terça-feira, 5 de julho de 2011

Megacarreta pode bloquear via de São Paulo até sábado

Uma faixa da Av. Washington Luís, na zona sul, deve ficar interditada até o próximo sábado (9), segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

O bloqueio no sentido bairro ocorre por causa do tombamento de uma megacarreta, que transportava um transformador, num acesso para a av. Professor Vicente Rao, na madrugada de sábado (2).

A previsão inicial da CET era que a via fosse liberada antes das 6h de ontem. Um superguindaste alemão, com capacidade para 1.200 toneladas, foi levado ao local, mas não foi possível remover a carreta de 428 toneladas (198 da carga) e 92 metros.

Após tentativas no fim de semana e até as 4h de ontem, os técnicos não conseguiram fazer nivelar o guincho na via em declive - medida essencial para evitar que o guindaste tombe na remoção.

Agora, tentarão fazer isso utilizando uma peça de metal de 2,4 por 2,3 metros, que deve ser fabricada até esta terça-feira à noite pela própria transportadora, a Tomé. Ela será colocada embaixo do guindaste.

Assim que isso ocorrer, a CET deve divulgar um cronograma para a remoção.

Segundo o secretário municipal dos Transportes, Marcelo Branco, que esteve no local, pode ser preciso interditar toda a Washington Luís - nos dois sentidos - e, por isso, é provável que a CET opte por autorizar a remoção só de sexta para sábado, aproveitando o tráfego menor.

O cronograma indicará o tempo da remoção, mas estima-se em 12 horas -para retirar o transformador, içar o caminhão e a carreta, desmontá-los e transportá-los.

CUSTOS

O trânsito na região deve ficar comprometido até lá. Ontem, houve lentidão no trecho, mas o fluxo não chegou a parar, informou a CET.

A companhia disse que a Tomé terá de arcar com todos os custos causados, como o controle do trânsito no local por cerca de 20 agentes.

No sábado, o motorista perdeu o controle do veículo - por razões ainda desconhecidas -, que atingiu o muro de um bufê infantil e um poste. A carreta saiu de Guarulhos e ia para o porto de Santos, de onde o transformador seria exportado para o Egito.

A CET diz que, nos últimos dois meses, seis carretas da Tomé fizeram o trajeto. Segundo Antonio Prestes, chefe do departamento de transportes da CET, é o melhor percurso para as megacarretas.

Ele diz que não é possível desviar - indo, por exemplo, pela Jacu-Pêssego e o Rodoanel -, porque para isso teria que passar por vias com pontes e passarelas mais baixas do que a altura do veículo.

FOLHA