O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, afirmou nesta quarta-feira que a política monetária da China é indefensável, e voltou a pedir que Pequim valorize o yuan antes da visita do presidente chinês Hu Jintao aos Estados Unidos na próxima semana.
"A China continua controlando rigidamente o nível de sua taxa de câmbio, e restringe as possibilidades de movimentos de capitais à entrada e saída do país", declarou Geithner em um discurso em Washington.
"Esta política tem por efeito manter a moeda chinesa fortemente subvalorizada, o que é indefensável", acrescentou.
Geithner disse ainda que a relação econômica dos Estados Unidos com a China oferece "ocasiões formidáveis", apesar de também suscitar preocupações.
Os Estados Unidos acusam regularmente a China de manter sua moeda num nível artificialmente baixo para favorecer a competitividade de suas robustas exportações, as maiores do mundo.
No pronunciamento, Geithner também indicou que o país crescerá o dobro da Europa e Japão. "Devemos crescer numa taxa que será provavelmente a metade das grandes economias emergentes, mas umas duas vezes superior ao da Europa e Japão", afirmou.
O banco central americano prevê para este ano crescimento de até 3,6%, superior aos 3% esperados para o fechamento de 2010. Já para a zona do euro, o Banco Central Europeu (BCE) estima um avanço de 1,4% neste ano, enquanto o Japão espera crescer 1,8% no exercício 2011-2012 (de abril a março). Folha Online