segunda-feira, 14 de maio de 2018

Israel

Após a adoção de uma resolução pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 29 de novembro de 1947, recomendando a adesão e implementação do Plano de Partilha da Palestina para substituir o Mandato Britânico, em 14 de maio de 1948, David Ben-Gurion, o chefe-executivo da Organização Sionista Mundiale presidente da Agência Judaica para a Palestinadeclarou o estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz Israel, a ser conhecido como o Estado de Israel, uma entidade independente do controle britânico.

Wikipédia

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Na Bíblia há fenômenos mediúnicos, mas os cristãos silenciam sobre eles

José Reis Chaves
O Tempo

Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, é um ser humano desencarnado. Portanto, um contato com ela na verdade é com seu espírito. Isso é um fenômeno mediúnico que dispensa comentários. E fica claro também que, nas aparições de Fátima, em Portugal, Lúcia, Jacinta e Francisco eram médiuns videntes. A mediunidade é universal e existe desde que o homem existe. Ela é inata, embora sua manifestação possa ocorrer em diferentes fases da vida, inclusive nos últimos momentos antes da morte.
A literatura mundial de todos os tempos é rica de registros de pessoas que conversam com as que já morreram e que lhes aparecem. E mediunidade não é característica de santidade.
MEDIUNIDADE – Pessoas de qualquer religião, ou sem nenhuma e mesmo ateias podem ser médiuns. Toda pessoa tem um pouco de mediunidade. E há as que a têm num grau especial ou ostensivo. São as que incorporam espíritos que enviam mensagens escritas, por meio delas. São os médiuns psicógrafos. Existem também os médiuns de psicofonia, através dos quais, espíritos falam em discursos, palestras e até para a formação de livros. E, desde os anos 50, mais ou menos, as falas são gravadas e, depois, ouvidas e passadas por escrito.
Na Bíblia, há vários fenômenos mediúnicos que muitos líderes cristãos que os percebem ficam em silêncio sobre eles. É que uma lei de Moisés, não de Deus, proíbe o contato com os espíritos (Deuteronômio capítulo 18). E muitos desses líderes religiosos ainda hoje confundem esse verbo proibir com o existir.
SÓ O CONTATO – Ora, Moisés só proibiu o contato com eles. Ele não diz que o espírito não existe. E essa proibição até confirma que o contato existe mesmo, pois Moisés não era maluco de proibir uma coisa inexistente! E ele proibiu o contato com os espíritos dos mortos e não com outra suposta categoria de espíritos. Ademais, os demônios, “daimones” no grego, língua original do Novo Testamento, são os espíritos dos mortos, e entre os quais há sim os maus ou ainda impuros, mas há também os bons e até os santos. No entanto, lamentavelmente, muitos dos líderes religiosos que sabem do que estamos falando, não esclarecem essa questão para seus fiéis. E disso vão prestar contas. Um erro, mesmo sendo antigo, não se justifica!
Na Bíblia, há muitos exemplos de fenômenos de aparições e manifestações de espíritos dos mortos. Referindo-se a Samuel, diz ela que ele, até depois de morto, profetizou (Eclesiástico 46: 20). Com a médium de En-Dor, temos um exemplo dessa verdade, quando Samuel, já desencarnado, manifesta-se a Saul (1 Samuel capítulo 28).
JESUS E PAULO – E até Jesus, depois de sua morte, comunica-se com Paulo, na estrada de Damasco, o que é também um fenômeno espírita ou mediúnico. Há, sem dúvida, uma grande diferença entre essa manifestação do Espírito do excelso Mestre e as dos espíritos de outros seres humanos. A própria luz, através da qual Jesus se manifesta a Paulo, o comprova, pois ela era tão intensa que Paulo até ficou cego. Depois, ele foi curado por Ananias. É muito comum os Espíritos se apresentarem em forma de luz ou fogo. E quanto mais perfeitos eles forem, mais brilhantes são as suas respectivas luzes. Não é, pois, surpreendente que a Luz do Espírito de Jesus seja tão brilhante a ponto de provocar cegueira.
Mas o que queremos destacar é que, se os fenômenos espíritas ou mediúnicos são tão verdadeiros que estão até na Bíblia, por que os de Nossa Senhora de Fátima não poderiam ser também da mesma natureza mediúnica?

Tribuna da Internet

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Entenda que está cada vez mais difícil saber o que é verdadeiro ou falso

Jacques Gruman
No último ano da faculdade surgiram as primeiras máquinas de calcular portáteis. Foi uma revolução. A gente ainda usava réguas de cálculo, engenhosas, mas que nem sempre funcionavam com a precisão exigida nas provas. A novidade custava caro, principalmente para aquele bando de duros que frequentavam o Fundão. Os poucos privilegiados eram olhados com inveja, mal sabendo que, num intervalo histórico bem curto, qualquer camelô venderia a máquina por ninharia. As revoluções tecnológicas são assim mesmo. No início, o espanto. Em seguida, a popularização. Finalmente, a busca pela ultrapassagem, num ciclo interminável. Hoje em dia, cada uma dessas etapas envelhece com rapidez crescente.
Ontem, vi um anúncio de iPhone que alardeia velocidade de processamento dez vezes maior do que os modelos existentes no mercado. Quem precisa de tanta pressa? Aonde vai parar essa obsessão pelo novo? Que preço (ambiental, social, político) pagamos por isso?
O QUE E VERDADE? – Subprodutos das redes sociais, o ultramoderno que não filtra procedências e seriedade das fontes, as fake news renovam a cada dia a pergunta: o que é verdade? Em agosto de 1964, o governo americano simulou um ataque vietnamita a navios de guerra no golfo de Tonkin. Em tom indignado, o presidente Johnson foi à TV denunciar o “incidente” e garantir que não ia deixar barato. E não deixou mesmo. A agressão, cuja falsidade gravações e documentos comprovaram mais tarde, foi o pretexto para o início da escalada bélica no sudeste asiático. O imperialismo queria “jogar aqueles caras de volta à Idade da Pedra”.
Os bombardeios maciços contra populações civis (mesmo quando se negociava um armistício em Paris, no início dos anos 70) e o uso intensivo de armas químicas (desfolhantes que dizimaram áreas verdes e mutilaram milhares de pessoas, e bombas de napalm, produto químico em forma de gel, que, inflamado, provoca ferimentos terríveis e mortes dantescas) não dão margem a dúvidas. Tudo baseado num acontecimento fabricado. O imperialismo é a demonstração prática da fábula do lobo e a ovelha.
CASO DO IRAQUE – Exemplo mais recente é o desempenho patético de Colin Powell na ONU, “provando” a existência de armas de destruição em massa no Iraque, sob o aplauso da claque da morte (Tony Blair et caterva). As armas nunca foram encontradas, ninguém se desculpou pela mentira e, no meio do caminho, um país inteiro praticamente deixou de existir. O ex-presidente do Federal Reserve, Allan Greenspan, confirmou que a verdadeira razão para invadir o Iraque foi a defesa das reservas de petróleo no Oriente Médio. Deve ter sido banido dos coquetéis na Casa Branca.
Nas redes sociais, a tecnologia da mentira se sofistica e é cada vez mais difícil se informar em sites e plataformas “confiáveis”. No final do ano passado, o Washington Post publicou matéria que transita entre o cômico e o aterrador. Um restaurante falso em Londres liderou o ranking de qualidade num site de viagens. O jornalista britânico Oobah Butler inventou um restaurante virtual, associou-o a uma página na web, combinou resenhas favoráveis com amigos e, surpreendentemente, começou a receber pedidos de reserva. Claro que ele as negava, alegando que o local estava lotado.
MENU DE EMOÇÕES – O site divulgava um menu baseado em “emoções” (parte da cultura gourmet, praga que vende “experiências”), conceito que, de acordo com o jornalista, é “bobo o bastante para enfurecer seu pai”. Ilustrava o cardápio com belas fotos… produzidas com produtos domésticos, como tabletes de cloro e creme de barbear.
A curiosidade gerada por uma casa tão “exclusiva” (ninguém conseguia lugar para comer lá) se espalhou e pedidos de reserva começaram a chegar do mundo todo ! O telefone não parava de tocar. O TripAdvisor elevou o restaurante ao primeiro lugar das indicações em Londres, quase 90 mil pessoas visitavam o site do restaurante fake todos os dias.
O que nos ensina este delírio coletivo, pendurado em nada? Bem, comparado com o que conto em seguida, Butler é um inocente brincalhão.
NOVO SOFTWARE – Supasorn Suwajanakorn (o nome é esse mesmo, nada fake), pesquisador do Google Brain, desenvolveu um software que permite produzir vídeos falsos com toques de realidade. Um exemplo. Numa palestra, projetou quatro versões diferentes de um mesmo discurso do ex-presidente Obama. Perguntou à plateia: qual delas era a versão falsa? A resposta: todas eram falsas. Em 14 horas, o programa manipulou fotos e vídeos pré-existentes de Obama, criando uma realidade paralela.
O software estará, em breve, disponível para uso através de navegadores da internet. Alguém consegue dimensionar o alcance disso? A tecnologia, que está dando os primeiros passos, será certamente aperfeiçoada. Chegará um momento, tenho certeza, em que não será mais possível diferenciar real de virtual. Não será mais possível acreditar em imagem alguma. Aí, então, os filósofos fritarão os miolos para definir a neoverdade, aquela cozinhada em algoritmos e modelos em 3D.
É, meninos, estamos próximos de protagonizar um episódio tardio do Twilight zone. Pena que Rod Serling está morto, a imaginação não está no poder e não existe garantia de happy end. Câmbio e desligo.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG  Este importante artigo de Jacques Gruman foi enviado por Mário Assis Causanilhas, sempre atento ao lance. Gruman é um pensador de verdade, que o Brasil precisa ouvir e respeitar, mas sofre preconceito por ser de esquerda, como o editor da TI. É um esquerdopata, igualzinho a mim. (C.N.)


Tribuna da Internet

Uma bela homenagem de Chico e Milton ao Dia do Trabalhador

Paulo PeresSite Poemas & Canções
O cantor, escritor, poeta e compositor carioca Chico Buarque de Hollanda, na letra de “Primeiro de Maio”, usou o lirismo infindo para inverter os papéis diários do casal de trabalhadores, que, neste dia, através do amor, personificam a usina e a ferramenta tecendo o homem de amanhã. Essa música foi gravada por Milton e Chico no Compacto Cio da Terra, em 1977, pela Philips/Phonogram.
PRIMEIRO DE MAIO
Milton Nascimento e Chico Buarque
Hoje a cidade está parada
E ele apressa a caminhada
Pra acordar a namorada logo ali
E vai sorrindo, vai aflito
Pra mostrar, cheio de si
Que hoje ele é senhor das suas mãos
E das ferramentas
Quando a sirene não apita
Ela acorda mais bonita
Sua pele é sua chita, seu fustão
E, bem ou mal, é seu veludo
É o tafetá que Deus lhe deu
E é bendito o fruto do suor
Do trabalho que é só seu
Hoje eles hão de consagrar
O dia inteiro pra se amar tanto
Ele, o artesão
Faz dentro dela a sua oficina
E ela, a tecelã
Vai fiar nas malhar do seu ventre
O homem de amanhã
Tribuna da Internet