O jornal americano "The New York Times" afirmou nesta sexta-feira que encontrou os quatro jornalistas desaparecidos na Líbia.
Segundo a publicação, eles foram capturados pelas forças do ditador Muammar Gaddafi, enquanto cobriam os confrontos com os rebeldes da oposição no país, e devem ser libertados nesta sexta-feira.
O "NYT" diz em seu site que o filho do ditador, Seif al-Islam Gadhafi, confirmou a libertação para a Christiane Amanpour, em uma entrevista à ABC News.
Os jornalistas entraram em contato pela última vez com seus editores na terça-feira, quando estavam na cidade portuária de Ajdabiya, cobrindo o fronte de batalha do lado rebelde.
Os jornalistas desaparecidos são o duas vezes premiado com o Pulitzer, Anthony Shadid; Stephen Farrell, videorrepórter que foi raptado pela milícia Taleban em 2009, no Afeganistão (e que posteriormente fora resgatado pelas tropas britânicas no país); além de dois fotógrafos, Tyler Hicks e Lynsey Addario, ambos com larga experiência na cobertura de Oriente Médio e África.
BRASIL
O repórter brasileiro Andrei Netto, correspondente de "O Estado de S. Paulo", passou uma semana desaparecido na Líbia, país que deixou há uma semana após intensas negociações por sua libertação.
O jornal havia perdido contato com o repórter quando ele foi ao oeste do país cobrir os conflitos.
Netto viajava com Abdul-Ahad, repórter de cidadania iraquiana do "Guardian". O repórter --que trabalha no jornal britânico desde 2004 e já foi enviado ao Iraque e ao Afeganistão-- não entrava em contato com o jornal desde domingo retrasado, mas foi libertado na quarta-feira passada (16).
Os dois jornalistas estavam nos arredores de Zawiyah, uma cidade controlada por rebeldes a aproximadamente 50 quilômetros a oeste da capital Trípoli e local de violentos confrontos nos últimos dias entre insurgentes e forças leais a Muammar Gaddafi.
A BBC também informou que uma de suas equipes foi detida pelas forças de segurança da Líbia, agredida e sujeita a uma falsa execução depois que seus membros foram detidos em um posto de controle no caminho à Zawiya.
Os três integrantes da equipe foram acusados de espionagem e suas vidas foram ameaçadas durante 21 horas enquanto eram mantidos por soldados e a polícia secreta leais ao líder líbio, segundo o jornal.
O governo líbio tem restringido o deslocamento de jornalistas estrangeiros em Trípoli e determinou que devem viajar acompanhados por autoridades. ASSOCIATED PRESS Folha Online