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quinta-feira, 28 de maio de 2015

ESQUEMA DA CBF TINHA PROPINAS PAGAS POR HAWILLA E KLEBER

Fabiano Maisonnave, Bernardo Itri, Marcel Rizzo e Rafael Reis

Folha
 
As investigações do Departamento de Justiça dos EUA sobre a corrupção no futebol indicam que José Maria Marin, ex-presidente da CBF, dividiu propinas recebidas pela exploração comercial da Copa do Brasil (torneio disputado desde 1989 e disputado pelos principais clubes do país) com Ricardo Teixeira (também ex) e Marco Polo Del Nero (atual presidente da CBF).

Em reunião no ano passado com o presidente da Traffic, J. Hawilla, Marin, então presidente da CBF, sugeriu que a propina que vinha sendo compartilhada com o antecessor, Ricardo Teixeira, deveria ser paga apenas a ele e a Del Nero, segundo a investigação norte-americana.

A conversa teria ocorrido em abril do ano passado, durante viagem de Marin a Miami (EUA). O assunto era o pagamento de propinas para ele e para o “coconspirador 12″ (menção a um integrante do esquema), referente à Copa do Brasil, cujos direitos comerciais eram cedidos à Traffic. Esse esquema existiria desde 1990.

TEIXEIRA DE FORA

“Em determinado momento, quando o coconspirador 2 [Hawilla] perguntou se era realmente necessário continuar pagando propinas para seu antecessor na presidência da CBF, Marin disse: ‘Está na hora de vir na nossa direção. Verdade ou não?’.

O coconspirador 2 concordou dizendo: “Claro, claro, claro. Esse dinheiro tinha de ser dado a você [ou vocês]’. Marin concordou: “É isso”.

Antes desta reunião, porém, a investigação dos EUA aponta que Hawilla concordou em dividir a propina entre Marin e os coconspiradores 11 e 12.

Segundo a Justiça americana, neste processo, tanto o coconspirador 11 quanto o 12 são descritos como altos executivos da CBF, da Conmebol e da Fifa. Só Teixeira e Del Nero se encaixam no perfil.

“COCONSPIRADOR”

O termo “coconspirador” é usado nos textos do Departamento de Estado para pessoas não acusadas formalmente ou para preservar a origem de informações.

Procurada pela Folha, a CBF informou que tinha conhecimento do teor da acusação, mas que não se pronunciaria sobre o assunto.

No início do esquema, em 1990, a propina era paga a Teixeira, que aparece na acusação como “coconspirador 11″. A partir de 2012, Marin e Del Nero assumem respectivamente a presidência e a vice-presidência da CBF e passam a exigir parte da propina, sempre de acordo com a investigação dos EUA.

A peça acusatória afirma que, desde 2012, o valor da propina seria de R$ 2 milhões por ano até 2022, dividida entre os três cartolas. O custo do suborno seria arcado em partes iguais pela Traffic e a Klefer, do ex-presidente do Flamengo Kleber Leite, empresa que passou a compartilhar os direitos da Copa do Brasil.

TRANSFERÊNCIAS

O Departamento de Justiça não informou o valor pago entre 1990 e 2012, mas identificou duas transferências bancárias feitas a partir dos Estados Unidos em 2013.

A primeira, de US$ 500 mil, foi feita pela Klefer (identificada como companhia de marketing esportivo B) para a conta em Londres de um fabricante de iates de luxo.

A segunda transferência (US$ 450 mil), feita alguns dias depois, saiu de conta da Traffic em Miami para conta da Klefer em Nova York. 

Na tarde desta quarta (27), a PF realizou operação na sede da Klefer, no Rio. Procurada por telefone, funcionária da Klefer disse que empresa não comentaria o episódio.

Tribuna da Internet

GOVERNO BRASILEIRO, FIFA E CBF TRABALHANDO JUNTOS, QUERIAM O QUÊ?

Percival Puggina
 
“As penas para os acusados podem chegar a até 20 anos de cadeia, mas depende de cada um dos acusados. Vamos ver cada investigação caso a caso para ver a possível pena para cada indivíduo”, afirmou Loretta Lynch, secretária de Justiça dos EUA. 

O ato, de anúncio das investigações, que contou com a presença do promotor federal de Nova Iorque, Kelly Currie ocupou o noticiário nacional e internacional na quarta-feira e continua hoje.

Duvido que algum brasileiro medianamente informado tivesse algum dia sequer, por cinco minutos que fosse, imaginado que a Copa de 2014 foi um negócio correto, transparente e que as informações divulgadas sobre o evento fossem verdadeiras. Exceção? Talvez o placar de cada jogo. E nada mais.

Se um evento dessa magnitude, reconhecidamente um dos piores negócios feitos com o nosso dinheiro, teve comando da FIFA, influência da CBF e do governo do Brasil, poderíamos esperar algo diferente? Nem em sonhos.

As prisões realizadas e as declarações formais das autoridades norte-americanas, que já enviaram comunicados formas aos autoridades brasileiras, devem estar tirando o sono de muita gente.

Tribuna da Internet

quarta-feira, 27 de maio de 2015

FIFA: J. HAWILLA, RÉU CONFESSO, VAI DEVOLVER US$ 150 MILHÕES

Da BBC Brasil

Além do ex-presidente da CBF José Maria Marin, de 83 anos, outros dois brasileiros são citados pela Justiça norte-americana no escândalo de corrupção entre a Fifa e empresas de marketing e transmissão esportiva.

O mais conhecido deles é o réu confesso José Hawilla, de 71 anos, dono da Traffic Group, maior agência de marketing esportivo da América Latina, que tem os direitos de transmissão, patrocínio e promoção de campeonatos de futebol e jogadores, além de empresas de comunicação no Brasil.

O departamento de Justiça revelou que J. Hawilla, como prefere ser chamado, teria confessado culpa, em dezembro do ano passado, por acusações de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça – ele é o único brasileiro entre os réus confessos declarados culpados pela Justiça dos EUA.

O caso envolvendo Hawilla, uma das figuras mais proeminentes do futebol nacional, só veio a público na manhã desta quarta-feira, com a divulgação da nota do departamento de Justiça, onde aparece com destaque.

JÁ PAGOU US$ 25 MILHÕES

Segundo a nota do governo dos EUA, o executivo teria concordado com o confisco de US$ 151 milhões de seu patrimônio – US$ 25 milhões deste total já teriam sido pagos no momento da confissão. O mandatário da Traffic já foi classificado diversas vezes pela imprensa nacional como “dono do futebol brasileiro”.

De acordo com reportagens publicadas pela imprensa brasileira nos últimos 10 anos, estima-se que o faturamento anual da empresa de J. Hawilla, que começou a carreira profissional como vendedor de cachorros-quentes, gire em torno de US$ 500 milhões.

O Departamento de Justiça americano indiciou 14 pessoas por fraude, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha: nove dirigentes da Fifa e cinco executivos de empresas ligadas ao futebol.

O grupo é acusado de armar um esquema de corrupção com propinas de pelo menos US$ 150 milhões de dólares (mais de R$ 470 milhões), que existe há pelo menos 24 anos.

CORRUPÇÃO DESENFREADA

“O indiciamento sugere que a corrupção é desenfreada, sistêmica e tem raízes profundas tanto no exterior como aqui nos Estados Unidos”, disse a procuradora-geral Loretta Lynch. “Essa corrupção começou há pelo menos duas gerações de executivos do futebol que, supostamente, abusaram de suas posições de confiança para obter milhões de dólares em subornos e propina”.

A nota divulgada pela Justiça americana afirma ainda que investiga suposto pagamento e recebimento de suborno e propina em um acordo de patrocínio “da CBF com uma grande fabricantes de roupas esportivas dos EUA”, na seleção do país anfitrião da Copa do Mundo de 2010 e nas eleições presidenciais da FIFA em 2011.
“Que fique claro: este não é o último capítulo na nossa investigação”, disse o procurador americano Kelly T. Currie, durante o anúncio dos envolvidos no esquema de corrupção.

A empresa de J. Hawilla é a atual responsável pelos direitos de torneios como a Copa Libertadores, passes de jogadores como o argentino Conca e o brasileiro Hernanes, dona de times como o Estoril Praia, de Portugal, e pelas vendas de camarotes do Allianz Parque, estádio do Palmeiras, em São Paulo.

A Traffic teve exclusividade na comercialização de direitos internacionais de TV da Copa do Mundo da Fifa no Brasil, em 2014. O empresário brasileiro também foi o responsável pelo contrato celebrado em 1996 entre a Nike e a seleção brasileira – alvo de uma CPI, encerrada em junho de 2001 sem desdobramentos práticos.
Em 2008, J. Hawilla foi eleito o 56º homem mais influente do futebol mundial pela revista britânica World Soccer.

MARIN E MARGULIES

José Maria Marin, presidente da CBF até o mês passado, é outro brasileiro entre os detidos pela polícia americana. Aos 83 anos, tem fama de ter subido na carreira por ser “o homem certo no lugar certo”.

O terceiro brasileiro investigado pelo FBI é José Margulies, de 75 anos, proprietário das empresas Valente Corp. e Somerton Ltd., ambas ligadas a transmissões esportivas.

Segundo o departamento de Justiça, Margulies supostamente atuou como intermediário para facilitar pagamentos ilegais entre executivos de marketing esportivo e autoridades do futebol.
Margulies aparece na lista dos acusados pela Justiça americana – que inclui outras nove pessoas, mas não traz mais informações sobre os desdobramentos práticos das acusações.

Tribuna da Internet

APROXIMAÇÃO COM A CHINA É MAIS UM ATO DE SUBMISSÃO

Martim Berto Fuchs
 
Servimos como colônia aos portugueses até nossa independência política, 1822.

 Após isso, fomos vendidos pelos portugueses aos ingleses e começou nossa dependência financeira.

 Em parte pela Doutrina Monroe, mas principalmente pela decadência do Império Britânico, passamos nossa condição de colônia aos EUA, aceitando pacificamente esta nova situação, não obstante nossos dois países – Brasil e EUA – terem praticamente a mesma idade.

EUA em crise, já descendo a ladeira, nossa Corte iniciou há alguns anos, de quatro, a aproximação com a China.

 Colônia está sempre de quatro, é a sua posição preferida.

Pois bem, nossa Corte, hoje comandada pelos sindicalistas pelegos – último grupo a dela participar, tendo como expoentes a dupla Lula/Dilma, comemora efusivamente, com “caviar” e “champagne”, o novo patrono, a China (leia-se, o novo patrão).

Para a China, que tem em mãos mais de US$ 3 trilhões em títulos do governo americano, valor superior à nossa dívida pública, estes US$ 53 bilhões festejados pelos nossos cortesãos são dinheiro para o cafezinho. 

 É conveniente lembrar que em 1984 éramos a 11º PIB e a China, que renasceu em 1976 após a morte de Mao Tse Tung, era o 20º PIB mundial.

DEPENDÊNCIA

Novamente dependemos do dinheiro de um país estrangeiro para construir nossas rodovias, ferrovias e portos (Inglaterra) e aciarias (EUA), como já foi no passado. 

Novamente diminuímos a renda dos nossos atuais e futuros aposentados, e aumentamos impostos, para manter as mordomias dos vagabundos e ladrões da nossa Corte. Com raras exceções, cada vez mais raras.

 É bom lembrar, que em 1984 recolhíamos para o sustento da Corte, 20% do PIB. Hoje, 2015, chegaremos a 40% do PIB. E não vai parar por aí.

E, quando os atuais meliantes que detém a chave do cofre passarem à oposição, convocarão a claque de camisas vermelhas e os block bostas, para gritar “Fora FMI”, “Fora Imperialistas” e encher a cabeça dos ignorantes – sempre em maior número – de que estamos sendo explorados pelos capitalistas estrangeiros.

CAPITALISMO SEM RISCO

Nossa Corte, desde 1808, é composta pela “nobreza”, pelos funcionários públicos donos de verdadeiros feudos, pelas oligarquias rurais e “empresários” industriais ou financeiros, assim denominados, mas que praticam o capitalismo sem risco, ou seja, sempre amparados pelos recursos dos cofres públicos, seja produzindo para o governo ou, emprestando o dinheiro do governo para o próprio governo.

Esta situação, no Brasil, será eterna, mesmo eventualmente com uma nova ditadura. Somos reféns de partidos políticos, que nos aplicam uma farsa de democracia, pois não nos é dado o direito de escolher candidatos, mas apenas referendar os nomes impostos, via de regra, de pessoas sem caráter.

Se tomarmos a Revolução Francesa (1789) como ponto de partida, constataremos que houve apenas uma troca no núcleo que domina os países do Ocidente.

 Saíram as famílias imperiais, os “nobres” passaram à condição de funcionários públicos, e, entraram os burgueses.

 Porém, continuam uma casta, em que, por mais preparado que esteja, por mais inteligente que seja, quem dela não faz parte, paga. 

E quem dela faz parte, recebe.

CAPITALISMO SOCIAL

Capitalismo Social propõe a mudança desta situação, dentro de um novo paradigma, onde impere verdadeiramente a democracia e todos cidadãos tenham o direito de chegar aos cargos que governam este país.

Até lá, não adianta culpar pelas nossas mazelas o capitalismo burguês, que aliás está mais para mercantilismo. 

Procurem a culpa em outro lugar, preferencialmente na nossa Corte, da nossa eterna Monarquia, agora Republicana, que não se importa de sentar em outro colo, desde que não perca suas mordomias.

Tribuna da Internet

OS TRABALHADORES NÃO TEM PARTIDO E O PARTIDO NÃO TEM TRABALHADORES

Carlos Chagas


Pouco antes de morrer, aos 90 anos, Luiz Carlos Prestes declarou, num programa de televisão, que os comunistas não tinham partido, e que o partido não tinha comunistas. Respondia a uma das maiores iniquidades políticas jamais praticadas entre nós, sua expulsão do PCB por um grupo de anões que a História sepultou.

O tempo passou mas as lições do Cavaleiro da Esperança permanecem. O PT ainda não rejeitou seu líder maior, mas a conclusão surge clara: os trabalhadores não tem mais partido, e o partido não tem trabalhadores.

Dá pena verificar os companheiros, com raras exceções, votando as medidas provisórias que restringem direitos trabalhistas e previdenciários, do seguro desemprego ao abono salarial e às pensões das viúvas, aplaudindo o aumento de impostos e calando-se diante do lucro dos bancos. Como o Lula permanece em silêncio, como fez durante algum tempo o velho Prestes, haverá que esperar o inevitável. Não demora que os anões de hoje venham a afastar o torneiro-mecânico de ontem. Dilma está para Giocondo Dias assim como Aloízio Mercadante para Roberto Freire.

LINHA AUXILIAR

A gente pergunta como foi possível o grupelho dito comunista renegar seu líder maior e até, mais tarde, mudar de sigla, tornando-se um invertebrado PPS, linha auxiliar do neoliberalismo. Mas não é que a História se repete como farsa? O Partido dos Trabalhadores perdeu os trabalhadores e deixou de ser partido. Companheiros em profusão aderiram às benesses do poder, alguns até mergulhando na corrupção desenfreada. Há anos que não se tem noticia de protestarem contra a farsa do salário mínimo. Esqueceram a importância de conquistar os meios de produção. 

Tornando-se primeiro em clubes recreativos, os sindicatos transformaram-se em atalho para a burguesia. Suas bancadas no Congresso apoiam a terceirização e não se lembram mais da taxação das grandes fortunas. Acomodaram-se à sombra das mordomias. Preferem ser consultores em vez de trabalhadores.

O desfecho parece próximo. Fica a dúvida: quem representará os oprimidos? Foi o Lula, um dia,  mas fora uns poucos sabujos de agora, falta-lhe o suporte que também faltou a Luiz Carlos Prestes. Náufragos solitários, restou a um, como ainda resta ao outro, cultivar o inconformismo e acreditar na mudança. Recomeçar.

Tribuna da Internet

terça-feira, 26 de maio de 2015

A DEPRESSÃO NA GERAÇÃO Y, A HIPERCONECTADA

Eduardo Aquino
Desconectado O Tempo
 
Estou tentando compreender o que se passa com uma geração tão promissora, mas que pouco tem acrescentado: a tão famosa “Geração Y”. 

Me deparei com mais uma pesquisa apontando características estranhas entre os nascidos entre 1978 e 1999, desta vez mostrando que 20% dos trabalhadores nessa faixa etária apresentam sintomas de depressão profunda no ambiente de trabalho, alto grau de absenteísmo, baixa produtividade, índice de alta rotatividade entre empregos e insatisfação constante com o salário ou com a baixa qualidade de vida nos ambientes laborativos – além de relatos de uso compulsivo e indiscriminado de aplicativos para smartphones, em especial o WhatsApp.

Os empregadores ainda fazem queixas acerca dos altos níveis de ansiedade, irritação e mau humor e dos atrasos constantes desses profissionais.

 Chama atenção a dificuldade de interação social, isolamento e o precário nível de conhecimento geral.

O certo é que é baixo o índice de liderança nessa geração. 

Isso sem contar o excesso de individualismo, o egocentrismo e narcisismo, que levam a um estado de acomodação, ou certa preguiça. 

Muitos da geração Y ainda moram com os pais e avós e, às vezes, dependem financeiramente deles.

SEM FUTURO

Desolador, ainda, é perceber o desalento com relação ao futuro. 

Na Europa, o índice de desemprego entre os jovens é desesperador.

 Já no Brasil, essa geração começa a ver o impacto das transformações econômicas e, segundo o IBGE, o aumento do desemprego aqui já é de quase 19% neste ano.

Tendo metade dos meus filhos nessa idade, não posso me queixar no geral. Todavia, acompanho questões que pesquisas não costumam contemplar como, por exemplo, o sono. 

Sempre que posso tento alertar sobre o tremendo impacto que noites mal dormidas causam no psiquismo humano, dando enfoque especial nas “baladas”.

 A inversão noite/ dia do sono responde por perda de 70% da capacidade de fixação de memória, diminuição da vitalidade, aumento da preguiça e irritabilidade, entre outros danos.

 É sabido que o desequilíbrio dos hormônios melatonina e cortisol, que regem o sono/ vigília, é um dos fatores que mais levam a transtornos de ansiedade e humor.

Se uma noite mal dormida já é desastrosa, imagine duas noites com “baladas” consecutivas?

 A inversão noite/ dia também vale para os que trocam de turno no serviço com trabalhos diurnos e noturnos; em especial os que atuam na área de saúde, policiais, trabalhadores de bares e restaurantes, vigias, porteiros, motoristas de ônibus e assim por diante. Estes, certamente, serão sérios candidatos a desenvolver um quadro de depressão grave.

VIDA HIPERCONECTADA

Ressalto ainda a vida acelerada, hiperconectada. 

Aliás, os “filhos da tela”, os viciados em tecnologia, compulsivos, inquietos e dependentes de smartphones já são, por definição, portadores de transtornos de ansiedade.

O impacto social e econômico na saúde só será avaliado daqui a alguns anos, mas a geração Y, vem sendo menos feliz e bem sucedida que qualquer outra anterior.

 Isso é, de fato, um objeto de pesquisas.

Em suma, vale a máxima que diz que, apesar de todos os avanços tecnológicos, cafuné, ombro amigo, colo e carinho ainda são indispensáveis!

Tribuna da Internet

A SAÍDA ESTÁ NOS BRICS. E NA CHINA.

Mauro Santayana
Jornal do Brasil

A vinda do Primeiro Ministro chinês ao Brasil, e a assinatura de acordos com o governo brasileiro em um valor de mais de 50 bilhões de dólares, é alvissareira, mas pontual.

 O que o Brasil precisa fazer com a China é um acordo estratégico de longo prazo, que nos permita queimar etapas na área de infraestrutura e desenvolvimento, permitindo que os bancos estatais chineses, que estão nadando em dinheiro, complementem, meio a meio, a capacidade de investimento do BNDES em novos projetos conjuntos, e trazer para o Brasil, com a associação de construtoras chinesas com construtoras brasileiras, o know-how chinês na construção, em prazo recorde e a baixo custo, de grandes obras de engenharia.

A prioridades devem ser a associação dos chineses com as empresas que estão sendo prejudicadas pelos efeitos “colaterais” – quase fatais – da Operação Lava a Jato, em que a elevação de declarações “premiadas” à categoria de provas quase incontestáveis, ameaça destruir milhares de empregos; e preservar do sucateamento dezenas de projetos de grande porte que estão em andamento, todos eles essenciais para o desenvolvimento nacional nos próximos anos, com prioridade para as refinarias, navios e plataformas de petróleo da Petrobras, sem os quais não se poderia prosseguir na exploração do pré-sal e no atendimento ao mercado interno, com o aumento da oferta de combustível nacional e a consequente diminuição das importações.

TERMINAR AS OBRAS

Além disso, é preciso terminar as ferrovias, rodovias, grandes represas hidro-elétricas, linhas de transmissão, sistemas de irrigação, hidrovias, portos, rodovias e aeroportos, que não se construíam há décadas no Brasil, e cujas obras estão em andamento ou sob ameaça de paralisação, e, para isso, nada melhor que um parceiro que – ao contrário do que pensam aqueles que acham que a força da China está em seus baixos salários – possui capital e trabalha na fronteira da expansão do conhecimento e da tecnologia, usa inovações como impressoras 3D na construção civil que erguem casas inteiras e monta edifícios de dezenas de andares em poucas semanas. 

Mesmo que venham, temporariamente, para o Brasil, trabalhadores chineses, é melhor criar novos postos de trabalho para eles e também para brasileiros, do que deixar que o desemprego se aprofunde – também como consequência da permanente sabotagem – para gaudio dos que querem ver o circo pegar fogo.

A visita chinesa mostra que Pequim está se lixando, literalmente, para o que dizem as agências de “classificação”, e as empresas de “auditoria” ocidentais, sobre o Brasil e a Petrobras.

DUVIDOSA REPUTAÇÃO

Organizações de duvidosa reputação, como a Standard & Poors e a PriceWaterhouseCoopers, que não conseguiram prever – quando não ocultaram, deliberadamente – a quebra de bancos como o Lehman Brothers, e as várias crises econômicas nascidas no “ocidente”, desde o ano 2000.

Aliás, do alto de suas reservas internacionais – só a China possui 4 trilhões de dólares e o Brasil ainda é o terceiro maior credor individual dos EUA, com 370 bilhões de dólares* – os BRICS já afirmaram que pretendem fazer suas próprias agências de classificação, assim como estão montando um fundo de reservas de bilhões de dólares e o Banco dos BRICS, com 100 bilhões de dólares de capital inicial, para criar novas alternativas ao FMI e ao Banco Mundial.

A parceria com a China deve servir para isso. Para diminuir a dependência de capitais ocidentais, e para melhorar nossa capacidade de barganha com os Estados Unidos e a União Europeia, daqui para a frente.

MAIOR PARCERIA

Mesmo com eventuais problemas em nossas relações comerciais, os chineses já ultrapassaram os Estados Unidos como o nosso maior parceiro comercial desde 2009 – e o fizeram também com muitos outros países latino-americanos.

Temos que aproveitar a nossa presença no BRICS – onde somos a segunda maior economia – para aumentar, em condições mais vantajosas para o Brasil, nosso intercâmbio comercial com a Europa e os Estados Unidos, negociando de igual para igual – e isso vale também para a China – sem a subalternidade do passado, e com a mais absoluta atenção ao princípio da reciprocidade.

Afinal, somos o quinto maior país do mundo em território e população, e a sétima maior economia do planeta, posição que pode variar eventualmente para cima e para baixo em função do câmbio, mas que nos deixa sempre entre as primeiras nações do mundo, quando estávamos em décimo-quarto lugar em 2002.

Tribuna da Internet

AFINAL, POR QUE NÃO EXISTEM ONGS ESTRANGEIRAS NO NORDESTE?

Manoel Vidal
 
Faz sucesso na internet uma mensagem indagando por que existem milhares e milhares de organizações não-governamentais na Amazônia, sendo que grande parte delas tem origem estrangeira, mas no Nordeste praticamente não há ONGs. 

Confira o texto e veja que as comparações e contradições são impressionantes:

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HÁ MAIS ONGS NA AMAZÔNIA DO QUE NA ÁFRICA

Vítimas da seca no Nordeste, quantos? 10 milhões. Sujeitos à fome? Sim. Passam sede? Sim. Subnutrição? Sim. ONGs estrangeiras ajudando: Nenhuma.

Índios da Amazônia, quantos? 230 mil. Sujeitos à fome? Não. Passam sede? Não. Subnutrição? Não. ONGs estrangeiras ajudando? Cerca de 100 mil.

 Ou seja, há mais ONGs estrangeiras indigenistas e ambientalistas na Amazônia brasileira do que em todo o continente africano.

Provável explicação: A Amazônia tem ouro, nióbio, petróleo, as maiores jazidas de manganês e ferro do mundo, diamanteS, esmeraldas, rubis, cobre, zinco, prata, a maior biodiversidade do planeta (o que pode gerar grandes lucros aos laboratórios estrangeiros) e outras inúmeras riquezas que dizem somar 14 trilhões de dólares, mas o valor real é incalculável.

Tente entender: Há mais ONGs estrangeiras indigenistas e ambientalistas na Amazônia brasileira do que em todo o continente africano, que sofre com a fome, a sede, as guerras civis, as epidemias de AIDS e Ebola, os massacres e as minas terrestres.

 Agora, uma pergunta: Você não acha isso, no mínimo, muito suspeito?

Por fim, o Nordeste não tem riqueza, por isso lá não há ONGs estrangeiras ajudando os famintos.

CONCLUSÕES

1) As ONGs não deveriam e nem poderiam ter subsídios do Governo. Aliás, nem deveriam existir, a menos que sofressem controle e fiscalização da sociedade.

2) Os impostos existentes, os órgãos públicos e os programas sociais são suficientes para equacionar e resolver (pelo menos, combater) todos os problemas brasileiros, se houvesse mais recursos.

3) Os desvios de verbas públicas, o mau uso dos impostos, o custeio excessivo da máquina pública e a corrupção, estes sim, mereceriam uma ONG para fiscalizar, denunciar e punir os responsáveis.

Tribuna da Internet

PAIM PREVÊ DERROTA DE DILMA NO CASO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO

Deu na Agência Brasil

Um dos petistas que apostam em derrota do governo caso a nova fórmula do fator previdenciário seja vetada é o senador Paulo Paim (PT-RS). 

Ele lembra que agora o voto dos parlamentares é aberto e acredita que eles não teriam coragem de votar contra uma melhoria nas aposentadorias do trabalhadores. 

“Tem um fato novo que o governo parece que desconhece: não é mais voto secreto. Agora o voto é aberto. Consequentemente, você acha que algum deputado ou senador vai votar contra o [novo] fator na votação do veto? Não vai. Se vetar é um equívoco histórico e o veto cai e o fator cai também”, declarou.

SEMPRE CONTRA

O senador é conhecido por sua luta histórica contra o fator previdenciário desde que ele foi criado, em 1999, e é autor de projetos que propõem o fim do fator.

 “O fator confisca o salário da mulher. Ele confisca em 50% o salário da mulher e em 45% o do homem”, alegou.

 “Nós temos que garantir que a mulher, com 30 anos de contribuição e 55 de idade, se aposente. E o homem com 35 anos de contribuição e 60 de idade. Essa proposta está embutida na MP 664 e nós temos que olhar com carinho e politicamente para que ela seja aprovada”, disse.

A votação da MP 664 deverá acontecer nesta terça-feira (26), logo após a votação da MP 665, que trata de mudanças nas regras para acesso a seguro-desemprego, seguro-defeso e abono salarial. 

Ainda nesta semana, os senadores deverão apreciar a MP 668, que aumenta as alíquotas de PIS e Cofins sobre mercadorias industrializadas. Todas as três medidas provisórias estão relacionadas ao ajuste fiscal do governo e devem ser aprovadas sem alterações para não perderem a validade por decurso de prazo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Vários parlamentares já estão com pé fora do PT. Dois deles são senadores: Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA). Não aguentam mais a derrocada do PT e do governo. (C.N.)

Tribuna da Internet

segunda-feira, 25 de maio de 2015

ESPLÊNDIDAS TEIMOSIAS, CHEIAS DE AMOR AO BRASIL

Percival Puggina

Há exatos trinta dias um grupo de jovens partiu de São Paulo, a pé, rumo a Brasília, onde deverá chegar no próximo dia 27.

 Feliz a Pátria que os gerou! 

Marcham por nós.

 Esplendidamente teimosos, têm as mochilas cheias de amor à sua terra, anseios por mudanças e sadia indignação contra a praga de gafanhotos que infestou os altos escalões da República.

 São simbólicos seus passos e admirável sua irresignação.

A imprensa os ignora.
 Cai sobre sua teimosia o silêncio dos acomodados e dos acumpliciados.

 No entanto, através das redes sociais, multidões os acompanham e chegarão com eles à capital federal, onde ensinarão civismo aos que não sabem o que é isso. 

Cobrarão das instituições o cumprimento do dever. Haverá, dia 27, o encontro da honra com a desonra. 

Do amor ao Brasil com seu oposto – a lascívia do poder. 

Representam-me ante os que deveriam me representar.

Se somarmos as três parcelas – tudo que se sabe, o que se suspeita, e o que tratam de manter oculto – há um camburão de motivos para que a omissão oposicionista seja ofensiva à dignidade nacional.

 Quando a oposição não faz o que deve, ou faz o que não deve, ou se muda para Nova York, quebra-se uma das duas pernas da democracia.

 Em sua esplêndida teimosia, a pequena marcha que saiu de São Paulo pretende tirar o carro da oposição da vaga para cadeirante onde parece estar impropriamente estacionado.

LIBERAIS EM MAIORIA

São as pesquisas de opinião que comprovam: se você reunir os adeptos de posições liberais e conservadoras, você congregará bem mais da metade da população brasileira.

 Majoritariamente, amamos as liberdades e sabemos que há valores que devem ser preservados para o bem de todos.

 No entanto, não existe no STF um único ministro em sintonia com qualquer das duas posições.

 O PT ainda não completou seu serviço e ali já puxam, todos, para o mesmo lado.

 Não bastasse a dissonância com a opinião pública e com o Congresso, é comum ouvir-se nos votos de Suas Excelências libelos contra essas duas posições.

E não é só no STF que isso acontece. 

O estranho hábito de dar aulas à opinião pública se reproduz em boa parte da mídia, onde as palavras “conservador” e “liberal” são pronunciadas entre sorrisos tão maliciosos quanto parvos.

 O mesmo se reproduz com status professoral nas salas de aula do país. 

Têm, todos os mencionados e outros mais, a pretensão de agirem como corregedores das nossas opiniões. 

Mas nós temos, também, essa esplêndida teimosia do livre pensar.

Tribuna da Internet

O ESPANCAMENTO DO FUTURO DO BRASIL

Cristovam Buarque
O Tempo

O que aconteceu em Curitiba, no dia 29 de abril, vai ficar como triste símbolo do tratamento dado a professores no Paraná.

 Nada justifica, nem mesmo a hipótese de infiltração de grupos radicais, a violência da polícia paranaense contra os educadores. 

Embora não tenha justificativa ética, o episódio serve para chamar a atenção para uma triste lógica.

 O que aconteceu em Curitiba é injustificável, mas explicável. Explica-se pelo descaso com a educação e com os professores, em todo o Brasil, ao longo da nossa história.

Exemplo de tal descaso é o fato de o Brasil comemorar ter entre 95% e 97% de suas crianças matriculadas nas primeiras séries, quando deveria pedir desculpas por termos ainda de 3% a 5% nem ao menos matriculadas. 

 Deveria ainda, em vez de comemorar, levar em conta que, entre alunos matriculados, apenas uma parte frequenta as aulas. 

Muitos não têm aulas todos os dias letivos, seja porque faltam, seja por escassez ou ausência de professores contratados.

Dos alunos que frequentam a escola, diversos são envolvidos em indisciplina ou violência, e uma parte não assiste efetivamente às aulas porque fica alheia na sala ao que o professor ensina.

 Outros não assistem porque vão à escola apenas pela merenda.

Dos que assistem às aulas, raros têm quatro horas de estudo por dia. No total, são raras as crianças brasileiras que assistem às aulas na quantidade que a lei determina para o ano, e poucas dessas estão em escolas públicas. 

Isso ocorre apesar de a legislação prever apenas 800 horas de aula por ano, quando deveria programar em torno de 1.300 horas.

EVASÃO ESCOLAR

Entre os que estão matriculados, frequentam e assistem regularmente a quatro horas de aulas por dia, é reduzido o número de alunos que permanecem até o fim do ensino médio.
 
E, quando resistem, pelo heroísmo deles e de seus professores, permanecem em escolas sem conforto, sem bibliotecas, sem equipamentos modernos, sobretudo sem a atenção necessária de professores, muitos dos quais, embora dedicados e competentes, são obrigados a dar mais de 40 horas de aulas faz de conta por semana. 

Nas escolas públicas, os resistentes são aprovados, quase todos, graças a diversos métodos de promoção automática.

Dos poucos que resistem até o fim do ensino médio, no máximo metade adquire a educação básica com a qualidade necessária para seguir no ensino superior, mesmo em boas escolas. 

Não mais do que 5% têm formação que lhes permita dar contribuição à sociedade e à economia do conhecimento no século XXI.

Essa é a realidade do conjunto das escolas, muito pior para as crianças das camadas pobres nas escolas públicas. Comemoramos os quase todos matriculados, esquecendo a frequência, a assistência, a permanência e o aprendizado. 

Curitiba é apenas um exemplo gritante do silencioso espancamento secular que sofre a educação de base, prejudicando as crianças e o futuro do país.

 Mas o silencioso gesto secular de espancamento do futuro do Brasil não parece nos horrorizar, apesar de nosso silêncio diante do horror histórico ser a causa do horror visto naquela tarde em Curitiba.

Tribuna da Internet