A entidade de direitos humanos Human Rights Watch afirma que o serviço de Saúde controlado pelo governo do Egito vem tentando ocultar o número de mortos nos conflitos.
Desde o último dia 25 de janeiro, manifestantes contrários ao presidente Hosni Mubarak vem saindo às ruas exigindo a sua saída do poder.
De acordo com a entidade, um total de 297 pessoas já morreram nos choques, mas os órgãos de Saúde estatais não divulgaram uma cifra oficial abrangente de mortos.
A Human Rights Watch diz ter obtido essa cifra por meio de várias visitas realizadas a sete hospitais nas cidades de Cairo, Alexandria e Suez.
Segundo Heba Morayef, a pesquisadora da entidade respónsável pelo Cairo, o número de mortos deve aumentar.
A Human Rights Watch afirma que muitos das pessoas que morreram foram vítimas de ações da polícia para conter os conflitos, como disparar contra a multidão ou fazer uso de balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio à queima roupa.
Maged Boutros, um integrante do partido político no poder do Egito, o Partido Nacional Democrático (PND), disse em entrevista à BBC que ''o uso de força pela polícia é rejeitado e condenável por qualquer partido, inclusive pelo PND". "Investigações estão sendo realizadas pelo Ministério do Interior egípcio, para saber as razões que levaram à essa violência'', disse.
De acordo com Boutros, no primeiro dia de protestos, o dia 25, ''a polícia realmente protegeu os manifestantes". "Mas quando a violência eclodiu, quando edifícios e estações de polícia começaram a ser queimadas, quando saques e assassinatos começaram a ocorrer, a polícia teve de proteger, de certa forma, a si mesma contra vândalos'', disse. BBC Brasil