Um dia após o vazamento do documento, o ministro tirou licença de quatro dias de suas funções. No dia 20 de março, o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), protocolou uma representação no Ministério Público Federal contra o ministro da Comunicação Social Thomas Traumann, acusando-o de improbidade administrativa “pelo uso do órgão para a promoção pessoal e eleitoral da presidente Dilma Rousseff”.

E, nesta terça-feira (24), a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou o convite para que o ministro explique aos senadores detalhes do documento.

Tribuna da Internet

terça-feira, 24 de março de 2015

É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO QUE DILMA PERMANEÇA NO PODER

Francisco Vieira
 
Por questões de política e estratégia, é preciso que se perceba a importância da Dilma Rousseff permanecer no poder, mesmo que seja frita, diariamente, pelas denúncias de corrupção. Mesmo que fique até impossibilitada de sair às ruas.

Conforme alguns comentaristas já assinalaram aqui neste espaço livre, se a presidente Dilma sair do governo agora, mesmo que seja por um processo legal e totalmente previsto na Constituição, permanecerá esse eterno chororô desses pseudos intelectuais, donos da razão e da verdade absolutas.
E da mesma forma que a ditadura e o FHC são apontados como culpados pelas nossas atuais mazelas sociais, eles acusarão os “golpistas” de hoje pelo fim da festa e pela “queda do país do paraíso…”
Palestras e debates serão realizados por eles, explicando como a “elite branca” expulsou o PT do poder pelo fato do PT ter dado ao povo “um lugar à mesa” dos ricos (e estes, acintosamente, terem lhes tirado os pratos). Dirão “como era bom para os pobres o tempo em que o Lula e a Dilma estavam no Planalto, afagando os descamisados, gastando dinheiro sem murrinhagem!!!”

A HORA DA VERDADE

O fato é que está na hora dos ajustes econômicos e de apertar o cinto. Está na hora do grupo que fez a festa juntar as cadeiras e as mesas e começar a faxina. Está na hora de ratear a fatura do cartão de crédito com os convivas e, inclusive, as contas do churrasqueiro, dos garçons, do lavadores de prato, dos cozinheiros, dos decoradores, dos vigias do estacionamento, dos jardineiros…

Ou seja, está na hora de chamar os convidados, dizer que a festa acabou, pedir que tirem as fantasias e que vistam jalecos e galochas, e de dar a cada um deles rodos, vassouras, panos-de-chão, sacos de lixo e sabão para o mutirão que já devia ter começado em 2015. Deixem que Dilma diga isso aos convidados – que “a cerveja acabou” e que agora todos terão que arregaçar as mangas e fazer a faxina.

Se o PT sair agora, será lembrado como o partido que deu a festa, e não como o partido que chamou todos para o arrocho de pagar as contas da farra. Então teremos em 2018 o PT novamente no Planalto.

Tribuna da Internet

QUEM VAI INVESTIR NO BRASIL SEM PERSPECTIVAS DE RETORNO?

Luis Hipolito Blogger

 
Desde o primeiro governo Dilma, a economia está crescendo menos a cada ano e também a cada ano aumenta a arrecadação de impostos e o pagamento de juros (vide sites do Impostômetro e Jurômetro). O pior que vejo hoje não é a demolição da classe C – que certamente está em andamento com a estagflação que vivemos e trará graves consequências sociais – mas algo muito pior, que é a perda da dinâmica de crescimento da economia brasileira nos próximos anos.
Afinal, quem vai investir na produção se não houver perspectivas de retorno do investimento? É muito mais cômodo investir no mercado financeiro e viver de renda. Se não mudarem os patamares de juros altíssimos com os quais vivemos há décadas, principalmente a partir do advento do Real em 1994 e que estão entre os maiores juros do mundo, não haverá otimismo possível quanto ao futuro desse país.

FALTA DE PERSPECTIVA

É muito preocupante o estado da economia brasileira e a falta de perspectiva de crescimento nos próximos anos. Não se trata mais aqui do período que vai até 2018 e sim de como será o desempenho da economia e da geração de empregos até a próxima década. Já é certo que 2015 será um ano recessivo e qualquer recuperação em 2016 não vai compensar os empregos perdidos este ano.
Se não há no horizonte qualquer expectativa de redução da carga tributária sobre as empresas e os contribuintes em geral, nem redução dos juros no sistema financeiro, somando-se a tudo isso o que o Brasil paga de juros para rolar suas dívidas interna e externa, valores que são crescentes a cada ano, como então haverá investimentos necessários para gerar os milhões de empregos que o país precisa criar?

Tribuna da Internet

segunda-feira, 23 de março de 2015

A EXPLORAÇÃO MINERAL BRASILEIRA ESTÁ À BEIRA DO ABISMO

Pedro Jacobi
 
Os três melhores indicadores de uma exploração mineral saudável em um país são: o emprego, a sondagem e o número de análises químicas feitas em laboratórios analíticos. Depois da crise de 2008 a exploração mineral voltou a aquecer no Brasil atingindo, gradativamente, o seu pico em 2010-2011. Nesta época a exploração mineral brasileira estava aquecida. O mercado era efervescente. Era difícil contratar geólogos experientes e quase impossível contratar a sondagem para os inúmeros projetos de exploração mineral. Os laboratórios de análises estavam abarrotados refletindo o excelente momento da mineração brasileira.

Em 2012 somente as juniors canadenses investiam US$416 milhões em 154 projetos no Brasil. Foi um período de grandes descobertas minerais e o Brasil parecia ter um futuro brilhante.
Tudo ia às mil maravilhas até que, em 2011, de uma forma sub-reptícia começou o apagão mineral. Este fenômeno foi o resultado de uma das decisões mais absurdas e pouco inteligentes, jamais feita por um governo brasileiro em toda a história republicana.

LOBÃO TRAPALHÃO

O Ministério de Minas e Energia, na época, era chefiado pelo Ministro Édison Lobão, famoso nas páginas de escândalos e corrupção e um dos arquitetos da crise, resolveu simplesmente paralisar as concessões dos alvarás de pesquisa e de lavra paralisando projetos e espantando o investidor.
A partir deste momento o Brasil viu um verdadeiro tsunami que arrasou, inexoravelmente, as empresas, os empregos e obliterou o setor mineral.

O governo brasileiro, na contramão da história simplesmente fechou a torneira da pesquisa e da exploração mineral ameaçando o setor com um “Novo Marco Regulatório da Mineração” que transitou, por anos, nos corredores do Congresso e, até hoje, quase 5 anos após a sua elaboração, ainda não foi aprovado.

NO EXTERIOR

Enquanto isso, lá fora, nos países onde a mineração recebe o devido respeito, os governos tentavam todas as formas para atrair o mesmo investidor que o MME e o Governo Brasileiro estavam expulsando do Brasil.

Esses governos foram bem sucedidos! E, hoje, estão revertendo os efeitos da crise atraindo novos investidores e novos projetos de exploração mineral. Já, aqui no Brasil, a pesquisa mineral foi reduzida a praticamente nada.

 Tribuna da Internet

domingo, 22 de março de 2015

DUQUE LEVOU R$ 311 MILHÕES. SE FALAR, DESTRÓI DILMA, LULA E O PT

Josie Jerônimo
IstoÉ

Segundo os investigadores da Operação Lava Jato, a rede de corrupção era integrada por parlamentares, empreiteiros e diretores da Petrobras. Em depoimentos prestados em regime de delação premiada, executivos e donos de empreiteiras revelaram como funcionava a complexa engrenagem montada para capitalizar as empresas e abastecer os cofres de partidos políticos e funcionários corruptos. Duque, ironicamente chamado de “nobre” pelos empreiteiros do cartel, negociava o montante de propina para os petistas. Nesse sentido, as declarações de Augusto Mendonça, do Grupo Setal, forneceram valiosas informações para o Ministério Público.

Documentos obtidos com exclusividade por ISTOÉ revelam o funcionamento detalhado do esquema que chegou ao topo do PT. Um caso narrado por Mendonça e acontecido na área de influência de Duque balizou a denúncia do MPF. A máquina montada para desviar dinheiro público se sustenta com o aumento ilegal dos custos das obras da Petrobras. O pagamento de serviços fantasmas era legalizado por notas fiscais de empresas de fachada. Mendonça relata que os aditivos fictícios na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR), renderam R$ 111,7 milhões a seu grupo de empresas.

Desse montante, R$ 4,26 milhões foram repassados como doação oficial de campanha para diretórios do PT, por meio de 24 transferências financeiras realizadas entre outubro de 2008 e março de 2012. O dono do grupo Setal – que reúne as empresas PEM Engenharia, Projetec e SOG Óleo e Gás – apresentou comprovantes e datas destas movimentações financeiras. O contrato da Repar recebeu 32 aditivos, de acordo com o sistema de monitoramento da Petrobras.

A FORTUNA DE DUQUE

O dinheiro que Duque tentou movimentar no fim do ano passado em Mônaco compõe apenas uma parte dos R$ 311 milhões em propina que ele abocanhou com o esquema, segundo a Operação Lava Jato. Relatórios do MP elaborados a partir dos depoimentos de delação apontam que, entre 2003 a 2012, quando Duque deixou a Petrobras, ele angariou R$ 1,5 bilhão de empreiteiras. Desse total, quase US$ 200 milhões recolhidos por Vaccari foram diretamente para o Partido dos Trabalhadores. Nos depoimentos dos delatores, o tesoureiro e Renato Duque aparecem como a dupla responsável por angariar e recolher a cota de propina que caberia ao PT.

O empreiteiro do Grupo Setal contou ainda que foi procurado por Duque no início de julho de 2010 e o ex-diretor pediu que ele se encontrasse com Vaccari para depositar R$ 500 mil em benefício do PT. De acordo com Augusto Mendonça, cinco transferências de R$ 100 mil foram realizadas em 7 de julho de 2010 no CNPJ do Diretório Nacional. Os recursos seriam “deduzidos do percentual das vantagens indevidas da Diretoria de Serviços da Petrobras em decorrência da obra da Repar”, conforme denúncia do MP. O episódio mostra, no entanto, que o PT já contava com a doação antes mesmo de receber o dinheiro. Na prestação de contas do partido, as transferências de R$ 100 mil foram lançadas no dia 28 de junho de 2010, nove dias antes da data informada pelo empreiteiro à força tarefa da Lava Jato.

PT ESTÁ SENDO APANHADO

O Ministério Público identificou pelo menos 10 das 24 doações partidárias feitas com o objetivo de disfarçar o pagamento de propinas. Esses repasses intermediados por Duque e Vaccari foram realizados para o Diretório Nacional do PT em 2010, ano da disputa eleitoral que consagrou Dilma Rousseff presidente da República. A análise de recibos de transferências para o PT apresentados por Augusto Mendonça abriu uma nova frente de investigação para a Lava Jato. Os procuradores vão cruzar documentos entregues pelos empreiteiros que fizeram delação premiada com a prestação de contas do partido na Justiça Eleitoral. Na terça-feira 17, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi oficiado pelo Ministério Público a entregar “em formato eletrônico pesquisável todas as doações feitas ao Partido dos Trabalhadores desde 2008”.
Inconsistências na prestação de contas de Dilma foram encontradas por técnicos do TSE, em dezembro de 2014. Durante o julgamento das contas, os profissionais que elaboraram o relatório deram parecer pela rejeição. Os técnicos apontaram irregularidades em 9% dos documentos apresentados para comprovar a arrecadação de R$ 350 milhões e em 14% das notas fiscais de despesas.

Pelo menos por enquanto, a força tarefa da Lava Jato não tem contado com a colaboração do ex-diretor da Petrobras. Ele resiste às investidas do Ministério Público, não compromete ninguém e alega inocência. Se for julgado culpado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo a denúncia do MP, será condenado a, no mínimo, 30 anos de prisão. As negativas de colaboração com a Justiça colocam a família de Duque no olho do furacão. Em um dos poucos momentos em que soltou a voz na sessão da CPI, foi para negar que sua esposa, Maria Auxiliadora Tibúrcio, tenha procurado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de pedir ajuda para um habeas corpus que tirasse o marido da cadeia na primeira vez em que foi preso, em novembro de 2014.

E O FILHO DE DUQUE?

O filho do ex-diretor, Daniel Duque, também entrou no radar das investigações da CPI. A deputada Elisiane Gama (PPS-MA) questionou a participação de Daniel na empreiteira Technip. Entre 2011 e 2012, ele trabalhou na sede da empresa no Texas, nos Estados Unidos, e na subsidiária brasileira de 2012 a 2014. A Technip tem parcerias com a holandesa SBM Offshore, acusada de pagar US$ 240 milhões em propina a funcionários da Petrobras para obter contratos. Um consórcio integrado pela Technip ganhou, em 2011, a concorrência para um contrato de US$ 1 bilhão de frete e operação de navios que estão sendo construídos na Coreia do Sul.

Tribuna da Internet