Os 15 países membros do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) fracassaram nesta terça-feira em chegar a um acordo sobre uma declaração comum para condenar a violenta repressão das autoridades sírias contra os manifestantes, que já deixou mais de 350 mortos, indicaram diplomatas.
'Ficou claro desde o início que não havia consenso sobre uma declaração', indicou um diplomata que pediu para não ser identificado.
Rússia e China bloquearam a declaração proposta pelo Reino Unido, França, Portugal e Alemanha que condena a repressão das autoridades sírias às manifestações, que começaram no dia 15 de março e nas quais morreram pelo menos 453 pessoas, segundo ativistas.
A repressão do governo sírio contra os manifestantes 'não representa uma ameaça à paz e à segurança internacionais', disse o representante russo na ONU, Alexander Pankin.
'Uma verdadeira ameaça à segurança regional poderia surgir de uma intervenção externa', destacou o diplomata russo. 'Isto conduziria a um círculo interminável de violência' e poderia provocar uma guerra civil.
A representante dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, disse que o presidente sírio, Bashar al Assad, deve 'mudar de rumo agora' e acabar com a repressão aos manifestantes.
Rice pediu à comunidade internacional que se una para condenar os atos violentos praticados na Síria contra os manifestantes. FOLHA