O Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) manteve nesta quarta-feira a taxa de juros do país entre 0% e 0,25%. A autoridade monetária confirmou, também, que vai encerrar em junho o plano de estímulo monetário de compra de títulos do Tesouro.
O programa de estímulo monetário, chamado de QE2 (quantitative easing, fase 2) foi criado para injetar a quantia de US$ 600 bilhões na economia americana. Pela compra de títulos do Tesouro, o Fed consegue também manter as taxas de juros em queda.
O cronograma do QE2 já previa o encerramento em junho deste ano, mas alguns profissionais do mercado financeiro apostavam que seria prorrogado para continuar a estimular o crescimento econômico dos Estados Unidos.
O objetivo de encerrar o QE2 é de começar a atuar para controlar a inflação.
Na tarde desta quarta-feira, o presidente do Fed, Ben Bernanke, vai conceder uma coletiva de imprensa inédita, sobre os rumos da política monetária do banco.
A reunião do Fomc (equivalente a um comitê de política monetária do Fed) durou dois dias. O comunicado do comitê que divulgou os resultados, o Fed aponta que a reativação econômica do país segue em "ritmo moderado".
Ainda que a inflação tenha se acelerado, o Fed indicou acreditar que a alta dos preços é temporária. O banco mostrou preocupação com a persistência do alto nível de desemprego.
O desemprego americano caiu para 8,8% em março, o menor nível em dois anos. Mas o Fed disse no comunicado que ainda considera esse nível elevado.
Por causa da preocupação com o desemprego, o Fed não tomou a medida mais forte neste momento que seria o aumento dos juros, que estão no menor nível.
A decisão do comitê do Fed foi unânime entre seus diretores.
A taxa de juros entre 0% e 0,25% foi fixada em dezembro de 2008 como uma medida para estimular o consumo e tirar o país da recessão econômica.
O Comitê justificou que, dadas as condições econômicas atuais, manterá as taxas de juros neste níveis "excepcionalmente baixos" durante "um período extenso". FOLHA