sábado, 1 de agosto de 2015

ENQUANTO HOUVER SAUDADE, LEMBRAREMOS DE LAGO E MESQUITA

O advogado, radialista, teatrólogo, ator, escritor, poeta e compositor carioca Mário Lago (1911-2002), na letra de “Enquanto Houver Saudade”, em parceria com Custódio Mesquita, não acredita que sua amada não sinta saudades do romance que tiveram. Essa valsa foi gravada por Orlando Silva, em 1938, pela RCA Victor.


ENQUANTO HOUVER SAUDADE
Custódio Mesquita e Mário Lago

Não posso acreditar
Que algumas vezes
Não lembres com vontade de chorar
Daqueles deliciosos quatro meses
Vividos sem sentir e sem pensar

Não posso acreditar
Que hoje não sintas
Saudade dessa história singular
Escrita com as mais suaves tintas
Que existem pra escrever o verbo amar

Enquanto houver saudade
Pensarás em mim
Pois a felicidade
Não se esquece assim
O amor passa mas deixa
Sempre a recordação
De um beijo ou de uma queixa
No coração

     (Colaboração enviada por Paulo Peres – Site Poemas & Canções)

Tribuna da Internet

sexta-feira, 31 de julho de 2015

DESABA A CONFIANÇA EM DILMA NA POLÍTICA, SEGUNDO O IBOPE

Deu no Estadão

 
O nível de confiança dos brasileiros nas instituições políticas desabou neste ano, depois de ter ficado praticamente estável em 2014, segundo pesquisa Ibope divulgada na quinta-feira (30/7). As maiores quedas do chamado Índice de Confiança Social se deram em relação à presidente da República e aos partidos políticos, seguidos de perto pelo Congresso Nacional. O índice é medido desde 2009, sempre no mês de julho, e mede a confiança da população em 18 instituições e quatro grupos sociais.

Até 2012 não houve grandes variações nos números. Em julho de 2013, após a onda de manifestações de protesto nas maiores cidades do País, a confiança caiu em relação a todas as instituições – entre elas empresas, bancos, polícia e até igrejas. Em 2015, porém, a queda foi seletiva: quase todas as instituições não ligadas ao mundo político mantiveram suas “notas” ou se recuperaram levemente, enquanto governo, partidos e parlamentares ampliaram seu desgaste.

A confiança na presidente, por exemplo, caiu pela metade desde 2014: era de 44, em uma escala de zero a 100, e passou para 22. Em 2010, último ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o índice estava em 69 – mais do que o triplo do valor atual.

PARTIDOS TAMBÉM CAEM

A segunda maior queda afetou os partidos – seu índice de confiança passou de 30 para 17 entre 2014 e 2015. O que não mudou foi sua posição no ranking: desde 2009, as agremiações partidárias aparecem sempre na última posição entre as 18 instituições pesquisadas. A terceira maior queda foi a do Congresso Nacional, cujo índice passou de 35 para 22. Isso coloca os parlamentares na penúltima posição do ranking de 2015, em situação de empate com a presidente.

Fora do universo político, a única perda significativa de confiança foi registrada pelo sistema público de saúde (queda de 42 para 34). Já as escolas públicas se mantiveram estáveis (56 em 2014 e 57 em 2015). Segundo o Ibope, há “muita confiança” em uma instituição quando seu índice é superior a 66. Entre 34 e 66 há “alguma confiança”, e “quase nenhuma confiança” quando o índice é inferior a 33. Estão nessa última situação todas as instituições políticas do País.

A pesquisa revelou desgaste significativo dos prefeitos, muitos dos quais buscarão a reeleição no ano que vem. O índice de confiança da categoria caiu de 42 para 33. Em relação a 2011, ano anterior ao das eleições municipais de 2012, a redução é ainda maior: 19 pontos.

BOMBEIROS NA FRENTE

O primeiro colocado no ranking de confiança de 2015 foi o Corpo de Bombeiros, instituição que até melhorou seu índice em relação ao ano passado, de 73 para 81. Em seguida aparecem igrejas (71), Forças Armadas (63) e meios de comunicação (59). A pesquisa foi feita entre os dias 16 e 22 de julho, em 142 municípios de todas as regiões do País. Foram ouvidas 2.002 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Tribuna da Internet

"NÃO HAVERÁ CRESCIMENTO ATÉ 2018", DIZ EX-MINISTRO JOÃO SAYAD

Deu no Estadão

Houve exageros na política econômica do primeiro governo Dilma Rousseff, mas a crise política é destaque na forte recessão deste ano, segundo o economista e ex-ministro do Planejamento João Sayad. Com o aumento do risco de perda do grau de investimento junto às agências de classificação de risco, após a decisão da Standard & Poor’s (S&P) de colocar a nota do Brasil em perspectiva negativa na terça-feira (28/7) o cenário para a economia fica ainda pior, e não deverá haver crescimento até 2018.
“Fomos colocados em viés de baixa. Quer dizer, o pesadelo está ficando mais real”, diz Sayad, doutor pela Universidade Yale e professor da Faculdade de Economia e Administração da USP. A principal consequência da perda do grau de investimento, segundo ele, será uma elevação na cotação do dólar, mas sem permitir ganhos para a indústria exportadora, por causa da fraca atividade econômica.
Como não vê, na situação ou na oposição, líderes políticos capazes de aprovar propostas de mudanças e acredita que uma mudança de governo antes das eleições seria ainda pior para a economia, Sayad descarta uma saída no curto prazo.
PESSIMISMO
“O pessimismo é principalmente político. Temos um País sem lideranças, nem na oposição nem na situação”, diz o economista. Há cerca de um mês, o mais recente livro de Sayad, Dinheiro, dinheiro (editora Portfolio Penguin), chegou às livrarias. Na obra, o professor, ex-ministro e ex-secretário municipal e estadual em São Paulo, trata do debate entre “monetaristas” (ou “neoliberais”) e “estruturalistas” (ou “desenvolvimentistas”), na interpretação da economia. Para Sayad, o exagero nos gastos públicos foi um erro do desenvolvimentismo implementado no primeiro governo da presidente Dilma.
Questionado sobre a solução em termos de aparecer algum líder, Sayad afirma que não vê “nem no PT, nem no PSDB, nem no PMDB” um líder, um partido, um conjunto de pessoas, “que consiga reunir apoio suficiente para um plano de governo e uma solução política dentro do Congresso”.
O ex-ministro afirma que vamos conviver com a crise até as eleições de 2018 “com baixíssimo crescimento (da economia)”. E completa, “Eu acredito que a inflação vai cair, o que é ótimo. E vai cair porque está aumentando o desemprego, o excesso de capacidade. A forma pela qual ela vai cair é dolorosa, mas, tendo caído, é ótimo. Agora, o déficit público e a estabilidade do crescimento da dívida não se resolve com essa recessão”.
Tribuna da Internet

quarta-feira, 29 de julho de 2015

TIÊ - A Noite

ATÉ LUIS NASSIF JÁ DESISTIU DE APOIAR DILMA? LEIA O ARTIGO DELE.

O PAÍS MODERNO NÃO SERÁ DERROTADO
Nassif foi "perdoado e seu blog está sendo patrocinado pelo BNDES
Luis Nassif
iG Notícias

De onde virá o novo? Dificilmente de Dilma Rousseff, que não consegue vencer o medo. Menos ainda de Aécio Neves, um moleque político. Nem de José Serra, um político que hibernou no início dos anos 90 e acordou no século 21 sem nada ter aprendido sobre gestão, inovação, políticas sociais, projetos de desenvolvimento. Lula já deu o que tinha que dar, com suas políticas de inclusão. E Fernando Henrique Cardoso não dá o que nunca teve para dar.
No entanto, há um país em construção, com roteiro pronto e acabado para quem conseguir desvendá-lo.
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Ao contrário de outros tempos, o novo não está debaixo de um partido político, nem de uma liderança providencial. Tornou-se muito grande e complexo para se enquadrar em parâmetros ideológicos, seja do neoliberalismo selvagem, seja do intervencionismo ululante.
O moderno está distribuído em um sem-número de organizações privadas, empresas, movimentos sociais, políticas públicas, em iniciativas civilizatórias que lograram avanços substanciais nos últimos anos, vencendo a maré do conservadorismo atávico nacional.
É um país que registrou avanços em todos os setores, dos movimentos empresariais pela inovação às organizações sociais, de agricultores a catadores de lixo.
Esses movimentos estão encobertos, de um lado, pela inapetência política do governo, e do outro pelo golpismo da oposição.
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Os novos personagens serão, acima de tudo, conciliadores e pragmáticos – sem perder o foco dos princípios.
Dias atrás foi resolvida uma questão que se arrastava há décadas: uma legislação sanitária diferenciada para pequenos produtores rurais, sem submetê-los às mesmas exigências das grandes indústrias. Esse avanço foi possível graças à confluência de interesses dos Ministros Patrus Ananias, do Desenvolvimento Agrário, e Katia Abreu, da Agricultura, ambos empenhados em criar uma classe média agrária.
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No Ministério das Pequenas e Micro Empresas, um político conservador, como Afif Domingos, cumpre um papel relevante, de defesa dos pequenos empresários. E no Ministério de Desenvolvimento Social, uma Ministra empenhada, como Tereza Campello, procura transformar excluídos em pequenos empreendedores.
No âmbito privado, a MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação) mantém o ritmo, transformando o enorme acervo de consultores em gestão em arautos da inovação para pequenas e médias empresas. E o Sebrae trabalha na formatação de cadeias produtivas de pequenos e micro empresários em torno dos grandes grupos que aderiram ao MEI.
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Por se moverem em um ambiente de inércia, no entanto, comprovam que as grandes linhas estão dadas. Mesmo sem a partitura da orientação presidencial, tocam de ouvido. Quando a direita – de Katia Abreu e Afif – encontra-se com a esquerda – de Patrus e Tereza -, ambos representam a mesma demanda, de abrir espaço para os pequenos poderem crescer.
A democratização de oportunidades, o fortalecimento dos pequenos, só acontece em sociedades que amadureceram propostas e organizações modernas.
Passarão a Lava Jato e o golpismo de Aécio, os escândalos da Petrobras e a inércia de Dilma. Mas o país moderno não será vencido pela rebelião dos bestificados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A pendência judicial entre Nassif e o BNDES, que o processa por inadimplência, em empréstimo que ele pegou no governo FHC, já deve ter sido acertada, porque o banco de fomento está “patrocinando” o blog do famoso jornalista. (C.N.)


Tribuna da Internet

terça-feira, 28 de julho de 2015

STANDARD & POORS ALTERA NOTA DE RISCO DO BRASIL COM INCERTEZAS DA LAVA JATO

A agência alterou a perspectiva da nota de crédito do Brasil de estável para negativa


A agência de classificação de risco Standard & Poor’s alterou a perspectiva da nota de crédito do Brasil de estável para negativa, embora mantenha o grau de investimento do país, uma espécie de selo de 'bom pagador'. A atual nota 'BBB-' é o último degrau antes de perder esse selo, uma chancela de credibilidade para investidores interessados no país. Ao anunciar a perspectiva negativa, a agência sinaliza que poderá reduzir a nota no curto prazo, e aí sim o Brasil perderia esse grau de investimento, conquistado em 2008, e que ajudou a multiplicar a entrada de capital estrangeiro desde então.

A mudança anunciada nesta terça confirmou os temores do Governo que já vislumbrava um rebaixamento de sua classificação após o anúncio, na semana passada, da redução da meta do superávit primário para este ano. De acordo com a agência, o número de investigações de corrupção entre políticos e empresas tem um peso cada vez maior nas perspectivas fiscais e econômicas do Brasil, colocando em risco a implementação do ajuste, particularmente, no Congresso.
A S&P afirmou, em comunicado, que o Brasil enfrenta circunstâncias políticas e econômicas desafiadoras, ainda que a agência considere que, durante o segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, houve uma importante correção política. “Desde 23 de março de 2015, quando reafirmamos pela última vez os ratings do Brasil, os riscos de rebaixamento aumentaram. Alteramos a perspectiva para 'negativa', pois, apesar das amplas alterações nas políticas em curso, as quais acreditamos continuam recebendo o suporte da presidenta, os riscos de execução aumentaram”, disse o comunicado. A nota destacou ainda que os riscos atuais têm suas origens tanto no front político quanto econômico.
A agência indicou ainda que a perspectiva negativa reflete a visão da S&P de que há uma chance em três de que a "desafiadora correção da política atualmente em andamento” venha a  enfrentar um novo deslize dado o contexto atual. “A restauração de uma trajetória de crescimento mais firme será prolongada", conclui.
A Bolsa de Valores de São Paulo reagiu mal, logo após a mudança da nota do Brasil. A Bovespa reduziu a alta quase pela metade após o anúncio da S&P. Às 15h, o Ibovespa mostrava volatilidade, com alta de 1,23%. O dólar também disparou e chegou a ser cotado a 3,48 reais.
Em abril, a Fitch também decidiu alterar a perspectiva da nota brasileira para negativa, embora tenha mantido o grau de investimento.
EL PAÍS Brasil

REDUÇÃO DA META FISCAL É FATO PREOCUPANTE

Vicente Nunes
Correio Braziliense

A decisão do Brasil de reduzir a meta fiscal deste ano, de 1,13% para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB), não é um fato isolado na América Latina. Boa parte dos países da região optaram por afrouxar o compromisso de ajustar as finanças públicas, diz o economista Marcos Buscaglia, do Bank of America Merrill Lynch. Um fato preocupante.
Ele ressalta que o processo de deterioração das contas públicas vem sendo observado desde o ano passado, quando a média dos déficits dos governos centrais quase dobrou, saltando para 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) ante os 2% observados em 2013. Pelos cálculos dele, é possível que o rombo pule para 4,6% em 2015.
Na avaliação de Buscaglia, a piora dos indicadores fiscais da América Latina está sendo liderada pelo Brasil, onde o deficit passará de 5,3% para 6,2% do PIB. Ele acredita que o país comandado por Dilma Rousseff se meteu em uma armadilha ao abusar das políticas anticíclicas para reduzir o impacto das crises externas na atividade doméstica.
COMMODITIES
O que se observa no levantamento realizado pelo economista do Bank of America é que os países latinos tentaram estimular a atividade para compensar, sobretudo, a queda dos preços das commodities, produtos primários como minério de ferro e soja, que têm cotação internacional. Mas as investidas não deram certas. Mesmo com toda a gastança estatal, o PIB da região desacelerou e, na média, cresceu apenas 0,6% no ano passado contra 2,6% de 2013.
A deterioração fiscal está disseminada e a reversão exigirá esforço redobrado dos governos, que ainda não se mostram dispostos a fazer os ajustes necessários. O Brasil, lembra Buscaglia, começou o segundo mandato de Dilma sinalizando um aperto significativo nas contas. Mas, com a forte queda das receitas, o quadro se mostrou mais difícil que o imaginado. Agora, é importante que o governo realmente se mostre disposto a seguir o novo roteiro. Mesmo menores, os superavits primários são vitais para a retomada da confiança no país.
Tribuna da Internet

domingo, 26 de julho de 2015

PROTESTO DO DIA 16 JÁ ASSUSTA O GOVERNO

Bernardo Mello Franco
Folha

Um espectro ronda o governo: o espectro do 16 de agosto. A data foi escolhida para as novas manifestações contra a presidente Dilma Rousseff. Se os protestos lotarem as ruas, o Planalto teme que a Câmara se sinta pressionada a abrir um processo de impeachment.
Preocupado, o PT começou a organizar uma série de manifestações pró-governo, com foco em São Paulo. “Temos que criar uma base de apoio na sociedade, já que o Parlamento tem sido um lugar de dificuldades”, diz o presidente Rui Falcão.
O calendário prevê cinco atos nas próximas semanas e foi batizado de “Agosto pela democracia”. Como o nome indica, a ordem é carimbar como antidemocrática e golpista a defesa do afastamento da presidente antes do fim do mandato, em 2018.
A primeira mobilização será no dia 6, na capital paulista. Coincidirá com o programa do partido na TV. No dia 11, os petistas farão novo ato na cidade, no largo São Francisco, onde se comemora nesta data a fundação da Faculdade de Direito. No mesmo dia, chega a Brasília a Marcha das Margaridas, com milhares de trabalhadoras rurais.
MAIS DUAS PRÓ-DILMA
Depois dos protestos contra Dilma, estão previstas mais duas manifestações pró-governo. Uma no dia 20, com o apoio do MST e dos sem-teto, e outra no dia 24, aniversário do suicídio de Getúlio Vargas. A ideia é apresentar 2015 como uma reedição de 1954, comparando a Lava Jato à República do Galeão.
Os petistas argumentam que seria um erro ficar em casa enquanto a oposição sai para pedir a derrubada do governo. A tese esbarra em dois problemas. Primeiro: a popularidade de Dilma continua no volume morto. Segundo: é mais fácil mobilizar os insatisfeitos do que encher protestos a favor.
O presidente Rui Falcão já ensaiou o discurso para escapar das comparações numéricas, que deverão ser desfavoráveis para o PT: “Não vamos fazer concurso para ver quem bota mais gente na rua”.
Tribuna da Internet

SOFRIMENTO DE LULA E DILMA É UMA ESPÉCIE DE TORTURA CHINESA

Carlos Newton

Já comentamos aqui na Tribuna da Internet que o ex-presidente Lula e sua sucessora Dilma Rousseff têm um encontro marcado com o fracasso. É tudo uma questão de tempo, apenas. A situação tornou-se rapidamente tão grave que o novo governo de Dilma terminou antes de começar. Lula ainda tentou remendar uma ou outra solução, porém não tem mais jeito. Daqui para a frente, o governo não avança, somente se arrasta.
Desta vez, nem mesmo o criativo marqueteiro João Santana conseguiu ajudar. Para limpar a barra do governo, o jeito é contratar um milagreiro, um babolorixá da pesada, um ocultista de mão cheia, daqueles que não faltam no Planalto Central, que é uma espécie de capital mundial do misticismo.
O dia a dia no Palácio do Planalto transcorre sempre em clima de velório. O governo terceirizou a articulação política e a economia, não existe mais, é uma peça de ficção. A comparação com a implacável tortura chinesa é inevitável. A cada dia, aumenta o sofrimento dos torturados, que não veem a hora de tudo terminar.
ATO POLÍTICO
Por muito menos, o então presidente Collor caiu. Não havia provas, acabou inocentado pelo Supremo, mas ia ser cassado apenas por haver recebido uma Fiat Elba de presente. Acontece que impeachment é ato político, P.C. Farias falava demais e se jactava de haver comemorado o primeiro bilhão de dólares. A notícia saiu nos jornais, liquidou com Collor.
Agora é muito pior. As provas testemunhais e materiais abundam e não param de aumentar. O governo não tem a menor chance de se sustentar. É apenas uma questão de tempo. Falta agora o depoimento do empreiteiro Ricardo Pessoa, que podem reforçar a comprovação do uso de dinheiro sujo na campanha eleitoral. A Veja diz que outro empreiteiro, Léo Pinheiro, da OAS, vai entregar Lula. O advogado dele desmente, mas fica a dúvida, vocês sabem como a coisa funciona. Acontece que incriminar Lula significa envolver também Dilma, são irmãos siameses, frutos de uma relação incestuosa de criador e criatura.
Não adianta dizer que não sabia de nada, se ficar comprovado que o dinheiro das propinas foi entregue ao tesoureiro do partido para reforçar o caixa 2 da campanha eleitoral. Seria melhor se largassem essa obstinação de lado, deixassem logo o poder, fossem lamber as feridas em casa. O país inteiro agradeceria. Mas eles insistem em achar que ainda têm solução, porque não há provas diretas etc. e tal.
Lincoln já ensinou aos políticos que ninguém pode enganar a todos o tempo todo. Lula e Dilma pensam que ainda podem enganar a si mesmos, porque já não enganam a ninguém.
Tribuna da Internet

ADVOGADA CATTA PRETA FOGE DO PAÍS E LÉO PINHEIRO É AMEAÇADO

Felipe Moura Brasil

O fantasma de Celso Daniel ronda a Lava Jato. Trechos de duas reportagens de VEJA desta semana contêm relatos de ameaças a duas figuras fundamentais das investigações: o presidente da OAS, Léo Pinheiro, e a advogada que negociou a delação premiada de nove dos dezoito réus confessos da operação, Beatriz Catta Preta.
1) Em abril, VEJA revelou que Léo Pinheiro, quando estava preso, anotava em pedaço de papel histórias que poderiam ser contadas sobre suas relações com Lula e o poder.
Dias depois, revela a revista agora, “Pinheiro foi procurado por um carcereiro em sua cela no Complexo Médico-Penal do Paraná. Enquanto recebia a bandeja com a comida, Léo Pinheiro entendeu que o agente disse que seria melhor ele passar a dormir de olhos abertos. Conselho ou ameaça, o que se sabe é que a frase do carcereiro assustou bastante o preso.
Libertado da prisão preventiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Léo Pinheiro contou esse episódio a familiares durante uma discussão sobre a conveniência de fechar o acordo de delação premiada. A família o estimulou a fazê-lo. Os fatos também. Defendido por três renomadas bancas de advogados em Brasília, São Paulo e Curitiba, Pinheiro viu naufragar todas as estratégias jurídicas empregadas por seus defensores”.
2) Há duas semanas, Beatriz Catta Preta “dispensou recepcionistas e secretária e parou de atender o celular. Na segunda-feira 20, enviou um e-mail a todos os seus clientes anunciando que não mais faria a defesa deles. Ato contínuo, deixou o Brasil”.
“Algo de muito grave fez com que Catta Preta decidisse sair de cena – e há indícios de que ela estava apavorada quando o fez. Em maio, por razões desconhecidas, deixou de mandar o filho à escola e pediu à direção o trancamento da matrícula. Em junho, foi a vez de tirar também a menina mais nova da escolinha que frequentava. Um advogado próximo de Catta Preta afirmou a VEJA que ouviu de um amigo em comum aos dois que ela vinha recebendo ameaças e que, por isso, teria saído ‘fugida’ do país”.
A chapa está quente na República petista. Coincidentemente, quanto mais perto se chega de Lula, mais o fantasma de Celso Daniel grita “Buuuuuuu!”.
Tribuna da Internet