A BRF-Brasil Foods apresentou lucro líquido de R$ 804 milhões em 2010, um crescimento de 125% em relação ao ano anterior em base proforma (considerando a fusão entre Sadia e Perdigão desde 1º de janeiro de 2009 --as ações da Sadia foram incorporadas em julho daquele ano).
A receita líquida somou R$ 22,7 bilhões no período, crescimento de 8,3%. O Ebitda (lucro operacional antes das despesas financeiras, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 2,6 bilhões, um aumento de 126% na mesma base de comparação.
A empresa informou, por meio de comunicado, que o desempenho operacional do ano passado foi favorecido pelo aumento das vendas de produtos processados no mercado doméstico, recuperação da demanda internacional, redução de custos de produção e despesas, além do início da captura de sinergias (ganhos financeiros) da fusão entre Sadia e Perdigão em algumas atividades já autorizadas pelo Cade, como no mercado externo e compra de insumos.
Segundo a BRF, a atuação conjunta das duas empresas permitiu melhor gestão de preços no exterior. Assim, o volume comercializado fora do país cresceu 5,6% em 2010 e atingiu 2,3 milhões de toneladas, enquanto a receita aumentou 4,3%, para R$ 9,2 bilhões.
Já a receita no mercado doméstico ficou em R$ 13,5 bilhões, crescimento de 11,3%. O volume de vendas subiu 4,6%, para 3,8 milhões de toneladas.
"O mercado interno aquecido e com aumento da renda real em pleno emprego, além da inclusão de classes emergentes ao consumo, estimularam a demanda e as vendas de produtos em todos os segmentos, especialmente as linhas destinadas às comemorações de final de ano", informou a empresa em nota.
A retomada das exportações de carnes in natura, acrescentou a companhia, ajudou a equilibrar a oferta no mercado doméstico, sustentando os preços e a venda de produtos com maior valor agregado.
FUTURO
Para 2011, a BRF estima um crescimento de 10% a 12% na receita líquida e investimentos entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão _no ano passado, a empresa investiu R$ 1 bilhão.
"Para executarmos esses planos e alcançarmos plenamente os objetivos de crescimento assumidos no anúncio entre as duas empresas, precisamos da aprovação do Cade. A companhia vem cumprindo sua parte, ao fornecer todas as análises e informações demandadas pelas autoridades e confia que o órgão deverá se pronunciar em breve sobre o processo de fusão", disse o presidente da BRF, José Antonio do Prado Fay, em comunicado que acompanha o balanço financeiro. Folha Online