A crise financeira dos clubes argentinos se refletiu na campanha das equipes nesta Libertadores.
Dos cinco times que disputaram a fase de grupos, só Estudiantes e Vélez Sarsfield passaram às oitavas de final. Independiente, Godoy Cruz e Argentinos Jr. foram eliminados.
É a primeira vez desde 1993 que nenhum argentino termina esta fase como líder de grupo. Tanto Estudiantes como Vélez foram segundos colocados, com muita dificuldade.
Os campeões de 2009 estrearam com uma derrota acachapante para o Cruzeiro por 5 a 0. Já o Vélez chegou à última rodada com poucas chances de se colocar entre os 16 melhores. Venceu o Caracas, fora, por 3 a 0, e conseguiu.
Não por acaso, ambos são justamente os argentinos mais regulares nos últimos anos e se aproveitam da brecha aberta por Boca Juniors e River Plate.
Os gigantes argentinos, em crise, não disputam a Libertadores desde 2009.
O balanço dos clubes da primeira divisão argentina, divulgado no fim de 2010, ajuda a explicar parte dessa decadência.
Somadas as dívidas das 20 equipes que disputam atualmente o torneio Clausura, a cifra é de 1,2 bilhão de pesos (R$ 430 milhões).
Os valores podem parecer pequenos comparados aos dos times brasileiros --estima-se que a dívida do Fluminense, o maior devedor do país, chegue a R$ 320 milhões--, mas inibem os investimentos dos argentinos. FOLHA