terça-feira, 1 de março de 2011

Casal de Piracicaba pode ter sido morto no dia do sumiço

Um laudo entregue nesta terça-feira à Polícia Civil de Piracicaba (160 km de SP) indica que o empresário Cláudio Meneghetti, 55, e sua mulher, Lilian Simioni, 57, provavelmente foram assassinados no mesmo dia em que foram levados da casa deles --15 de fevereiro.


Os corpos foram encontrados no último sábado (26) no meio de um canavial em Piracicaba. Familiares já haviam feito o reconhecimento dos corpos. Eles foram enterrados no mesmo dia da localização.

O laudo também confirmou cientificamente que os corpos encontrados são mesmo do casal que estava desaparecido. Os legistas usaram prontuários odontológicos dos dois para realizar a confirmação, além de fotografias em que aparecem sorrindo.

O documento foi feito por uma equipe do Centro de Antropologia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), e entregue por volta das 12h de hoje ao delegado responsável pelo caso, João Batista Vieira de Camargo.

O médico odontolegista Eduardo Daruge Júnior disse que o estado de descomposição que os corpos foram encontrados no sábado é compatível com período de quase 12 dias que estavam desaparecidos.

"Pelo estado que estavam os corpos, eles provavelmente foram mortos no mesmo dia que foram levados [15 de fevereiro]", disse Daruge Júnior.

O laudo também revelou que Lilian foi morta por asfixia. Ela teve a boca e o nariz amordaçados com fitas adesivas e os pés e mãos amarrados com cordas.

As mãos dela estavam amarradas com fios de telefone, além da corda.

No caso de Cláudio, o laudo não foi conclusivo se a morte foi causada por asfixia ou por fraturas na cabeça e no rosto.

O corpo do empresário apresentava sinais de asfixia e também tinha fraturas nos ossos do crânio e do rosto causadas por um instrumento contundente. Ele tinha uma costela fraturada.

O empresário foi encontrado com pés e mãos amarrados com uma fita de lacre preta e cordas. Os pés estavam presos por um cabo de força usado para ligar aparelhos de modem à energia elétrica.

O delegado segue ouvindo depoimentos e recebendo denúncias que possam apontar que foram os criminosos.

CRIME

No dia da invasão da casa, a doméstica Susana Aparecida Parente Felippe, 57, que trabalhava para o casal havia 18 anos, foi encontrada morta por asfixia em um dos cômodos. Ela teve as mãos e os pés amarrados e a cabeça encoberta por dois sacos plásticos. Os criminosos amarraram o pescoço dela com fios de telefone.

Um computador com imagens do circuito interno da casa foi levado na ação.

Os criminosos levaram eletrodomésticos, cartões e dinheiro do casal. Uma camionete S-10 do empresário, usada na fuga, foi encontrada abandonada na rua de trás da casa. Folha Online