quinta-feira, 24 de março de 2011

B2W fará aumento de capital de R$ 1 bilhão

A empresa de comércio eletrônico B2W anunciou na noite de quarta-feira que fará um aumento de capital da ordem de R$ 1 bilhão que será subscrito por sua controladora, a Lojas Americanas.

O aporte ocorrerá por meio da emissão de 46.253.470 ações ordinárias, ao preço de R$ 21,62 por papel, conforme documento enviado ao mercado.

"O aumento de capital tem por objetivo melhorar a estrutura de capital da companhia, permitindo o aumento significativo dos investimentos destinados à inovação tecnológica e ao desenvolvimento de logística e operações, permitindo acelerar o crescimento e consolidar a posição de liderança de mercado", afirma a varejista no comunicado.

Ainda de acordo com o documento, o preço das ações foi fixado com base na média por volume de negociação das cotações de fechamento dos papéis nos pregões de 14 a 22 de março na Bovespa, com desconto de 10 por cento sobre o valor apurado. "O preço de emissão será integralmente destinado ao capital social da companhia", acrescenta.

As ações da dona dos sites Americanas.com, Submarino e Shoptime encerraram a quarta-feira cotados em R$ 22,33.

A Lojas Americanas, que detém atualmente 56,77% do capital da B2W, informou que comprará a totalidade das ações a que tem direito, buscando não perder o controle majoritário da empresa, e que pode adquirir as sobras disponíveis.

Com a conclusão da operação, o capital da companhia de comércio eletrônico passará a R$ 1,182 bilhão.

A B2W apresentou na última sexta-feira lucro líquido de 33,6 milhões de reais para o ano passado, queda de 45,8% sobre 2009.

Após concluir o processo de integração das plataformas operacionais de suas três bandeiras, a empresa afirmou estar otimista quanto ao resultados para 2011.

"Passamos do ciclo de integração das plataformas e estamos prontos para crescer. Vamos crescer em 2011, estamos muito certos disso", disse o diretor de relações com investidores da empresa, Murilo Corrêa, em teleconferência na ocasião.

A B2W também anunciou que pretende investir até 350 milhões de reais ao longo deste ano, montante cerca de 35% superior ao desembolsado em 2010, buscando driblar a concorrência no mercado de comércio eletrônico.

O longo prazo para unificar as operações tecnológica e de logística das marcas vinha sendo apontado por analistas do setor como um dos fatores de maior peso nos resultados da B2W. Para eles, o ganho em eficiência operacional é fundamental para que a companhia enfrente a concorrência e volte a conquistar a credibilidade de investidores.

Ao longo de 2010, a B2W foi pressionada pela intensificação da concorrência no varejo online e por queda nas margens, contrariando o cenário favorável para o consumo doméstico.

Refletindo a preocupação do mercado, as ações da B2W tiveram queda acumulada de 34% em 2010, respondendo pelo pior desempenho entre os papéis da carteira teórica do Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro.

No início de janeiro, a Lojas Americanas negou informações publicadas pela mídia local quanto a movimentações para aquisição da totalidade das ações de sua controlada, o que poderia resultar no fechamento do capital da B2W.

Embora tenha negado estudos para incorporar a B2W, a Americanas disse, na época, que "está sempre analisando a possibilidade de aumentar a eficiência de sua estrutura empresarial". REUTERS Folha Online