A taxa de desemprego nos Estados Unidos caiu pelo terceiro mês consecutivo em fevereiro, baixando para 8,8% da população, segundo números oficiais divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho norte-americano.
O número surpreende positivamente o mercado, que estimava a manutenção da taxa em 8,9%. Desde novembro de 2010, a taxa de desemprego caiu um ponto percentual.
Segundo os dados, a maior economia do mundo tem hoje 13,5 milhões de desempregados. Foram abertos 216 mil postos de trabalho, excetuando o setor agropecuário, acima da expectativa do mercado, que estimava criação de 185 mil vagas no período.
Em fevereiro, foram abertas 194 mil vagas de emprego e em janeiro, 68 mil, segundo dados revisados.
Há uma diferença importante na metodologia dos dois dados divulgados hoje. Para chegar ao percentual da população desocupada, o governo faz um levantamento na casa dos cidadãos, que respondem a um questionário. Ou seja, o trabalhador indica se está desempregado ou não.
Já o número de vagas abertas ou fechadas é estimado em empresas e no setor público. O saldo nas vagas de emprego é o resultado das contratações menos as demissões -- o que resultou nas 216 mil vagas abertas.
Outro dado importante para o período é o relatório da criação de vagas no setor privado, divulgado nesta quarta-feira pela consultoria ADP. No setor privado foram criadas 201 mil vagas em março, a primeira queda no indicador depois de 13 altas consecutivas registradas. O número decepcionou analistas do mercado financeiro, que acreditavam que o resultado seria de 208 mil no período. bem mais do que o esperado.
Na véspera, o governo americano registrou ainda uma queda na demanda pelos benefícios do seguro-desemprego: o montante de pedidos iniciais cedeu para 415 mil, uma redução de 42 mil registros nas duas últimas semanas.
REMUNERAÇÃO
A média de horas trabalhadas no país se manteve estável, em 34,3 horas por semana em março. No setor manufatureiro, este índice caiu 0,1 hora, para 40,5 horas semanais, enquanto as horas extras na indústria ficaram em 3,3 horas.
Já a remuneração média se manteve em US$ 22,87 por hora trabalhada, não atingindo as projeções dos analistas, de alta de 0,2%. Nos últimos 12 meses, a remuneração média subiu 1,7%.
No setor privado, contudo, os salários caíram US$ 0,02 para US$ 19,30 por hora.
Os setores que mais contribuíram para a criação de vagas foram indústria de bens duráveis, varejo e setor de saúde. O setor de construção civil continua perdendo vagas.
PIB
Na semana passada, o Departamento de Comércio anunciou que a economia dos Estados Unidos, que tinha registrado uma contração de 2,6% em 2009, cresceu 2,9% no ano passado e o ritmo da atividade se acelerou durante o último trimestre. Os lucros empresariais cresceram 20,4% no ano, a maior alta desde 2004.
Em seu cálculo definitivo do Produto Interno Bruto (PIB), o governo registrou um ritmo anual de crescimento de 3,1% entre outubro e dezembro, três décimos mais que o calculado previamente feito. A divulgação anima o mercado financeiro que esperava uma aumento de 3,0% desde a última prévia. Folha Online